Vale do Silício 2014: turnê com o Templo Coworking!

Quem me acompanha no Instagr.am percebeu que algumas semanas atrás estive no Vale do Silício em uma ‘excursão empreendora’. Por que exatamente? Vamos lá: existe um lugar no Rio de Janeiro chamado Templo Co-Working onde se desenvolve uma comunidade empreendedora. Você pode alugar uma ‘baia’ ou até uma sala e tocar o seu negócio em um espaço coletivo, trocando com os amigos da mesa ao lado, desenvolvendo projetos em parceria, fazendo cursos por lá mesmo, enfim. É um lance muito legal pra quem tá começando a abrir seu negócio (eu!). Ainda não consegui colocar a minha empresa no Templo, mas quando soube da excursão pelo Vale, não hesitei – já estaria na Califórnia e sempre tive curiosidade e um fetiche nerd pelo ‘ecossistema siliciano’.

 

Visitando os headquarters do Google – bicicletas, open salad bar, sinuca, e muita tecnologia

Pois é, o Vale do Silício é considerado mesmo um outro ecossistema. É tão animador (e frustrante ao mesmo tempo, comparando com a realidade brasileira) ver toda aquela gente criando soluções – não só em tecnologia – há em abundância capital humano, capital financeiro, tudo o que alguém criativo gostaria de ter ao seu dispor quando o assunto é empreender. Na viagem, fizemos visitas a algumas empresas como Google, AirBnb, Evernote, líderes em seus segmentos, e uma universidade de ponta como Stanford, para fazer um pequeno workshop. Juntando todas estas peças, deu para sair bem inspirado, e por mais que voltar para o Brasil pareça retornar em uma máquina do tempo por 50 anos, há muitas oportunidades por aqui. Foco, perserverança e um pouco de ousadia.

 

Com Luiza Sobral, em San Francisco, após visita à Pereira O’Dell

1. Negócios com missão e propósito

Você é encorajado a sonhar o mais alto possível. A missão do seu negócio às vezes pode ser mais importante do que o seu próprio produto. Não basta criar um novo fone de ouvido – a sua empresa precisa ter uma razão forte para existir – como mudar o mundo, melhorar a vida do vizinho, acabar com a poluição sonora. Estas missões se transformam em mantras de cultura organizacional, e contagiam todos os funcionários. Parece loucura, mas funciona.

Evernote, uma das empresas mais legais. Quem diria que um ‘bloco de notas’ poderia se transformar nisso tudo?

2. Dominar o mundo é uma questão de escolha, sonhe alto.

Em um certo encontro fomos questionados – diga cinco marcas brasileiras que tem presença global, de verdade? Não uma marca que tem uma loja em NY e uma em Paris. Empresas que realmente atingem o mundo inteiro? Aqui no Brasil, quando empreendemos, pensamos 99% das vezes no mercado brasileiro. Sim, há 200+ milhões de habitantes aqui. Mas por que não trabalhar pensando em 6 bilhões? No Vale, os sonhos estão nas alturas.

 

Draper University, uma faculdade estilo-Harry-Potter com foco em empreendedorismo. Há cursos de curta de duração!

3. Ajude o coleguinha.

Difícil de ver aqui no Brasil novos empreendedores simplesmente ‘trocando ideias’. As pessoas se seguram às suas ideias como se elas fossem a maior coisa que pudessem inventar – enquanto na verdade, o segredo está em uma boa ideia (claro) + timing (estar na hora certa, no lugar certo) + execução (fazer bem feito, tirar o projeto do papel). Muitas vezes, é conversando com o máximo de pessoas que você irá testar a sua ideia, prever problemas. Precisamos perder o medo de compartilhar as ideias, e se disponibilizar mais para ouvir as do vizinho.

No salão de projeções do AirBnB – a minha start-up preferida – em San Francisco

4. Falhar é normal.

A gente sabe muito bem que a vida é feita de erros e acertos, embora a gente batalhe para sempre acertar. No Vale, se você quebrou uma empresa, ou se ela simplesmente não decolou, ninguém te execra, deixa de te ouvir, ou perde crédito. O volume de criações é tão grande que às vezes a sua ideia simplesmente não era boa o suficiente –  motivo para você se reestruturar e melhorar o conceito, ou a execução, e tentar de novo. Esta foi uma das minhas principais revelações por lá. Só acerta mesmo quem tenta. Se falhar, dane-se, tentaremos quantas vezes forem necessárias.

Visitando Stanford, uma das mais importantes universidades americanas. 

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