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As 9 piores fotos da minha viagem

Gente, nesse mundo blogger todo mundo só posta as fotos na riqueza né? Nas baladas, na alegria, com as melhores roupas, etc. Como todos sabem que no meio das milhares de fotos que a gente tira em uma viagem sobram umas pérolas horrorosas, eu queria lançar uma campanha e pedir encarecidamente que os seres humanos postem suas fotos toscas também. É muito mais engraçado.

 

now that’s what I call bico

Nada como uma foto espontânea

Tentei uma foto artística com o papagaio, só que deu errado

Gangrena forever

Foco, pose, luz, tudo errado

Tadinha da Renee, tá parecendo um gremlin

Olho fechado, Raphael coçando a cara, ENFIM.

Por que eu fiz essa cara? E por que o cabelo ficou amarelo ovo?

Alguém tá a fim de um drink? Grazie

Um rasante em Macau

Nessa turnê aqui pela Ásia acabei passando um dia por Macau, ilha que fica a uma hora de ferry boat de Hong Kong. Foi tudo bem corrido então nem tenho ótimas histórias pra contar – mas Macau é muito interessante, porque foi uma ex-colônia portuguesa até um dia desses – e hoje restam na cidade ruínas e a cultura portuguesa, misturadas com a chinesa. Hoje em dia Macau é tipo um estado chinês, mas que tem bastante autonomia.

No fim das contas, Macau é bem confusa, e virou a Las Vegas da Ásia, com todas as grandes redes de cassinos americanas como MGM, Wynn, The Venetian (onde ficamos hospedados), Hard Rock Cafe, e por aí vai. Achei isso muito chinês, na verdade. Eles só pensam em dinheiro. Quer desenvolver rápido um lugar que vinte anos atrás estava às traças? Libera a jogatina e a cachaça, reduz o imposto, e transforma em um putaria haven. Apesar de ter tomado uns drinks nos cassinos e visto um show de uma banda cover bem cafona, a parte legal mesmo é a cidade antiga.

A Torre de Macau

Foi o máximo encontrar no meio da Ásia um lugarzinho com todas as placas em Português, apesar de ninguém falar absolutamente uma palavra na nossa língua.

Largo da Barra?

Rua do Pagode? Amo/sou.

Principal rua do centro histórico de Macau, com dezenas de padarias que vendem pastel de belém. Só que você pede um pastel de belém e ninguém sabe o que é. Chamam também de Portuguese Egg Tart (achei péssimo)

Quem quer lembranças da Fong Seng Lei Loi?

Em frente as Ruínas de São Paulo, principal ponto histórico da cidade – tô sério né?

Eu e Victor fazendo a Xuxa em Macau. Sem comentários.

Deixe sua moeda, faça um pedido e peça a bênção

O contraste do Centro Histórico com um cassino gigante, o Grand Lisboa. São mais de trinta pela cidade inteira.

Victor e o dragão chinês. Ele não larga essa camisa por nada.

E um por do sol daqueles pra terminar o dia!

Oi Disney.

Walt Disney World, Orlando, 1997

Disneyland, Los Angeles, 2010

Disneyland, Hong Kong, 2011

Eu nem sou desses louco pela Disney, Mickey, etc, mas já que a gente estava em Hong Kong, não podíamos deixar de ir conhecer uma Disney asiática. É praticamente idêntica à Disneyland, de Los Angeles, pequenininha, só que repleta de asiáticos: chineses, taiwaneses, malasianos, cingapurenses, e por aí vai. Uma delícia, principalmente porque deu pra ir na Space Mountain, que é o máximo.

Pra chegar na Disney de Hong Kong, é só pegar um trem da cidade até o parque, trajeto de meia hora. Trem temático, claro.

Fila de espera pra entrar no parque. Aliás, como tem fila aqui na Ásia pra tudo. Tudo. Acho que é simplesmente porque tem muita gente aqui.

Victor de olho no mapa antes da abertura dos portões

Hong Kong Disneyland.

Na verdade esse passeio à Disney foi uma espécie de presente da Coca Cola para os funcionários. Como eu sou “irmão” do Victor, fui de penetra. Toda essa mulherada aí trabalha na Coca Cola China com ele. Fico chocado como uma delas (a de blusa de listras cinza e preta, na frente) tem 39 anos e parece ter 24.

Algodão doce com Irene na terra do Mickey

Chinesinhas fofas que encontrei no meio do parque, pedi pra tirar foto

Placas da Disney Hong Kong, em inglês e chinês

Olha que fofa a Irene de Stitch!

Pateta e Pluto, nossos preferidos

Toda a gangue na Disney Hong Kong junto com o Buzz Lightyear, do Toy Story

Não lembro do nome desse brinquedo, mas ele é o máximo. Geralmente o nível de adrenalina dos brinquedos da Disney é bem soft, mas esse novo, na Toy Story Land, é mara. Vocês conseguem me achar aí?

 

 

“It’s not Hong Kong”

Eu nem consigo acreditar direito ainda que eu estou na Ásia. Minha viagem dos sonhos começou com essa passagem por Londres, e agora acabei de ficar uns dias em Hong Kong. Vou ficar um mês perambulando pela China e Japão, digerindo a cultura daqui e procurando entender os motivos de uma coisa que já tá bem clara pra mim: o futuro é aqui, e eu quero fazer parte dele.

Tá, mas por que eu vim parar aqui na China? Eu tenho dois melhores amigos no Rio, Victor e Raphael, que são como irmãos pra mim. A gente se ama muito, e é muito próximo. Um deles, o Victor, trabalha na Coca-Cola e foi transferido durante um tempo para Shanghai. Victor é foda, morro de orgulho dele. Ele foi para Shanghai em 2009 e começou a convencer todos nós de que a vida estava acontecendo em um ritmo diferente nessas bandas daqui. Que Paris era a nova Buenos Aires. Que Shanghai era a nova New York.

Empire of the Sun gravou o clipe de Walking on a Dream e nós ficamos loucos, porque essa foi a nossa trilha sonora durante um ano inteiro. Era uma questão de tempo que nós três viéssemos para cá. Somou tudo: ele com um apartamento aqui, eu de férias do programa até Janeiro, e o Rapha também de férias. Então vamos passar o Natal e Ano Novo como uma família no Oriente. Demais né?

Eu sou apaixonado por aviação e um dos meus sonhos é ser piloto, desde bem pequeno. Todos os anos eu invento que vou entrar no curso de pilotagem, mas sempre amarelo. Quem sabe em 2012. O voo Londres-Paris-Hong Kong foi pela Cathay Pacific, em um Jumbo 747. É maravilhoso, o avião é tão grande que praticamente não tem turbulência. São doze horas de viagem, com direito a sobrevoo pelo Himalaia – dormi durante 10 horas, porque estava virado da noitada de Londres.

Essa é a vista do hotel que ficamos em Hong Kong, o Excelsior. A cidade é um canteiro de obras, cheia de gente do mundo inteiro. Um formigueiro multicultural, East meets West. Fiquei surpreendido com uns dias lindos de sol, dignos de Rio de Janeiro. Aliás, o cenário lembra um pouco o do Rio, por causa da relação mar-montanha.

Outdoors e placas espalhadas por todas as partes, bem como a gente imagina. A cultura inglesa e a chinesa se apertam o chão e os ares. Prédios favelinha vs. skyscrapers. Sensacional.

Entardecer à beira do mar, Riviera Francesa meets Tradição Asiática

Eu tava passando pela rua e as meninas começaram a rir sem parar. Eu não entendi, dei a volta e fui falar com elas, que ficaram morrendo de vergonha. Aí elas falaram “You’re handsome.”. HAHAHAHAHA. Fofas né, mas zero manha de paquera. Aí a gente tirou uma foto. Essa jaqueta é o meu novo xodó, bem Versace. Comprei no brechó em Londres, pela bagatela de 45 reais.

Ok eu precisava muito tirar uma foto em frente à essa loja. TARSILA MARINHO feelings.

E claro que eu invadi a foto dos xing-lings. Em cada quarteirão tem um grupo de 30 pessoas tirando fotos, eu não queria ficar de fora. Dá pra ver um pouco mais da jaqueta, e do Creepers, que ganhei de presente do Gabe em Londres. Depois eu mostro esse sapato pra vocês com mais calma, todo mundo está usando há bastante tempo na Inglaterra, mas ninguém começou a fabricar no Brasil. Como siempre.

Na cobertura do hotel, no 39. andar, tomando uma cervejinha. Que vista hein. Depois fomos pra balada com o French Horn Rebellion, que está em turnê na Ásia.

Essa é Irene, que trabalha com o Victor na Coca-Cola. Eu acho maravilhoso que aqui na Ásia eles tem o nome oriental, tipo Yu Hei Chan, e quando vão ficando mais velhos, escolhem um nome ocidental para a vida. Tem um monte de Renée, Sarah, e principalmente (pasmem) Monica, Rachel e Phoebe! HAHAHAHA!

Vista do mirante em Hong Kong, city lights no máximo, deixa New York no chinelo.

Tem um passeio em Hong Kong que todos os turistas precisam fazer, que é subir o teleférico até o Buda. É uma experiência bem Rio de Janeiro, só que o bondinho é bem maior, o trajeto dura quase meia hora, e vai muito alto. A vista é linda, e o mais impressionante é chegar aqui:

Um buda gigantesco, abençoando Hong Kong inteira, assim como faz o Cristo Redentor. Lindo e emocionante.

E esse é o Victor e vocês se tratem de se controlar porque pra pegar ele tem que pedir autorização ao titio aqui.

A Rainha não perde a majestade

Boné Phoenix Suns | Jaqueta Beyond Retro | Calça Cheap Monday | Tênis Vans

Eu não entendia esse frenesi todo das pessoas com Londres. Já tinha ido algumas vezes, só que mais jovem, com outros interesses, e meio que cagava pra essa “avant-gardismo” daqui. Mas acho que era porque eu devia ser um baita de um reaça, ou ainda não tinha me visto tão de perto.

Hoje em dia, não tem como não ficar impressionado com Londres. Não é só pelas galerias de arte, a quantidade absurda de gente linda, os looks de chorar, o sotaque charmoso, opções de entretenimento e cultura, a organização, o funcionamento do transporte, segurança, enfim. É porque Londres realmente é o lugar que eu mais senti na vida a liberdade de ser quem eu quiser.

Jaqueta Levi’s | Camisa Levi’s | Calça Cheap Monday | Botas Timberland

Ninguém tá nem aí pra você, e daí vem a fama de frios ou carudos. O ser quem você quiser não significa ir pra balada, ficar loucão e tirar a roupa – e sim estar menos sujeito ao preconceito e às pressões/padrões que a gente sofre no Brasil. Em Londres,  você se vê rodeado por muita gente empurrando as fronteiras da atitude, do lifestyle e da criatividade. Que nem todo mundo tá correndo atrás só de grana, e sim de fazer algo que tenha mais significado, e menos superfície.

E cai a ficha de como a gente é careta. Que eu sou obrigado a ver no meu Facebook – porque todo mundo compartilha, e é engraçado, de fato – o vídeo da filha de um político de Cuiabá que levou uns oitos atores da Globo pra sua festa de 15 anos. Que gap cultural.

Boné Vintage | Pull American Apparel | Calça Lee | Botas Timberland

East London não tem uma aura de ”terra das oportunidades” – porque se a gente quer falar de ganhar dinheiro, sinceramente, o Eldorado hoje é Pernambuco, cujo PIB cresceu 9,5% no ano passado. Praticamente uma China. Aqui talvez seja um ensaio da terra da liberdade criativa. Quando você se vê rodeado por essas pessoas e quer ser um artista – qualquer que seja a sua arte, e porque não uma mistura de todas – não me restam dúvidas que Londres e quem é parte dela fazem você olhar para a frente. Determinismo, mesmo.

Outra coisa, eu amei que Londres não tem muito isso de panela. Óbvio que as panelas estão por todos os lugares, mas é diferente. Parece que o importante aqui não é tentar entrar em uma panelinha, e sim ter bom senso para a quantidade arrebatadora de opções e referências pra você seguir a sua vida.

É um pouco decepcionante abrir os olhos e viver no eixo Rio-São Paulo, que soma mais de 25 milhões de habitantes, e perceber que a gente é tão provinciano. O Rio é lindo, mas o carioquismo raramente sai da mesmice. Estou prestes a completar quatro anos de Rio, e tá dando bode. São Paulo é mais inteligente, mas a qualidade de vida é um atraso de vida. E gastamos tanto dinheiro pra sobreviver . Acho que é isso que eu fico mais puto na verdade. Porque se fosse provinciano e fosse baratinho, eu ficava calado. Mas como é cara a vida de quem mora no Rio ou em São Paulo. Morar, comer, se locomover. E o preço das roupas? Prefiro nem comentar, enfim.

Tarsila Marinho esteve no Joiners e vestiu lenço Hermès e luvas Kenzo

Então fica aqui um pouco do meu desabafo e ode à Londres, a cidade mais cosmopolita do mundo, boa pra você ser tudo o que você sempre quis. E pra quem acha a libra esterlina um assalto, faz as contas e vê que assalto é ter que pagar R$ 25 em qualquer táxi na cidade de São Paulo porque o metrô ainda não chegou (que piada) onde você quer ir.

Jana Mello, stylist carioca, que agora trabalha na Super Super

E pra não perder o ânimo, vou continuar almoçando um PF baratinho pra sempre sobrar algum dinheiro pra voltar aqui.

Maria Catarina Duncan, my beautiful London host.

Thanks Cata and Gabe for the intelligence sharing and embracing me throughout this experience. Cousins forever stay.

 

Semana Santa em Recife

Acabei esquecendo de postar todas essas fotos, mas nunca é tarde. A minha última semana santa foi a menos santa que eu vivi em muitos anos. Tive a honra de receber meus melhores amigos cariocas em Recife, depois de mais de 3 anos de carioquice minha. Não é fácil convencer um entourage inteiro a ir pra lá, principalmente no feriado, quando a passagem tá bem carinha. Um dos meus grandes amigos, Alexandre, casou com Marina, e acabei sendo padrinho. Primeira vez, chorei muito no altar, o amor é lindo e a vida é bela. Tocamos na Putz!, no casamento, e na Baphorofada, e no meio dessa agenda frenética, bons drink na praia!

Victor Vieira, Caio Braz, Daniel Molina e Rapha Lima, em Porto de Galinhas. Olha o drink exótico no abacaxi!

Baphorofada Crew feliz na praia

Sunset em Porto, amei essa foto

Alôr? Quem tá ligando?

Lavagem rápida? Hahahahaha

A noiva mais linda do mundo, Marina Piquet, comendo caranguejo! Cadê essas fotos do casamento gente? <3

Passeando pelo Capibaribe de jangada, quem vê pensa que é riqueza pura, hehe

Meu gif preferido, os boys investindo forte no duplo twist carpado!

Nosso barqueiro, no passeio. “TÁ BOM MEU FIO?”

Look do dia: Chapéu: vendedor de rua de New York, próximo ao Soho. Ele tá lá há anos, fácil de encontrar! Blusa de brechó, nem lembro Short Ellus, era uma calça, da época do colégio, cortei Espadrilhe Paez

Me fala se essa foto não tá a capa do nosso CD? Carol, eu, Victor, Angélica e Rapha Boy, indo conhecer a bilola de Brennand.

Quadro da casa onde nasci, e cresci até os 16 anos. Chacon 300, em Casa Forte, morro de saudades e de tristeza quando vejo que ela tá toda acabada…

Serigrafia de Volpi nas paredes da casa da Mama

Um dos meus quadros preferidos lá da casa da mama, o Arremessador de Disco, de Romero de Andrade Lima.

Vou ficar devendo as fotos do casório, mas assim que elas aparecerem, posto aqui!

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