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A moda agênero nascida em Pernambuco e desfilada em NY pela Another Place

Como assim ainda não tínhamos falado sobre a Another Place por aqui, seguimores? Talvez você já tenha ouvido falar dessa marca pernambucana (<3) nascida em 2015 e hoje comandada por Rafael Nascimento, Caio Fontes e Kika Pontual. De pegada streetwear forte, a Another Place leva a sério um de seus principais motes, que é a moda agênero. Todas as peças são pensadas com foco em pessoas, independente de suas identificações de gênero, e o nome é uma homenagem a essa característica da brand. Another place; um outro lugar, fora do lugar comum, o fomento de novas propostas e de pensamentos mais livres.

Rafael e Kika moraram juntos por bastante tempo e viviam explorando os guarda-roupas um do outro, então foi natural que, quando Rafael resolveu criar a marca, ele quisesse tê-la ao seu lado. E essa experiência de troca de roupas certamente influenciou na decisão de construir uma marca pautada na desconstrução de gênero. E aí veio o Caio, que manda ver com seu background financeiro. No site dá pra entender um pouco mais da motivação da Another Place: “Respeitamos o ser humano como o todo que é. Macho ou fêmea. Porque roupa é expressão e todo mundo pode e deve usar o que quiser, o que couber, independentemente do sexo. Do estilo. Da profissão. A humanidade toda não cabe dentro das mesmas caixinhas”, explicam.

Legal, bacana, massa, mas isso não é tudo! A Another Place desfilou a sua coleção de inverno na semana de moda de Nova York, no início desse ano. Chamada “I See You”, a coleção veio cheia de referências genderless (claro!), tecidos inovadores, além de jeans bem massa e muito conforto. Pra ter orgulho da nova moda brasileira, sim ou com certeza? Até porque eles foram a única marca brasileira a desfilar naquela temporada, num braço do evento dedicado a novos talentos que rolou no Fashion Gallery.

Se liga no vídeo da campanha:

As inspirações da Another Place são diversas, mas abarcam especialmente as referências que cruzam os caminhos dos sócios, as pessoas ao redor deles que não têm vergonha de assumir quem são e que se expressam e se colocam no mundo em termos de moda independentemente do gênero. Gênero aqui não é barreira. E além disso, a música traz vários insights pro trio, que vende suas peças em seu e-commerce. Dá pra clicar aqui e saber mais de onde encontrar.

Moda: saiba mais sobre a Cacete Company e seu espírito livre e jovem

Uma nova paixão: a Cacete Company. Marca que está nas ruas desde 2015 e que tem como principais características uma moda jovem, de espírito livre e pegada inusitada, a Cacete traz peças provocativas, design super contemporâneo, a vibe do streetwear que estamos amando, tudo com personalidade própria.

Na Cacete a gente encontra também underwear que preza não só pela qualidade, mas também pelo estilo, afinal, por quê não? Esse é inclusive um dos maiores focos da marca, que tem um processo de produção 100% brasileiro. Além disso, essa galera é do fomento! Tanto de parcerias de criação e produção (dá pra ver tudo com detalhes no site deles) quanto das silhuetas que estão em alta; oversized, cortes desconstruídos etc. A gente bateu um papinho com o Raphael, um dos sócios da Cacete, pra saber um pouco mais dessa história!

Como surgiu a marca?

O processo de pensar a marca começou em meados de 2013. No início, não tínhamos um conceito determinado, porém queríamos explorar o universo do street. No começo de 2014 escolhemos o nome da firma e em abril de 2015 finalmente a lançamos. A vontade de atender o público masculino sempre existiu, mas foi durante este processo que definimos focar nas cuecas, por acreditarmos que fosse uma setor pouco explorado.

De onde veio esse nome?

Queríamos um nome 100% brasileiro, forte, irônico, debochado e principalmente fácil de guardar. A dualidade da palavra também foi super importante, pois existem regiões nas quais cacete significa palavrão e outras onde significa apenas um pãozin, rs! E além do mais, o nosso foco é vender cuecas, ou seja, porta cacete, haha!

CA.CE.TE.co na SPFW – N43 Março / 2017 foto: Marcelo Soubhia

Uma publicação compartilhada por CA.CE.TE.co (@cacetecompany) em

Como é o processo criativo de vocês?

O nosso slogan é da rua pra rua! E é bem isso que buscamos, referências do nosso cotidiano e principalmente o que gostaríamos de usar.

E que referências (artistas, universos, música, movimentos…) são essas que têm a ver com a Cacete?

Amamos ser locais! Nossas referências vêm de artistas de rua de BH, como #DESALIXO, e movimentos sociais, como Lá da Favelinha e Duelo de MC’s, por exemplo. Djonga e Cadu dos Anjos são músicos mineiros que a gente também admira. Somo bem mineirinsrs! Mas claro, curtimos muita música gringa: M.I.A (pela música e pelo ativismo político), Grimes, FKA, Robyn e Rihanna.

CA.CE.TE.co na SPFW – N43 Março / 2017 foto: Marcelo Soubhia

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Por fim, vocês falam no site que o processo de produção é 100% brasileiro. Conta mais detalhes pra gente!

Temos muito orgulho de onde viemos e fazemos questão de fazer tudo por aqui mesmo. Estar perto de quem produz pra gente é muito importante! Somos uma empresa de dois sócios que fazem tudo, a gente é empreendedor, mídias sociais, assessor de imprensa, officeboy, SAC…

Trabalhamos com duas mulheres maravilhosas, a modelista Ana, que está com a gente desde o início, e a pilotista Lau, que faz um acabamento perfeito. Os fornecedores de tecidos são todos nacionais. As malhas vêm do Sul do país e os tricolines do interior de Minas. Nosso processo serigráfico e de corte é todo produzido em BH, por empresas terceirizadas. Já os acessórios e sandálias são desenvolvidos em parceria com O Jambu e o artesão de calçados, Paolo, ambos também de BH.