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E se a gente fosse agora pra Shanghai?

Em algumas das minhas viagens eu resolvo filmar um montão de momentos, e esqueço o material. Fui para Shanghai, na China, em Dezembro de 2011, e um ano e meio depois, me deparo com os arquivos nas profundezas de algum HD aqui na minha mesa.

Resolvi editar. A música, é claro, foi trilha da viagem, bombava em 2011 [e bomba até hoje, na verdade], cheguei moreno, saí loiro, e descobri o outro lado do mundo com meus amigões. Ah, que saudades.

Shanghai é o futuro

Como vocês acompanharam aqui pelo blog, eu passei o mês de Dezembro pela Ásia. Há muito tempo estou devendo um post com algumas fotos de Shanghai, e dividir algumas experiências que eu vivi por lá.

Como eu já falei por aqui, aproveitei as férias e fiquei três semanas em Shanghai, porque um amigo meu, o Victor, está morando e trabalhando lá. Quando chegou o período de Natal/Ano Novo, chegou o Raphael. Ficamos todos juntos e viajamos um pouco pela China, e também conhecemos o Japão.

Shanghai é surpreendente, principalmente por conta do desenvolvimento. É um tapa na cara dos brasileiros. Nos anos 90, não havia 10% dos arranha-céus, nem das linhas de metrô. Em vinte anos, com o crescimento acelerado da China, eles transformaram Shanghai na “Nova York” asiática, super desenvolvida e eficiente. O Brasil vive esse momento econômico acelerado e otimista, pena que grande parte do nosso dinheiro, que deveria ser investido em infra-estrutura, é desviado pela corrupção. Ver a China crescer de verdade faz a gente refletir sobre como e o quanto a gente quer crescer também.

Por outro lado, foi o primeiro lugar onde eu realmente sofri algum choque cultural. Me decepcionei um pouco. Pra começar, o idioma: pouca gente fala inglês, ou qualquer outra lingua. Falar chinês é muito difícil, então a comunicação era mínima. Eles mantem alguns hábitos rurais, como cuspir na rua, e escarrar o tempo inteiro. Mas o pior é que a China é realmente super populosa. São mais de 1 bilhão de habitantes, e se você parar no meio da rua, eles passam por cima de você. É como se você estivesse no caminho do “desenvolvimento” deles. A sensação que a gente tem é que eles estão sempre correndo atrás de alguma coisa, principalmente de dinheiro. Então, eles furam filas com a maior cara de pau, e esbarram em você sem parar nas ruas. É muito esquisito.

Apesar da convivência estranha com os chineses, a gente se divertiu muito. Definitivamente não é o lugar mais óbvio para pesquisar moda, ou cultura jovem. É bem industrial e comercial, tem muita falsificação mesmo, e o esporte preferido do chinês, sem dúvidas, é comprar. Mas vale à pena ver de perto a força da potência do século XXI. E tem mais, quem quiser trabalhar lá, tá cheio de empregos para estrangeiros. Os ocidentais arrasam por lá, principalmente nos empregos que exigem mais criatividade. Dá pra ganhar uma dinheirama.

Então divido com vocês, um diário bem pessoal com umas fotos legais minhas e dos meus melhores amigos.