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A seleção masculina de futebol das olimpíadas tem cabelos de barbearia e a gente ama isso!

Nessas olimpíadas a nossa seleção masculina de futebol enfrentou alguns demônios: a decepção ainda latente da torcida com o resultado da Copa do Mundo (ainda que sejam seleções essencialmente bem diferentes, ficamos descrentes no nosso futebol), o tardio reconhecimento de que a nossa seleção feminina é foda (finalmente!!!) e as inevitáveis comparações, o rendimento irregular nas primeiras partidas olímpicas… Até que se ajeitaram e alcançaram o ouro que nunca antes tivemos por aqui, numa final contra a Alemanha (aff).

Polêmicas e conquistas à parte e agora que pudemos relaxar após os jogos, acabamos notando um “detalhe” que amamos: já repararam que praticamente todos os jogadores da seleção escalada para as olimpíadas usam corte de barbearia? É realmente impressionante como esse tipo de corte, que está super em alta, aliás, caiu no gosto dos jogadores brasucas! Pra quem também curte esse hairstyle, aqui vai um mural de influência futebolística rs, que é pra você, quem sabe, se inspirar, escolher e investir num barbeiro legal pra mudar o visu.

O UNDERCUT TRADICIONAL

Alguns dos nossos jogadores investiram nas laterais raspadas com o topo grande, sem mais firulas além disso.

Luan (Grêmio) Por Lucas Figueiredo/MoWA Press

Neymar (Barcelona) Por Leo Correa/MoWA Press

Zeca (Santos) Por Lucas Figueiredo/MoWA Press

O UNDERCUT GRADUAL

Nesse o topo não é simplesmente grande, ele pode ser mais curtinho, fica a critério do cliente. As laterais também vão ficando gradualmente mais curtas, não são tão “raspadonas” como no tradicional. É claramente o favorito da maioria na seleção!

Douglas Santos (Atlético-MG) Por Lucas Figueiredo/MoWA Press

Felipe Anderson (Lazio) Por Lucas Figueiredo/MoWA Press

Luan (Vasco) Por Lucas Figueiredo/MoWA Press

Marquinhos (PSG) Por Lucas Figueiredo/MoWA Press

Thiago Maia (Santos) Por Lucas Figueiredo/MoWA Press

Rafinha (Barcelona) Por Leo Correa/MoWA Press

O UNDERCUT COM RAZORPART

Suuuper barbearia, é o undercut com aquela divisão entre a parte raspada e o topo feita com navalha, o que chamamos de risca lateral. Normalmente se escolhe um dos lados para fazer a risca, e então se joga a franja ou o topo do cabelo para o lado oposto, deixando-a bem evidente. Amamos! Com barba, então…

Weverton (Atlético-PR) Por Lucas Figueredo/MoWA Press

O DEGRADÊ CURTINHO

Muito 2016, esse corte é bem “seco”, simplão, o seu charme fica por conta desse sutil degradê que faz com que seja bem curto nas laterais e gradualmente maior até o topo da cabeça, mas nada exagerado. Exige manutenção frequente, afinal é só o cabelo crescer um pouco pra o formato ir se perdendo…

Renato Augusto (Beijing Guoan) Por Rafael Ribeiro/CBF

Walace (Grêmio) Por Lucas Figueiredo/MoWA Press Muito, muito maravilhoso!

William (Internacional)

Gabriel Jesus (Palmeiras) Por Fernando Dantas/GazetaPress Outro ótimo!

O DEGRADÊ SEM MÁQUINA OU NAVALHA

Mesmo os jogadores que não investiram em undercuts, razorparts, cortes com navalha ou máquina parecem gostar dessa coisa das laterais mais baixas, ainda que seja algo sutil e feito na tesoura.

Rodrigo Dourado (Internacional) Por Lucas Figueiredo/MoWA Press

Rodrigo (São Paulo) Getty Images

Uilson (Atlético-MG) Por Lucas Figueiredo/MoWA Press

E aí? Curtiu os cabelos dos nossos jogadores? Usaria algum? Conta pra gente nos comentários!

Retrospectiva olímpica: os melhores e piores da Rio 2016

No último domingo aconteceu a cerimônia de encerramento das Olimpíadas Rio 2016, apagando a pira olímpica e fechando um ciclo que acabou surpreendendo positivamente a todos: surra de espírito olímpico, muitos festejos na cidade maravilhosa, troca cultural intensa e um envolvimento com diferentes esportes que não só o futebol. Coisa rara de se ver aqui nas nossas bandas! Já estamos com saudades, claro! E no clima de relembrar, listamos os melhores e piores da Rio 2016. Confere:

Uma foto publicada por Caio Braz (@caiobraz) em

OS MELHORES

A CERIMÔNIA DE ABERTURA Estávamos todos tensos com a abertura dessa olimpíada, vamos assumir. O evento chegou ao Brasil num momento político super delicado, com o país polarizado e os ânimos à flor da pele. Montada por um time de peso (Andrucha Waddington, Daniela Thomas e Fernando Meirelles como diretores criativos, Deborah Colker na direção de movimentos e Abel Gomes como diretor-geral artístico), a cerimônia trabalhou com orçamento reduzido, mas deixou todos boquiabertos. Cheia de alma, calor humano e muito brasileira sem ser só clichê, foi o início perfeito de um evento que nos uniu e nos fez ver o lado bom de ser brasileiro. Estar lá foi emocionante pra caramba, saímos todos bêbados de espírito olímpico!

por Beto Barata

RAFAELA SILVA DEU O NOME Nossa primeira medalha de ouro nesses jogos foi também uma senhora história de superação. A judoca Rafaela Silva levou o estimado prêmio depois de ser eliminada em Londres e sofrer racismo. Ela chegou a pensar em desistir do esporte, mas deu a volta por cima. Mais, Rafaela é mulher, negra e de origem humilde. Muita representatividade e uma verdadeira lição de vida.

por Kai Pfaffenbach/Reuters

THIAGO BRAZ DA SILVA, VOADOR Que loucura foi ver Thiago Braz no salto com vara! O rapaz bateu novo recorde olímpico e saltou 6,03 metros, deixando o francês e favorito ao ouro Renaud Lavillenie para trás (um que super reclamou das vaias do público, aliás). Thiago tem só 22 anos e é uma das faces dessa edição das Olimpíadas.

por Franck Fife/AFP

ISAQUIAS: TRÊS É DEMAIS DE BOM O baiano de 22 anos foi o primeiro atleta brasileiro a ganhar três medalhas em uma única edição dos jogos. Nas três provas de canoagem que fez, Isaquias subiu ao pódio. Foram duas pratas e um bronze, mas o gostinho foi de ouro para todos nós.

por Reuters

A DESPEDIDA DE PHELPS O maior atleta olímpico de todos os tempos disse adeus à carreira de nadador aqui, em terras brasileiras, após levar cinco ouros e uma prata na Rio 2016, acumulando 28 medalhas, sendo 23 delas de ouro. Pense: o Brasil tinha 23 ouros em toda a sua história até o início da Rio 2016, coisa que Phelps conseguiu sozinho em cinco edições olímpicas. Palmas.

por Odd Andersen/AFP

SIMONE BILES, A PEQUENA GIGANTE Dava gosto de ver Simone Biles performando suas acrobacias nas provas de Ginástica Artística. A jovem de 19 anos levou quatro ouros e um bronze e virou a primeira atleta norte-americana a conseguir mais medalhas do esporte em uma única edição dos jogos.

por Getty Images

USAIN BOLT: O RAIO Impossível não amar Usain Bolt! O jamaicano é quase deus, de tão impressionantes que são suas corridas. Ele conseguiu três tricampeonatos inéditos (100 e 200 metros rasos e revezamento 4×100 metros) e levou medalha de ouro no bom humor, coisa que brasileiro adora. Bolt era só sorrisos, zoava com jornalistas e no Rio de Janeiro não se falava de outra coisa que não o seu aniversário de 30 anos, comemorado na Casa da Jamaica. Bolt acabou indo para outra festa, mas segue rei nos nossos corações. Ah! Ele também anunciou aposentadoria. Veremos…

por Lucas Coch/EPA

O LEGADO DO METRÔ Com as obras entre Ipanema e Barra concluídas e o metrô funcionando inicialmente para atender o fluxo do evento olímpico, o carioca parece ter um motivo pra continuar alegre com o fim da Rio 2016. Finalmente existe a possibilidade de sair de Ipanema e chegar à Barra em algo como 40 minutos, sem carro, sem trânsito e pagando pouco, algo inimaginável a pouquinho tempo atrás. Quem mora no Rio e faz o trajeto diariamente sabe do perrengue que é: comum ficar até mais de três horas no trajeto entre um bairro e outro.

por Ricardo Cassiano

UNIFORMES BABADEIROS Falando de modas, parece que não temos do que reclamar. As parcerias entre as delegações dos países e renomados estilistas renderam belíssimos uniformes aos atletas, tipo de roupa sporty que a gente adotaria fácil no dia a dia. Brasil tava super DNA brasileiro com Lenny Niemeyer, a França tava maravilhosa de Lacoste, os da Suécia estavam um bafo, muito usáveis (e feitos pela H&M, olha…), e Cuba de Christian Louboutin? Elegantérrimos da cabeça aos pés. Amamos!

Uniformes de Cuba e França, respectivamente. Fotos: respectivas delegações

OLIMPÍADA DAS GAY E DAS MINA Essa medalha é nossa! A Rio 2016 se consagrou como a olimpíada mais gay da história, com o maior número de atletas abertamente LGBTQ de que se tem notícia (43 no total)! Tivemos pedido de casamento em campo, beijo durante a passagem da tocha, destaque para atletas já casadas ou namoradas, cinco ciclistas trans puxando as delegações dos países na abertura… Além disso, a seleção brasileira de futebol teve seu (tardio!) merecido reconhecimento por parte do público brasileiro e mulheres dos mais diversos esportes provaram por A + B porque esse papo de sexo frágil é uma cilada. Que a representatividade e o respeito se espalhem e se perpetuem, já que sabemos que no dia a dia brasileiro não é bem assim que a banda toca.

por David Ramos

OS PIORES MOMENTOS

O PINÓQUIO OLÍMPICO O papelão de Ryan Lochte em sua passagem pelo Brasil foi, certamente, um dos acontecimentos mais bizarros dessa Olimpíada. O cara ganhou o ouro no revezamento 4×200 metros livre, sua 12ª medalha na carreira, mas achou pouco. Ficou bêbasso na night carioca, arranjou confusão e ainda mentiu sobre ter sido assaltado junto aos amigos atletas James Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger. Lochte perdeu patrocínio da Speedo, virou motivo de vergonha mundial e o caso está sendo investigado pelo COI.

por AFP

OS CASOS DE ASSÉDIO NA VILA DOS ATLETAS Quatro casos de estupro estão sendo investigados. O pugilista marroquino Hassam Sada e o pugilista da Namíbia Jonas Junias Jonas foram presos por suspeita de estupro a camareiras. Um atleta da delegação búlgara está sendo investigado por agressão. O segurança Genival Ferreira Mendes foi autuado em flagrante por praticar ato libidinoso contra uma bombeiro civil e ainda dois atletas das Ilhas Fiji foram acusados de assédio por três camareiras. Gostamos de falar que essas foram as olimpíadas das mulheres, mas esse tipo de ocorrência mostra quanto caminho ainda temos a percorrer nesse sentido. Triste.

por Ricardo Moraes/Reuters

A PISCINA VERDE “A química não é uma ciência exata”. Foi assim que um porta-voz veio justificar a vergonha da piscina de água verde do Centro Aquático Maria Lenk. Demorou até um tempo pra descobrirem que diabos tinha acontecido com a água, e o fiasco foi posteriormente explicado como um excesso de peróxido de hidrogênio colocado nas piscinas, o que comprometeu a eficiência do cloro e permitiu a proliferação de algas. Aff, bizarro!

por Reuters

O FORA TEMER PROIBIDO Primeiramente: Fora Temer! Segundamente, que ano é hoje que um torcedor é retirado de um estádio por se manifestar contra o governo? Foi isso mesmo que aconteceu, um rapaz foi retirado à força da competição de tiro com arco por supostamente ter gritado “Fora Temer”. Polêmicas com cartazes também aconteceram, mesmo depois de a Justiça ter acolhido um pedido do Ministério Público Federal para que União, Comitê Organizado e Estado deixassem o povo se manifestar em paz.

por Ueslei Marcelino/Reuters

AS VAIAS O brasileiro é um povo de coração, emotivo, que se entrega aos espetáculos esportivos que assiste cheio de alma. Com as olimpíadas acontecendo no Brasil pela primeira vez, talvez tenhamos nos excedido um pouco. As muitas vaias em esportes como tênis de mesa, hipismo e atletismo irritaram atletas estrangeiros e a imprensa internacional, que insistiram conosco que “nem tudo é futebol”.

por Jae. C. Home/AP

Olimpíadas, please come to Brazil (again)!!!

Quais foram seus momentos favoritos dos jogos? Conta pra gente nos comentários!

Rio 2016: os 10 atletas mais bonitos desses jogos (na nossa humilde opinião)

As Olimpíadas ainda estão rolando aqui no Rio de Janeiro a.k.a. Cidade Maravilhosa e o povo parece realmente ter abraçado o espírito olímpico, lotando estádios e arenas, torcendo de forma emocionada (e barulhenta!), visitando as casas dos países e fazendo altos intercâmbios culturais! Como ninguém é de ferro, nos intervalos entre torcer, conhecer gente nova e festejar, a gente acha um tempinho para apreciar as diferentes belezas dos atletas, não é mesmo? Separamos 10 dos atletas mais lindos pra gente contemplar juntinhos!

Thiago Braz da Silva

Que orgulho desse outro Brazinho, vencedor do ouro no salto com vara e que entregou uma performance pra lá de emocionante! Aliás, sua trajetória é emocionante. Antes de ser o melhor do continente e vencedor do ouro nas Olimpíadas Rio 2016, Thiago enfrentou o abandono da mãe, foi criado pelos avós, é casado há quase dois anos (apesar de ter só 22 aninhos) e hoje ostenta a mais importante medalha no peito (e um lugarzão nos nossos corações!).

Jeff Porter

Representante do atletismo norte-americano na prova dos 110m com barreiras, Jeff Porter poderia também ser o representante oficial de um dos sorrisos mais cativantes da vila olímpica.

João Sousa

Um gato português de cabeça quente! Derrotado por Del Potro na segunda rodada da chave de simples masculina do tênis, João Sousa ficou bravinho, reclamou de má organização e de ter que performar quatro vezes em pouco mais de 24 horas enquanto outros atletas tiveram bem mais descanso. Poxa vida, vamos dar um colinho pro boy chateado.

David Boudia

O americano de 27 anos conquistou medalha de prata nos saltos ornamentais plataforma 10m sincronizada, junto com seu parceiro Johnson Steele, mas pra gente ele é medalha de ouro, mesmo.

Alex Ranghieri

Ói o italianinho mara aqui! Ranghieri é jogador do vôlei de praia e disputa o circuito mundial do esporte desde 2010.

Ricardo Lucarelli

Com apenas 24 anos, Lucarelli já é um dos grandes nomes do vôlei mundial e pilar da nossa tão estimada seleção brasileira masculina de vôlei. Dono de um saque poderosíssimo e muito bom no ataque, Lucarelli vem mandando muito bem nas quadras (e fora delas, né mores).

Antonin Rouzier

Bate um bolão no time de vôlei francês, inclusive é considerado um dos melhores jogadores de vôlei do mundo! Perdeu para nossa seleção na última terça (sorry migo, mas aqui é Brasil, porra kkk), mas não precisa ficar triste, tá? Aqui na nossa lista você tá no top 10 com esse charminho francês.

Teddy Riner

Com oito títulos mundiais e quatro campeonatos europeus no judô, esse boy claramente não se contenta com pouco. Riner deu declarações falando que apenas o ouro o interessava, foi lá e ganhou. Já era considerado vencedor antes mesmo de competir, aliás. Esse é seu bicampeonato olímpico e ele acumula 112 lutas invicto como peso-pesado. Tá de parabéns!!!

Facundo Conte

Nosso adversário argentino do vôlei. Se nas quadras a gente torce contra, na vida devemos dizer que estamos torcendo a favor, hein Contão? kkk! Pelo visto não somos os únicos. Conte até já posou nu para um ensaio da revista ESPN na América Latina. Babado.

Daryl Homer

Com uma medalha de prata na esgrima defendendo os Estados Unidos já pendurada no pescoço, Homer é uma grande aposta do país no esporte. Em 2015, o atleta levou outra medalha de prata que o transformou no primeiro homem americano a subir no pódio num torneio mundial de esgrima. MA-RA!

Ei, espírito olímpico, vem cá e me abraça!

Nada fácil fazer essa lista, hein colegagi? A verdade é que, entre os atletas, o que não falta é beleza para todos os tipos, todos os gostos. E você? Quem achou mais bonito? Ai, as Olimpíadas nem acabaram e já estamos com saudades kkk, please come to Brazil again!

Fotos, frases e fatos que provam que Elke Maravilha foi uma das personalidades mais autênticas que o brasil já viu

Fonte: Youtube

Emblemática, anárquica, polêmica. Inteligentíssima. Dona de uma estética singular e reconhecível por praticamente qualquer brasileiro. Bela e exótica simultaneamente. Um ser a frente de seu tempo. Essa era Elke Maravilha. Maravilhosa, de fato. No início dessa madrugada ela se foi, após passar por uma cirurgia de úlcera e entrar em coma induzido. Aos 71 anos, ela estava internada desde o dia 20 de junho. Mas sua energia permanece inalterada, se não ainda mais forte, na cultura e no imaginário de nosso povo. E a gente ama essa mulher um tanto que não poderia deixar de fazer uma homenagem a tudo que representou! Repare como é impossível passar incólume por essa figura!

Pega essa declaração divertidíssima de Elke: “A maioria acha que sou travesti, e às vezes vem perguntar. Digo: ‘Sou e tenho um pau desse tamanho, quer ver?’. E aí saem correndo, tadinhos.” Kkk apenas amamos. BOTAVA OS CARETA LOGO PRA CORRÊ.

Foto: Rodrigo Paiva

Pra quem não sabe, Elke nasceu na Rússia e saiu de lá fugida. Seu pai foi considerado traidor por lutar contra a Rússia na Guerra das Neves, 1930. Chegaram na Ilha das Flores, Baía de Guanabara, em 1951. E aí a gente vai vendo que a vida de Elke nunca foi basiquinha, né mores. A bicha foi naturalizada brasileira, mas protestou contra o assassinato de Stuart Angel e aí teve a cidadania cassada, niqui conseguiu um passaporte amarelo da ONU, para pessoas de nacionalidade indefinida. Cabô? Cabô não, lindos. Ela se naturalizou alemã e, quando finalmente pôde, não quis a anistia, porque não achava que deveria pedir perdão pelo que fez. Opinião forte? Magina.

Foto de Elke em exposição da Caixa cultural

Aliás, seu pai foi uma de suas maiores referências e Elke sempre o citava em entrevistas. Com ele, aprendeu a entender e se conectar com a natureza. Dele ouviu que podia ser o que quisesse… Seu pai a preparou para a vida, como ela mesma diz.

Elke na revista Manchete

Elke, por sua vez, acreditava não ser capaz de preparar ninguém para a vida. Ela fez três abortos dos quais nunca se arrependeu. “Eu tive consciência plena, não fiz filho porque eu não sei educar uma criança, e porque não posso ter âncoras, filhos são âncoras. Inclusive fiz abortos. Sem a menor culpa, porque, eu não saberia educar uma criança. Quando você fizer um filho, você tem que estar consciente de que está dando a vida e está dando a morte”.

Foto: Luiz Augusto teixeira

O que era o estilo de Elke? Tudo deslumbrante, dos cabelos aos acessórios. Muito autêntica, dona de si. Fazia suas próprias roupas, suas peças tinham história. Inspiração. “Na realidade, sempre fui um trem meio diferente, sabe? Ainda adolescente resolvi rasgar a roupa, desgrenhei o cabelo, exagerei na maquiagem e saí na rua… Levei até cuspida na cara. Mas foi bom porque entendi aquela situação como se estivessem colocando-me em teste. Talvez, se meu estilo não fosse verdadeiramente minha realidade interior, eu teria voltado atrás. Mas sabia que nunca iria recuar. Eu nunca quis agredir ninguém! O que eu quero é brincar, me mostrar, me comunicar”.

Foto: Guillermo Giansanti

Longe de ser só imagem, Elke era puro conteúdo. Falava fluentemente nada mais, nada menos do que NOVE línguas: alemão, russo, italiano, espanhol, francês, inglês, grego, latim e português. E versava muito bem sobre tudo que era assunto, fazer entrevista com ela era uma coisa impressionante.

Elke no Chacrinha

Aliás, apesar de fazer todo sentido (tu-dum-tss), seu nome nem sempre foi Elke Maravilha. Nasceu como Elke Georgievna Grunnupp. Foi “rebatizada” pelo Daniel Más, um “jornalista bravo”, em suas palavras, que foi com a cara dela. “Tenho sorte com esses bravos”, disse certa vez. E aí Chacrinha a lançou assim e já era.

Divulgação de seu show: Sagrado ao Profano

Elke tinha um boneco do Bin Laden num altar que mantinha em sua casa, pega essa info! Repara a polêmica: “Dessas pessoas que lutaram por uma causa eu gosto de Jesus Cristo, do Che Guevara, de Maomé, de Lampião. E eu gosto de Bin Laden, o Bin Bin. Ele chegava e eu assistia ao que ele falava: ‘Enquanto o terceiro mundo tiver sofrendo de ignorância eu vou agir. Enquanto os palestinos mantiverem o seu estado eu vou agir’. E ele agiu, né?… A guerra mostra que você não é mais nada. E foi o que mostrou aos EUA”.

Elke e seus altares

Falando em polêmica, essa declaração de Elke é do tipo que renderia altos debates online, em tempos de questões de gênero, levante feminista etc. “Eu nunca fui mulher, sempre fui uma pessoa. Nunca permiti ser chamada de mulher. Desde pequena eu percebi que o homem é melhor do que nós. Quando pequena, perguntei ‘pai, eu tenho que ser mulher?’ e ele falou ‘não, minha filha, seja o que você quiser’. Aí eu resolvi não ser mais gênero. Tudo que a mulher faz, eu não gosto. Porque eu não quis, eu quis ser gente, essa é minha proposta, e acho que eu estou conseguindo”

Foto: Guillermo giansanti

Elke era das nossas (pinguços, uni-vos) e a-do-ra-va uma birita! Durante uma entrevista, próxima de completar 70 anos, foi perguntada sobre como comemoraria a data, no que respondeu: “Não sei. Sempre gosto de encher a cara. Encher a cara é comigo mesmo”. Espero que um dia, em algum lugar, ainda possamos tomar um porre juntos, Elke!

Silvinho e Elke por Antonio Guerreiro

A mana era super aberta com relação a tudo que dizia. Já assumiu até mesmo ter fumado crack. Para Elke, se a vida da pessoa fosse preenchida de certas coisas, ela nunca precisaria usar drogas. Então ela experimentou de um tudo, maconha, crack, cocaína, LSD… Usou as drogas, mas nunca deixou que as drogas a usassem. Sempre curtiu um tabaco, no entanto.

Elke n’O Pasquim

De acordo com a própria, trepou bastante, muito, enquanto teve vontade. Quando a vontade passou, aceitou e resolveu curtir a nova fase, sem grilos. Foi casada oito (OITO!) vezes. O primeiro marido a incentivou a virar modelo, o último era 27 anos mais novo.

Foto: David Zinng

“Nunca imaginava idade. Uma vez, acordei chorando muito. Meu pai me perguntou o que havia acontecido. ‘Ah, estou com saudade do futuro’. Eu chorava e não entendia o motivo, e ele também não. Até que um dia eu fui a um vidente, e ele me disse: ‘Você sabe que você já viveu no futuro?’. Ele disse que eu precisava resolver umas coisas ainda nesse passado.” Obrigada por nos visitar, Elke MARAVILHA.

Foto: Waleska Santiago

Quando pequena, meu pai todo dia me falava: ‘Não se esqueça que eu vou morrer, sua mãe vai morrer e você vai morrer’. E ele me levava a todos os velórios, não me poupava de nada. Me fazia ver tudo. Me ensinou a ser trágica, mas nunca a ser dramática. Nunca!

Moda: Stranger Things ressucita a estética 80’s — veja como aderir!

Ai, Netflix. A senhora sempre prejudicando a nossa vida social com séries tão, mas tão boas que dá vontade de só levantar do sofá depois de assistir tudinho kkk. Com Stranger Things não foi diferente, né! Nova queridinha desse nicho, a série que mistura suspense, ficção científica e referências do cinema que amamos (tipo Goonies, E.T., Encontro Imediato…) nos tomou de assalto. Dirigida pelos Duffer brothers, ela se passa nos anos 80 e traduz tão bem a estética da época que já se vê influências da moda do período nos looks de muita gente. Aqui, um manual pra te ajudar a adotar.

Acid washed jeans O jeans era mesmo uma das maiores estrelas da moda 80’s, usado à exaustão por todo tipo de gente, do mais descolado ao mais careta. O acid washed jeans (não esse com manchas enormes que entrou na moda há um tempinho, mas o de manchinhas mais discretas, menores) era must have. Todo mundo tinha um, de preferência claro, pra usar como base de todas as outras peças citadas aqui nessa lista.

Ray-Bans Os modelos Wayfarer são o que há em termos de óculos de sol vibe 80’s, né migues?! Pergunta pro Tom Cruise! Você possivelmente já tem um do tipo no armário, tira a poeira dele.

Pochetes Quem tá ligado no rolê e mantém o olhar aberto e atento já sabe muito bem que as pochetes voltaram com tudo! É o que mais se vê na cintura e pendurada no peito de homens e mulheres descolados. Isso porque não faz muito tempo que elas eram mega cafonas, enquanto nos anos 80 elas eram o máximo. Essa moda, ela é engraçada…

Reeboks de cano alto A marca era babado nos anos 80 e todo mundo tinha um modelo de Reebok de cano alto (o branco era o mais bafo). Com cadarços embaixo e velcro em cima para o molde perfeito, o tênis era o grande companheiro de uma juventude extremamente ativa, que tomava as ruas, andava de skate, dançava (muito!), enfim, não tinha esse negócio de ficar parado.

Jaquetas jeans De lavagem clara ou detonada, a jaqueta jeans foi uma das peças mais icônicas dos anos 80. Muito usada por cima de camisas, que por sua vez eram usadas por cima de camisetas. As pessoas usavam as suas até que elas se desfizessem e também curtiam customizar com patches, que estão super em alta novamente, assim como sobreposições. Muito contemporâneo, na verdade!

Estampas do Keith Haring Um ícone da cultura underground novaiorquina, com um trabalho que reflete especialmente a efervescência dos anos 80, Haring teve uma loja e estampou seus trabalhos até mesmo em camisetas. Seu traço é super reconhecido até hoje e muito tradutor do período em que se passa Stranger Things.

Prendedor de óculos Daqueles acessórios cafonas-porém-divertidos com uma super carinha retrô! Use-os para garantir que o seu Wayfarer não vá a lugar algum além do seu corpinho e fique tranquilo pra curtir até mesmo a mais intensa das movimentações físicas kkk.

Bucket hat Também abrasileiradamente conhecido como chapéu de pescador, o bucket hat era super cool e podia ser visto nas cabeças de rappers, skatistas e gente envolvida no mundo cultural.

Relógios Swatch Uma febre da época, com preços acessíveis ~de verdade~ e collabs com diferentes artistas que criavam aquelas versões super coloridas. Os moleques da época chegavam a usar mais de um, tipo um em cada pulso (aloka).

A coleção do Justin Bieber para a Barneys: tendências que você vai querer adotar!

A gente se amarra no estilo do Justin Bieber e não esconde, inclusive já falamos sobre o cantor nesse post e lá no canal do Youtube (segue lá!). Pois estamos longe de sermos os únicos que curtem a pegada jovem e streetstyle do boy. Tanto é que o Justin lançou uma coleção em parceria com a Barneys New York, uma das lojas “instituição” da cidade.

A coleção é inspirada no figurino que Justin usa durante a sua Purpose World Tour e é de criação do Jerry Lorenzo, o estilista da Fear of God, que por sua vez é uma marca que Biebs adora — muitas camisetas de banda e camisas xadrez no pacote. Além das 5 produções que ele usa em seus shows, ele costuma desfilar outras peças de Lorenzo por aí.

Vamos à coleção: são 31 peças que vão de camisetas a jaquetas. O preço é bem salgadinho, então o que vale é sacar quais tendências são abraçadas pela parceria e adotá-las no seu dia a dia com peças bem mais em conta. Só pra ter uma noção, as peças vão de US$ 95 a US$ 1.675 (ouch).

As camisetas gráficas vêm com força, com fotos de bandas (Bieber sempre usa e os rockeiros obviamente polemizam em cima rs) e estética retrô e escritos relacionados à turnê (“security”, “no photos…”). Os moletons também chegam com tudo, tanto casacos quanto calças, junto com bermudas que dão aquela vibe sporty da qual já falamos tanto.

Camisas xadrez de cores fortes (vermelhos, mostardas) de mangas mais curtinhas do que o normal são super destaque. Além das jaquetas jeans e das jaquetas bomber, e ainda uma jaqueta de couro bem bafo. A ideia, claro, é sobrepor as peças (camisetas, jaqueta sobre jaqueta, moletons…). Vale também vestir uma camisa curta xadrez e amarrar a de manga longa na cintura, essa mistura é super Bieber! Ah, o clássico jeans detonado e rasgado também aparece.

Apesar de não ser o que chamamos de acessível a nós, brasileiros, a coleção traz referências de estilo e tendência maravilhosas e muito fáceis de adaptar por aqui, inclusive com o que já temos no armário. E aí, curtiu? Vai testar? Conta pra gente!

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