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Tenha o sneaker dos seus sonhos! 6 sites perfeitos para comprar tênis usados

Enquanto um modelo de sneaker que faça o nosso coração bater mais forte não é nada difícil de encontrar, conseguir comprá-lo nem sempre é uma tarefa possível. Sabemos que os bons tênis são peças relativamente caras, inacessíveis até pra muito sneakerhead que passa a maior parte do tempo sonhando com o modelo X ou Y sem nunca colocar seus pés ali dentro, de fato. Mas e se você pudesse ter os tênis que mais quer por um preço bem mais camarada?

Uma boa chance de conseguir esse feito é navegar por lojas de sneakers usados. Se desapegarmos da ideia de um par de tênis novinhos em folha e fizermos nossa pesquisa com carinho, vamos encontrar muitos produtos em ótimo estado e por um valor muito mais factível! Vale a pena, e pra te ajudar nessa tarefa nós listamos alguns sites ótimos para essa missão. Confere:

MERCADO SNEAKERHEADS BR

Uma extensão do grupo Sneakerheads Brasil no Facebook, é ótima alternativa pra começar sua caça. O Mercado Sneakerheads tem muitos anúncios e dá pra achar bastante coisa legal, com o plus de ser no seu país. Chances até de achar o produto que você deseja na sua cidade e não pagar nem frete, olha que delícia! Mas vale ficar ligado e pesquisar os preços direitinho antes de fechar negócio. O grupo é fechado, tem que solicitar a entrada. https://www.facebook.com/groups/mercadosneakerheadsbr/

STOCKX

O StockX é um site/app que funciona no esquema de ofertas e demandas. Você posta uma proposta, vendedores postam ofertas. Quando as duas coisas casam a transação é feita automaticamente. Muitos tênis retrô em ótimo estado podem ser encontrados e a originalidade do produto é 100% garantida. https://stockx.com/

FLIGHT CLUB

Um dos sites internacionais de venda de sneakers usados mais famosos que existem, o Flight Club é referência no assunto no mundo sneakerhead. Nele você poderá encontrar praticamente qualquer coisa, inclusive aquelas collabs super raras que quase ninguém tem. Eles tem uma loja física em Nova York, que é parada obrigatória para os sneakerheads que visitam a cidade. http://www.flightclub.com/

LEILÃO DE SNEAKERS

Outro grupo do Facebook, esse destinado a vendas ou rifas de sneakers. A venda direta é proibida, mas esse método pode resultar em boas pechinchas pra você, só tem que ficar bem ligado ao encontrar algum tênis que quer muito. Também tem que solicitar aprovação pra entrar! https://www.facebook.com/groups/532793590190879/

SOLE SUPREMACY

Outro endereço de compra de sneakers usados que é bem conhecido, o Sole Supremacy tem preços competitivos, todas as grandes marcas e uma especial variedade de Air Jordans especialmente pra você (kkk). A loja nasceu por acaso: seu co-fundador Drew Derek perdeu o emprego e, após meses sem nada em vista, resolveu começar a vender sua coleção de tênis pra ganhar uma graninha extra. http://www.solesupremacy.com/

EBAY

Um dos caminhos mais óbvios na hora de comprar praticamente qualquer coisa, o comércio online eBay é uma ótima oportunidade de encontrar sneakers bacanudos por preços melhores ainda. Com bastante paciência pra pesquisar, filtra e filtrar (e filtrar) a sua busca nas infinitas categorias, é possível que você encontre verdadeiros tesouros por lá. http://www.ebay.com/

Conhece outros sites, lojas ou grupos de Facebook legais pra fazer esse tipo de transação, especialmente no Brasil? Conta pra gente nos comentários e vamos atualizar essa lista juntos!

Cortes de cabelo para 2016: os undercuts, fades e afins revisitados pra você desejar

O DEGRADÊ CURTINHO Nosso favorito do momento! Um corte “seco” mesmo, sem muito mimimi, sem firulas, uma coisa meio Gosha Rubchinskiy. Pra quem não tem tempo pra modelar a franja, pra pentear pra um lado ou pro outro. Pra quem, em suma, não quer mesmo se preocupar com isso, porém, no entanto, contudo, todavia, ainda quer ter um cabelinho cool. E o bom é que serve pra todo mundo. O ruim é que, se no dia a dia a manutenção é mínima, tem que retocar o corte toda hora hehe.

O DA FRANJONA DESPENTEADA As laterais baixas ou raspadas continuam sendo a grande tendência para alcançar os looks do ano. Nesse caso, você pode optar pelas laterais de um jeito ou de outro, o importante mesmo é deixar a franja crescer meio desconexa, sem um corte reto, perfeitinho. Aliás, a graça é usar bagunçada mesmo, jogada pros lados ou pra frente, num claro contraste com as laterais do cabelo. Funciona em qualquer cabelo. Nos cabelos afro fica super legal com um volumão pra cima.

O DO TOPETE ELEGANTE Conhecido como pompadour, esse corte é bem antigo e foi muito usado pelo Elvis, inclusive. Com as laterais raspadas em degradê e uma franja usada pra trás (é, funciona melhor nos lisos), num perfeitamente alinhado topete, ele é bom com cabelos mais curtos nas laterais pra quem tá a fim de um corte descolado, mas sem exageros, ou pra quem não pode ousar demais no dia a dia. Com as laterais mais “desconectadas”, mais raspadonas mesmo, fica super moderninho. Amamos!

O ARREDONDADO PRA FUGIR DO ÓBVIO Pra você que cansou dos sidecuts exagerados, vale investir no afro de comprimento médio para curto com formato arredondado. É diferente, foge do óbvio, mas ainda assim é moderninho. Pra dar um borogodó a mais, vale dar uma leve raspadinha nas laterais, mas que seja um detalhe e não leve metade do seu cabelo embora.

O DO ROCKSTAR SEM GEL Totalmente uma mistura de Grease com Bowie com Dean, esse corte nos remete aos rockstars do passado, mas sem aquela profusão de gel, por favor! Efeito mate, laterais mais raspadas e comprimento mais generoso para um marcante topete são os segredos do sucesso vibes 2016.

O PRA ATUALIZAR OS DREADLOCKS Para os adeptos dos dreadlocks, que tal dar aquela raspada significativa nas laterais dos cabelos? É um jeito bem válido de mudar o visual sem perder os dreads cultivados. Outra: se você estiver pensando em tirar seus dreads, pode ir fazendo isso aos poucos, experimentado outras formas de usá-los. Aliás, ficam lindos presos, mostrando bastante o contraste com as laterais.

O CABELINHO ANOS 70 De aspecto natural e comprimento médio, é uma mistura de That ‘70s Show com os últimos desfiles da Gucci comandada pelo Alessandro Michele. Insuportavelmente retrô. Tanto que fica moderno.

A Void General Store tomou de assalto o Rio de Janeiro! Entenda o sucesso

Uma conveniência que não é apenas uma conveniência. É uma conveniência que também tem bar. Mas não só. Uma conveniência que vende roupas descoladas, tênis irados, Melissas, Havaianas. O brownie mais famoso do Rio de Janeiro, acessórios descolados, coisas que você precisa para o seu skate, parafina. Uma conveniência que, convenientemente, reúne uma galera massa para beber, comer uma besteirinha, trocar várias ideias — e lota! Uma conveniência que faz festas. Ou seja, muito, mas muito mais do que uma “lojinha de posto”.

Essa é a explicação resumida do que é a Void General Store. Talvez só indo a uma de suas seis unidades no Rio de Janeiro você entenda 100% a vibe do lugar. Se você é frequentador, sabe exatamente do que estamos falando! A Void dominou parte do Rio de Janeiro com seu jeitão sem regras e quer dominar o mundo! É, de fato, um super case de sucesso de um negócio que nasceu do sonho de amigos, há alguns anos atrás, de um jeito mega fluido, vibes geração Y, vibes trabalhar com amor, trampar e viver, tudo junto.

Na verdade, tudo começou em 2004, quando os amigos Pedro Hemb, Ricardo Mohr, Bruno Tellechea e João Francisco Hein começaram a organizar uns eventos em Porto Alegre, onde eles moravam. O dinheiro que nasceu dessas iniciativas foi reinvestido numa revista que se chama, adivinhem, Void, e que versa bem sobre esse universo que a Void General Store agrega: skate, surf, moda, night, sons bacanas. Tudo feito de forma independente, diga-se de passagem, e com conteúdo de qualidade.

A coisa foi crescendo, uma rede foi se formando, até porque os eventos nunca deixaram de existir em paralelo ao que os meninos estavam fazendo, até que eles sentiram que era hora de ir além e viram na General Store um gap de mercado. Vieram pro Rio, muito porque no eixo Rio-São Paulo as coisas ganham dimensão com mais rapidez (e convenhamos, Rio e Void tudaver), e abriram a primeira loja em 2014. Trocamos uma ideia com o Pedro Perdigão, que se juntou ao time Void quando esse chegou ao Rio, pra entender mais desse negócio todo.

Da chegada da primeira loja ao Rio, em 2014, até agora vocês já somam seis lojas, espaços super bombados. A que vocês atribuem tanto sucesso? O crescimento acabou sendo natural. Todos os envolvidos no movimento que estamos construindo vivem a Void de uma maneira muito intensa. Acho que a ideia de ser uma loja que vai servir cada bairro de maneira diferente também contribuiu para o crescimento. Mas acho que ainda temos muito a construir. Nosso sonho é grande e estamos iniciando ele.

Como foi a evolução, o crescimento da Void no Rio de Janeiro desde a chegada de vocês por aqui? Quais acontecimentos você destaca como cruciais? A Void é muito maior do que as lojas. Ela já existe há mais de 10 anos através da revista. Nossa essência é o conteúdo. Acredito que essa evolução tem acontecido em todas as esferas. Nos filmes, nas publicações, nos eventos e nas lojas. A loja acaba sendo a forma mais rápida de entrar no nosso universo e por isso essa percepção de crescimento é maior. Mas estamos sempre evoluindo e trabalhando muito pra chegar aonde a gente quer. Posso destacar alguns momentos que contribuíram muito para essa evolução. Os Consertos para Juventude na Void Barra: Mac Demarco, Allah Las e Skegss. O Mimpi, nosso festival de filmes de surf e skate. A edição da revista Suave, SP. As aberturas das lojas foram muito importantes. Todas. Cada uma com sua característica. Mas destaco Botafogo com a presença da House of Food, pois criou uma nova dinâmica.

Os vídeos review são divertidíssimos. Como surgiu a ideia? (Veja os vídeos na página da Void no Face, a /voidelicia). Toda semana chegam produtos alucinantes nas lojas. Sempre tem uma novidade e algum item que é difícil de encontrar em outros lugares. Vimos que a comunicacão deles apenas pelo Instagram não era o suficiente. Temos uma facilidade em criar vídeos e ao mesmo tempo, vimos que o nosso time em lojas é muito foda e que poderia muito contribuir. Resolvemos então juntar tudo. Abrimos uma câmera na frente deles e aconteceu. Não tínhamos uma pretensão com os videos. Mas eles acabaram bombando muito!

A Void virou referência de lifestyle, né? Quem é a galera que frequenta as lojas? Nos relacionamos com uma cultura de fronteira. Aqueles que tem seus próprios movimentos mas que estão à margem de uma cultura tradicional. A Void reúne essas galeras. Música, moda, arte, surf, skate, rango são alguns dos territórios. Mas a Void é o caldeirão que provoca esses encontros malucos entre pessoas improváveis.

Hoje, quantas pessoas tem o time da Void? Quantos vocês eram quando chegaram por aqui? Quando começamos aqui no Rio éramos 8 no escritório e mais a galera da primeira loja. Hoje, somando todas as lojas, escritório e colaboradores, somos um time de aproximadamente de 80 pessoas.

Todas as fotos: I Hate Flash

Pequeno Guia Para Entender o Crowdfunding, estrelando: Chicos, um projeto de fotografias gay e independente

Para a nossa sorte, cada vez mais projetos se voltam às plataformas de crowdfunding para se tornar realidade. Uma alternativa aos meios tradicionais de produção que conta com o apoio do público para acontecer, o crowdfunding encheu de esperança muita gente que faz trabalhos incríveis, mas independentes, e que muitas vezes não possui a grana necessária pra levar sua ideia além.

Com os meninos do Chicos não foi diferente! Tudo começou quando o Fábio Lamounier e o Rodrigo Ladeira decidiram investigar vivências, experiências e outras formas e existir no mundo como homens gays, indo além de suas próprias percepções acerca disso. Daí nasceu o projeto de fotografias gay e independente que fotografou mais de 130 chicos em diversos lugares do Brasil, compartilhando online fotos, corpos, histórias, identidades e maneiras de expressar a sexualidade.

E aí que o projeto estava em vias de completar um ano e a comemoração merecia ser a altura: um livro. Assim surgiu a ideia do crowdfunding no Catarse, que deu super certo. Tanto que fomos conversar com os meninos sobre algumas dicas essenciais pra quem quer montar o seu financiamento coletivo.

1. Não ache que vai ser moleza

Montar um financiamento coletivo dá um trabalhão, viu? Você tem que construir um projeto, montar um orçamento, montar uma comunicação bacana, pensar em contrapartidas atraentes para os colaboradores, divulgar muito até o último minuto… Tudo pra alcançar a meta! “O processo inteiro foi muito árduo, tivemos muitos momentos de inseguranças e dúvidas, mas ao mesmo tempo foi muito intenso e prazeroso”, contam os meninos.

2. Pense com carinho nas recompensas

Elas são grandes atrativos na hora da pessoa decidir quanto vai doar! Muitas vezes um colaborador em potencial entra na página do seu crowdfunding pensando em doar o mínimo possível, mas se sente tão atraído pelo que você oferece que acaba doando bem mais. E a recíproca também é verdadeira.

3. Dedique-se a divulgar

Com tudo pronto, é hora de começar a divulgar. É legal pensar bem nos argumentos do seu projeto na hora de divulgar, ter um discurso bacana atrelado a ele. “Pensamos divulgações que não deram muito certo, outras que funcionavam… De posts políticos, sérios, a pequenas brincadeiras”.

4. Acione suas redes

Quantas pessoas estão envolvidas de alguma forma no seu projeto? Seja com a mão na massa, seja de maneira afetiva, acione todas as pessoas que se sentem parte do que você está fazendo. Quanto mais gente comprando a ideia, melhor! No Chicos por exemplo, um projeto que fotografou vários meninos em várias cidades, uma imensa rede de colaboradores em potencial se construiu e isso, nas palavras dos próprios idealizadores, “fez toda a diferença”. “Os próprios Chicos fotografados ajudaram bastante na campanha e conseguiram trazer mais adesões. As cidades que visitamos são as que mais doaram e compartilharam”, dizem.

5. Não desista!

Os últimos momentos são essenciais pra alcançar sua meta. Muita gente deixa pra doar em cima da hora, ou vai deixando pra depois e esquece. Essa é a hora de divulgar muito, monitorar os resultados e acreditar. “Algumas horas pensávamos que não íamos bater a meta. Estávamos nos últimos cinco dias com uma porcentagem próxima aos 75%. Em dois dias já estávamos com 92%, até fechar com 137%.

O Chicos vai virar livro, uma coletânea das fotografias e histórias mais emblemáticas, e é garantia de beleza, poesia, erotismo e melancolia, alegria e sensualidade. “A ideia do livro é ser um material quase que independente do site. Além de contar com fotos inéditas e ensaios exclusivos para o impresso, a diagramação será bem diferente.”, dizem. E o livro promete explorar cores e sensações ao máximo e trazer também novos textos.

Se o Chicos já é um trabalho lindo pela tela do computador, imagina impresso? Se você não conhecia o projeto ou acabou não colaborando, saiba que ainda resta um fiozinho de esperança. Eles fizeram uma quantidade bem próxima à que foi comprada no Catarse, mas pretendem vender o pouquinho que sobrar. Fica aí uma baita inspiração pra quem quer tirar (ou colocar!!!) a sua ideia do papel.

Mural de Inspirações: homem de saia? Não só pode, como deve! Aprenda a usar

O hype é real, galere! A saia vem invadindo o guarda-roupa masculino com força, e isso é maravilhoso. Vamos desapegando daquela ideia cada vez mais ultrapassada de que a peça “X” só pode ser usada pelo gênero tal e explorando a nossa criatividade e estilo quando o assunto é moda: ponto pra gente. Sim, o Jaden Smith é, de fato, um dos grandes símbolos dessa turma desencanada que adotou a peça (e a moda agênero, aliás), e o Marc Jacobs, por exemplo, é adepto há anos, especialmente do kilt. Aqui no Brasil temos também o Bruno Gagliasso se aventurando (e acertando) com a peça. Mas desde quando a gente precisa de uma celebridade pra usar algo? A saia também é pra você!

Se você ainda se sente inseguro com a ideia, alguns truques de styling facilitam a primeira vez. Uma boa é usar a saia com calça (normal ou legging) por baixo e investir num look monocromático, de preferência preto, ou combinar as cores da calça e da saia. Isso dá unidade ao look e a saia não fica “gritando”. Um bom lugar pra usar pela primeira vez é na noite, que é um universo de mais “de boas”, mais permissivo quanto aos nossos arroubos-criativos-fashionistas. O próprio kilt é uma boa pedida, as pessoas já estão mais acostumadas a vê-lo por aí e a estampa quadriculada é fácil de harmonizar.

Agooora, saiba que a saia é perfeita para diversificar seu guarda-roupa e que ela vai bem com um sem fim de combinações! Fica ótima num look mais gótico suave, com coturno pesadão, all black e meia longa. Funciona muito bem com blazer, escolha um modelo mais chique, com pegada de alfaiataria; fica muito elegante. Aliás, fica linda também com sapato social (vá num modelo bem do lindo, já que a saia dará uma super valorizada nele). O look com legging é especialmente legal porque traz a referência sporty que a gente tá curtindo tanto. Pode levar as sobreposições a sério!

Se você já curte a estilêra, esse mural de inspirações aqui vai te ajudar a diversificar! Se você é novo na parada, invista numa peça preta (comprimento médio é o mais fácil, mas pode ser curta ou longa) e vá experimentando. Sem medo! Moda é liberdade.

A primeira é uma T-shirt longline, mas super serve de inspiração!

Elegantérrimo desfile Dries Van Noten

Aliás, veja como dá pra ir do super elegante ao punk vibes Londres de saia…

Bruno Gagliasso

Jaden Smith Marc Jacobs

Cuba é o destino da vez: vamos antes que a resortificação tome conta.

Eu nunca fui a Cuba, mas não tem outro lugar que me chame mais a atenção para uma próxima viagem do que a Pérola do Caribe. Antes que vocês me chamem de socialista de iPhone, a minha curiosidade por Cuba persegue um lado musical, arquitetônico, cultural, estético e de entender como se vive sem internet banda larga, 4G e Snapchat em pleno 2016.

Transporte em Havana: one step down

Os olhos estão (ainda mais) virados para Cuba desde que Obama e Raul ficaram muy amigos e afrouxaram o embargo, chamado pelos cubanos de ‘bloqueo’. Ainda há muito o que se avançar na política entre os dois países, mas foi sim, um grande passo. Repercutiu mundialmente até nas modas: o estilista Karl Lagerfeld, sempre muito ligado, fez um super desfile Resort da Chanel em Havana e criou ainda mais fascínio sobre a ilha. Havana foi capa da última revista da LATAM (ex-TAM). Até a Riachuelo está em Cuba no momento fotografando sua próxima campanha por lá. Nunca vimos tanta mídia espontânea sobre o país.

Cuba sempre existiu como um destino turístico: em sua maioria canadenses foragidos do clima ártico e franceses cool em busca de experiências culturais. A presença americana era bem restrita – não havia voos diretos regulares, o que já está muito próximo de mudar, pois todas as cias. aéreas americanas já pediram slots para voar regularmente para Havana (atualmente a operação é feita apenas via charter ou com conexão no México, Panamá, Ilhas Cayman) desde a nova amizade entre os países.

Estes voos vão abrir a porta para um fluxo enorme de americanos turistões, além de tantos investidores e tanto dinheiro que será um grande desafio manter a essência cubana com resorts pipocando a cada esquina. Basta ver o que aconteceu com o Havaí (acho que exagerei no pessimismo). Antes da revolução, aliás, Cuba era bastante visitada por americanos, que tratavam Havana como a Las Vegas do Caribe. Jogatina, putaria, bebedeira, tudo que tem em Vegas, só que num paraíso tropical, ao invés do deserto.

Cuba, the Holiday Island, em pôster vintage

A hora de ir é agora! Não se engane, já há muitos resorts na ilha, de redes europeias como Meliá. Varadero já é bem conhecida pela resortificação. Só que em 10 anos, vai ter Mc. Donalds, Starbucks e 7-11 pelas calles. Infelizmente Cuba não é um destino barato – a moeda CUC (o peso dos turistas) é atrelada ao euro. Uma loucura comprar euros para ir pra Cuba né? Mas é assim que funciona, os dólares americanos sofrem uma taxação que atrapalha o dia-a-dia turístico.

Resort em Varadero, arrepios em pensar nas aulas de lambasalsaeróbica para gringos à beira da piscina.

Enquanto eu economizo minhas migalhas aqui para tentar fazer uma viagem 90% roots + 10% chic (será que é possível?) para Cuba, com hospedagem em casas de família, comida de rua e vez por outra um drink exótico com charutos com vista para o por do sol, segue um pouco de inspiração autenticamente Cubana: