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7 sons brasileiros relativamente novos para ouvir no repeat

Se você é fã de música brasileira, corra já pro fone de ouvido e escute com carinho esses projetos que a gente selecionou aí embaixo! Alguns são bem recentes, outros já têm uns bons anos de estrada, mas nenhum é exatamente super mainstream, então talvez esse post contenha umas ótimas novidades para o seu repertório musical. Aproveita e deixa mais dicas nos comentários!

MÃEANA

Ana Cláudia Tomelino, também vocalista do Tono, ganhou o apelido de “Mãe Aninha” de seu colega de banda e baixista Bruno Di Lullo, lá em 2012. Ali nascia a semente dessa persona que é meio mãe, meio religiosa e também abarca a ideia da palavra “amanhã” em espanhol. Mãeana lançou seu primeiro álbum homônimo na segunda metade do ano passado, com 14 faixas inéditas e composições de nomes como Caetano Veloso e Adriana Calcanhotto, além da parceria com Bem Gil, seu marido e filho de Gilberto Gil. O trabalho traz essa vibe feminina, da divindade, transcendental, com referências ao mitológico, aos mistérios do universo, a ETs, aos Orixás e também ao carnaval. Viciante.

AYMORÉCO

O projeto musical do ator, cantor e compositor Chay Suede com o arranjador, produtor e multi-instrumentista Diogo Strausz é uma delícia de som com personalidade e referências gostosas e variadas. Descolado, Chay mistura choro com carimbó, espanhol com português, sonoridades retrô com outras super contemporâneas e melodias do tipo que nunca mais se esquece. O projeto lançou um EP em dezembro de 2015 e em seguida lançou seu primeiro álbum, um disco com 10 faixas. Ouça o single “Chuva de Like” só pra começar!

AVA ROCHA

Talvez você ainda não conheça o som da Ava, mas não está errado se imaginou, pelo sobrenome, que ela é filha do cineasta baiano Glauber Rocha. Seu nome completo, Ava Patrya Yndia Yracema Rocha, é também o nome de seu primeiro álbum (tirando o Rocha), de 2015. Ava é filha de dois cineastas (sua mãe é Paula Gaitán) e sempre esteve envolvida com arte em vertentes variadas, inclusive teatro. Foi com Zé Celso e o teatro Oficina que veio a considerar mais seriamente a carreira como cantora, quando começou a cantar “Luar do Sertão” no espetáculo “Os Sertões”. O disco, como a própria artista defende, é “pop, inventivo, quente, político, sensual”. Carrega uma força feminina inegável, mas que se divide entre várias possibilidades da existência feminina. Experimenta:

5 A SECO

Léo Bianchini, Pedro Altério, Pedro Viáfora, Tó Brandileone e Vinicius Calderoni formam o 5 a Seco, trabalho paulistano sensível e que mistura as referências de cada um de seus músicos em busca da própria identidade. É o som de cancioneiros que dialogam com jazz, rock, indie… Eles não possuem protagonistas e o revezamento dá muito certo.

TRUPE CHÁ DE BOLDO

A Trupe não é exatamente nova. Eles têm dez anos de estrada, numa história que começou com um encontro de amigos de faculdade e foi se moldando e amadurecendo. São 13 integrantes na banda que segue fazendo um som autoral de responsa, sempre fresco aos ouvidos, inspirador e de cara própria. São três álbuns lançados: Nave Manha, Bárbaro e Presente, o mais recente e também o mais coletivo da banda em termos de processo criativo. Surra de referências brasileiras!

FRANCISCO, EL HOMBRE

Não conhecer Francisco el Hombre deveria dar multa kkk. O grupo nasceu em 2013 e é formado pelos mexicanos Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte e pelos brasileiros Juliana Strassacapa, Rafael Gomes e Andrei Kozyreff. De vibe mambembe, já viajaram muito, especialmente pela América Latina, fazendo som na rua e experimentando sua identidade como banda. Em 2015 foram assaltados durante uma série de shows na Argentina e perderam tudo, experiência que certamente influenciou nas criações posteriores dos caras, que vieram na forma do álbum SOLTASBRUXA. Eles são cheios de energia em cena e uma das coisas mais legais do trabalho é que gostam muito de improvisar, além de sempre encaixarem pautas políticas nas letras e performances.

APANHADOR SÓ

Antes Que Tu Conte Outra, primeiro álbum da banda lançado em 2013, já chegou mostrando a que veio esse projeto, comandado por Alexandre Kupinski, Felipe Zancanaro e Fernão Agra, além do produtor Diego Poloni. Foram prêmios, uma turnê internacional, shows gigantes e bastante reconhecimento. Há pouco tempo os três se recolheram num retiro criativo para produzir o segundo álbum. Dias e noites criando juntos numa casa, ao ritmo da própria criatividade, numa pegada artesanal que é a cara da banda.