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Muito além do Lolla: 12 festivais brasileiros fora do circuitão que merecem seu investimento

O circuito de festivais vem crescendo a passos largos. Volta e meia recebemos a notícia de mais e mais festivais gringos planejam suas edições brazucas, sem falar naqueles que já se consagraram por aqui. Maravilhoso: com estruturas estupendas e preços não exatamente módicos, esses eventos acabam nos dando a oportunidade de ver muitas das nossas bandas gringas favoritas sem termos que investir em viagens ao exterior. Mas vale ressaltar que o Brasil é grande, é bonito e tá cheio de iniciativas com a cara do país no que diz respeito à música: rolês muito mais baratos, quando não gratuitos, e que abrem espaço para artistas daqui (e a gente é bom de fazer música, hein!). Separamos 12 desses festivais, em diferentes regiões, para diferentes bolsos e gostos. Certo que você vai terminar esse post cheio de vontade! Let’s ferver, shall we?

MIMO Festival

Beto Figueroa

A MIMO surgiu em 2004 no interior das igrejas de Olinda e, de lá pra cá, tornou-se um enorme e reconhecido movimento, do tipo que une música da melhor qualidade a outras manifestações culturais, passando por várias cidades brasileiras. O festival ganhou uma Etapa Educativa, a Chuva de Poesias e ainda editais de música e cinema e hoje visita Recife, João Pessoa, Ouro Preto, Tiradentes, Paraty, Rio de Janeiro e até Amarante, em Portugal, ganhou sua edição em 2016.

A próxima edição, no Rio de Janeiro, acontece de 10 a 12 de novembro com shows de Criolo, Ondatrópica, Emir Kusturica and the No Smoking Orchestra, Didier Lockwood, Nouvelle Vague e mais. Depois disso, o fest parte pra Olinda, dos dias 17 a 19 de novembro. O melhor? É tudo gratuito! Imperdível real oficial, meus anjos.

MECAFestival

I Hate Flash

O MECA é provavelmente um dos festivais mais descolados dessa lista. Fundado há 7 anos, ele nasceu no litoral do Rio Grande do Sul e passeou por algumas cidades do Brasa, levando sua pegada indie de apresentações musicais e eventos culturais. Artistas do naipe de Two Door Cinema Club, Friendly Fires, La Roux e AlunaGeorge passaram por seus palcos. O MECA abarca também palestras, workshops e performances e nesse ano rolou a segunda edição do MECAInhotim: imagine curtir os shows de bandas que você ama no museu a céu aberto e até acampar por lá… Imaginou? Pois foi essa mesmo a proposta, por R$ 490,00 os dois dias.

A experiência é bem única, o festival transborda personalidade e é impossível não sair de lá inspirado. Ah, e no dia 4 de novembro rola MECAUrca no Rio de Janeiro. Aonde? No Morro da Urca (apenas) com shows de Washed Out, Homeshake, Nomi Ruiz, Minha Luz é de LED, Heavy Baile e mucho mais.

Festival DoSol

DoSol

Rolê já tradicional de Natal, o DoSol é considerado o maior festival alternativo de música do estado e acontece nos dias 11 e 12 de novembro em novo local, o Beach Club, na Via Costeira. Ou seja: fervo com brisa do mar. Como não amar?! Nesta edição, o festival terá quatro palcos e um line-up poderoso e super conectado com o que vivemos agora na música brasileira, com artistas como Liniker e os Caramelows, Boogarins, Francisco, El Hombre, Far From Alaska, Scalene e mais. Ainda rolam os side shows que aquecem o público entre os dias 22 de outubro e 19 de novembro. A casadinha na promoção tá R$ 50,00. Corre na página do festival pra ficar sabendo mais detalhes (afinal, ainda dá tempo!).

Psicodália

Psicodália

Talvez o mais alternativão dessa lista, o Psicodália é uma opção das boas pra muita gente que quer fugir do carnaval, mas não do fervo! Festival multicultural independente, fomenta o concept psicodélico de acampamento, expressões artísticas, vivência imersiva e rock’n’roll, mas não só. Desde 2006 o Psicodália é realizado na cidade de Rio Negrinho (SC), e vale ressaltar que a edição do ano que vem tá recheada de atrações maravilhosas, como Jorge Ben Jor, Arrigo Barnabé, Bixiga 70, Carne Doce, Boogarins, Tulipa Ruiz, Pata de Elefante e mais. Por lá já passou gente ~muito importante~ ao longo desses anos, como Os Mutantes, Elza Soares, Baby do Brasil, Hermeto Pascoal, Yamandú Costa, Jards Macalé e Ney Matogrosso, só pra citar alguns. Pra ter direito ao camping, toda a infra do lugar e seis dias de festival, é só investir no ingresso de R$ 400,00 a meia.

Rec-Beat

Ariel Martini

O Festival Rec-Beat é uma bela de uma alternativa pra quem tá no Recife durante o carnaval e quer dar uma variada nos ritmos ou curtir artistas consagrados da nossa música naquele clima 0800. O projeto quer sempre e cada vez mais alimentar um olhar atento às novidades sonoras de Pernambuco, do Brasil e do mundo. O público é diverso: tem gente fugindo da folia do Momo, tem gente mais velha que formou seu gosto musical indo ao Rec-Beat, tem criança, tem turista… Nesse ano, entre os dias 25 e 28 de fevereiro, o evento celebrou sua 22ª edição no Cais da Alfândega e recebeu The Baggios, ÀTTOXXÁ, As Bahias e a Cozinha Mineira, Teto Preto, La Dame Blanche, O Terno, Jards Macalé e mais. E tem também o Recbitinho, com uma programação especial pra criançada curtir junto.

Festival Bananada

Martini/I Hate Flash

Em 2017 o Bananada chegou à sua 19ª edição com uma lista de atrações de babar e se consolidando como um dos eventos de música mais importantes do país! Ao longo de uma semana, Goiânia é tomada por atrações musicais, expressões artísticas diversas, intervenções culturais, arte urbana, gastronomia e até um campeonato de skate. Ramificações do evento que tem na sua principal manifestação o festival de música propriamente dito. Mais de 100 atrações e nomes como Mutantes, Mano Brown, Maria Gadú, BaianaSystem, Céu, Karol Conka e Tulipa Ruiz subiram aos palcos do rolê.

Quem vai não se arrepende de jeito nenhum. Aliás, já fica a dica: o festival está programado para comemorar seus 20 anos de história em 2018 entre 7 e 13 de maio e já revelou algumas de suas atrações, como Gilberto Gil com seu show Refavela 40. Os blind tickets já estão sendo vendidos a R$ 120,00 e dão acesso a todos os dias de festival. Bora?

Vento Festival

Flashit

Vibes, vibes, muitas vibes essas que o Vento Festival fomenta! Imagina que delícia um festivalzão de graça na praia… Em sua terceira edição, o Vento mudou de local, deixando Ilhabela e se jogando pra São Sebastião, ambos no litoral norte de São Paulo. A mudança de local aconteceu por problemas com a nova gestão da prefeitura de Ilhabela, que não sacou muito os benefícios do rolê. Mas tudo bem, porque o Vento seguiu firme, forte, próximo e mais independente, contando com a colaboração das pessoas por meio de um crowdfunding. Uma das características mais importantes desse festival é a gratuidade, que engaja muita gente na missão de pegar a estrada para chegar ao litoral e curtir sons incríveis, políticos, provocadores, como Metá Metá, Mombojó, Ava Rocha e Anelis Assumpção. Em 2017 também foi a primeira vez que o fest aconteceu durante o feriadão de Corpus Christi.

Coala Festival

Fernando Schlaepfer/I Hate Flash

Criado em 2014, o Coala rapidinho conquistou o coração da cidade de São Paulo com sua proposta: som de qualidade, fomento à nova cena da MPB, preço amigo e galera legal. Desde o início o fest rola no Memorial da América Latina, espaço clássico dos eventos culturais da cidade que fica mais belo ainda quando recebe o Coala — pense num povo que capricha na decoração! A edição desse ano foi no dia 12 de agosto e a programação contou com Caetano Veloso como atração principal, Liniker e os Caramelows, Tulipa Ruiz, Aíla, Emicida e Rincon Sapiência, além de discotecagem. O festival tem uma pegada entre o indie e o mainstream e vale super o investimento: a último lote estava em R$ 180,00 a inteira e havia meia social para quem doasse um livro.

Vaca Amarela

Vaca Amarela

A edição desse ano foi a 16ª do Vaca Amarela, rolê que fomenta a diversidade musical e os debates sobre questões sociais em Goiânia. O Vaca Amarela já foi mais “rockeiro”, mas abraçou a multiplicidade e passou a defender a misturinha sonora que a gente ama, hoje recebendo uma galera bem diversa, de Pabllo Vittar a Curumin, de MC Carol a Carne Doce. O objetivo do festival é pluralizar mesmo, como forma de combater o ódio e a polarização que vivemos no país nesse momento delicado. O Vaca Amarela dura vários dias e sua última edição foi de 18 a 24 de setembro. Nos primeiros dias, os shows rolam em diversos pontos da cidade e na sexta e no sábado, principais dias do evento, o babado acontece no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Segundo lote inteira a R$ 120,00.

Festival Radioca

Rafael Passos

O que o festival Radioca quer é atravessar as fronteiras do rádio e investir em atrações que representem os novos nomes da nova música independente, tudo isso num dos lugares mais legais de Salvador, o Trapiche Barnabé — local belíssimo e carregado de história na capital baiana. Nesse ano o festival realizou sua terceira edição, reunindo, entre os dias 7 e 8 de outubro, nomes como Far From Alaska, Rincon Sapiência, Metá Metá e Curumin. Em 2016, passaram pelo seu palco outros nomes bem massa, como Giovani Cidreira, Jards Macalé, Karina Buhr, Aláfia e Dona Onete. Além disso, o espaço também oferece várias opções gastronômicas e a feirinha de produtos musicais. O último ingresso custou R$ 50,00 a inteira. Shows babadeiros e Bahia, quem não gosta?

Pilantragi Festival

Pilantragi

Festa já pra lá de conhecida do circuitinho paulistano, a Pilantragi celebra a música brasileira na capital desde 2012, além de comemorar o carnaval com o seu próprio bloco (que costuma entupir de foliões as ruas por onde passa). Nesse ano, a festa cresceu e ganhou seu próprio festival, que realizou sua primeira edição no dia 21 de outubro no Estádio Ícaro de Castro Melo, também em São Paulo. É claro que a pegada foi de muita sonoridade do nosso Brasilzão, tipo Daniela Mercury (sim!!!), Karol Conka, Bixiga 70, Johnny Hooker e Karina Buhr, entre outros nomes da nossa nova música e discotecagem de qualidade. Quem foi garante que foi vibe total e absoluta! Pelo ingresso que custou entre R$ 100,00 e R$ 240,00, com opções de meia, era possível curtir tudo isso e outras atividades, como performances artísticas, intervenções visuais, live painting, exercícios físicos etc. Pra ficar de olho no ano que vem real oficial.

No Ar: Coquetel Molotov

I Hate Flash

O Coquetel Molotov é um verdadeiro clássico do Recife e chegou em 2017 à sua 14ª edição, que rolou no dia 21 de outubro. Foram mais de 10 horas de evento no Caxangá Golf & Country Club, com os artistas se dividindo entre dois palcos maiores e um palco menor. O público ainda pôde se inscrever para diversas oficinas e prestigiar a Mostra Play The Movie. No line-up do festival, artistas locais, brasileiros e internacionais, como Rincon Sapiência, Arnaldo Batista, Linn da Quebrada, O Terno, DIIV, Hinds, Mamba Negra, NoPorn e mais. Bapho, né mores?! Dessa vez a organização do evento ainda deu ingressos para quem doou sangue, numa parceria com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Homope).

Ah! Rola também, já há três anos, o Espaço uPlanet, cheio de ações voltadas para repensar uma vida com propósito e sustentabilidade. Aliás, o Coquetel Molotov possui o Selo Evento Neutro, neutralizando suas emissões em prol de um projeto ambiental. “Beleza lindos, tudo isso por quanto, hein?”: R$ 100,00 a inteira no 3º lote, com opção de meia. Óbvio que a gente recomenda que se chegue ao Recife antes da data exata, pra aproveitar a cidade e ainda as prévias do festival que rolam a partir de um mês antes do rolê todo.

Só mais umas coisinhas: nesse ano o festival se expandiu, realizando sua primeira etapa em Belo Horizonte no dia 15 de outubro, no Espaço Centoequatro, levando aos mineiros revelações do atual cenário como Ava Rocha e Boogarins. Rola ainda a etapa da cidade de Belo Jardim, no Agreste pernambucano, que recebeu no dia 18 de outubro sua edição aberta ao público. Ufa!

E aí, que festivais da sua cidade/região também merecem figurar nessa lista? Queremos saber!

MECAFestival Rio de Janeiro: foi demais!

Our favorite Brazilian festival strikes again

Num cenário pra lá de urbano – a Estação Leopoldina, no Rio de Janeiro – aconteceu, no último domingo, a edição carioca do “maior menor festival do mundo”, o MECA, festival mais legal dos festivais brasileiros, nosso queridinho! Nesse ano, mais uma vez a galera da organização entregou um evento lindo, fiel às suas origens, com qualidade e muita, mas muita personalidade.

A locação era de filme, mesmo! Imagine assistir aos shows principais num enorme galpão?! E nos intervalos dos shows, todo mundo corria para os clubinhos montados em vagões abandonados (tem coisa mais cool?). I Hate Flash, #RockTheMountain, Fodasse e ZZ colocaram todo mundo pra dançar – e suar – no trem, que sacudia no ritmo das batidas. Olha, o negócio tava queeeente, hein!

No palco subiram Glass n’ Glue, Mahmundi, Pearls Negras (maravilhosas, cheias de atitude!), Citizens! e seu indie rock gostosinho, AlunaGeorge – dupla incrível, que entregou o melhor show da noite, a Aluna é musa – e La Roux, fechando a noitada com uma plateia empolgadíssima e um setlist de hits. Uma questão pairou no ar: era playback aquilo, gente?!

O QUE TEVE?

La Roux AlunaGeorge Citizens! Pearls Negras Mahmundi Glass n’ Glue

I Hate Flash ZZ #RockTheMountain Wladimir Gasper Fodasse Love is All Void General Store

Hare Burguer Delícias Cariocas Doce Predileto Pizza do Amor

Valeu, MECAFestival! Já queremos mais!

ENGLISH

In a very urban setting (the Leopoldina Station, in Rio de Janeiro) happened the Rio edition of the “bigger smaller festival in the world”, MECAFestival, the coolest of Brazilian festivals which we love very much! This year, once again the organization delivered a beautiful event, true to its origins and full of personality.

And what an amazing place to party! Imagine watching the main attractions in a huge hangar? In between the concerts everyone ran to the “clubs” installed in abandoned wagons, what could be cooler than that? I Hate Flash, #RockTheMountain, Fodasse and ZZ made us all dance and sweat away.

On stage, Glass n’ Glue, Mahmundi, the full of personality Pearls Negras, Citizens! and its delicious indie rock, AlunaGeorge with the best performance of the night (Aluna is so beautiful) and La Roux, closing the evening with an excited audience and a setlist of hits. But wait, was that playback?

Thanks MECA, we cannot wait for the next one!