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Um rasante em Macau

Nessa turnê aqui pela Ásia acabei passando um dia por Macau, ilha que fica a uma hora de ferry boat de Hong Kong. Foi tudo bem corrido então nem tenho ótimas histórias pra contar – mas Macau é muito interessante, porque foi uma ex-colônia portuguesa até um dia desses – e hoje restam na cidade ruínas e a cultura portuguesa, misturadas com a chinesa. Hoje em dia Macau é tipo um estado chinês, mas que tem bastante autonomia.

No fim das contas, Macau é bem confusa, e virou a Las Vegas da Ásia, com todas as grandes redes de cassinos americanas como MGM, Wynn, The Venetian (onde ficamos hospedados), Hard Rock Cafe, e por aí vai. Achei isso muito chinês, na verdade. Eles só pensam em dinheiro. Quer desenvolver rápido um lugar que vinte anos atrás estava às traças? Libera a jogatina e a cachaça, reduz o imposto, e transforma em um putaria haven. Apesar de ter tomado uns drinks nos cassinos e visto um show de uma banda cover bem cafona, a parte legal mesmo é a cidade antiga.

A Torre de Macau

Foi o máximo encontrar no meio da Ásia um lugarzinho com todas as placas em Português, apesar de ninguém falar absolutamente uma palavra na nossa língua.

Largo da Barra?

Rua do Pagode? Amo/sou.

Principal rua do centro histórico de Macau, com dezenas de padarias que vendem pastel de belém. Só que você pede um pastel de belém e ninguém sabe o que é. Chamam também de Portuguese Egg Tart (achei péssimo)

Quem quer lembranças da Fong Seng Lei Loi?

Em frente as Ruínas de São Paulo, principal ponto histórico da cidade – tô sério né?

Eu e Victor fazendo a Xuxa em Macau. Sem comentários.

Deixe sua moeda, faça um pedido e peça a bênção

O contraste do Centro Histórico com um cassino gigante, o Grand Lisboa. São mais de trinta pela cidade inteira.

Victor e o dragão chinês. Ele não larga essa camisa por nada.

E um por do sol daqueles pra terminar o dia!

Oi Disney.

Walt Disney World, Orlando, 1997

Disneyland, Los Angeles, 2010

Disneyland, Hong Kong, 2011

Eu nem sou desses louco pela Disney, Mickey, etc, mas já que a gente estava em Hong Kong, não podíamos deixar de ir conhecer uma Disney asiática. É praticamente idêntica à Disneyland, de Los Angeles, pequenininha, só que repleta de asiáticos: chineses, taiwaneses, malasianos, cingapurenses, e por aí vai. Uma delícia, principalmente porque deu pra ir na Space Mountain, que é o máximo.

Pra chegar na Disney de Hong Kong, é só pegar um trem da cidade até o parque, trajeto de meia hora. Trem temático, claro.

Fila de espera pra entrar no parque. Aliás, como tem fila aqui na Ásia pra tudo. Tudo. Acho que é simplesmente porque tem muita gente aqui.

Victor de olho no mapa antes da abertura dos portões

Hong Kong Disneyland.

Na verdade esse passeio à Disney foi uma espécie de presente da Coca Cola para os funcionários. Como eu sou “irmão” do Victor, fui de penetra. Toda essa mulherada aí trabalha na Coca Cola China com ele. Fico chocado como uma delas (a de blusa de listras cinza e preta, na frente) tem 39 anos e parece ter 24.

Algodão doce com Irene na terra do Mickey

Chinesinhas fofas que encontrei no meio do parque, pedi pra tirar foto

Placas da Disney Hong Kong, em inglês e chinês

Olha que fofa a Irene de Stitch!

Pateta e Pluto, nossos preferidos

Toda a gangue na Disney Hong Kong junto com o Buzz Lightyear, do Toy Story

Não lembro do nome desse brinquedo, mas ele é o máximo. Geralmente o nível de adrenalina dos brinquedos da Disney é bem soft, mas esse novo, na Toy Story Land, é mara. Vocês conseguem me achar aí?

 

 

“It’s not Hong Kong”

Eu nem consigo acreditar direito ainda que eu estou na Ásia. Minha viagem dos sonhos começou com essa passagem por Londres, e agora acabei de ficar uns dias em Hong Kong. Vou ficar um mês perambulando pela China e Japão, digerindo a cultura daqui e procurando entender os motivos de uma coisa que já tá bem clara pra mim: o futuro é aqui, e eu quero fazer parte dele.

Tá, mas por que eu vim parar aqui na China? Eu tenho dois melhores amigos no Rio, Victor e Raphael, que são como irmãos pra mim. A gente se ama muito, e é muito próximo. Um deles, o Victor, trabalha na Coca-Cola e foi transferido durante um tempo para Shanghai. Victor é foda, morro de orgulho dele. Ele foi para Shanghai em 2009 e começou a convencer todos nós de que a vida estava acontecendo em um ritmo diferente nessas bandas daqui. Que Paris era a nova Buenos Aires. Que Shanghai era a nova New York.

Empire of the Sun gravou o clipe de Walking on a Dream e nós ficamos loucos, porque essa foi a nossa trilha sonora durante um ano inteiro. Era uma questão de tempo que nós três viéssemos para cá. Somou tudo: ele com um apartamento aqui, eu de férias do programa até Janeiro, e o Rapha também de férias. Então vamos passar o Natal e Ano Novo como uma família no Oriente. Demais né?

Eu sou apaixonado por aviação e um dos meus sonhos é ser piloto, desde bem pequeno. Todos os anos eu invento que vou entrar no curso de pilotagem, mas sempre amarelo. Quem sabe em 2012. O voo Londres-Paris-Hong Kong foi pela Cathay Pacific, em um Jumbo 747. É maravilhoso, o avião é tão grande que praticamente não tem turbulência. São doze horas de viagem, com direito a sobrevoo pelo Himalaia – dormi durante 10 horas, porque estava virado da noitada de Londres.

Essa é a vista do hotel que ficamos em Hong Kong, o Excelsior. A cidade é um canteiro de obras, cheia de gente do mundo inteiro. Um formigueiro multicultural, East meets West. Fiquei surpreendido com uns dias lindos de sol, dignos de Rio de Janeiro. Aliás, o cenário lembra um pouco o do Rio, por causa da relação mar-montanha.

Outdoors e placas espalhadas por todas as partes, bem como a gente imagina. A cultura inglesa e a chinesa se apertam o chão e os ares. Prédios favelinha vs. skyscrapers. Sensacional.

Entardecer à beira do mar, Riviera Francesa meets Tradição Asiática

Eu tava passando pela rua e as meninas começaram a rir sem parar. Eu não entendi, dei a volta e fui falar com elas, que ficaram morrendo de vergonha. Aí elas falaram “You’re handsome.”. HAHAHAHAHA. Fofas né, mas zero manha de paquera. Aí a gente tirou uma foto. Essa jaqueta é o meu novo xodó, bem Versace. Comprei no brechó em Londres, pela bagatela de 45 reais.

Ok eu precisava muito tirar uma foto em frente à essa loja. TARSILA MARINHO feelings.

E claro que eu invadi a foto dos xing-lings. Em cada quarteirão tem um grupo de 30 pessoas tirando fotos, eu não queria ficar de fora. Dá pra ver um pouco mais da jaqueta, e do Creepers, que ganhei de presente do Gabe em Londres. Depois eu mostro esse sapato pra vocês com mais calma, todo mundo está usando há bastante tempo na Inglaterra, mas ninguém começou a fabricar no Brasil. Como siempre.

Na cobertura do hotel, no 39. andar, tomando uma cervejinha. Que vista hein. Depois fomos pra balada com o French Horn Rebellion, que está em turnê na Ásia.

Essa é Irene, que trabalha com o Victor na Coca-Cola. Eu acho maravilhoso que aqui na Ásia eles tem o nome oriental, tipo Yu Hei Chan, e quando vão ficando mais velhos, escolhem um nome ocidental para a vida. Tem um monte de Renée, Sarah, e principalmente (pasmem) Monica, Rachel e Phoebe! HAHAHAHA!

Vista do mirante em Hong Kong, city lights no máximo, deixa New York no chinelo.

Tem um passeio em Hong Kong que todos os turistas precisam fazer, que é subir o teleférico até o Buda. É uma experiência bem Rio de Janeiro, só que o bondinho é bem maior, o trajeto dura quase meia hora, e vai muito alto. A vista é linda, e o mais impressionante é chegar aqui:

Um buda gigantesco, abençoando Hong Kong inteira, assim como faz o Cristo Redentor. Lindo e emocionante.

E esse é o Victor e vocês se tratem de se controlar porque pra pegar ele tem que pedir autorização ao titio aqui.