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Mario Hipster Bros.

Há mais de duas décadas que Mario e sua turma saíram do mundo dos games para se tornarem ícones pop. Com a cultura geek, fazer artes, músicas e vídeos relacionados ao mundo de Mario virou cool. Daí que o esperto ilustrador australiano Sam Milham fez uma série de desenhos da turma do Mario em sua versão hipster. O resultado, óbvio, ficou muito bom!

MARIO

LUIGI

BOWSER

PRINCESS

TOAD

E como não lembrar do maravilhoso trailer fake do filme indie de Mario Bros.?

Mais desenhos e ilustrações cool no tumblr do rapaz: idrawcartoons.tumblr.com

São Paulo Hipster Guide

Available in English

Agora que eu sou oficialmente um morador da cidade de São Paulo, e com a São Paulo Fashion Week na porta, resolvi escrever o “São Paulo Hipster Guide”, para você que está vindo de fora, para trabalhar, passear, se divertir, tudo. Esses devem ser os lugares, além da Bienal, onde você pode encontrar a toda a galera da moda, e aproveitar melhor a maior cidade do Brasil. Ah, e claro que serve também para depois do evento!

COMER

Chez Lorena (ex-Lorena 1989) Alameda Lorena 1989, Jardins.

O Chez Lorena é um dos points mais badalados da cidade e funciona tanto na hora do almoço, como no jantar. De tarde eles oferecem almoço executivo por um precinho mais em conta (algo em torno de R$ 25-30). Eu lembro que pedi um picadinho, que é um dos hits da casa, e já provei o risoto de limão siciliano – também uma delícia!

O ambiénce lá é incrível, e eu adoro principalmente, o atendimento. Paulistanos tem essa mania de levar super à sério o atendimento, o do Lorena costuma ser impecável. Não aceitam reservas, então principalmente à noite, é bom chegar cedo pra garantir uma mesinha legal. É um ótimo lugar pra fazer uma pré antes de engatar o badalo.

Ritz Alameda Franca 1088, Jardins.

O bolinho de arroz do Ritz é quase uma instituição gastronômica em São Paulo, muito delicioso, assim como o Ritz Burguer, um hamburguer feito em casa que é de babar.

O Ritz é super badalado e tem um lance de colocar jovens universitários lindos para trabalhar como garçons. Já fui algumas vezes com uns amigos e a gente sente que o garçom tá meio que cagando pra gente, então não espere muita coisa do atendimento. Pode ter sido uma coisa pontual, mas já ouvi outras pessoas reclamando também.

O Ritz é muito bem frequentado, a comida é deliciosa, o preço é ok, então pra mim, isso basta. Vale à pena.

COMPRAR

À La Garçonne Rua João Moura 395, Pinheiros.

Olha, eu já rodei brechós de vários lugares do mundo, e o À La Garçonne está no mesmo patamar dos melhores brechós internacionais. Só entra na loja peça incrível, e tem muitas opções para os rapazes, o que é raro aqui no Brasil. T-shirts de bandas, jaquetas, sapatos, cintos, bermudas jeans, coturnos, bonés, chapeus, tudo o que você gostaria de ter no seu guarda-roupa.

Eu sempre prejudico minha conta bancária quando vou lá – se a gente comparar com os brechós das gringas, é bem mais caro. Mas se comparar com qualquer shopping center brasileiro, nem fica tão caro assim, e as peças são bem mais legais.

BADALAR

Festas Sem Loção & Javali A festa Sem Loção, sucesso recifense, foi importada para São Paulo pelo promoter Mano Vilar, e acontece frequentemente com os DJs originais da minha terrinha, como Lala K e Original DJ Copy. Toda a irreverência pernambucana, muita música pop, indie e brasileira em uma festa animadíssima.

A Javali é uma das novas festas do Mano – “tudo é permitido na pista”, de acordo com o briefing, e as pessoas que frequentam essas festas são super legais, de todas as indústrias e orientações sexuais. O repertório é super variado, garantindo uma pista muito divertida.

CLUBE GLÓRIA Rua Treze de Maio 830, Bela Vista

Ícone da noite gay paulistana, é um lugar frequentado por muita gente jovem (18-25 anos), e vive sempre abarrotado. Nas pick-ups, os hits da Billboard e muitas ‘divas pop’, como Madonna, Britney Spears, Beyoncé, e por aí vai. Quando a noite em São Paulo está agitada, muita gente acaba fazendo todo o circuito de baladas para terminar no Glória. É um lugar onde a montação fashion sempre cola. Dica: as festas dos promoters Johnny Luxo e Laís Pattak tem animação garantida.

Bar Secreto Rua Alvaro Anes 97, Pinheiros

O Bar Secreto surgiu há anos em São Paulo como um bar realmente secreto. Não tem placas na porta e pouca gente o conhecia. Hoje já faz parte da história da noite da cidade, com público entre os 20 e 40 anos, muitos da cena fashion. Adoro o Secreto principalmente quando tem grandes shows em São Paulo, porque os artistas costumam fazer after parties e DJ sets para poucas pessoas por lá. Já passaram: Justice, MGMT, Mika, e até a Madonna. Durante a programação normal, fique de olho na festa Tropicanalha, do Jackson Araújo e o DJ Ad Ferrera, é super divertida, só de música brasileira.

 

Yacht Rua Treze De Maio 703, Bela Vista A poucos passos do Glória, o Yatch é um point recém-chegado na noite paulistana – tem um arquitetura linda, iluminação incrível e muito bem-frequentada pelos homens mais coxinha. Apesar da localização vizinha, é bem diferente do Glória, o público é um pouco mais velho (frequentador de lugares como Lions Club e The Week), e nas pick-ups uma mistura de música pop e eletrônica. É o menos ‘hipster’ da lista, mas é novidade!

 

Studio SP, Beco 203 & Sesc Pompeia Rua Augusta 591, Rua Augusta 609, Bela Vista| Rua Clélia 93, Perdizes São três casas muito descoladas da cidade com ótima estrutura para shows ao vivo – o público vai sempre variar de acordo com o artista que for se apresentar, mas quando você estiver em São Paulo, sempre vale à pena conferir a agenda desses locais para ver um bom show. O Studio SP e o Beco 203 ficam na badalada região do Baixo Augsuta e tem uns artistas um pouco mais pop, enquanto o SESC Pompeia cumpre uma agenda mais indie.

Rio Hipster Guide

Republicando esse post pra toda a galera que tá chegando na cidade pra trabalhar no Fashion Rio! Divirtam-se!

De vez em quando chegam uns e-mails (adoro quando vocês mandam, podem continuar) pedindo dicas de lugares pra sair, por onde eu vou. Então vou começar uma série “The Hipster Guides”, e só vou usar esse nome porque eu realmente não consigo pensar em outra palavra pra descrever o perfil desses lugares. Ah, e porque ajuda no SEO do Google.

PRAIA

FOTO: Posto 10, Ipanema

Começando pela praia, que é o coração da cidade: de épocas em épocas as galeras vão mudando de points. Já foi a época do Coqueirão (hoje só tem fortões), Garcia D’Ávila e do Arpoador, que acabou de perder o seu reinado. Eu gostava muito de lá, e peguei uns dois anos de praia na frente do Fasano, mas deu uma bagaceirada e já vi uns roubos brabos rolando na praia. Não é comum roubarem na praia no Rio, mas o Arpex, como a gente chama,  tá meio tenso. Então a boa do momento é o Leblon, perto da Rainha Guilhermina. Fica meio cheio, mas a galera é ótima. Se você quiser mais tranquilidade, pode ir no Posto 10 sem erro, na altura das ruas Henrique Dumont ou Aníbal de Mendonça. Lugar low-key e incólume às modinhas.

COMER

NA FOTO: letreiro do Braseiro, no Baixo Gávea

Ok, eu não frequento o Celeiro. Primeiro porque eu acho um absurdo pagar R$ 90,00 o kilo. Mas super entendo que um ser humano que ganha 40 mil por mês vá comer sua saladinha por lá, porque realmente é uma delícia. Fui só uma vez, se você estiver passeando no Rio, de repente vale à pena conhecer, mas não sou habitué.

Meu lugar preferido nesse Rio de Janeiro de meu Deus é o Braseiro, no Baixo Gávea. Não tem dia, nem hora certos, pode chegar a qualquer momento. Comida brasileira – feijão, arroz, batata frita e picanha ou galeto. A Picanha no cardápio diz ser para duas pessoas, mas alimenta quatro seres humanos normais. E o galeto dá pra duas. Porque a fila de espera é meio grande e você vai comer uma linguicinha no balcão e tomar uns chopps, que dá uma enroladinha na fome. Dá no máximo uns R$ 30, e você tá rodeado de gente bela e cheia de savoir faire (hehehe).

Ah, e não se engane. Na frente do Braseiro existe o Hipódromo, que sempre tem lugar pra sentar enquanto o Braseiro está abarrotado. A comida não tem comparação, o Braseiro é bem melhor, então é melhor você esperar mesmo. Pode confiar.

TOMAR UM DRINK

NA FOTO: parte interna do Meza Bar, no Humaitá (André Rodrigues)

Roxanne, não hesite. Drink, durante a noite, no Rio de Janeiro, é no Meza Bar. Enquanto os playboys batem ponto no Veloso, no Leblon, os artistas, profissionais de cinema, teatro, e cultura vão ao Meza, que fica em um casarão bem charmoso no Humaitá. O dono, Fabio Battistela, está lá quase todos os dias e você vai acabar conhecendo e ficando amigo, como ele faz com todos os clientes. A carta de drinks já ganhou prêmio da Veja, o Bloody Mary é ótimo, enfim. De segunda a segunda, pode bater o cartão.

NA FOTO: a humilde vista do Bar Urca, durante um por do sol.

E durante o dia, a partir das 3, 4 da tarde, não tem programa melhor do que tomar uma cerveja Original e comer um pastelzinho na mureta do Bar Urca, com uma vista impressionante do Rio, e uma galera legal. É um programa bem ‘a cara do Rio’, ao ar livre e despretensioso.

NIGHT

NA FOTO: Eu, dando mosh na galera, na I Love Pop.

Night? O Rio tá numa fase braba de noites, porque não tem nenhuma boate que eu posso te falar com certeza, que vai ser legal. Depende sempre do promoter, ou do coletivo que está organizando a festa naquele dia. Mas quando você chegar na cidade, procure saber das seguintes festas/grupos agitadores:

NA FOTO: José Camarano, um dos organizadores de I <3 Pop, com mãos de Mickey Mouse

I Love POP: pra quem quer dançar música pop e hipster hits, organizada pelo José Camarano e Suzykill, do Gema TV. Eu já toquei na POP várias vezes, e lá conheci grandes amigos de hoje em dia. Não perder.

NA FOTO: ambience da Moo no Morro da Urca, em Janeiro-2011.

MOO: música eletrônica chique, festa meio careira, mas eles investem muito no som e na iluminação. É ótima pra quem curte um eletrônico chique, e não estilo David Guetta. Eles sempre trazem atrações internacionais, e a festa não acontece com tanta frequência, é bom ficar de olho na agenda.

NA FOTO: Yugo, um dos melhores DJs do Rio, que reside e organiza festas com o Party Busters

Festas do Party Busters: o som segue a linha da Moo, eletrônico e disco, e a galera que frequenta também é bacana, e a maioria early 20’s.. Olho no portal deles para a programação – eles sempre indicam as boas da night em tempo real

NA FOTO: uma edição da 7-Day Weekend, organizada pelo I Hate Flash!

Fosfobox: depois do fechamento do 69, que dominou a noite do Rio em 2008/2009, a cidade ficou meio órfã de um clube daqueles que “não importa o dia, vai sempre tar bom.” A Fosfobox cumpre esta lacuna de alguma forma, com um pouco mais de incerteza em relação à agenda.

NA FOTO: a festa lá pelas oito da manhã, com toda a galera reunida.

New Laje: acontece muito de vez em quando, é uma festa Open Bar (prepare-se!) muito divertida, de uma galera novinha (18-25 anos), que toca de Los Hermanos, a tecnobrega e Lykke Li. Vale o ingresso, vai sempre até de manhã cedo.

Rocka-Rocka: pra os rockers de plantão, a Rocka-Rocka tá acontecendo no Clube Santa Luzia e lotando. Não dá pra perder quando rolar.

Em tempo: pitboys, patriçocas, galera que gosta de pedir mesa e estourar champagne com foguinho de artifício, vocês estão lendo o guia errado e se seguirem as minhas dicas, vão se decepcionar profundamente. Os demais, joguem-se, o Rio de Janeiro é o máximo!

Recife Hipster Guide

Recife Hipster Guide né? Se você gostar de cultura, arte, praia, balada, gente simpática, comida gostosa, música (autoral, muito importante), você precisa conhecer Recife. Então com muito apreço e amor eu lhes apresento os melhores lugares da minha terrinha natal, porque pernambucano de verdade sempre vai achar o Recife a maior e/ou melhor cidade pequena do mundo.

Assunto polêmico, e vale à pena aprender um pouco de história. Infelizmente, a praia do Recife tem tubarões na orla. Isso aconteceu porque algum filho da mãe aprovou obras no Porto de Suape sem nenhum cuidado ambiental e acabou com a região onde os tubarões se alimentavam e procriavam. Os tubarões, que agora passam fome, mordem as pernas dos surfistas que estão nas orlas de Boa Viagem e do Pina. Então se você for tomar banho, é uma delícia – águas calientes – mas com a maré baixinha e sem sair do raso. PLMDDLS.

A praia do Recife tem uma característica bem diferente das outras praias do Brasil, que eu acho o máximo. É uma verdadeira praia de alimentação. As pessoas frequentam a praia para encher a cara e comer muito, sem a preocupação neurótica do corpo sarado carioca. Prepare-se para caldinhos de feijão com ovo de codorna e charque – mesmo sob o calor esturricante – camarões, amendoins, e ostras. Eu sempre comi ostra na praia, tem gente que considera perigoso, eu acho isso coisa de quem não tem anticorpos. Com sal, azeite e limão. Bem baratinho, negocie com o vendedor.

Sobre o point, há polêmicas, mas o “Posto 9” pernambucano é o edifício Acaiaca, mas a galera mais jovem tem frequentado a Barraca do Pezão, que fica na altura do Edifício Elisa Lundgren, em Boa Viagem. A turma mais legal frequenta o Pina, que é mais popular e antropológica. Cuidado com os maloqueiros, nada de ficar brincando com o iPhone na areia, porque eles podem te roubar na saída. Sorry, mas é assim mesmo.

A cidade tem muitos restaurantes, para todos os gostos e bolsos. A boa mesmo é ir na Casa de Banhos, que fica no Parque das Esculturas de Francisco Brennand, a famosa Bilola do Marco Zero. Pra chegar lá, só de carro, atravessando Brasília Teimosa (vá sem medo) e uma estradinha estreita até chegar no restaurante, que fica em uma “restinga” entre o Oceano Atlântico e o Rio Capibaribe. Lindo de morrer, com um por do sol alucinante.

Ainda durante o horário de almoço, e principalmente durante a semana, o Bar Central é bate-ponto obrigatório da galera das artes, cinema, música, etc. Rola um almoço executivo em conta, e a comida é ótima. É um lugar super frequentado na noite também, serve para pré-nights ou simplesemente ficar lá bêbado a noite toda. Já dá pra ferver um pouco e fazer umas amizades. Em Boa Viagem outra opção é o Boteco Maxime, um pouco carinho, mas a comida é ótima!

Tem um bar que vale à pena principalmente pelo caldinho de feijão: o Bar do Neno, que fica na Zona Norte. O caldinho é uma instituição nos bares pernambucanos, e o do Bar do Neno ganha todos os anos o prêmio da Veja Recife, porque é muito delicioso. Confira.

E pra terminar a seção diurna, mais uma iguaria imperdível: o caranguejo. A verdade é que o caranguejo de Fortaleza é melhor do que o de Recife, eles são maiores, mas, não perca a chance de comer no Guiamum Gigante, que tem em Boa Viagem e em Casa Forte. O de Casa Forte é bem barulhento, não curto muito, o de Boa Viagem é mais charmosinho porque fica na Avenida, à beira-mar.

De noite, se você quiser fazer a linha mais chique, a boa é o Kojima, restaurante japonês que reune patricinhas, casais, grupos de amigos, etc. É um pouco playboy, mas é “massa”. O lugar é pequeno então é bom reservar, ou chegar cedo. A comida é maravilhosa, um pouco carinha para padrões Recife, mas o atendimento é ótimo, principalmente se o seu garçom for o Deo, que é uma figura. De lá, você corre pra balada.

Uma prática comum dos bares do Recife é a tal história do clone: clone de chopp, de camarão ao alho e óleo, de frango à passarinho. É hilário (nunca vi isso no Rio), mas é maravilhoso, principalmente nos dias de semana. Todo mundo quer pagar menos né? Fica de olho no Fiteiro, que tem na Zona Norte, no Parnamirim, e na Zona Sul, no Pina.

Todos os outros restaurantes que eu falei acima servem também como lugares para você encher sua cara. Central, Frontal, Bar do Neno, Boteco Maxime, Casa de Banhos. Assim como a praia. E principalmente, nas baladas que eu vou recomendar abaixo. Recife além de cultura, respira raparigagem e mucha fiesta!

GOLARROLÊ CREW O casal Alanna Marques e Lucas Logiovine começou com a Festa Putz!, cinco anos atrás, e hoje faz uma média de quatro festas por mês, todas animadíssimas. Tem o Brega Naite, onde toca o melhor brega rasgado, como Vício Louco, Djavu, Banda Lapada e, claro, hits do DJ Cremoso; a Maledita, com muita música pop nacional e internacional; a Neon Rocks, com repertório mais roqueiro e indie, a Putz!, de música eletrônica, e a novíssima Odara, só com músicas brasileiras. Não dá pra reclamar, tem pra todo mundo, e as festas SEMPRE vão até no mínimo seis da manhã, quando o sol já está fritando todo mundo. Não deixe de conhecer! Leve os óculos escurso (mas só use quando amanhecer, por favor, não é rave). Pra acompanhar a agenda e descobrir qual a festa da semana, curte eles no Facebook

SEM LOÇÃO 

Criada em Recife há bastante tempo também, pela DJ-Diva Lala K, Rebel K e Felipe Machado (Original DJ Copy), a Sem Loção foi a primeira das festas descoladas da cidade, e seu reinado é insubstituível. Reúne toda a galera que você quer conhecer, e um repertório animadaço. A Sem Loção bombou tanto que agora acontecem versões paulistanas e cariocas. Inclusive a de São Paulo ganhou o prêmio da Época neste ano como a melhor festa da cidade. Zero carão, e só causação. Cata eles no Feice aqui!

OTHER FACTS

COMPRE O JORNAL

Recife tem uma efervescência cultural muito forte, principalmente de bandas autorais. Evite os lugares com bandas cover – que geralmente enchem de patys e pleibas – e compre o jornal da semana (Jornal do Commercio ou Diário de Pernambuco) para descobrir onde vai ter show da Eddie, Academia da Berlinda, Catarina Dee Jah, Trio Pouca Chinfra, entre outras. O Teatro da UFPE costuma também ter ótimas atrações durante o findi.

BAIRRISMO CARINHOSO

Recife é o tipo de cidade que sim, tem uma beleza visível, as pontes, a praia, e tudo mais; só que a graça de lá é mesmo a sua gente. E essa gente, apesar de maravilhosa, pode ser um pouco bairrista. A grande maioria dos comentários regionalistas são piadas. Se você for de outro lugar e adorar uma discussão, recomendo seriamente fazer comparações com outros estados, pernambucano ama esse papo e ser um pouco soberbo, é uma chance de você aprender muito sobre nossa cultura. Se você ficar falando que o seu é melhor, corre o risco de apanhar *alerta*

A gente aprende desde pequeno a ter muito orgulho de sua história revolucionária, a acreditar que fundamos Nova Iorque, a entoar o hino do Estado, dançar o frevo. O orgulho pernambucano é diferente do gaúcho. Enquanto no Sul, os separatistas insistem que o Rio Grande é a Europa, em pernambuco defende o orgulho cultural e de suas tradições. Explore isso nos habitantes, sua viagem vai ficar bem mais rica.