Tag: hipster miami

Miami: Guia de Lifestyle

A primeira viagem internacional de 9 em cada 10 brasileiros é para Miami. É fácil entender porque os brasileiros são tão obcecados pela maior cidade na Flórida que tem fama de cafona [pergunte a um novaiorquino o que ele acha de Miami], mas é um paraíso tropical. Seguem alguns motivos que fazem de nós, brasileiros, os fãs #1 de Miami:

CLIMA: brasileiro não gosta de frio. Miami está na linha do equador, com um inverninho ameno e um verão escaldante

IDIOMA: nosso inglês é difícil. Miami [e a Flórida inteira] quase falam português fluente. Desde a invasão brasileira no fim dos anos 80, onde muitos migraram atrás do American Dream, desenvolvemos centenas de negócios com a cara do Brasil. E a presença latinoamericana [Miami é o hub das América Latina nos EUA] só facilita nossa comunicação. Nada como no intervalo entre um outlet e outro comer uma coxinha.

LOGÍSTICA: Miami recebe voos diretos de cidades como Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Vários por dia. A rota é muito concorrida – e você sabe bem como funciona a lei da oferta e da procura. É cada vez mais fácil e barato ir pra lá.

SACOLAGEM: amamos compras, parecemos uns loucos comprando como se não houvesse amanhã na Flórida, por causa dos precinhos nada camaradas do nosso país: é uma farra.

FIESTA: Miami é um lugar solar, alegre, cativante, cheio de festa. A nossa cara.

Meu primeiro intercâmbio foi em Miami [na verdade em uma cidade a 30km, chamada Hillsboro Beach, na Grande Miami] e tenho um carinho enorme por la. Sou um cafona assumido, e principalmente amo a latinidade e a diversidade que Miami oferece. Aqui tem algumas dicas muito bobas, mas tem outras bem locais.

Miami Downtown viveu seu período áureo nos anos 90, mas hoje é uma área bem mais tranquila, e até meio deserta. Não acontece nada muito além da rotina dos escritórios, mas no meio de todos aqueles prédios, existe uma joia: o Cviche.105 [lê-se Ceviche One-Oh-Five], o restaurante especializado em ceviches mais deliciosa de toda a minha breve história de vida.

Que delícia. E o preço é super justo. Vale muito à pena, para uma experiência peruana no meio da cidade. Tem até cerveja Cuzqueña.

A noite de South Beach é uma grande comédia [de repente toca Gloria Estefan remix nas baladas], mas tem um lugarzinho onde o bom eletrônico impera: o Nikki Beach. O lugar é meio “jet-setter”, com todas as atribuições positivas e negativas que essa palavra pode ter. O NB é uma rede mundial frequentada por gente que ama tomar champagne e mojitos, pele muito bronzeada, num clima Riviera. É bem divertido,  e a bombação é sempre nos Domingos de tarde.

Gente, que lugar mágico. O Vizcaya é um palácio hoje convertido em Museu com um acervo impressionante da época do Renascimento. Imagine quadros, lustres, mármores, paredes, jardins, conservados e impecáveis. É como se você tivesse na casa do “The Great Gatsby”, só que com uma temática italiana/mediterrânea, em plena Miami Beach. Bom para tirar umas férias das loucuras de compras e para fotos! Recomendo o tour com guia [parece cafonice, mas você aprende bastante], é de graça!

O Wynwood Art District é o novo bairro boêmio, artístico e cool de Miami. Imagine paredes pintadas, muito grafite, lojas design, restaurantes descolados, e por aí vai. O novo hotspot da cidade, point obrigatório! Tem um post completo sobre o Wynwood aqui, dá uma olhada!

Não costumo recomendar hoteis, porque na maioria das minhas viagens sempre fico em casa de amigos ou apartamento alugados pela cidade [via AirBnB]. Mas dessa vez fiquei no Claridge Hotel, um palacete mediterrâneo lindo na Collins Avenue, perto de South Beach [mas não exatamente no meio do fervo, uma opção mais tranquila]. A diária saiu por uns US$ 120, a cama é um deleite, e a sensação de ficar em um edifício histórico é super inspiradora.

TAMBÉM VALE À PENA CONHECER:

The Webster Miami: a loja mais cool da cidade, para comprar labels como Givenchy, Kenzo, etc. Lincoln Road: rua repleta de galerias de arte e restaurantes badalados, confira o Juvia à noite!

Wynwood Art District: a nova sensação de Miami

Eu fico muito encantado com o poder dos americanos em revitalizar áreas decadentes de suas cidades. Ao contrário de nós brasileiros, que sofremos com a falta de espaço urbano de qualidade [com infra-estrutura, bom acesso, e claro, segurança], os americanos tem isso de sobra. Até pelo excesso, muitas vezes, essas áreas acabam sofrendo desvalorização imobiliária. É aí que se transformam em um terreno fértil para artistas e galeristas, que precisam de espaços grandes, como armazéns, e quase sempre não tem muita grana para investir.

Juntaram-se um, dois, três, dezenas: surgem os grafites, as pinturas nas paredes, as galerias, os cafés, as lojas, as boates. O lugar transforma-se na nova área criativa da cidade, no reduto jovem. Parece fácil, mas precisa seguir a fórmula americana, ou do primeiro mundo: tem que ter infra e segurança. E agora Miami ganhou uma Williamsburg [o bairro ~alternativo~ de NY] pra chamar de sua: o Wynwood Art District.

Linda e pujante, Wynwood é o novo hotspot de Miami, vale à pena chegar no fim da tarde para ver todas as pinturas nos muros e esticar em um drink. Uma pedaço especial de Miami: sem flamingos, reggaeton e empanadas cubanas. O jantar é no Joey’s, point badalado, na rua principal.