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São Paulo Hipster Guide

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Agora que eu sou oficialmente um morador da cidade de São Paulo, e com a São Paulo Fashion Week na porta, resolvi escrever o “São Paulo Hipster Guide”, para você que está vindo de fora, para trabalhar, passear, se divertir, tudo. Esses devem ser os lugares, além da Bienal, onde você pode encontrar a toda a galera da moda, e aproveitar melhor a maior cidade do Brasil. Ah, e claro que serve também para depois do evento!

COMER

Chez Lorena (ex-Lorena 1989) Alameda Lorena 1989, Jardins.

O Chez Lorena é um dos points mais badalados da cidade e funciona tanto na hora do almoço, como no jantar. De tarde eles oferecem almoço executivo por um precinho mais em conta (algo em torno de R$ 25-30). Eu lembro que pedi um picadinho, que é um dos hits da casa, e já provei o risoto de limão siciliano – também uma delícia!

O ambiénce lá é incrível, e eu adoro principalmente, o atendimento. Paulistanos tem essa mania de levar super à sério o atendimento, o do Lorena costuma ser impecável. Não aceitam reservas, então principalmente à noite, é bom chegar cedo pra garantir uma mesinha legal. É um ótimo lugar pra fazer uma pré antes de engatar o badalo.

Ritz Alameda Franca 1088, Jardins.

O bolinho de arroz do Ritz é quase uma instituição gastronômica em São Paulo, muito delicioso, assim como o Ritz Burguer, um hamburguer feito em casa que é de babar.

O Ritz é super badalado e tem um lance de colocar jovens universitários lindos para trabalhar como garçons. Já fui algumas vezes com uns amigos e a gente sente que o garçom tá meio que cagando pra gente, então não espere muita coisa do atendimento. Pode ter sido uma coisa pontual, mas já ouvi outras pessoas reclamando também.

O Ritz é muito bem frequentado, a comida é deliciosa, o preço é ok, então pra mim, isso basta. Vale à pena.

COMPRAR

À La Garçonne Rua João Moura 395, Pinheiros.

Olha, eu já rodei brechós de vários lugares do mundo, e o À La Garçonne está no mesmo patamar dos melhores brechós internacionais. Só entra na loja peça incrível, e tem muitas opções para os rapazes, o que é raro aqui no Brasil. T-shirts de bandas, jaquetas, sapatos, cintos, bermudas jeans, coturnos, bonés, chapeus, tudo o que você gostaria de ter no seu guarda-roupa.

Eu sempre prejudico minha conta bancária quando vou lá – se a gente comparar com os brechós das gringas, é bem mais caro. Mas se comparar com qualquer shopping center brasileiro, nem fica tão caro assim, e as peças são bem mais legais.

BADALAR

Festas Sem Loção & Javali A festa Sem Loção, sucesso recifense, foi importada para São Paulo pelo promoter Mano Vilar, e acontece frequentemente com os DJs originais da minha terrinha, como Lala K e Original DJ Copy. Toda a irreverência pernambucana, muita música pop, indie e brasileira em uma festa animadíssima.

A Javali é uma das novas festas do Mano – “tudo é permitido na pista”, de acordo com o briefing, e as pessoas que frequentam essas festas são super legais, de todas as indústrias e orientações sexuais. O repertório é super variado, garantindo uma pista muito divertida.

CLUBE GLÓRIA Rua Treze de Maio 830, Bela Vista

Ícone da noite gay paulistana, é um lugar frequentado por muita gente jovem (18-25 anos), e vive sempre abarrotado. Nas pick-ups, os hits da Billboard e muitas ‘divas pop’, como Madonna, Britney Spears, Beyoncé, e por aí vai. Quando a noite em São Paulo está agitada, muita gente acaba fazendo todo o circuito de baladas para terminar no Glória. É um lugar onde a montação fashion sempre cola. Dica: as festas dos promoters Johnny Luxo e Laís Pattak tem animação garantida.

Bar Secreto Rua Alvaro Anes 97, Pinheiros

O Bar Secreto surgiu há anos em São Paulo como um bar realmente secreto. Não tem placas na porta e pouca gente o conhecia. Hoje já faz parte da história da noite da cidade, com público entre os 20 e 40 anos, muitos da cena fashion. Adoro o Secreto principalmente quando tem grandes shows em São Paulo, porque os artistas costumam fazer after parties e DJ sets para poucas pessoas por lá. Já passaram: Justice, MGMT, Mika, e até a Madonna. Durante a programação normal, fique de olho na festa Tropicanalha, do Jackson Araújo e o DJ Ad Ferrera, é super divertida, só de música brasileira.

 

Yacht Rua Treze De Maio 703, Bela Vista A poucos passos do Glória, o Yatch é um point recém-chegado na noite paulistana – tem um arquitetura linda, iluminação incrível e muito bem-frequentada pelos homens mais coxinha. Apesar da localização vizinha, é bem diferente do Glória, o público é um pouco mais velho (frequentador de lugares como Lions Club e The Week), e nas pick-ups uma mistura de música pop e eletrônica. É o menos ‘hipster’ da lista, mas é novidade!

 

Studio SP, Beco 203 & Sesc Pompeia Rua Augusta 591, Rua Augusta 609, Bela Vista| Rua Clélia 93, Perdizes São três casas muito descoladas da cidade com ótima estrutura para shows ao vivo – o público vai sempre variar de acordo com o artista que for se apresentar, mas quando você estiver em São Paulo, sempre vale à pena conferir a agenda desses locais para ver um bom show. O Studio SP e o Beco 203 ficam na badalada região do Baixo Augsuta e tem uns artistas um pouco mais pop, enquanto o SESC Pompeia cumpre uma agenda mais indie.

Rio Hipster Guide

Republicando esse post pra toda a galera que tá chegando na cidade pra trabalhar no Fashion Rio! Divirtam-se!

De vez em quando chegam uns e-mails (adoro quando vocês mandam, podem continuar) pedindo dicas de lugares pra sair, por onde eu vou. Então vou começar uma série “The Hipster Guides”, e só vou usar esse nome porque eu realmente não consigo pensar em outra palavra pra descrever o perfil desses lugares. Ah, e porque ajuda no SEO do Google.

PRAIA

FOTO: Posto 10, Ipanema

Começando pela praia, que é o coração da cidade: de épocas em épocas as galeras vão mudando de points. Já foi a época do Coqueirão (hoje só tem fortões), Garcia D’Ávila e do Arpoador, que acabou de perder o seu reinado. Eu gostava muito de lá, e peguei uns dois anos de praia na frente do Fasano, mas deu uma bagaceirada e já vi uns roubos brabos rolando na praia. Não é comum roubarem na praia no Rio, mas o Arpex, como a gente chama,  tá meio tenso. Então a boa do momento é o Leblon, perto da Rainha Guilhermina. Fica meio cheio, mas a galera é ótima. Se você quiser mais tranquilidade, pode ir no Posto 10 sem erro, na altura das ruas Henrique Dumont ou Aníbal de Mendonça. Lugar low-key e incólume às modinhas.

COMER

NA FOTO: letreiro do Braseiro, no Baixo Gávea

Ok, eu não frequento o Celeiro. Primeiro porque eu acho um absurdo pagar R$ 90,00 o kilo. Mas super entendo que um ser humano que ganha 40 mil por mês vá comer sua saladinha por lá, porque realmente é uma delícia. Fui só uma vez, se você estiver passeando no Rio, de repente vale à pena conhecer, mas não sou habitué.

Meu lugar preferido nesse Rio de Janeiro de meu Deus é o Braseiro, no Baixo Gávea. Não tem dia, nem hora certos, pode chegar a qualquer momento. Comida brasileira – feijão, arroz, batata frita e picanha ou galeto. A Picanha no cardápio diz ser para duas pessoas, mas alimenta quatro seres humanos normais. E o galeto dá pra duas. Porque a fila de espera é meio grande e você vai comer uma linguicinha no balcão e tomar uns chopps, que dá uma enroladinha na fome. Dá no máximo uns R$ 30, e você tá rodeado de gente bela e cheia de savoir faire (hehehe).

Ah, e não se engane. Na frente do Braseiro existe o Hipódromo, que sempre tem lugar pra sentar enquanto o Braseiro está abarrotado. A comida não tem comparação, o Braseiro é bem melhor, então é melhor você esperar mesmo. Pode confiar.

TOMAR UM DRINK

NA FOTO: parte interna do Meza Bar, no Humaitá (André Rodrigues)

Roxanne, não hesite. Drink, durante a noite, no Rio de Janeiro, é no Meza Bar. Enquanto os playboys batem ponto no Veloso, no Leblon, os artistas, profissionais de cinema, teatro, e cultura vão ao Meza, que fica em um casarão bem charmoso no Humaitá. O dono, Fabio Battistela, está lá quase todos os dias e você vai acabar conhecendo e ficando amigo, como ele faz com todos os clientes. A carta de drinks já ganhou prêmio da Veja, o Bloody Mary é ótimo, enfim. De segunda a segunda, pode bater o cartão.

NA FOTO: a humilde vista do Bar Urca, durante um por do sol.

E durante o dia, a partir das 3, 4 da tarde, não tem programa melhor do que tomar uma cerveja Original e comer um pastelzinho na mureta do Bar Urca, com uma vista impressionante do Rio, e uma galera legal. É um programa bem ‘a cara do Rio’, ao ar livre e despretensioso.

NIGHT

NA FOTO: Eu, dando mosh na galera, na I Love Pop.

Night? O Rio tá numa fase braba de noites, porque não tem nenhuma boate que eu posso te falar com certeza, que vai ser legal. Depende sempre do promoter, ou do coletivo que está organizando a festa naquele dia. Mas quando você chegar na cidade, procure saber das seguintes festas/grupos agitadores:

NA FOTO: José Camarano, um dos organizadores de I <3 Pop, com mãos de Mickey Mouse

I Love POP: pra quem quer dançar música pop e hipster hits, organizada pelo José Camarano e Suzykill, do Gema TV. Eu já toquei na POP várias vezes, e lá conheci grandes amigos de hoje em dia. Não perder.

NA FOTO: ambience da Moo no Morro da Urca, em Janeiro-2011.

MOO: música eletrônica chique, festa meio careira, mas eles investem muito no som e na iluminação. É ótima pra quem curte um eletrônico chique, e não estilo David Guetta. Eles sempre trazem atrações internacionais, e a festa não acontece com tanta frequência, é bom ficar de olho na agenda.

NA FOTO: Yugo, um dos melhores DJs do Rio, que reside e organiza festas com o Party Busters

Festas do Party Busters: o som segue a linha da Moo, eletrônico e disco, e a galera que frequenta também é bacana, e a maioria early 20’s.. Olho no portal deles para a programação – eles sempre indicam as boas da night em tempo real

NA FOTO: uma edição da 7-Day Weekend, organizada pelo I Hate Flash!

Fosfobox: depois do fechamento do 69, que dominou a noite do Rio em 2008/2009, a cidade ficou meio órfã de um clube daqueles que “não importa o dia, vai sempre tar bom.” A Fosfobox cumpre esta lacuna de alguma forma, com um pouco mais de incerteza em relação à agenda.

NA FOTO: a festa lá pelas oito da manhã, com toda a galera reunida.

New Laje: acontece muito de vez em quando, é uma festa Open Bar (prepare-se!) muito divertida, de uma galera novinha (18-25 anos), que toca de Los Hermanos, a tecnobrega e Lykke Li. Vale o ingresso, vai sempre até de manhã cedo.

Rocka-Rocka: pra os rockers de plantão, a Rocka-Rocka tá acontecendo no Clube Santa Luzia e lotando. Não dá pra perder quando rolar.

Em tempo: pitboys, patriçocas, galera que gosta de pedir mesa e estourar champagne com foguinho de artifício, vocês estão lendo o guia errado e se seguirem as minhas dicas, vão se decepcionar profundamente. Os demais, joguem-se, o Rio de Janeiro é o máximo!