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Pequeno Guia Para Entender o Crowdfunding, estrelando: Chicos, um projeto de fotografias gay e independente

Para a nossa sorte, cada vez mais projetos se voltam às plataformas de crowdfunding para se tornar realidade. Uma alternativa aos meios tradicionais de produção que conta com o apoio do público para acontecer, o crowdfunding encheu de esperança muita gente que faz trabalhos incríveis, mas independentes, e que muitas vezes não possui a grana necessária pra levar sua ideia além.

Com os meninos do Chicos não foi diferente! Tudo começou quando o Fábio Lamounier e o Rodrigo Ladeira decidiram investigar vivências, experiências e outras formas e existir no mundo como homens gays, indo além de suas próprias percepções acerca disso. Daí nasceu o projeto de fotografias gay e independente que fotografou mais de 130 chicos em diversos lugares do Brasil, compartilhando online fotos, corpos, histórias, identidades e maneiras de expressar a sexualidade.

E aí que o projeto estava em vias de completar um ano e a comemoração merecia ser a altura: um livro. Assim surgiu a ideia do crowdfunding no Catarse, que deu super certo. Tanto que fomos conversar com os meninos sobre algumas dicas essenciais pra quem quer montar o seu financiamento coletivo.

1. Não ache que vai ser moleza

Montar um financiamento coletivo dá um trabalhão, viu? Você tem que construir um projeto, montar um orçamento, montar uma comunicação bacana, pensar em contrapartidas atraentes para os colaboradores, divulgar muito até o último minuto… Tudo pra alcançar a meta! “O processo inteiro foi muito árduo, tivemos muitos momentos de inseguranças e dúvidas, mas ao mesmo tempo foi muito intenso e prazeroso”, contam os meninos.

2. Pense com carinho nas recompensas

Elas são grandes atrativos na hora da pessoa decidir quanto vai doar! Muitas vezes um colaborador em potencial entra na página do seu crowdfunding pensando em doar o mínimo possível, mas se sente tão atraído pelo que você oferece que acaba doando bem mais. E a recíproca também é verdadeira.

3. Dedique-se a divulgar

Com tudo pronto, é hora de começar a divulgar. É legal pensar bem nos argumentos do seu projeto na hora de divulgar, ter um discurso bacana atrelado a ele. “Pensamos divulgações que não deram muito certo, outras que funcionavam… De posts políticos, sérios, a pequenas brincadeiras”.

4. Acione suas redes

Quantas pessoas estão envolvidas de alguma forma no seu projeto? Seja com a mão na massa, seja de maneira afetiva, acione todas as pessoas que se sentem parte do que você está fazendo. Quanto mais gente comprando a ideia, melhor! No Chicos por exemplo, um projeto que fotografou vários meninos em várias cidades, uma imensa rede de colaboradores em potencial se construiu e isso, nas palavras dos próprios idealizadores, “fez toda a diferença”. “Os próprios Chicos fotografados ajudaram bastante na campanha e conseguiram trazer mais adesões. As cidades que visitamos são as que mais doaram e compartilharam”, dizem.

5. Não desista!

Os últimos momentos são essenciais pra alcançar sua meta. Muita gente deixa pra doar em cima da hora, ou vai deixando pra depois e esquece. Essa é a hora de divulgar muito, monitorar os resultados e acreditar. “Algumas horas pensávamos que não íamos bater a meta. Estávamos nos últimos cinco dias com uma porcentagem próxima aos 75%. Em dois dias já estávamos com 92%, até fechar com 137%.

O Chicos vai virar livro, uma coletânea das fotografias e histórias mais emblemáticas, e é garantia de beleza, poesia, erotismo e melancolia, alegria e sensualidade. “A ideia do livro é ser um material quase que independente do site. Além de contar com fotos inéditas e ensaios exclusivos para o impresso, a diagramação será bem diferente.”, dizem. E o livro promete explorar cores e sensações ao máximo e trazer também novos textos.

Se o Chicos já é um trabalho lindo pela tela do computador, imagina impresso? Se você não conhecia o projeto ou acabou não colaborando, saiba que ainda resta um fiozinho de esperança. Eles fizeram uma quantidade bem próxima à que foi comprada no Catarse, mas pretendem vender o pouquinho que sobrar. Fica aí uma baita inspiração pra quem quer tirar (ou colocar!!!) a sua ideia do papel.

Mural de Inspirações: homem de saia? Não só pode, como deve! Aprenda a usar

O hype é real, galere! A saia vem invadindo o guarda-roupa masculino com força, e isso é maravilhoso. Vamos desapegando daquela ideia cada vez mais ultrapassada de que a peça “X” só pode ser usada pelo gênero tal e explorando a nossa criatividade e estilo quando o assunto é moda: ponto pra gente. Sim, o Jaden Smith é, de fato, um dos grandes símbolos dessa turma desencanada que adotou a peça (e a moda agênero, aliás), e o Marc Jacobs, por exemplo, é adepto há anos, especialmente do kilt. Aqui no Brasil temos também o Bruno Gagliasso se aventurando (e acertando) com a peça. Mas desde quando a gente precisa de uma celebridade pra usar algo? A saia também é pra você!

Se você ainda se sente inseguro com a ideia, alguns truques de styling facilitam a primeira vez. Uma boa é usar a saia com calça (normal ou legging) por baixo e investir num look monocromático, de preferência preto, ou combinar as cores da calça e da saia. Isso dá unidade ao look e a saia não fica “gritando”. Um bom lugar pra usar pela primeira vez é na noite, que é um universo de mais “de boas”, mais permissivo quanto aos nossos arroubos-criativos-fashionistas. O próprio kilt é uma boa pedida, as pessoas já estão mais acostumadas a vê-lo por aí e a estampa quadriculada é fácil de harmonizar.

Agooora, saiba que a saia é perfeita para diversificar seu guarda-roupa e que ela vai bem com um sem fim de combinações! Fica ótima num look mais gótico suave, com coturno pesadão, all black e meia longa. Funciona muito bem com blazer, escolha um modelo mais chique, com pegada de alfaiataria; fica muito elegante. Aliás, fica linda também com sapato social (vá num modelo bem do lindo, já que a saia dará uma super valorizada nele). O look com legging é especialmente legal porque traz a referência sporty que a gente tá curtindo tanto. Pode levar as sobreposições a sério!

Se você já curte a estilêra, esse mural de inspirações aqui vai te ajudar a diversificar! Se você é novo na parada, invista numa peça preta (comprimento médio é o mais fácil, mas pode ser curta ou longa) e vá experimentando. Sem medo! Moda é liberdade.

A primeira é uma T-shirt longline, mas super serve de inspiração!

Elegantérrimo desfile Dries Van Noten

Aliás, veja como dá pra ir do super elegante ao punk vibes Londres de saia…

Bruno Gagliasso

Jaden Smith Marc Jacobs

Cuba é o destino da vez: vamos antes que a resortificação tome conta.

Eu nunca fui a Cuba, mas não tem outro lugar que me chame mais a atenção para uma próxima viagem do que a Pérola do Caribe. Antes que vocês me chamem de socialista de iPhone, a minha curiosidade por Cuba persegue um lado musical, arquitetônico, cultural, estético e de entender como se vive sem internet banda larga, 4G e Snapchat em pleno 2016.

Transporte em Havana: one step down

Os olhos estão (ainda mais) virados para Cuba desde que Obama e Raul ficaram muy amigos e afrouxaram o embargo, chamado pelos cubanos de ‘bloqueo’. Ainda há muito o que se avançar na política entre os dois países, mas foi sim, um grande passo. Repercutiu mundialmente até nas modas: o estilista Karl Lagerfeld, sempre muito ligado, fez um super desfile Resort da Chanel em Havana e criou ainda mais fascínio sobre a ilha. Havana foi capa da última revista da LATAM (ex-TAM). Até a Riachuelo está em Cuba no momento fotografando sua próxima campanha por lá. Nunca vimos tanta mídia espontânea sobre o país.

Cuba sempre existiu como um destino turístico: em sua maioria canadenses foragidos do clima ártico e franceses cool em busca de experiências culturais. A presença americana era bem restrita – não havia voos diretos regulares, o que já está muito próximo de mudar, pois todas as cias. aéreas americanas já pediram slots para voar regularmente para Havana (atualmente a operação é feita apenas via charter ou com conexão no México, Panamá, Ilhas Cayman) desde a nova amizade entre os países.

Estes voos vão abrir a porta para um fluxo enorme de americanos turistões, além de tantos investidores e tanto dinheiro que será um grande desafio manter a essência cubana com resorts pipocando a cada esquina. Basta ver o que aconteceu com o Havaí (acho que exagerei no pessimismo). Antes da revolução, aliás, Cuba era bastante visitada por americanos, que tratavam Havana como a Las Vegas do Caribe. Jogatina, putaria, bebedeira, tudo que tem em Vegas, só que num paraíso tropical, ao invés do deserto.

Cuba, the Holiday Island, em pôster vintage

A hora de ir é agora! Não se engane, já há muitos resorts na ilha, de redes europeias como Meliá. Varadero já é bem conhecida pela resortificação. Só que em 10 anos, vai ter Mc. Donalds, Starbucks e 7-11 pelas calles. Infelizmente Cuba não é um destino barato – a moeda CUC (o peso dos turistas) é atrelada ao euro. Uma loucura comprar euros para ir pra Cuba né? Mas é assim que funciona, os dólares americanos sofrem uma taxação que atrapalha o dia-a-dia turístico.

Resort em Varadero, arrepios em pensar nas aulas de lambasalsaeróbica para gringos à beira da piscina.

Enquanto eu economizo minhas migalhas aqui para tentar fazer uma viagem 90% roots + 10% chic (será que é possível?) para Cuba, com hospedagem em casas de família, comida de rua e vez por outra um drink exótico com charutos com vista para o por do sol, segue um pouco de inspiração autenticamente Cubana:

Moda Para Homens: conheça Gosha Rubchinskiy, o russo que está dando o que falar com sua moda jovem e pós-soviética

É mesclando diferentes expressões artísticas, como cinema, fotografia e, claro, moda, que o russo Gosha Rubchinskiy tem levado para o mundo o seu trabalho. Já há um tempinho um dos novos nomes mais falados da Europa, o estilista e fotógrafo impressionou os entendidos de moda com suas criações políticas e sua estética de referência pós-soviética, um streetwear que mescla elementos tanto da antiga União Soviética quanto da realidade posterior a 1991, influenciada pelo capitalismo e pela globalização. Ah, tudo isso sem formação acadêmica em moda, mas claramente com um olhar apuradíssimo.

Rubchinskiy faz uma moda extremamente inspirada nos jovens que nasceram depois de 1991, uma turma viajada, conectada, que não conheceu a Rússia comunista, apesar de viver a rebordosa desse período da história. Também por isso, sua moda possui claras citações ao seu país, que vão de bandeiras ao alfabeto, passando pela cor vermelha. O estilista curte de verdade se inspirar em pessoas e mantém um grupo próximo de amigos que trabalham, inclusive, como seus modelos. Pessoas reais, para uma moda real e das ruas.

Seu desfile mais recente, na Pitti Uomo, em Florença, foi mais um de vários bastante disputados. A passarela foi montada numa antiga fábrica de tabaco e, sobre a coleção, Gosha disse que “todo mundo está cansado do streetwear. Esse é o momento dos ternos”. Isso, vindo de um cara que tem no streetwear seu maior reconhecimento, já traduz um pouco dessa personalidade forte e contestadora que ele traz. Ao final, ele ainda apresentou um filme feito com a cineasta Renata Litvinova; um universo de prédio abandonado, sexo, morte, voyeurismo…

Nós adoramos a moda de Gosha! Repare como sua estética remete a uma coisa fresh e antiga silmuntâneamente, jovem e desgastada pelo tempo. E sorte a nossa que o cara segue fazendo moda, porque ele quase desiste. “Moda não é arte, é um business e eu não sou um businessman”, ele já declarou. Sem estrutura pra produzir as roupas, ele por pouco não larga tudo, mas Adrian Joffe, presidente da Comme des Garçons, resolveu ajudá-lo, cuidando dessa parte numa parceria que parece estar dando super certo.

Vale ficar de olhos abertos para tudo que Gosha Rubchinskiy produz, da moda à fotografia (que ele inclusive publica em zines e livros, como o mais recente “Youth Generation”), tradutoras dessa juventude pós URSS. Retratos de jovens, da história de um país e de como a moda pode ser profunda, também.

Moda Para Homens: motivos para você adotar de vez a customização com patches!

Coloridos, cheios de humor e perfeitos para adicionar a surra de estilo fun naquela jaqueta jeans desgastada, os patches voltaram à moda recentemente e parece que ficarão um tempo no gosto dos fashionistas. Ainda bem, porque a gente adora a ideia de sair por aí customizado, dando dicas da sua personalidade de um jeito divertido e, claro, renovando peças meio esquecidas do guarda-roupa!

Verdade que os patches não são novidade, no entanto. Lá na década de 30, o acessório surgiu como mecanismo de identificação das patentes do exército (impressionante como a guerra influenciou o nosso jeito de vestir, né? E muito bacana como conseguimos desconstruir vários desses símbolos bélicos). Depois, entre as décadas de 50 e 60, foi a vez dos mods, os jovens rebeldes londrinos, abraçarem a ideia. Já nos anos 80, os punks e metaleiros é que declaravam amor às bandas favoritas por meio do acessório e, antes deste ressurgir reinando na moda contemporânea, o povo do hip-hop ainda o ostentou nos idos anos 90.

Claramente os patches têm muita história pra contar, e agora chegou sua vez de contar a sua história aplicando os desenhos nas suas roupas! Jaquetas e calças jeans e até outros tecidos (resistentes) podem receber aplicações de corações, desenhos animados, bichinhos fofos, bandeiras de diferentes lugares do mundo, emojis (amamos!), letras… É um sem fim de possibilidades. Seja um detalhe ou uma surra de patches; a escolha é sua e ambos ficam demais! E pra você que acha que a moda só pegou nas ruas, saiba: os patches já foram vistos até em desfiles de grandes marcas, vide Dior e DKNY, por exemplo.

ONDE COMPRAR?

O jeito mais fácil de encontrar kits de patches é pela internet. A Ziovara e a loja online da Magá Moura, a Magashop, vendem. Também vale pesquisar no Enjoei, que tem boas opções. Em São Paulo, vá ao Bom Retiro se quiser escolher seus patches ao vivo e individualmente. Vale a pena especialmente pelo preço!

E pra aprender direitinho como aplicar os patches na peça de sua escolha, dá uma olhada nesse vídeo Brazinho + Magá Moura ensinando todas as manhas de como fazer!

Moda Para Homens: você precisa conhecer a nova coleção da Gucci!

Uma enorme e vermelha serpente ondeava pela passarela. Tudo em volta era muito verde, num cenário quase literário. O som tocava músicas originais de Ben Lee e Alex Metcalf, além de “Initiate”, de Aeonn. Pegou a atmosfera? Pois foi com essa viagem que a Gucci, hoje comandada por Alessandro Michele, escolheu apresentar sua coleção Verão 17 inspirada, vejam vocês, em viagens e explorações.

Belíssimo o resultado! Das peças básicas à alfaiataria, do sportswear ao ousado, tudo coube nessa combinação acertada de Michele, apresentando um homem que consegue ser, ao mesmo tempo, retrô e moderno à beça. De humor espirituoso e elegância que não se anulam.

Já amamos a paleta de cores, cheia de tons pastel (rosas, verdes, azuis) e eventuais cores fortes jogadas ao público (amarelos, azuis, vermelhos). Uma maravilhosa inspiração de como usar cores, da festa mais chique ao dia a dia. As calças e paletós de alfaiataria fazem contraponto (ou talvez se misturem bem pra caramba!) às T-shirts e às jaquetas bomber e de couro. Note a atenção aos detalhes: muitos bordados, estampas florais e de referência pop (alô Pato Donald, alô corações)fazem a gente desejar tudinho pra ontem.

Os acessórios também merecem destaque, a começar pelos sapatos. Gente, o que eram as sandálias de plástico, suuuper Melissa, que cruzaram a passarela? O bom é que a gente pode pegar a inspiração e adaptar por terras brasileiras, mesmo. As de corda são bem ousadas, roubam a cena total. E os slippers, aqueles que já são sucesso de vendas da marca, seguem com os enfeites lindos que deixam a coisa toda mais fun. Gravatas borboleta, boinas, bandanas (não dissemos que elas voltaram com tudo?) e bolsas de couro completam o time vencedor.

É pura inspiração das modas! E você, o que achou da coleção? Conta pra gente!

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