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Astrologia: 6 cursos pra você virar o profissional dos signos

Não é nenhum segredo: a astrologia é um dos nossos assuntos favoritos. A arte de estudar a influência dos astros na nossa vida e no curso que tomam as coisas é muito comentada, apreciada transformada em memes e vista como motivo sério para levar o crush adiante (ou não) kkk. Tem até vídeo no canal falando sobre o assunto (clica aqui pra ver e se inscreve lá!). É tanto papo que rende que a astrologia virou quase que sabedoria popular: todo mundo tem uns pitacos pra dar sobre sol, lua, ascendente, retorno de saturno e assim por diante. Aliás, até quem assumidamente não curte ou não acredita em astrologia acaba sem conseguir fugir de saber uma ou outra tese sobre o tema.

Acontece que, para realmente entender como as posições dos planetas no céu se relacionam com os acontecimentos aqui na terra, é preciso uma boa dose de estudo e dedicação e até certa quantia de inspiração, arte e filosofia. Pois bem, se você quer se aprofundar, aqui uma listinha de cursos bacanas nos quais vale investir:

Gaia Escola de Astrologia

A Gaia fica em São Paulo é filiada à Associação Brasileira de Astrologia (ABA), ao Sindicato dos Astrólogos do Estado de São Paulo (SAESP) e à Central Nacional de Astrologia (CNA) e oferece cursos que visam a formação profissional do aluno. A escola oferece, além do Curso Regular Profissionalizante, especializações, oficinas, seminários e eventos. O curso principal é dividido em 3 níveis com 2 semestres cada e seu certificado é reconhecido em todo o Brasil. http://gaiaescoladeastrologia.com.br/index.shtml

Instituto Paulista de Astrologia

Pioneiro no ensino de Astrologia Científica no Brasil, o Instituto forma astrólogos desde 1969, todos certificados pela ABA. Já formou grandes nomes da astrologia brasileira, oferecendo os cursos de astrologia básico, intermediário e superior, além de especializações e reciclagem. O primeiro dura 2 anos e meio, o segundo 2 semestres e o terceiro 4 meses, ou seja, super completo! http://www.astrologiaipa.com.br/

SCZ Astrologia

Mais um espaço paulistano, o SCZ também oferece cursos de formação e aperfeiçoamento na área. São cinco módulos necessários para se tornar astrólogo, cada um com a duração de um semestre e carga média de 40 horas. Ah, eles também oferecem cursos online atendendo via Skype, e são reconhecidos pela ABA. http://www.sczastrologia.com.br/

Regulus

Reconhecidos pela CNA, eles ensinam astrologia desde 1975. O curso é construído de forma que, após os módulos básicos, o estudante possa ir definindo sua grade de acordo com seus maiores interesses, afinidades e necessidades. Uma vez finalizado o módulo inicial, você pode cursar mais de uma matéria ao mesmo tempo, por exemplo. São 27 meses para finalizar os módulos principais, depois dos quais você poderá partir para módulos práticos, de especialização e complementares. http://www.regulus.com.br/curso/formacao.htm

Casa Jaya

Eles oferecem um curso intensivo em astrologia que possui carga horária de 16h e pede um investimento médio de R$ 200,00. É uma boa pedida para quem quer ter um primeiro contato mais aprofundado com o estudo sem se tornar profissional. Aliás, tem uma turma abrindo no dia 27 de outubro! A Casa fica em São Paulo. http://www.casajaya.com.br/curso-intensivo-de-astrologia-14/

Urantiam

Esse fica no Rio de Janeiro e é dirigido por Anna Maria Costa Ribeiro, astróloga desde 1980. O curso é presencial e dividido entre básico, médio, avançado e superior. Eles também oferecem pós-graduação e o espaço conta com outros cursos, como tarot, runas e assuntos correlatos… http://urantiam.com/2016/02/27/astrologia/

Infelizmente encontramos mais cursos na região sudeste, mas se tem algum curso bem bacana de astrologia na sua cidade que não está listado aqui, conta pra gente nos comentários e vamos aumentar essa lista!

Moda Para Homens: dê as boas vindas à primavera com muitos looks florais

Hoje, mais especificamente às 11h21, começou a primavera no Hemisfério Sul, talvez a estação mais poética do calendário. Para dar as boas vindas à estação de um jeito inspirado, preparamos um mega mural com uma surra de referências primaveris/florais para você adotar nos looks da vida. Aproveita que ainda não é verão e teremos uma variação razoável de temperatura para experimentar as estampas em produções que vão do calor de lascar ao friozinho gostoso. Florais podem não soar muito fáceis de combinar de primeira, mas existem muitos jeitos de adotar os desenhos de flores nas roupas, de detalhes delicados e quase imperceptíveis ou acessórios até o look inteiro parecendo um jardim; basicamente é uma estampa que se adequa a todos os estilos. Bote reparo:

PARA OS DISCRETOS

Tênis, bonés e gravatas florais são um ótimo jeito de começar a usar o babado sem muito susto. Detalhes nas camisetas e bonés também são bons truques pra quem quer se habituar à ideia sem sair de casa se sentindo muito “cheguei”.

BEM NORMALZINHO

Se não tiver medo/já tiver costume de usar florais, mas não for da pegada muito statement e fashionista, a sua provavelmente vai ser investir em camisas, especialmente as de manga curta. Calças florais de fundo escuro e corte descompromissado também funcionam super. Aliás, combinar o floral com uma peça lisa e mais basicona é um ótimo truque pra deixar o visu mais limpo.

Uma foto publicada por Caio Braz (@caiobraz) em

SE QUER, SE JOGA

A gente sempre defendeu aqui o discurso de que moda é diversão e ferramenta de expressão. Se estiver se sentindo bem florido, por que não se “banhar” de estampas? Pode ser num terno de corte impecável (tem um mega evento e quer chegar causando?) ou numa peça bem especial, como um bom blazer.

Quem aí A-DO-RA um bom floral? Quem não curte tanto? Bora tentar?

See Now, Buy Now: a Burberry deu um grande passo para uma revolucionária mudança nos negócios de moda

Nessa segunda (19) a Burberry apresentou, na semana de moda de Londres (LFW) o seu primeiro desfile no molde “see now, buy now” (veja agora, compre agora). A iniciativa é revolucionária e promete transformar o mercado de moda das grandes grifes, porque todas as peças mostradas na passarela já estão à venda imediatamente após o desfile. Babado? Sim, mas nada fácil de realizar! Para conseguir o feito, a marca teve que fazer profundas transformações no seu modelo comercial.

Pra começo de conversa, a coleção desfilada trouxe peças do tipo que se quer ter no armário durante o ano inteiro. Se antes as coleções apresentadas só estavam disponíveis em torno de seis meses depois com referências claras às estações específicas, agora elas criam desejo imediato também por serem condizentes com qualquer época do ano. A Burberry trouxe inspirações no livro “Orlando: Uma Biografia”, de Virginia Woolf. Muito inglesa, com militarismos e romantismos everywhere.

E aí entra a propaganda pesada: como, depois do desfile, já não existe todo aquele tempo disponível para gerar buzz sobre a coleção até que ela fique pronta, uma enorme estratégia de marketing tem que ser traçada bem antes da apresentação acontecer. A marca precisa gerar querer instantâneo nos consumidores! Claro, com as ferramentas que a internet oferece, isso fica um pouco mais prático. A Burberry transmitiu seu desfile ao vivo em seu site, no WeChat, No Facebook Live e no Youtube.

Ah sim, nisso entra também a imprensa de moda, os digital influencers, os grandes blogueiros e afins. Se antes os segredos das coleções eram mantidos até o “grande dia” do desfile, agora os jornalistas são convidados a conhecer as criações antes mesmo da semana de moda. Em julho, a Burberry convidou os grandes jornalistas para conhecerem ao vivo as peças da nova coleção. Tudo no mais absoluto sigilo, claro, mas de forma que as tendências defendidas pela marca já ficassem claras para quem realmente transmite essas informações ao grande público e aos compradores em potencial.

Os ajustes tiveram que ser dados em toda a cadeia de produção da marca. Começando por desenhar a coleção (a equipe começou a se preparar em janeiro para o desfile em setembro), produzir as amostras com três meses de antecedência (que eram aquelas mostradas na passarela, mas tiveram de ser feitas antes para serem apresentadas aos jornalistas, fotografadas e vendidas às lojas), até o momento do desfile.

Apesar de todo o trabalho, a marca parece estar super animada com as mudanças, que acredita serem para melhorar e muito tanto seus negócios quanto a experiência dos consumidores. Com a internet e as mídias digitais, o frisson em torno dos desfiles acabava gerando demandas que eles não tinham como suprir, já que as peças não estavam realmente prontas, e esse é um problema que parece ter ficado para trás. Só o tempo nos dirá se uma mudança tão profunda pode acarretar problemas para uma indústria que já tem seus pés fincados num certo modus operandi, mas as previsões são positivas. Veremos!

Um encontro amoroso-perigoso no Grindr em Cuba

Foto: Victor Roncally

Vou parar de fazer a linha ~não falo sobre a minha vida pessoal~ porque enfim, me sinto bem mais seguro hoje pra falar da minha homossexualidade depois que postei aquele vídeo no Youtube contando a minha história e o meu processo de aceitação , enfim, quem quiser dar uma olhada, fica à vonts, vamos lá:

Aconteceu uma história em Cuba que eu preciso compartilhar. Ah, pra quem não sabe, acabei de voltar de uma viagem bem interessante de férias durante 12 dias por lá, e Cuba é aquele lugar que realmente você precisa realmente ir para entender o que seria viver sob a égide comunista e a repressão. Nenhum livro, nenhum vídeo, nenhum filme consegue mostrar exatamente o que acontece lá: você precisa viver.

Muitos gays, eu incluso, usam um aplicativo chamado Grindr (vou explicar pra quem não conhece) para promover encontros, uma rede social tipo o Tinder, só que exclusiva para gays. Ele te mostra as pessoas que estão ao seu redor, fala a distância do cara, e você começa a bater um papo.

Eu já estava em Cuba há 10 dias e não tinha encontrado nenhum gay cubano que me atraísse. Ou praticamente nenhum gay cubano mesmo. Não frequentei a noite gay de Havana, se é que ela existe mesmo, nem nas outras cidades. Acabei ficando com um espanhol em Trinidad, mas foi uma ficadinha de balada. Já estava bem decepcionado com isso. Tenho um amigo jornalista de Recife que me deu um milhão de dicas de lugares para conhecer, e a principal delas foi “migo, faça um cubano”, então eu já estava ficando bem sem dormir com essa etapa não-cumprida da viagem.

Em Cuba a internet é completamente controlada pela ETECSA, companhia de comunicação estatal. Para acessar a internet, você precisa ir para uma praça ou um hotel e usar um cartão que custa em média 2 euros por hora em uma conexão sofridíssima. Não existe internet dentro de casa, nem ilimitada, nem Snapchat (porque a conexão é muito ruim e não roda). Poderia falar horas sobre os efeitos da falta de comunicação em Cuba, mas deixa voltar pro assunto da pegação.

Já tinha tomado umas e outras e fui a uma praça antes de dormir para subir umas fotos no Instagram e acabei lembrando do Grindr. Tinha entrado algumas vezes no começo da viagem mas não aparecia praticamente ninguém perto de mim, inclusive aparecia gente de Key West, que está a 150km de Havana. NOS ESTADOS UNIDOS.

Mas neste penúltimo dia de viagem havia um muchacho lindíssimo a apenas 150 metros de mim. Meu coração chega palpitou. É hoje, pensei. Hoje tem. Hoje tem sabor latino. Obrigado Virgen de La Regla, padroeira cubana. Começamos a trocar mensagens, fotos, e falei pra gente se conhecer. Desci o quarteirão e lá estava ele com mais dois amigos. Vou chamá-lo de Miguel, nome fictício.

Miguel tinha 1.80m, corte de barbearia, lábios lindos, sorriso maravilhoso, barba por fazer, corpo super bonito sem ser corpo-de-gente-de-academia. 30 e poucos anos, falava quatro idiomas. Claro que eu me derreti inteiro. ❤️ Conheci seus amigos, tomamos umas cervejas Bucanero. Então convidei a Miguel que viesse para o quarto na casa de família onde eu estava hospedado, onde poderíamos passar a noite juntos. E aí veio a primeira bomba.

– Preciso te explicar muitas coisas sobre o encontro entre um estrangeiro e um cubano. Antes de mais nada, não sou garoto de programa. Sou recepcionista de um hotel.
– Eu sei Miguel, eu não acho que você seja garoto de programa, até porque eu não tô procurando um, eu queria era passar a noite contigo, só nos dois…
– Tenho a minha vida aqui em Cuba e não posso me aventurar. Se eu for para a sua casa, assim que eu chegar, vão pedir meus documentos e me reportar para a imigração.
– Peraí, mas por que vão te reportar? Sair com um estrangeiro é crime?
– Não é um crime, mas existe um procedimento aqui que você não conhece. Sempre que um cubano visita um hotel ou uma casa de aluguel de quartos, somos registrados. Imagina que se uma vez por mês eu conheço um estrangeiro e quero passar a noite com ele? Isso começa a ser um comportamento constante no meu arquivo policial e isso pode me trazer problemas sérios aqui em Cuba no meu trabalho e nas minhas relações com o Estado.
– Mas calma, Fidel fiscaliza a vida sexual dos cubanos?
– Sim, dos cubanos e das cubanas. Porque todo mundo quer sair daqui e um relacionamento com um estrangeiro é sempre a primeira porta de saída.
– E se a gente for pra um outro hotel então, que não seja este em que já estou hospedado, que é uma casa de família?
– A recepcionista do hotel vai pedir a minha identidade e ligar pra polícia do mesmo jeito. Estou te falando isso porque sou recepcionista e sei muito bem como funciona. Ninguém burla essa lei.

E aí eu comecei a me dar conta que Fidel era um baita de um fiscal de rola e que coisa mais deprimente que deveria ser morar em um lugar onde você simplesmente não pode conhecer alguém e ir para um hotel que ligam para a polícia para informar. Miguel morava com os pais, como a maioria dos cubanos de sua idade e que não se casam, principalmente porque em um país socialista é dificílimo que alguém more com roommates porque os salários são baixíssimos e o custo de vida, por mais irônico que pareça, é bem alto.

– Miguel, não tem nenhum jeito da gente passar a noite junto?
– Tem uma proposta que você nunca vai aceitar porque eu sei como vocês tem medo. Meu amigo que estava aqui conosco tem sua própria casa.
– Onde fica essa casa, é aqui no Vedado também?
– Não, fica a 15km, em Marianao, perto do aeroporto de Havana.

E aí veio o filme do medo na minha cabeça: eu na casa de um cara que não conheço, em um bairro pobre de Havana, sem telefone, em um lugar que a internet não funciona em caso de uma emergência. Só pensei nas más notícias que poderiam chegar para minha família.

E também me veio o filme da possibilidade de viver uma experiência autêntica onde finalmente iria a um bairro sem nenhum turista francês ou espanhol, na casa de um cubano, passar uma noite com um cara muito do lindo e simpático.

– Por favor, confie em mim. Nenhum gringo nunca confia em nenhum cubano. Temos uma reputação horrível. Eu sei que existem muitas histórias de cubanos que dão golpes em estrangeiros e roubam as suas coisas. Eu não vou te fazer nada de mal.

Voltei para conversar com o amigo dele dono da casa e ele começou a me contar sua história de vida. Ex-atleta cubano, treinador da seleção olímpica de Cuba, inclusive foi para as olimpíadas Rio-2016, me mostrou fotos do seu pupilo e dele posando na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Eu arrisquei. E fui. Morrendo de medo. Acreditando na intuição pisciana máxima. Não queria ser mais um daqueles turistas que na hora h amarelam quando tem a chance de realmente viver algo autêntico. Já tinha viajado por toda Cuba em uma posição social-financeira onde quem tem dinheiro são apenas os turistas e os cubanos estão apenas como garçons, barraqueiros de praia, donos de pousadas ou taxistas. Precisava viver com cubanos sem que o meu dinheiro estivesse em jogo, sem paternalismo, sem colonialismo, sem capitalismo.

E fui para a casa de Luís (nome fictício do amigo de Miguel), em Marianao. A entrada era toda no reboco, e a luz da madrugada não ajudava muito. Morri de medo no trajeto, na chegada, até que fechamos a porta do quarto. Tivemos uma noite maravilhosa. Lá pelas quatro da manhã fomos para a sala e aparece Luís com seu namorado.

Começamos a conversar os quatro sobre Brasil e Cuba, tomando Havana Club até as 6 da manhã. Me contaram as melhores histórias da política cubana, como todos os cubanos estão sempre burlando o estado para poder ganhar um pouco mais de dinheiro, já que o salário de Miguel, por exemplo, é de 40 euros por mês. Como é difícil a vida gay e que apesar de não haver casos explícitos de homofobia, eles precisam andar muito na linha para que o estado não os trate com diferença nas condições de trabalho. Como Cuba é absolutamente segura e todo mundo respeita a polícia que tem autoridade máxima. Como e quando eles acham que o socialismo vai cair. Como vai ser agora com a chegada dos americanos. Quem são os melhores e o piores turistas, por ranking de nacionalidade. Como os cubanos demoram uma vida inteira para fazer coisas que nós, capitalistas, fazemos com mais facilidade, como mobiliar uma casa. Como eles não tem crédito em nenhum banco.

Como é difícil ser cubano e não ter a possibilidade de viajar pelo mundo porque nenhum país lhe quer dar um visto porque ele é sempre visto como um imigrante em potencial. Como é difícil se envolver com estrangeiros porque nós chegamos com nossos reais, euros e dólares e queremos levá-los para jantar e chega uma hora que eles não aguentam mais aceitar isso porque parece que querem se aproveitar, mas a verdade é que existem dois países: o dos turistas, e o dos cubanos.

Para completar a cereja do bolo, a casa tinha dois quartos. Um deles era o santuário de Luís, onde ele cultivava seus orixás, na santería cubana, bem parecida com o candomblé brasileiro. Iemanjá, Xangô, Oxóssi, Oyá são todos cultivados em Cuba com o mesmo fervor que na Bahia. Havia um manto de Oxóssi lindíssimo, que na versão cubana, leva as cores roxo e amarelo. De arrepiar. Falamos horas sobre a santeria cubana.

No fim das contas, dormi por lá mesmo e voltei só no dia seguinte, com meu amigo de cabelos em pé, achando que podia ter acontecido tudo comigo. Apesar do ‘susto’, este foi o ponto alto da viagem, e que nenhum dinheiro poderia ter proporcionado essa lembrança positiva que tenho, mais do que nunca, do povo cubano. E de Miguel, que espero ver um dia, apesar de achar que será impossível. Torço para que ele seja muito feliz.

Moda Para Homens: o desfile pornográfico da Hood By Air na NYFW

Calma! Não é exatamente isso que você está pensando, afinal de contas com a Hood By Air as coisas nunca tomam um caminho óbvio. Mas qual não foi a surpresa alheia, afinal, quando se descobriu que o desfile de primavera/verão 2017 da marca na New York Fashion Week tinha patrocínio do… PornHub! Sim, o site de vídeos pornô!

Os desfiles da Hood By Air são sempre bastante aguardados nas semanas de moda e o designer da brand, Shayne Oliver, não costuma decepcionar. Encara aquilo, mais do que muita gente, como um verdadeiro espetáculo, se empenhando em apresentar os conceitos das novas coleções de um jeito não convencional. O resultado é sempre estranhamente desejável: muito do que é desfilado nos causa certo desconforto, mas, ao mesmo tempo, conseguimos captar a essência da parada e já imaginar de que forma aquela piração toda poderia funcionar na rua, nos looks “usáveis” da vida.

Bem, nessa temporada os modelos entraram na passarela ostentando sapatos que “iam” para os dois lados e a cara besuntada em lubrificante. Isso mesmo, senhoras e senhores, lubrificante. Ainda assim, as criações de Oliver foram as grandes vedetes: muito sportswear desconstruído, peças usadas embrulhadas em plástico, zípers, cortes inesperados, formatos, hmmnn… inabituais, transparências e peças “over-oversized” cruzaram o “palco”.

“Tá, e eu vou usar o quê disso na vida real, plmdds?”. Olhe duas vezes e com cautela que você vai entender as tendências que Oliver propõe, tendências que inclusive já estamos curtindo bastante. A roupa esportiva, as calças de skatista, os “robes” de boxeador belíssimos, a tipografia estampada (adoramos mandar uns recados), o oversized, a desconstrução dos formatos óbvios de peças clássicas (tipo camisas) e inclusive as peças agenêro, que claramente poderiam ser usadas por qualquer um/uma, são bons exemplos e inspirações que podemos trazer ao nosso armário.

A gente adora a Hood By Air e, ao final de tudo, acreditamos pra caramba na moda que provoca, que tira do lugar comum, que não se leva tão a sério através de um trabalho seríssimo e que realmente explora as possibilidades de uma plataforma que é infinita.

Melissa Meio-Fio: conheça a plataforma que une os criativos paulistanos

A Melissa é, há anos, uma das marcas mais queridas dos brasileiros, e ganhou ainda mais espaço em nossos corações quando iniciou um processo inovador de parcerias com designers que reposicionou a marca. Também nesse sentido, a brand começou a investir em projetos alinhados com a personalidade que construiu para si, como é o caso de sua mais recente iniciativa: o Melissa Meio-Fio, uma plataforma que irá reunir, durante 3 meses, postagens, inspirações e experiências de 18 criativos paulistanos.

São 18 artistas, designers, escritores, estilistas, fotógrafos e criadores que refletem a atual cena criativa de São Paulo de um jeito plural, abrangente. O objetivo da Melissa ao criar a plataforma foi entender quais são os reflexos criativos de São Paulo por meio dos projetos, insights, anseios e vivências dessa turma. Questões cruciais como a efusão da grande cidade, as relações de suas diferentes áreas, a ebulição cultural de cada lugar e suas movimentações criativas atravessam esse trampo que nos instiga a entender a loucura de uma cidade que esconde novidades em cada esquina.

Para construir a plataforma, a Melissa foi atrás de um time de nove Conectores: pessoas de diferentes áreas, vindas de diferentes contextos e relevantes na cena criativa que foram convidadas a indicar os Refletores, levando em consideração suas próprias narrativas urbanas por ali. Os Conectores darão, durante todo o projeto, suporte aos Refletores, que por sua vez são os nove artistas indicados que serão acompanhados durante esses três meses. A plataforma vai ser alimentada com o que os inspira e os artistas ainda terão um baita apoio da marca para mergulhar em projetos e ferramentas que levem seu potencial criativo ainda mais além! O conteúdo é uma miscelânia bacanérrima que vai de família e religião a trabalho e produção. Inspirador pra caramba!

O Meio-Fio também quer ser interativo. O público poderá não apenas acompanhar os conteúdos quase que em tempo real, mas colaborar com os caras e manas na seção “Ajude o Artista”, onde determinadas habilidades poderão ser solicitadas para uma fase de certo projeto. É o público que finaliza o projeto e que, ao final dos três meses de plataforma, vota nos três Refletores que irão se unir para criar uma exposição inédita com a marca. Indiscutivelmente motivador.

Vale muito a pena entrar no hotsite e dar uma mergulhada nesse universo criativo que a Melissa reuniu tão bem, até para conhecer de perto o perfil dos 18 Conectores e Refletores. Vai lá! E aproveita para assistir ao vídeo que apresenta o projeto:

Já estamos mega curiosos para saber o que vai brotar dessa iniciativa bem inovadora da marca e que é a cara de São Paulo exatamente por ser tão diversa!

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