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5 perguntas para Kadu Dantas

Semana passada tive um papo muito bacana com um dos caras mais estilosos do Brasil, o blogueiro paulista Kadu Dantas. Kadu é sinônimo de elegância em seus looks (são mais de 500 no seu blog!) e de muito sucesso nos sites de streetstyle mundo afora: ele é um dos mais fotografados nas semanas de moda internacionais, e pudera, porque Kadu capricha mesmo! Aproveitei o papo e o café para montar um ‘5 Perguntas’ com ele.

Conta um pouco do seu rolê nas Semanas de Moda internacionais, você foi a Milão, Paris, Londres, tô curioso pra saber da sua viagem! Cada foto incrível!

Essas turnês são super importantes para se antenar, ver os desfiles e também para fazer networking. Também é muito importante estar bem para os sites de streetstyle internacionais, eu saí em todos, sem exceção. Hoje em dia os próprios PRs internacionais já me conhecem e me convidam para os desfiles, e tenho a chance de representar o Brasil na moda masculina pelo mundo. Mas acredite, as viagens são muito cansativas, eu não saio nenhuma noite pras baladas, porque são muitos desfiles todos os dias, e muita produção: viajo com 3 malas de 32 quilos.

Filippo Fiora e Filippo Cirulli, bloggers da Itália que o Kadu curte.

Quem são os outros blogueiros internacionais que você curte o estilo, ou já ficou amigo?

Gosto do blog dos Filippos, o TheThreeF. O Filippo Fiora e o Filippo Cirulli são dois blogueiros bem conhecidos na Itália e são muito elegantes. Gosto também do estilo do Matthew Zorpas, do The Gentleman Blogger, ele é muito estiloso e um apaixonado pelo Brasil.

Como você traduz as tendências que você vê em tantos desfiles lá fora para o leitor do seu blog?

Com o tempo a gente acaba treinando o olhar, reparo não só nas passarelas, mas também no que tá rolando nas ruas. Tento misturar todas essas informações e tentar adaptá-las ao que ficaria bom em mim (em tempo: tudo fica bom nele porque o Kadu é alto e forte!) para correr atrás das peças e fazer looks. Fiz isso recentemente em uma aposta com uma calça de alfaiataria mais ampla, anos 70. Essa calça causa um pouco de estranhamento, então fui em uma cor mais neutra, para mostrar ao leitor como ele pode usar, com um toque brasileiro.

A 'tal' calça de alfaiataria ampla que o Kadu adora.

Quais são as suas apostas fashion para 2015?

Com certeza os anos 70. Já vieram muito forte nesta última temporada e continuam na próxima estação. É uma década que tem muito a ver com o Brasil, e acho que o homem brasileiro entende muito bem esta época e a sua moda. Sandálias e chinelos também estão em alta, tem tudo a ver com o Brasil que é tão quente – já tô percebendo que é uma tendência muito forte. Modelagens maiores também vão entrar mais em evidência, roupas mais soltas, silhuetas mais amplas.

Kadu na Itália com blazer super trendy de abotoamento duplo.

Quais são os seus planos para 2015?

Começar o meu canal no Youtube e uma websérie nas semanas de moda internacionais, vou começar a depositar minha energia nos vídeos, acho super legal, até demorei pra começar e o Youtube tá bombando!

Valeu Kadu, boa sorte e sucesso em todos os seus projetos!

Hick Duarte: de Uberlândia para o mundo

a Brazilian photographer taking over the world

Hick Duarte é um jovem fotógrafo (apenas 24 anos!) mineiro, cujo trabalho de forte pegada autoral vem atravessando fronteiras. De Uberlândia, onde cursou a faculdade de jornalismo, para o mundo, tudo foi uma questão de se manter fiel ao seu estilo (“Essa busca por um estilo próprio é mais do que um exercício diário pra mim. É a lei de sobrevivência do mercado.”) e de muito, muito trabalho.

A trajetória do moço começou em 2007 fotografando shows, o que rendeu um convite do coletivo artístico Goma. Vieram então os registros na noite, o site Fiesta Intruders (“inclusive fiz minha primeira cobertura do SPFW pelo Fiesta para este blog haha, valeu, Caio!”) e a total identificação com o trampo do I Hate Flash. E aí, em busca de trabalhos onde pudesse aproveitar a luz do dia, surgiram as primeiras oportunidades na moda. Foi Hick, por sinal, que fez as primeiras fotos da marca Caio Braz, em dois shootings: em Goiânia, no meio de uma balada, e no Parque do Ipiranga, em São Paulo.

Sempre que vemos Hick, ele está cheio de novidades e voando cada vez mais alto. Conversamos um pouquinho com Hick para saber como anda a vida. Confira!

Faço as minhas fotos com o objetivo de que elas sejam as mais simples possíveis, contem uma história real e autêntica

Como era sua relação com o mundo da moda no início do seu trabalho e como é essa relação hoje em dia? No início, acho que era puramente comercial. Não conhecia as marcas, não me informava muito a respeito, nunca “glamourizei” as semanas de moda. Eu só estava preocupado em produzir imagens bonitas e agradar o cliente. Mas foi conhecendo pessoalmente gente que eu tinha como referência desse meio no Brasil, tendo o primeiro contato com revistas especializadas (nunca vou esquecer a primeira vez que li uma i-D!) e fazendo as minhas primeiras viagens pra gringa que entendi como algumas pessoas de fato nutrem uma relação orgânica e verdadeira com moda. Na minha cabeça esse sempre foi o mais superficial dos mundos, até sacar que os principais profissionais do meio só estão contando novas histórias. De estilistas a fotógrafos, é tudo sobre traduzir uma história em imagem — imprimindo personalidade, valorizando o processo e olhando pra frente.

Você já fez parcerias com várias marcas. Quais marcaram sua carreira até agora? adidas Originals: tenho participado de uma série de projetos com a adidas Originals desde que me mudei para São Paulo, há pouco mais de um ano. Produzir a série de vídeos do ZX Flux para o canal global de Originals no Youtube e entrevistar/fotografar locais do Queens que conviveram com o RUN DMC para promover uma das novas coleções da marca foram dois trabalhos que me marcaram muito. E estamos indo para a Amazônia!

MAC Cosmetics: eles são muito legais! Fiz muitos amigos trabalhando com a MAC e, honestamente, eles são os maiores insiders que você vai encontrar nas semanas de moda lá fora. Estão diretamente envolvidos no processo de criação, imersos no jogo, e são muito cordiais sempre. Ouvem as suas ideias e te tratam muito bem. Alguns dos meus highlights de 2014 trabalhando com moda aconteceram via MAC (fotografar o backstage da Acne em Paris e conseguir um retrato do Rick Owens, por exemplo).

Cotton Project: eu simpatizo muito com a forma como a Cotton Project construiu e mantém a sua identidade. É uma premissa da marca que eles conduzem com firmeza. Temos referências e ideias muito alinhadas, então o trabalho flui muito bem sempre. Além de tudo, a Cotton é 60% do meu guarda-roupa.

Quais são seus próximos passos? Quero me envolver em projetos cada vez mais documentais, voltados para comportamento. Fiz faculdade de Jornalismo e me identifico muito com o formato, mas nunca tive tempo de desenvolver algo autoral com calma. Quem sabe em 2015! Gosto muito de viajar e quero conhecer novos países no ano que vem. Islândia, Suécia e Japão tão no radar. Além disso, tenho me desafiado a experimentar novas (velhas?) ferramentas de trabalho. Fora a Nikon que uso a maior parte do tempo, ando filmando com uma câmera VHS antiga que comprei e mais recentemente descolei uma Yashica T4, analógica.

INSPIRAÇÕES

Wes Anderson Wolfgang Tillmans Hedi Slimane Brian Ferry

ENGLISH

Hick Duarte is a young photographer (only 24 years old!) from Minas Gerais, Brazil, whose work full of personality is crossing all borders. From Uberlândia, where he attended the Journalism school, to the world: everything was a matter of staying true to his style (“this search of a personal style is more than a daily exercise for me. It is the law of survival of the market”) and a lot of work.

His career began in 2007 photographing concerts, which led to an invitation to work in the artistic collective Goma. Then he started photographing parties and his website Fiesta Intruders was born (“my first São Paulo Fashion Week coverage for Fiesta was through this blog, thanks, Caio!). He became part of I Hate Flash and also started looking for daylight jobs, when the first opportunities in fashion emerged. We chatted a bit and that was the result, check it out!

How was your relationship with fashion at the beginning of your work and how is that relationship today? In the beginning I think it was purely commercial. I did not know the brands, did not know much about fashion and never “glamourized” fashion weeks. I was only concerned with producing beautiful images and pleasing the customers. But meeting people that I had as a reference in person, reading specialized magazines (I’ll never forget my first i-D!) and traveling made me understand how some people actually nurture an organic and true relationship with fashion. In my mind this has always been the most superficial of worlds, until I realized its main professionals are just telling new stories. From designers to photographers, it’s all about translating an history into images with personality, valuing the process and looking forward.

You partnered with multiple brands. Which ones marked your career so far? Adidas Originals: I have participated in a series of projects with adidas since I moved to São Paulo, a little over a year ago. Producing a series of videos for the ZX Flux global channel on Youtube and interviewing/photographing locals from Queens who lived with the RUN DMC to promote a new collection were two works that marked me. And we’re going to the Amazon!

MAC Cosmetics: they are very cool! I made many friends working with MAC and honestly they are the greatest insiders you’ll find at fashion weeks. They are directly involved with the creative process, immersed in the game and always very friendly. They listen to your ideas and treat you very well. Some of my highlights of 2014 working with fashion happened via MAC (shoot the backstage of Acne in Paris and get a picture of Rick Owens, for example).

Cotton Project: I truly sympathize with how Cotton Project has built and mantains its identity. It is a premise of the brand they lead firmly. We have aligned references and ideias and the work always flows very well. In addition, they represent 60% of my wardrobe.

What are your next steps? I want to get involved in more documentary projects about behavior. I was in journalism school and really identify with the format, but never had the time to develop a personal project in this area. Maybe in 2015! I love to travel and want to meet new countries next year. Iceland, Sweden and Japan are on the radar. Also, I’ve challenged myself to try new (old?) work tools. Besides the Nikon I use most of the time, I am shooting with an old VHS camera I bought and recently got one analog Yashica T4.

INSPIRATIONS Wes Anderson Wolfgang Tillmans Hedi Slimane Brian Ferry

Entrevista com Paul Walker, de Velozes e Furiosos

Vocês já devem ter visto alguma vez na vida o Paul Walker, astro de Velozes e Furiosos. Conversei com ele – rapidíssimo – durante o ultimo SPFW, quando ele veio desfilar para a Colcci. Paul confirmou tudo o que eu esperava dele: um cara gente fina, que gosta de esportes, e muito bonito. Dá um click aí!

Caio Braz entrevista Mark Ronson no GNT Fashion

Fiquei emocionado na redação quando recebemos o convite da FENDI para entrevistar o Mark Ronson, um dos meus ídolos na música e no mundo pop. Mark veio ao Brasil para promover o lançamento da sua fragrância com a Fan di FENDI [que por sinal é uma delícia, tô usando todos os dias] e tocar em uma festa de divulgação da parceria em Florianópolis. Originalmente, íamos entrevistá-lo em Floripa, mas como precisávamos gravar outra matéria no fim do dia, resolvemos ficar em São Paulo mesmo.

Mark esbanja talento, e isso dá para perceber em todas as suas respostas muito inteligentes e articuladas na entrevista. Quando acabamos, nos encontramos mais uma vez no elevador e ele pessoalmente nos convidou a Floripa, mas já era tarde demais.

Sempre é bom encontrar um ídolo.

Entrevista a Marcelo Cidral, no BeStyle

O ano de 2013 promete e, pra gente lembrar dos principais acontecimentos de cada mês, mobilizei uma série de personagens, que você provavelmente conhece, para me contar como que aqueles 30 dias impactaram a sua vida. Como será que março influenciou o Caio Braz?

Caio Braz apresenta o GNT Fashion, junto com a Lilian Pacce, toda segunda-feira, às 22h30. Nascido em Recife e radicado em São Paulo, o pernambucano conversou com a gente depois de uma passada a trabalho pelos Estados Unidos e pela Argentina.

O argentino Jorge Mario Bergoglio foi eleito o 266º papa, após a renúncia de Bento XVI, sendo o primeiro latino americano a ocupar o posto.

Be Style – Eu vi que você esteve na Argentina até essa semana, certo? Costuma muito ir pra lá?

Caio Braz – Amo ir pra lá, essa foi a oitava vez. Só tem gente linda, é cosmopolita, barata, divertida. E pra completar tenho família na Argentina. Enfim, bom pra comer – em todos os sentidos.

Be Style – Interessante… e com toda essa experiência… aposto que já fez muita loucura por lá.

Caio Braz – Uma vez briguei com um taxista que me passou uma nota falsa e ele puxou uma faca. Saí correndo do taxi. Ele tinha me deixado em casa da balada, mas fiquei sem sono, peguei outro taxi e voltei pra boate. Aliás dica sobre Buenos Aires: não sair antes das 2 da manhã porque só vai ter staff na porta.

O pastor evangélico Marco Feliciano foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos, o que gerou indignação de parte da sociedade devido ao seu histórico homofóbico e racista.

Be Style – Você já sofreu algum tipo de preconceito?

Caio Braz – Mais por ser nordestino do que por qualquer outra característica.

Be Style – Jura? Mas em São Paulo?

Caio Braz – No Rio… em ambiente de trabalho me chamavam de “paraíba” e coisa do tipo. Nunca levei a sério, então não tenho trauma. Já sobre o Feliciano… só Jesus na causa mesmo. Tenho pavor. Acho o Jean Wyllys a melhor coisa dos últimos tempos no Brasil. Torço muito por ele e apoio de todas as maneiras.

Be Style – Mas você acha que a gente tem motivos pra se preocupar com o Feliciano? Do ponto de vista prático… no caso.

Caio Braz – Acho que não… acho que é um ponto de atenção que nos levou a fazer mais barulho e isso é bom. Acredito que ele não vai ser capaz de causar grandes transformações no Brasil…gosto de pensar que como nos contos de fada o bem vence o mal. Me preocupo mais com a inflação.

O festival Lollapalooza aconteceu em São Paulo nos dias 29, 30 e 31 de março e trouxe para o Brasil bandas como The Killers, Black Keys e Pearl Jam.

Be Style – Que bandas que você não viu no Lolla gostaria de ter visto nessa edição? (PS: Não vale pisar falando que foi no Coachella esse mês)

Caio Braz – Cancelaria todo mundo e pagaria o Justin Timberlake pra tocar os três dias seguidos. Duas vezes ao dia.

Be Style – Então você vai no Rock In Rio ver ele?

Caio Braz – Vou sim, mas também tô esperando ele confirmar em São Paulo, assim como fez a Beyoncé.

Be Style – Aí sim!

Caio Braz – E colocaria o Frank Ocean também. Frank Ocean abre. Justin toca. E a Jessie Ware fecha. Os três dias seguidos. Pronto! Lollabraz.

Be Style – Um sonho! Onde vende?

Caio Braz – Hahaha vai demorar, fio. Só se for na minha recém comprada TV 3D, parcelada em dez vezes. Classe média sofre.

O mês de março viu a morte de personalidades como o presidente venezuelano Hugo Chávez e o vocalista da banda Charlie Brown Jr, Chorão.

Be Style – Você amava Charlie Brown Jr. na sua adolescência, certo?

Caio Braz – Não, eu amava as Spice Girls. E os Backstreet Boys.

Be Style – Ah, claro.

Caio Braz – Mas eu curtia Charlie Brown também.

Be Style – Alguma experiência com uma música do Charlie Brown pra compartilhar com o nobre público dessa entrevista?

Caio Braz – Eu dançava a coreografia de “Everybody” e “As Long As You Love Me”. E um dos meus melhores amigos da atualidade já foi cover oficial brasileiro do Brian dos Backstreet Boys. Não vou falar quem é pra não queimar o rapaz.

Be Style – Ahm… mas…

Caio Braz – E isso é tudo o que eu tenho pra falar do Charlie Brown Jr. Mas enfim, VLW CHORÃO V1D4L0K4MANO.

Be Style – Chorão amor verdadeiro.

Caio Braz – Spice & BSB amor verdadeiro.

Be Style – Você foi um adolescente muito hetero.

Caio Braz – Isso foi uma pergunta?

Be Style – Não.

Caio Braz – Ah, eu fui. Tive quatro namoradas, e perdi minha virginidade com uma prostituta de 30 reais, então sim, eu fui um adolescente muito hetero. Mas Spice e BSB foram até os 11 anos, depois comecei a ouvir umas bandas tipo Radiohead.

Be Style – Ah, então você foi um adolescente pseudo hipster.

Caio Braz – Não, trendsetter desde pequenininho. Isso ainda é uma entrevista?

Be Style – Sim, vamos pra última manchete.

A Unilever se viu obrigada a fazer um recall do suco Ades de maçã, após detectada contaminação nos lotes por um produto de limpeza.

Be Style – Que produto você não sentiria a mínima falta se tirassem de circulação?

Caio Braz – Cerveja sem álcool. E esse suco de maçã aí mesmo.

Be Style – Não gosta de suco de maçã?

Caio Braz – Não, gosto de suco de manga. Meu preferido, sempre foi e sempre será. Por outro lado, se tirassem Matte Limão eu ia morrer.

Be Style – Vodka + suco de manga?

Caio Braz – Não bebo vodka, gosto de whisky. E tô numa fase bourbon.

Be Style – Mas que fineza…

Caio Braz – Mudando de assunto, tô viciado numa música. Posso recomendar?

Be Style – Ahm, claro.

Caio Braz – Capital Cities – “Nothing Compares 2 U”. Indica pros leitores.

Be Style – Indicado.

Caio Braz – Vamos falar de outra coisa? Acabou a entrevista?

Be Style – Hahaha, acabou. Vamos!

Entrevista com Roberta Rodrigues, a Vanúbia de Salve Jorge

Que amor que é a Roberta Rodrigues, que interpreta Maria Vanúbia, na novela Salve Jorge. Super gente fina – falamos sobre a Roberta, a Vanúbia, o Vidigal e o fenômeno mais que consolidado que é a instituição “nem” no Brasil. Adorei! Vida longa à Roberta!