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Cape Town: Guia de Lifestyle

Veja também o Diário de Viagem de Cape Town, por Caio Braz

Deus tava bem inspirado quando criou Cape Town: ô lugar tão lindo! A interação montanha-mar, que lembra tanto o Rio de Janeiro, fazem do principal ponto turístico da África do Sul uma parada obrigatória em qualquer viagem à África. Natureza, praias, ótimos preços: seguem as dicas preciosas do que você não pode deixar de fazer quando for a Cape Town!

Confissão: não subi a montanha. Fui a Cape Town no único mês do ano onde o teleférico fecha por conta dos fortes ventos [entendi totalmente o porquê do nome Cabo das Tormentas, circa 1500] e não tive disposição pra subir de trilha. Mas a montanha, que emoldura a paisagem da cidade, é estonteante e super merece ser visitada. As fotos são de babar! Se pintar um dia de sol, aproveite, pois o tempo pode virar rapidinho.

Tive a sorte de conhecer um township [favela] com um guia muito gente boa, que contou pra gente algumas das histórias impressionantes da África do Sul. O township sul-africano tem características bem diferentes da favela brasileira. Eles foram inventados durante o apartheid como uma área de separação onde o critério era estritamente racial – chocante perceber que o apartheid só acabou nos anos 90, há tão pouco tempo.

Negros e mestiços eram obrigados a sair de sua área de origem e ocupar locais sem a menor estrutura, saneamento básico, etc., independente de suas condições financeiras. Há desde casarões a barracos, e claro, centenas de crianças pelas ruas ansiosas por abraços, presentes, etc.

 

As boas compras de Cape Town acontecem na Kloof Street – sim, o V&A Waterfront é um point bacana, shoppingzão à beira-mar, mas as lojinhas cool estão todas espalhadas pela Kloof, onde você pode encontrar artigos mais únicos, como pingentes e aneis do Dan Fuller, e adesivos com tipografias bacanas em homenagem à cidade.

E claro, muita roupa, óculos escuros, câmeras, tudo que uma ~rua hipster~ se propõe a ter. Os preços são bem melhores que no Brasil, então vale à pena conhecer nem que seja só pelo passeio.

Bo-Kaap, também conhecida como o Bairro Malaio, é um reduto de tranquilidade em Cape Town – essencialmente era um township, que preserva hoje a sua arquitetura e hoje está repleto de casinhas coloridas pelas suas ladeiras de paralelepípedo. Qualquer semelhança com Olinda ou com o Pelourinho é mera coincidência. Excelente lugar pra fotos!

Comida típica africana? A maioria dos turistas é levado ao Mama África [que deve ser gostoso também], mas eu resolvi experimentar o Africa Cafe, indicação da nossa guia local – uma deliciosa experiência gastronômica. Você paga cerca de R$ 50-60 e experimenta em esquema de rodízio delícias de vários lugares do continente. Culinária de Moçambique, Botsuana, Quênia, das tribos Xhosa, Zulu. Que delícia. E de repente, as garçonetes te surpreendem batendo palmas e dançando ritmos típicos africanos – o que poderia ser super cafona, mas elas são umas fofas, então é divertido.

Destaque para a cerâmica linda do lugar, que vende por toda a cidade. Comprei um jogo de pratos aqui pra casa. Precinhos um pouco salgados, mas um baita souvenir!

Falando em souvenir, no Green Market Square você vai encontrar todos os tipos de cacarecos e souvenires básicos relacionados à Africa do Sul. Achei um pouco pobrinho [os souvenires premium, com design mais bacana, estão no Old Biscuit Mill], mas não deixa de ser uma parada obrigatória. Tem artesanatos bacanas, tecidos, utensílios para cozinha, colares, pulseiras. Leve dinheiro em espécie, ninguém aceita cartão.

A melhor dica é pechinchar. Um cinto que um sujeito tentou me vender por 2000 rands saiu por 100. De 500 reais para 25, como pode? Seja firme, ou melhor, seja brasileiro e use sua malandragem.

Parada mais que obrigatória para quem vai a Cape Town é fazer o tour do Cabo da Boa Esperança, Cape of Good Hope em inglês ou Kaap Die Goeie Hoop em Africânder. O lugar, que antes era conhecido como Cabo das Tormentas [o que faz todo o sentido, porque quando o tempo fecha em Cape Town é Deus nos acuda!] passou a ser chamado de Cabo da Boa Esperança depois que Barthomoleu Dias o contornou e consolidou a rota das especiarias. A paisagem é linda e o passeio super vale pela importância histórica!

Ok, eu sei que o ideal mesmo seria ir ao Kruger Park e fazer um baita safari, mas vamos lá:

1. Eu não sou louco por animais, do tipo que assiste Animal Planet e vibra com o documentário sobre a Dança do Acasalamento 2. Um safari longo é tipo um festival pelo nível de perrengue – acordar cedo pra ficar sacolejando em um carro em busca de animais? Preguiça. 3. Os safáris de verdade, ditos incríveis, custam uma fortuna [uns R$ 2000], e eu não estava disposto a gastar tanto por essa experiência.

Portanto, fomos a uma reserva. O Aquila Safari Reserve  é como se fosse um zoológico, só que sem jaulas. Os animais estão soltos por lá, não exatamente em um habitat natural, porque eles são cuidados e tratados pela equipe do local. Eles não estão dopados. Te pegam no hotel cedinho, você chega, toma café, sai para o passeio, almoça e volta pra casa. Dá pra fazer fotos incríveis e ver os animais bem de perto. Ou seja: experiência excelente!

Cidade do Cabo e as belezas da África do Sul

Há muitos anos eu trabalho [antes mesmo de surgir a televisão, a moda, e este blog] na IE Intercâmbio, agência brasileira que envia milhares de jovens para o mundo inteiro para estudar e trabalhar. Comecei como agente, em 2006, e hoje sou o embaixador oficial da rede [eita!].

Nós temos um projeto na IE chamado IE Explorer [que no caso, sou eu!], através do qual eu viajo o mundo gravando vídeos sobre as minhas experiências e dos estudantes lá nos destinos da IE. E depois de New York, Toronto, Vancouver, San Francisco, Londres, Dublin, Malta, Los Angeles, San Diego, chegou a vez de conhecer a Cape Town, a Cidade do Cabo, na África do Sul. E dessa vez, tive a chance de convidar o amigo Marcelo Cidral, do tumblr Como eu Me Sinto Quando para me acompanhar! Diversão garantida e sonho realizado!

Aliás, a Mãe Natureza se superou quando resolveu criar Cape Town: emoldurada pela estonteante Table Mountain, a metrópole sul-africana lembra tanto o Rio de Janeiro pelo clima amistoso [tanto a temperatura como a galera!], a praia, as festas, e tudo o mais. Vamos às fotos?

Vista da Table Moutain e o Castelo da Boa Esperança, no centro da cidade

O Green Square Market é um lugar bacana onde você pode encontrar o artesanato típico africano – a dica é barganhar: um cinto que tentaram me vender por R$ 200 saiu por R$ 25

Mama Africa, restaurante ~performático~ que fica na Long Street, uma das principais ruas de Cape Town. Ponto turístico obrigatório.

A arquitetura colonial de Cape Town pode ser vista em diversos pontos da cidade: amo as grades vazadas e os lambrequins, bem no estilo vitoriano.

Tava frio, frio demais até. Definitivamente o verão é mais bacana que o inverno em Cape Town. Mas nada que tirasse a magia de estar na África.

Mochila da IE, sempre inseparável, e a paisagem da Table Mountain. Impressionante como se vê a montanha de praticamente qualquer lugar da cidade. Uma pena que durante o mês de Agosto, ela fecha para manutenção.

A região histórica de Bo-Kaap , conhecida pela arquitetura colorida e pelas ruas de paralelepípedo, me lembrou muito Olinda, mas com um charme muçulmano [é la que fica a Mesquita]. Point bacana para bater fotos.

~Arte contemporânea~

A vista do Signal Hill, um mirante que fica próximo à Table Mountain. Um olhar infinito em direção ao Atlântico Sul, até a Antártida.

Your Respect is My Strength [O seu respeito é a minha força] é uma frase que faz todo o sentido para a sociedade sul-africana, cujas camadas mais desfavorecidas foram tão maltratadas. É impressionante se deparar com as mazelas do apartheid, que só acabou em 1994, e perceber que a África do Sul ainda vive uma versão mais ˜suave~ do problema, mas é sempre bom enxergar uma mensagem de otimismo.

Look bacana que o Marcelo Cidral comprou lá na Topman South Africa [preços bem parecidos com os do Brasil, no V&A Waterfront, complexo/shopping bombado da cidade.

Eu adoro esses programas de dança bem pega-turista, com ver um tango em Buenos Aires. Na África, não poderia ser diferente e fomos assistir a um espetáculo de cultura Africana. Um cheirinho bacana das danças tribais e da musica africana. Baratinho (cerca de R$ 25) e rápido, vale à pena se você curtir o assunto. É tão turistão que até Hakuna Matata teve. Risos.

Visitar um township é uma experiência e tanto porque são bem diferentes das favelas aqui no Brasil. A township foi criada na época do apartheid, e obrigava os negros e mestiços a saírem de seus lares originais e se mudarem para estas regiões, em condições que vocês devem imaginar. Existem muitos barracos e locais sem saneamento básico, assim como casas classe média alta, para os negros que tinham dinheiro. Na foto, estas senhoras defumam cabeças de carneiros [iguaria local, provei!]

Senhoras no centro de artesanato do township, pintando louça. Comprei cinco pratos lindos aqui pra casa!

Bandeira da África do Sul em formato de coração-mosaico.

Um dado triste sobre a África: é possível encontrar em muitas esquinas cartazes com telefones de clínicas de aborto. Muitas mulheres africanas acabam engravidando na adolescência e recorrem à estas clínicas de risco =\ Um pouco chocante ver isso tão escancarado.

Que tal um corte de cabelo?

Ame a sua África do Sul!

 

Nada substitui o amor das crianças que conhecemos lá, super espontâneas e brincalhonas!

Fachada da escola: Construa uma criança, construa uma nação.

♥♥♥ QUE AMOR ♥♥♥

Um dia fizemos um Safari no Aquila Game Reserve, uma área gigante onde os animais estão soltos. Sim, eu sei que não é um safari original, onde você vai caçar os animais. Mas pelo tempo curtinho da nossa viagem, não dava tempo de se deslocar até o Kruger Park e embarcar numa expedição. O objetivo do safari é ver o Big 5, os cinco animais mais “exóticos”: leopardo, elefante, rinoceronte, leão e búfalo.

Hipopótamo, que parece ser super lento manso mas é super violento! Medo.

Rinocerontes são lindos, lindos. As fêmeas tem o chifre pontudo.

E o macho tem o chifre achatado.

Onde está Wally? Tem dois animais na foto. Quais são?

No truck do Safari vamos passeando e o guia nos conta as particularidades de cada animal.

Sonho realizado: um leão de perto. Leões são lindos, parecem gatos gigantes. Tem mesmo porte e cara de Reis da Selva.  Este estava super tranquilo, lambendo a pata, sem se importar com a nossa presença. A leoa já tinha uma postura bem mais arisca e estava mais atenta. Qualquer semelhança com os seres humanos é mera coincidência.

Jaqueta Topman | Hoodie H&M | Camisa Levi’s | Calça PacSun | Botas Timberland | Óculos RayBan

No útlimo dia da viagem fizemos um passeio imperdível pela costa de Cape Town até o Cabo da Boa Esperança: uma aula de história muito bacana em uma paisagem arrebatadora!

Por todas as partes há placas com alertas sobre o babuínos, que são atraídos pela comida e invadem as casas e carros dos sul-africanos e causam a maior confusão lá pela terra. Eles chegam até a bater nas pessoas por conta de comida, fazem formação de quadrilha. Morri de rir com as histórias, mas fechei a janela.

Monumento em homenagem a Bartolomeu Dias, o primeiro a cruzar o Cabo da Boa Esperança e chegar no Oceano Índico, na Rota das Especiarias. Tão legal visitar esse ponto da história mundial.

Kaap Die Goeie Hoop? Leia-se Cabo da Boa Esperança. São 11 os idiomas oficiais da África do Sul, e um dos principais é o Africânder, ou Afrikaans, bem semelhante à um dialeto holandês, devido à colonização de Kaapstadt, a Cidade do Cabo. Entre eles você ouvirá africânder, zulu, xhosa, e mil outras línguas afro, mas todo mundo fala e entende super bem o inglês, o idioma oficial do Governo.

 

O Cabo da Boa Esperança, ex-Cabo das Tormentas. Demos muita sorte e pegamos um sol lindo no dia. Paisagem impressionante!

Chegou a hora de ir para casa: uma curiosidade – o voo para o Brasil dura 8 horas para chegar e 10 horas para voltar, pelos ventos do Atlântico. Muito curioso né? Até a próxima viagem!