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Buenos Aires assume a vice-liderança e se transforma na cidade número dois (do meu coração)

Jaqueta Topman | Camisa Reserva | Calça Zara | Tênis Reebok

Quem me acompanha no Instagr.am (vai lá, @caiobraz) viu que eu passei a semana passada inteira em Buenos Aires. Não posso falar o que estava fazendo porque tenho pavor de ficar revelando as coisas antes delas estarem prontas – a dica é que tem a ver com viagens e vídeos – mas preciso de um minuto pra revelar o quando Buenos Aires assumiu a vice-liderança desse meu coraçãozinho e se transformou na minha segunda cidade preferida do mundo. Segunda, porque Los Angeles tá difícil de tirar do páreo.

O protagonista principal desse amor pode ser considerado o câmbio paralelo: 15 pesos = US$ 1. Significa riqueza soberana, um poder aquisitivo tão maravilhoso (ou que pelo menos no Brasil você teria que vender um carro para atingir) para fazer coisas tão incríveis como restaurantes, hoteis e compras em uma cidade que tem restaurantes, hoteis e compras criativos, de primeiro nível e encantadores.

Alguns outros motivos que fizeram Buenos disparar nessa liderança: – A noitada que começa tarde, termina tarde, até o amanhecer – O povo lindo (lindo, demais, muito) e animado – As lojas de moda masculina Garçon Garcia, Terrible Enfant e Felix – O free shop de Ezeiza onde um Ray-Ban sai por menos US$ 100 – O táxi que você cruza a cidade inteira e não passa de doze reais – Michelada (cerveja+gelo+sal+limão) da Fábrica del Taco com molho inglês e pimenta tabasco – Palermo Soho, aquelas ruas com cara de Europa com lojas de design mas você pode entrar nelas e realmente comprar algo ao invés de só ver – O fator América Latina – Abaporu de Tarsila do Amaral no Malba – Meter o pau na Cristina Kirchner – Jaquetas de couro – O espetáculo Fuerza Bruta – Os parques da Av. del Libertador na Recoleta – Falar espanhol – Vinho tinto – Empanadas de carne – Doce de leite – Lomo, bife de chorizo, ojo de bife

Look: rocker flower em Palermo, Buenos Aires

Óculos Rayban | Jaqueta Frankie Amaury | Camisa Caio Braz | Calça Youcom | Tênis adidas Stan Smith

Buenos Aires é um lugar que tem tradição pelo couro – comprei minha primeira boa jaqueta lá, anos atrás, na Galeria 5a Avenida. Hoje em dia esta galeria, que era famosa pelos brechós, anda bem capenga (es la crisis, amigos), mas Buenos continua sendo o lugar pra usar couro. Combina com esse ar industrial-grafite-decadance-Berlim que a cidade tem.

Essa jaqueta perfecto cropped ganhei de um amigo, é um original Frankie Amaury. Frankie Amaury era uma dupla de designers cariocas dos anos 90 que marcou história na moda carioca. Infelizmente não dá mais para encontrar peças deles por aí, quem sabe em brechós. Se você vir uma, garanta, porque é coisa bem rara. A camisa floral, claro, é Caio Braz, Geografia Romântica, modelo Luxembourg (à venda na loja virtual).

Por que não experimentar estampas com couro – bom pra trazer um pouco de alegria ao look cuero dark.

English

Buenos Aires is very well-known for its leather goods – I bought my first good leather jacket there, years ago, at Galería 5a Avenida. Nowadays the Galería is kind of a mess (blame it on the crisis!), but Buenos is still ‘the spot’ to buy and wear leather. I think it really matches this industrial-graffiti-decadance-Berlin vibe that the city portrays.

I got this perfecto leather cropped jacket from a friend, it’s a Frankie Amaury original. Frankie Amaury used to be a duo of fashion designers that bombed in 90s Rio de Janeiro. Nowadays I don’t think you’d be able to find anything from them unless it’s on a vintage store. If you see something from them and like it, buy it right away – it’s a rarity! The floral shirt, of course, is Caio Braz, Romantic Geography collection, Luxembourg print.

Why not trying floral prints with leather? Try to add some happiness in your next dark leather look.

Buenos Aires: Guia de Lifestyle

Amo, amo, amo de paixão Buenos Aires. A mais cosmpolita, mais cheia de gente linda, mais europeia das cidades latino-americanas. Fácil de chegar [dezenas de voos diretos saindo das metrópoles brasileiras], de se comunicar [viva o portuñol], BsAs é polo gastronômico, artístico e de moda, e um dos lugares que mais me inspira do mundo. E o melhor, baratinha, mesmo com a inflação louca dos últimos anos, principalmente se você fizer o seu câmbio no mercado paralelo [a dica mais importante deste guia!]. A diferença pode ser de mais de 300%. Dito isso, seja super feliz!

Palermo Soho é o point criativo da cidade, cheio de lojas, bares, restaurantes, e até salão de beleza pilotados pela nova geração da cidade. O bairro rural se  transformou com a invasão da juventude festiva e moderna no hub cool da cidade, enquanto Recoleta [que você também visitará, claro] mantém um ar mais tradicional e aristocrata. O ponto de partida da exploração palermitana é a Plaza Serrano [feirinhas no fim de semana!], e de lá simplesmente rumbear por todas as ruas da redondeza, como, El Salvador, Gurruchaga, Malabia, etc. Em Palermo Soho estão a maioria das dicas deste guia, e definitivamente, é o lugar para você se hospedar na cidade, seja em um apartamento alugado [uma ótima opção] ou um hotel design.

Homens sabem o quanto é difícil encontrar bons sapatos a um preço acessível. Quando eles tem design um pouco mais avançado, podem custar uma verdadeira fortuna. A Terrible Enfant é terrivelmente incrível porque traz opções incríveis de sapato a um preço um pouco mais camarada [cerca de R$ 300]. Olha esse oxford amarelo, que incrível. São todos feitos à mão, lá na Argentina mesmo. A loja nem parece loja, é só uma portinha no meio da rua, sem vitrine. Toque a campainha, que vão te abrir a porta, e seja bem-vindo!

A Them é uma loja bem pequenininha, completamente autoral, que fica na Malabia [onde também está a ótima Black Mamba, confiram]. Trabalho muito interessante de estamparia: durante a minha visita, eles tinham uma coleção inspirada na Jamaica, mas bem longe de ser literal. A estampa paisley é extraída da cédula de dinheiro do país, as medalhas do exército ganham as cores do movimento rastafári, estampa de folha de maconha. Muito criativos, e baratos, comprei uma camiseta por cerca de R$ 70!

A Proyecto Cuadrilla é uma loja que reúne seis novos designers, o meu preferido é o Ladrón de Guevara, a começar por esse nome incrível – que é o sobrenome original do estilista. Moda bem geométrica, sequinha, monocromática, bom, bonito e barato. Comprei uma camiseta linda, que aqui custaria uns R$ 450, por R$ 100. É melhor para as mulheres do que para os homens, mas vale a visita de qualquer forma.

Muito autoral, muito chique, e um pouco cara. A Tupã é uma loja de dois designers argentinos que parecem mais que estudaram na Suécia. Lembra as peças premium da Osklen, alfaiataria, tecidos nobres, muita qualidade, poucas cores, materiais orgânicos. Com a vantagem de ser bem mais barata do que a vedete de Ipanema, claro. Comprei duas camisetas, juro, são as melhores camisetas do meu guarda-roupa em termos de qualidade e design. R$ 100 cada uma. Delícia.

O bar mais legal de Buenos Aires é o Frank’s, uma espécie de bar secreto portenho, onde é preciso saber a senha para entrar. O Frank’s já foi mencionado em listas importantes como “Os 50 Melhores Bares do Mundo” , é hotspot obrigatório da cena noturna da cidade: profissionais da moda, atores, atrizes, DJs, etc. Os drinks são carinhos [a partir de R$ 20], mas tão deliciosos. Qualquer coisa que você pedir será uma delícia. Vale qualquer centavo. Bom para pré-night!

  

O Fuerza Bruta é um programa obrigatório para qualquer turista em Buenos Aires. O espetáculo já rodou o mundo inteiro [incluindo uma curta temporada em São Paulo] é de uma companhia argentina, e mistura em uma performance contagiante e lúdica alguns sonhos do homem como caminhar sobre as águas, voar, ser indestrutível, forte e invencível. Esqueça os efeitos digitais: o Fuerza Bruta é completamente analógico e por isso impressiona tanto, em pleno 2013, onde estamos praticamente reféns dos LEDs e lasers. Você assiste o espetáculo em pé, dançando e cantando com tudo mundo. Uma obra-prima. Os preços estão na faixa dos 150 pesos e a extravaganza acontece ao lado do Cemitério, no Centro Cultural Recoleta.

Uma das lugares mais bacanas dessa última viagem – a Ciudad Cultural Konex é um complexo de arte e cultura no bairro de Almagro [pertinho de Palermo] muito bacana. Um antigo armazém todo restaurado com grafite, instalações, shows e performances. Às segundas-feiras acontece o show da Bomba del Tiempo [consegui ver!], uma orquestra percussiva arretada que é uma mistura de maracatu, Olodum e América Latina. Crowd mais riponga.

 

Costumam eleger São Paulo a capital latino-americana da gastronomia, mas com esses preços proibitivos do Brasil, eu acho Buenos Aires um destino gastronômico muito mais legal que a rival brasileira. Do que adianta ir para um restaurante legal se no final a gente vai ser assaltado? Escolhi esses quatro [bem que poderiam ter sido quarenta] preferidos.

FABRICA DEL TACO Gorriti 5062 Mexicano frequentado pelo público hype de Palermo, excelente para jantar antes da balada. Tacos, enchilladas, quesadillas, e claro, uma michelada autêntica mexicana, com direito a molho inglês e pimenta tabasco.

OLSEN Gorriti 5870

Quando chegar no Olsen, não estranhe quando se deparar com um vasto cardápio de vodkas. O restaurante, de cozinha escandinava, serve orgulhosamente uma imensa variedade de shots para acompanhar os pratos de peixes lá no Ártico. Super transado, vale à pena.

OSAKA Soler 5608

A culinária peruana tá super na moda, e o Osaka já é um best-seller há muitos anos em Palermo pela fusão das cozinhas japonesa e peruana. Afinal de contas, ceviche e sushi tem mesmo tudo a ver. Muy rico!

PALACIO DE LAS PAPAS FRITAS Corrientes 1612 e outros três endereços

Quem me conhece sabe: eu amo um restaurante antigão cafona com garçons com roupa de pinguim. Para comer um dos melhores bifes de chorizo com papas fritas da cidade, garanta sua presença no Palácio de Las Papas Fritas, com vários endereços espalhados pela cidade. Um prato que eles falam que dá para duas pessoas dá para quatro brasileiros normais.

Buenos Aires: congresso, vermelho, camuflado

Na semana passada estive em Buenos Aires, a convite do Instituto Brasileiro de Moda, para acompanhá-los no Encontro Latinoamericano de la Moda, na Universidad de Palermo. O encontro foi uma espécie de congresso [muito, muito genial] com gente de toda a América Latina, repleto de estudantes de todos os países e palestras de líderes da moda latino-americana em todos os segmentos: fotografia, styling, design autoral, design comercial, produção, tendências de mercado. Deu pra oxigenar e abrir muito a cabeça, indico demais para quem quer fazer uma viagem curta e mesclar diversão com um pouco de estudo. O melhor: o congresso é de graça, e Buenos Aires é do caralho. Amanhã já publico um guia de lifestyle com as dicas dessa última passagem por lá. <3

Óculos Ray-Ban
Camiseta Zara
Casaco Brechó Disco - Londres, UK
Calça Youcom
Meias Galeria do Rock
Tênis Vans
Mochila Djeema El-Fna - Marrakech, Marrocos

Boné Urban Outfitters
Casaco PacSun
Calça Urban Outfitters
Tênis Jeremy Scott para adidas

Diário de Viagem: Buenos Aires

Eu adoro Buenos Aires. Amo. Buenos Aires está a menos de 3 horas de avião de São Paulo [mais perto que ir a Recife], e muitas vezes, tem a passagem aérea bem mais em conta, por haver tanta oferta. Aí você soma ao fato de ser um lugar tremendamente cosmopolita, cheio de gente linda e simpática, preços bons para os brasileiros, e também por eu ter um braço da família por lá. Vou quase todos os anos, alguns deles até mais de uma vez. Esta foi a oitava!

Buenos está sim, mais decadente do que em 1998, quando a conheci pela primeira vez. Cristina Kirchner é mesmo uma louca e adota uma política econômica de naufrágio completo. O poder vicia mesmo, e ela ludibria os argentinos como uma mestre. Apesar de achar que os seus dias estão contados, o buraco é grande e a inflação bem alta. Pra quem ganha em peso tá bem difícil. Desejo sorte aos hermanos.

Pra vocês terem uma ideia – no câmbio oficial, R$ 1 vale 2.5 pesos. Isto é, se você troca no Banco, ou em uma casa de câmbio. No câmbio paralelo/negro, R$ 1 vale 4 pesos. Os turistas desinformados voltam esbravejando com os altos preços da cidade, porque trocam a moeda no valor Kirchner e pagam o dobro sobre o valor que já está bem inflacionado. Os mais espertos podem desfrutar de uma Buenos Aires cheia de restaurantes incríveis a um preço mais acessível de que o Brasil Pré-Copa.

Você pode pagar qualquer coisa com reais, pesos, dólares ou euros. Os argentinos vivem apavorados com as notas falsas e não confiam na sua própria moeda. Entretanto, durante o período áureo [até 2000], construiram zilhões de parques lindos para os portenhos e não roubaram todo o dinheiro como se faz aqui.

Mesmo com toda a crise, Buenos ainda humilha qualquer cidade do Brasil. Decadance avec elegance. Menos o Rio, porque enfim, vocês sabem. ♥ Daqui a pouco posto um pequeno guia de passeios imperdíveis. Enquanto isso, algumas fotos da viagem.