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Rio Hipster Guide

Republicando esse post pra toda a galera que tá chegando na cidade pra trabalhar no Fashion Rio! Divirtam-se!

De vez em quando chegam uns e-mails (adoro quando vocês mandam, podem continuar) pedindo dicas de lugares pra sair, por onde eu vou. Então vou começar uma série “The Hipster Guides”, e só vou usar esse nome porque eu realmente não consigo pensar em outra palavra pra descrever o perfil desses lugares. Ah, e porque ajuda no SEO do Google.

PRAIA

FOTO: Posto 10, Ipanema

Começando pela praia, que é o coração da cidade: de épocas em épocas as galeras vão mudando de points. Já foi a época do Coqueirão (hoje só tem fortões), Garcia D’Ávila e do Arpoador, que acabou de perder o seu reinado. Eu gostava muito de lá, e peguei uns dois anos de praia na frente do Fasano, mas deu uma bagaceirada e já vi uns roubos brabos rolando na praia. Não é comum roubarem na praia no Rio, mas o Arpex, como a gente chama,  tá meio tenso. Então a boa do momento é o Leblon, perto da Rainha Guilhermina. Fica meio cheio, mas a galera é ótima. Se você quiser mais tranquilidade, pode ir no Posto 10 sem erro, na altura das ruas Henrique Dumont ou Aníbal de Mendonça. Lugar low-key e incólume às modinhas.

COMER

NA FOTO: letreiro do Braseiro, no Baixo Gávea

Ok, eu não frequento o Celeiro. Primeiro porque eu acho um absurdo pagar R$ 90,00 o kilo. Mas super entendo que um ser humano que ganha 40 mil por mês vá comer sua saladinha por lá, porque realmente é uma delícia. Fui só uma vez, se você estiver passeando no Rio, de repente vale à pena conhecer, mas não sou habitué.

Meu lugar preferido nesse Rio de Janeiro de meu Deus é o Braseiro, no Baixo Gávea. Não tem dia, nem hora certos, pode chegar a qualquer momento. Comida brasileira – feijão, arroz, batata frita e picanha ou galeto. A Picanha no cardápio diz ser para duas pessoas, mas alimenta quatro seres humanos normais. E o galeto dá pra duas. Porque a fila de espera é meio grande e você vai comer uma linguicinha no balcão e tomar uns chopps, que dá uma enroladinha na fome. Dá no máximo uns R$ 30, e você tá rodeado de gente bela e cheia de savoir faire (hehehe).

Ah, e não se engane. Na frente do Braseiro existe o Hipódromo, que sempre tem lugar pra sentar enquanto o Braseiro está abarrotado. A comida não tem comparação, o Braseiro é bem melhor, então é melhor você esperar mesmo. Pode confiar.

TOMAR UM DRINK

NA FOTO: parte interna do Meza Bar, no Humaitá (André Rodrigues)

Roxanne, não hesite. Drink, durante a noite, no Rio de Janeiro, é no Meza Bar. Enquanto os playboys batem ponto no Veloso, no Leblon, os artistas, profissionais de cinema, teatro, e cultura vão ao Meza, que fica em um casarão bem charmoso no Humaitá. O dono, Fabio Battistela, está lá quase todos os dias e você vai acabar conhecendo e ficando amigo, como ele faz com todos os clientes. A carta de drinks já ganhou prêmio da Veja, o Bloody Mary é ótimo, enfim. De segunda a segunda, pode bater o cartão.

NA FOTO: a humilde vista do Bar Urca, durante um por do sol.

E durante o dia, a partir das 3, 4 da tarde, não tem programa melhor do que tomar uma cerveja Original e comer um pastelzinho na mureta do Bar Urca, com uma vista impressionante do Rio, e uma galera legal. É um programa bem ‘a cara do Rio’, ao ar livre e despretensioso.

NIGHT

NA FOTO: Eu, dando mosh na galera, na I Love Pop.

Night? O Rio tá numa fase braba de noites, porque não tem nenhuma boate que eu posso te falar com certeza, que vai ser legal. Depende sempre do promoter, ou do coletivo que está organizando a festa naquele dia. Mas quando você chegar na cidade, procure saber das seguintes festas/grupos agitadores:

NA FOTO: José Camarano, um dos organizadores de I <3 Pop, com mãos de Mickey Mouse

I Love POP: pra quem quer dançar música pop e hipster hits, organizada pelo José Camarano e Suzykill, do Gema TV. Eu já toquei na POP várias vezes, e lá conheci grandes amigos de hoje em dia. Não perder.

NA FOTO: ambience da Moo no Morro da Urca, em Janeiro-2011.

MOO: música eletrônica chique, festa meio careira, mas eles investem muito no som e na iluminação. É ótima pra quem curte um eletrônico chique, e não estilo David Guetta. Eles sempre trazem atrações internacionais, e a festa não acontece com tanta frequência, é bom ficar de olho na agenda.

NA FOTO: Yugo, um dos melhores DJs do Rio, que reside e organiza festas com o Party Busters

Festas do Party Busters: o som segue a linha da Moo, eletrônico e disco, e a galera que frequenta também é bacana, e a maioria early 20’s.. Olho no portal deles para a programação – eles sempre indicam as boas da night em tempo real

NA FOTO: uma edição da 7-Day Weekend, organizada pelo I Hate Flash!

Fosfobox: depois do fechamento do 69, que dominou a noite do Rio em 2008/2009, a cidade ficou meio órfã de um clube daqueles que “não importa o dia, vai sempre tar bom.” A Fosfobox cumpre esta lacuna de alguma forma, com um pouco mais de incerteza em relação à agenda.

NA FOTO: a festa lá pelas oito da manhã, com toda a galera reunida.

New Laje: acontece muito de vez em quando, é uma festa Open Bar (prepare-se!) muito divertida, de uma galera novinha (18-25 anos), que toca de Los Hermanos, a tecnobrega e Lykke Li. Vale o ingresso, vai sempre até de manhã cedo.

Rocka-Rocka: pra os rockers de plantão, a Rocka-Rocka tá acontecendo no Clube Santa Luzia e lotando. Não dá pra perder quando rolar.

Em tempo: pitboys, patriçocas, galera que gosta de pedir mesa e estourar champagne com foguinho de artifício, vocês estão lendo o guia errado e se seguirem as minhas dicas, vão se decepcionar profundamente. Os demais, joguem-se, o Rio de Janeiro é o máximo!