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Você pode aprender idiomas com os refugiados e ajudar ativamente o mundo!

Você sabia que, no Brasil, é possível apoiar os refugiados ao fazer aulas com os mesmos tanto de suas línguas nativas quanto de experimentações relativas a suas culturas? A iniciativa louvável veio do curso “Abraço Cultural”, que oferece diversas turmas no Rio de Janeiro e em São Paulo, com professores de diferentes nacionalidades. O curso é uma ação das ONGs Atados e Adus, com praticamente toda a renda voltada aos refugiados: a maioria das pessoas que trabalham no projeto é parte de um esquema bem bacana de voluntariado.

Atualmente eles contam com aulas de inglês, francês, espanhol e árabe. Você pode ter aulas de francês com a Geneviève, por exemplo. Uma haitiana de 32 anos que chegou ao Brasil em 2015 e caminhou da Liberdade até o Pacaembú (bairros paulistanos) para sua entrevista no Abraço Cultural. Além de dar aulas, Geneviève gosta de contar histórias tradicionais do Haiti e é uma excelente cantora. Perceba, não é um negócio assistencialista, sabe? É uma busca por trocas culturais, quebras de paradigmas, representatividade.

As aulas podem ser presenciais (entra no site e se inscreve para receber informações dos cursos diretamente no seu email!) ou particulares. Uma coisa muito legal é que dá pra fazer as aulas em casa em grupos de até 4 pessoas, ficando o preço cada vez mais em conta conforme a quantidade de alunos. Por exemplo, num grupo de 4 pessoas cada aula sai a R$ 40,00 por pessoa. Muito bom, né? Por sinal, todos os preços dos cursos são bem em conta em comparação com os cursos “tradicionais” de idiomas. A ideia é mesmo atrair cada vez mais interessados tanto em aprender quanto em ajudar.

Hoje em dia são mais de 60 milhões de pessoas no mundo todo forçadas a sair de seus países, casas e abandonar membros da família por situações de guerra e conflitos armados, temor de perseguição, violência generalizada e violação massiva dos direitos humanos. Essas pessoas chegam a países estranhos, sofrem preconceito e, muitas vezes, são pessimamente acolhidas — a gente bem sabe de diversas histórias de refugiados humilhados e maltratados quando chegam aos seus destinos.

Fica aí a dica valiosa! É sempre importante lembrarmos que, independente de credo, cor, classe social ou país de origem, o mundo é nossa casa. Casa de todos nós, seres humanos. Por aqui ficamos super empolgados para experimentar as aulas, aperfeiçoar as línguas e trocar e ouvir as histórias de vida dessas pessoas, saber mais de suas culturas e apoiar essa iniciativa de acolhimento e representatividade… E você? Se anima e vai lá!

FALANDO NISSO

Vocês viram que pela primeira vez na história das olimpíadas um time de refugiados foi formado? O Team Refugees contou com 10 atletas: dois nadadores sírios, duas judocas congolesas e seis corredores da Etiópia e do Sudão do Sul. Na cerimônia de abertura o time entrou logo antes da delegação brasileira carregando a bandeira olímpica, como um símbolo da luta pela paz entre todos os povos. Foram ovacionados, aliás. Legal pra caramba, né?