Rio Open e a (re)conexão com o tênis

Dez anos atrás, a minha moda se resumia a pólos Nike ou Adidas, bermudas Diadora e tênis FILA. Não tinha como ser diferente: o tênis foi, durante a minha adolescência, a minha principal obsessão. Das 14 às 21h, minha vida se resumia em treinar, assistir e acompanhar o tênis. Como juvenil, minha carreira foi fraca. Ganhei uns títulos pernambucanos, mas quando chegavam os torneios nacionais, não resistia aos melhores atletas. Mas o tênis me ensinou muita coisa sobre disciplina, competitividade, controle emocional, enfim. Hoje em dia, bato uma bola ou outra, mas depois dessa [boa] overdose, estou indo me inscrever no clube de novo.

Eu já estava renamorando o tênis nos últimos tempos, mas a certeza de que preciso voltar a levá-lo à sério foi o Rio Open. Fui ao torneio quatro vezes, e dá orgulho ver a excelente organização e as arquibancadas lotadas para ver o Rafael Nadal e o Thomaz Bellucci jogarem. Ah, e a raça da brasileira Teliana Pereira, que era a fera da minha época de juvenil. E os brasileiros, claro, torcendo no tênis como se fosse um Fla x Flu, xingando argentinos de tudo que não presta. Mal educado, mas divertido. Ter conseguido, dez anos atrás, superar o trauma da minha primeira credencial negada [Brasil Open, 2002, aos 15 anos] e hoje ter acesso à sala de imprensa e entrevistas coletivas me deixa feliz demais.

Nadal, muito do maroto, em banner no evento

Obrigado Rio Open por trazer de volta o tênis à minha rotina, espero nunca mais perder este vínculo! Até 2015!

Comments