Moda: souvenir jacket? Sukajan? Conheça essa peça cheia de história

Sukajan. Se o nome te soa um pouco estranho, a estética dessa peça com certeza vai despertar em você algumas memórias. Clássico fashion, a jaqueta tipo bomber de motivos japoneses guarda muita história e começou pelas mãos de um soldado americano que, ao final da Segunda Guerra Mundial e enquanto ocupava a cidade de Yokosuka, teve a ideia de levar a sua bomber do uniforme a um alfaiate para bordá-la com temas do país como uma lembrança — é por isso que ela também é conhecida como souvenir jacket. Nem precisa dizer que a moda pegou, né? Muitos soldados quiseram uma sukajan para chamar de sua no retorno para casa e no próprio Japão a coisa fluiu, de forma que os costureiros começaram a fazer as jaquetas com sobras de seda de pára-quedas, dando à peça essa aparência brilhosa e colorida pela qual é conhecida até hoje.

No Japão dos anos 60, enquanto a tendência era se vestir de um jeito preppy e americanizado, aqueles que queriam ir contra a maré começaram a adotar a sukajan como uniforme, o que deu a ela má fama. A jaqueta era relacionada aos bad boys orientais, coisa de delinquentes, sendo eventualmente ligada à máfia japonesa, a Yakuza. Impressionante como uma simples peça de roupa pode carregar tanta história, não é mesmo? Inclusive vocês devem lembrar que, no filme “Drive”, dirigido pelo Nicolas Winding Refn, o personagem de Ryan Gosling anda o tempo inteiro com a sua: uma sukajan rosa com um escorpião dourado bordado nas costas (que dizem fazer referência à fábula do escorpião e do sapo #culturapop #procuresaber kkk).

Nesse ano a souvenir jacket voltou com tudo (não que ela tenha alguma vez saído de moda, na verdade a peça virou mesmo uma tradição), sendo desfilada por muitas marcas, como Gucci, Louis Vuitton, Saint Laurent e Chloé, entre outras maisons. As celebrities também andaram por aí portando as suas, como Drake, Kendall Jenner, Harry Styles, Kanye West, Kate Moss… Tem até uma foto famosa do Mick Jagger novinho usando uma. E em junho a Topman postou no seu canal do Youtube um vídeo super inspiracional reverenciando a peça.

Pra usar não tem mistério. Como é uma peça de presença, ela cai super bem em looks básicos, perfeita pra dar aquele tchan no combo jeans + camiseta. Mas pra inspirar vocês, seguem mais fotos de looks com a sukajan! Ah, tudo bem que estamos no verão e, nesse momento, as temperaturas andam estourando termômetros por aí, mas já fica a dica de investimento legal que vale fazer especialmente durante uma viagem. Não esqueça de visitar os brechós bacanas do seu destino!

Diário de Viagem: Manaus e Floresta Amazônica

Eu tinha essa dívida forte com meu roteiro de viagens: nunca havia pisado em solo amazônico. Apesar de já ter passado uma longa temporada no Acre, como repórter da TV Brasil, e muitas viagens ao Pará, no Amazonas propriamente dito ainda não tivera a chance. Caso resolvido com o convite do SEBRAE/AM para ministrar minha palestra sobre Comunicação, Moda & Internet na cidade. Para completar, levei minha mãe como acompanhante para passarmos uns dias na capital amazonense, seguidos de uma incursão pelo arquipélago de Anavilhanas, a 200km de Manaus. Delícia.

MANAUS Tivemos cerca de dois dias na cidade, o suficiente para fazer um bom roteiro sem muita pressa. Vamos aos pontos altos:

de repente amazonas, boa tarde manaus! uma saúva de entrada quem vai? tem gosto de erva cidreira 🌿

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RESTAURANTE BANZEIRO A boa é comer no Restaurante Banzeiro, talvez um dos mais premiados da cidade, onde servem Pirarucus e Tucunarés a torto e a direito. O caldinho de tucunaré ao chegar é uma cortesia, e uma gentileza local, e todo mundo prova a entrada com purê de mandioquinha e saúvas, que tem gosto de erva-cidreira. Vale pelo exótico, mas é um prazer efêmero, porque a formiga é minúscula, risos.

Theatro Amazonas, templo da Amazônia. Visita obrigatória em Manaus. Luxo danado 👑 #CaionaEstrada #Manaus

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TEATRO AMAZONAS O verdadeiro templo amazônico depois da floresta. Pensar que construíram um teatro tão suntuoso e lindo no começo dos anos 1900, auge do período da riqueza da borracha, em uma obra que demorou 13 anos para ficar pronta e deixou um palácio das artes que explode luxo em cada olhar. A arquitetura, os afrescos, o salão nobre, é tudo lindo demais. Vale a pena fazer a visita guiada, que é super rápida e dá um panorama geral sobre a história do Amazonas.

LOJA BRASIL ORIGINAL A Brasil Original é uma loja criada pelo SEBRAE em um projeto que ajuda os artesãos amazônicos a unirem design em suas criações e desenvolverem produtos sustentáveis, lindos e com um propósito mais comercial. Já que estamos na Amazônia, estamos falando de aldeias indígenas super vulneráveis e que aproveitam a chance para encontrar um caminho mais leve no encontro com o capitalismo. Amei este projeto, comprei pulseiras lindas. Preços super justos, fica no Amazonas Shopping.

ENCONTRO DAS ÁGUAS + PASSEIO DE BARCO PELO RIO AMAZONAS Aula de geografia da sexta série, lembra? O Rio Negro se junta com o Rio Solimões para formar o Rio Amazonas, causando o fenômeno encontro das águas, onde as águas não conseguem se juntar por diferenças de densidade, velocidade, temperatura e outros fatores. Na verdade este foi um episódio triste da minha viagem com a morte do drone Patrícia, que caiu em cheio nas águas. Uma das hélices voou, o drone perdeu o controle e sequer boiou, afundou direto no rio. Ficou a lição de nunca subestimar a força amazônica, que geralmente é recorrente em destruir equipamentos. Procure saber.

HOTEL VILLA AMAZÔNIA Um tesouro a apenas 70 metros do Teatro Amazonas, este hotel foi um achado incrível. Fica em um casarão histórico todo renovado, com piscina de pedra natural, mobiliário insuportavelmente lindo, como cômodas centenárias e cadeiras Sérgio Rodrigues, um café da manhã farto e com frutas regionais, e quartos cheirando a novo. Tem também um bistrô que não cheguei a provar, mas pedi room service algumas vezes e estava sempre delicioso. Super recomendo.

Imersão completa amazônica, também na literatura, salve Hatoum

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LIVRARIA DO JOAQUIM Bem do ladinho do Teatro Amazonas há um quiosque ma-ra-vi-lho-so com um raríssimo acervo de livros amazônicos e nacionais. Joaquim Melo é o livreiro responsável pela loja, especialista em historiografia da amazônia e mestre em sociedade e cultura na Amazônia. Uma figura super interessante para se bater um papo sobre literatura amazônica e brasileira, é claro. Eu e minha mãe ficamos quase uma hora conversando com ele, compramos um dicionário incrível de tupi-nheengatu e uns livros de Milton Hatoum. Quem gostar de literatura vai pirar.

por Tricia Vieira

ORLA DE PONTA NEGRA Ponta Negra é um bairro em Manaus com um quê de Barra da Tijuca, com uns prédios residenciais de luxo na orla. É bem interessante conhecer a orla de rio, revitalizada para o Copa do Mundo 2014, e de repente tomar um banho na praia do Rio Negro. Aproveitei para correr um pouco na viagem, tem um espaço legal para soltar as pernas. Depois da corrida, tomar um açaí no Waku Sese, o lugar mais recomendado pelos locais para tomar um bom açaí sem xarope de guaraná!

SELVA AMAZÔNICA: ANAVILHANAS JUNGLE LODGE

Procurando meu Macunaíma nas águas do Rio Negro @anavilhanaslodge

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O Anavilhanas é um capítulo à parte na Amazônia e traduz bem o conceito contemporâneo do que é o luxo distinto. Imagine um hotel dentro da mata, às margens do Rio Negro, com vários chalés com varandas de vidro, rede, ar condicionado split para enfrentar o calorão, camas box, tv a cabo e tudo o mais. Foi minha primeira vez ~acampando como fazem os ricos~ e confesso que gostei.

O Anavilhanas foi criado há uns 10 anos para preencher uma lacuna turística que acontecia no Amazonas: o turista ia até Manaus mas não conseguia montar um roteiro bacana pela selva pela falta de estrutura in loco. Pensando nisso, Guto e Fabi (que conheci, são super simpáticos e conversadores) se juntaram para construir este sonho no meio da Selva – um lugar que pudesse acolher os turistas com conforto e servisse como base para pequenas explorações pela floresta.

Eis que o Anavilhanas Jungle Lodge começou de mansinho mas ganhou um empurrão midiático importante: um perfil no New York Times escrito pelo jornalista Larry Rother (vocês lembram que esse foi o cara que escreveu que Lula era um álcoolatra?). A matéria é de 2007 e de lá pra cá o Anavilhanas evoluiu bastante. Hoje recebe gringos de todas as partes do mundo: durante a minha estadia estavam japoneses, alemães, americanos e franceses. Aliás, a Amazônia ainda é mais visitada por gringos do que por nós mesmos brasileiros.

coisa marlinda o boto-cor-de-rosa 💕 eles são enormes, fiquei de face @anavilhanaslodge

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Há pacotes com duração de 3 até 6 dias e as atividades são trilhas pela floresta, passeios de barco pelos igarapés e paranás para observação de animais, visita ao santuário dos botos, pesca de piranhas, e claro muito descanso e banho de rio. Os passeios não são nada hardcore, minha mãe que tem 63 anos conseguiu fazer tudo numa boa. É mesmo um lugar de descanso: que tal na sua próxima viagem, ao invés de ir mais uma vez a uma praia, se refrescar no Rio Negro? Aliás, um ponto positivo do Rio Negro é que ele tem menos mosquitos que seu irmão Solimões, por exemplo, por conta da acidez da água e outros fatores. Mas sempre bom levar repelente e tomar a vacina de febre amarela, é claro.

Manual do guarda-roupa sustentável: 6 dicas para colocar essa ideia em prática

É muito bom pensar que temos debatido cada vez mais sobre uma moda mais ética, sobre um consumo mais consciente, sobre maneiras de criar roupas e consumí-las que tenham cada vez menos impacto tanto no meio ambiente quanto na cadeia de produção (tanto em termos de material quanto em termos de serviço). Acontece que às vezes nos deixamos levar pela conversa, que é rica e cheia de ramificações, e as maneiras que transformar tantas ideias em ações ficam meio perdidas. Por isso achamos muito válida essa listinha que traz para a realidade e traduz pra gente, de um jeito palpável, como montar um guarda-roupa ético. Se cada um fizer um pouquinho, o resultado vai ser enorme!

Apoie marcas éticas

Você já parou para se perguntar de onde vem a roupa produzida pela sua marca favorita? Quem são seus fornecedores, de que forma a cadeia de produção se constrói; será que os preços pagos pela mão de obra e pelos materiais são justos? Casos de trabalho escravo nos bastidores da moda, especialmente em lojas de fast fashion, pipocam. Mas não só: de que forma essa marca lida com os materiais que utiliza? Se são sustentáveis, se existe alguma preocupação nesse sentido e qual é, como funciona o descarte… Parece muita coisa, mas se a marca tiver esse foco ela vai fazer questão de deixar isso claro para o consumidor. Que tal pesquisar marcas pequenas, que priorizam as relações com fornecedores e a mão de obra local, que não usam qualquer material, ainda que cobrem um pouco mais caro por isso?! Sim, vale a pena e é uma opção que, claro, complementa as outras boas atitudes dessa listinha.

Compre menos e escolha melhor

Na hora de comprar, se questione honestamente: eu amo essa peça 100%? Eu vou usar isso de verdade? Estou comprando por uma moda passageira ou porque essa brusinha realmente tem a minha cara e fará parte da minha rotina fashion? Três perguntinhas que podem fazer muita diferença no tipo de roupa que você investe e que podem transformar o seu jeito de consumir moda. Já ouviu falar de lowsumerism? Então: o conceito é comprar menos, fugindo da banalização do ato e buscando significado no que se compra. Repense, encontre seu equilíbrio.

Compre roupas vintage ou de segunda mão

A razão é clara. No mundo a gente produz uma quantidade quase pornográfica de roupas, e muita roupa antiga é jogada fora, ainda que em perfeito estado. Vale se enveredar pelos caminhos dos brechós, das lojas online de roupas usadas, do bazar do seu amigo. Acredite: tem muita coisa legal, ótima, num estado muito bom e por preços camaradas nesses locais.

Transforme roupas velhas

Temos falado bastante de upcycling ultimamente, inclusive está rolando uma série de vídeos sobre o assunto no canal do youtube com várias dicas de DIY para roupas. Antes de decidir se desfazer daquele jeans velho, daquela camiseta um pouco gasta, da jaqueta que você já não usa, que tal transfomar a aparência dessas peças para que elas ganhem vida nova no seu closet? Produzir menos lixo e ter atenção ao que se descarta do guarda-roupa também é um jeito de ser mais sustentável em termos fashion.

Compre roupas duráveis e de qualidade

Quanto mais tempo a peça durar, menos você terá que voltar ao shopping para comprar algo novo. Ao invés de comprar três camisas brancas por ano porque as suas vão se acabando com o uso, que tal investir numa ótima camisa, de muita qualidade que (com o cuidado apropriado) vai durar sua vida inteira? É pensando assim e com esse tipo de estratégia que vamos transformando o nosso jeito de consumir. Às vezes não temos a bufunfa para investir numa peça tão boa ali, naquele momento, mas aliando várias práticas desse post, com o tempo com certeza vai sobrar uma graninha para dar numa peça que realmente valha, do tipo que você ama, usa muito e precisa de verdade.

Cuide bem das roupas que você já tem

Muitas vezes as roupas nas quais investimos são tão baratas em termos financeiros e de qualidade que nós não nos preocupamos em cuidar delas. Outras vezes nós somos descuidados com as coisas que temos e não dedicamos a atenção necessária às roupas que compramos. Seja uma coisa ou outra; que tal realmente se manter atento à maneira que você cuida de suas peças? Aquela lidinha na etiqueta antes de lavar e passar, aquele guardanapo bem colocado na hora de comer uma massa, a atenção com o vinho e a roupa branca, lembrar de tirar manchas antes que fique impossível, guardar as peças mais especiais bem protegidas… Pode soar meio frescurento, mas é um jeito bem especial de economizar, manter um armário legal e até juntar aquela graninha para investir em peças melhores.

Moda: as 5 colabs mais legais de 2016

Se teve uma coisa que o ano de 2016 fomentou em termos de moda foi uma surra de colabs certeiras entre grandes estilistas e criadores e marcas de peso. Entre fast fashions, músicos e cantores mundialmente famosos e marcas de renome rolaram vários romances que resultaram em peças-desejo que fizeram sucesso pelo mundo todo — inclusive em terras brasilis. Dentre tantas parcerias massa, selecionamos nossas favoritas do ano pra relembrar e pegar inspirações. Reparem:

Kim Jones x NikeLab

A NikeLab foi uma das grandes fomentadoras de parcerias certeiras nesse ano. Em julho (outra parte foi lançada em setembro), a marca lançou uma coleção junto ao diretor masculino da Louis Vuitton, Kim Jones, aliando design e tecnologia em peças esportivas (e belíssimas) com foco na liberdade de movimento. De pegada minimalista, compacta e funcional, a coleção trouxe jaquetas, camisetas, calças e outras peças sporty, tudo com muito neon e uma inovação em particular que fez a cabeça dos que curtem praticidade: as peças podiam ser enroladas até que formassem um pequeno volume do tipo que cabe em qualquer lugar (alô mala de verão!). Com tantas colabs por aí, Jones garantiu que eles estavam atrás mesmo é de autenticidade.

Riccardo Tisci + NikeLab

Uma das melhores do ano, sem dúvidas. Riccardo Tisci e NikeLab se juntaram para criar uma coleção bem na pegada do espírito olímpico, que saiu em julho e foi bastante vista por aí. Essa foi a primeira colab completa entre Tisci, que é estilista da Givenchy, e a NikeLab (ele já havia feito releituras). A “Nike Lab x RT: Training Redefined” uniu a excelência em performance da marca esportiva com a estética do estilista e, do resultado, uma das grandes vedetes foi uma estampa “floral caleidoscópica” que bombou nas peças sporty, além de muitas roupas em P&B de pegada mais minimalista (a coleção também foi lançada em duas partes).

Pharrell + Adidas

Dando prosseguimento ao super relacionamento de sucesso com a Adidas, Pharrell Williams lançou com a marca, em setembro, sua nova colab. Chamada “Hu”, de humans, a coleção veio inspirada na diversidade do mundo e trouxe releituras de clássicos da marca, tipo o Adidas NMD, as jaquetas, regatas e moletons. A vibe colorida representa as diferentes cores, espiritualidade e cultura do mundo, e a campanha de lançamento trouxe posando os nativos americanos de Dakota do Norte (Pharrell foi visitá-los para conhecer seus costumes e cultura). Uma iniciativa fashion que também quis chamar a atenção para as diversas comunidades que existem por aí como forma de abraçar as diferenças. Muito massa!

Kenzo + H&M

Quando a H&M revelou o lookbook completo da coleção em parceria com a Kenzo, que foi lançada em novembro, a galera foi ao delírio. Estava lá a estampa de tigre que é referência da marca e mais um bocado de estampas divertidas, muita cor e uma colab cheia de energia. Aqui do Brasil ficamos como? Babando. A dupla criativa Carol Lim e Humberto Leon bem deram a letra: “Com essa colaboração da H&M queremos pensar grande, forçar os limites e trazer uma nova energia da Kenzo para todos ao redor do mundo”. Parece que rolou certin, né?!

Rihanna + Puma

Taí uma colab que causou comoção entre o povo das modas, A FENTY x PUMA by Rihanna, com seus modelos de tênis e slides, vem dando o que falar desde que a parceria começou, no ano passado. Além do creeper em suede de várias cores e os creepers metalizados, esse ano saiu também o slide com pelúcia que até hoje esgota fácil nas lojas onde é vendido, mesmo com o preço salgadinho, pegando carona na febre que esses chinelos se tornaram pelo mundo. A bicha sabe o que tá fazendo mesmo, dextruidora.

Quais foram as colabs favoritas de vocês em 2016?

Férias em Cuba: roteiro, onde ficar, o que fazer

Visto Para Cuba

O visto para Cuba é necessário, mas é possível comprá-lo no aeroporto, e evitar a função de comparecer ao consulado ou mandar o passaporte por correio à Embaixada no Brasil. Se você viaja por Copa Airlines, vai precisar fazer uma conexão no Panamá e lá mesmo eles vendem, no check-in. Se você viaja pela Aeroméxico, também pode comprá-lo em Mexico City. Para as demais companhias, melhor verificar antes de viajar! Custa 20 dólares.

Como Chegar

As duas opções mais fáceis são com a Copa Airlines, que tem voos de várias cidades do Brasil (SP, Rio, POA, Recife, Brasília) até a Cidade do Panamá, onde você pega uma conexão até Havana. A Copa normalmente tem ótimo preços e as conexões são rápidas. No meu caso eu usei milhas até a Cidade do México (35.000, super promoção) e paguei o voo de Aeroméxico até Havana, custou uns R$ 1.500.

Câmbio e Táxi

Troque todo seu dinheiro no aeroporto, pois é a melhor cotação da cidade. É a cotação oficial do Banco Central Cubano (lembre-se que é tudo tabelado). A boa é levar euros, e não dólares, pois os dólares são sobretaxados em Cuba. Do aeroporto até o hotel/casa de família espere gastar 25 CUCs, é praticamente tabelado, não pague mais, mas não espere pagar menos. Táxi comum amarelo, os táxis vintage custam mais caro, sobretudo no aeroporto.


Havana Vieja é o centro antigão da cidade, uma mistura de destruição e sítio histórico onde se percorre tudo a pé e nos bicitáxis (táxis improvisados em bicicletas com carrocinhas que levam até duas pessoas) e hoje bastante turística. Catedrais, praças, restaurantes, lojas de souvenir.

Os bares clássicos de La Habana

Visita obrigatória no La Floridita, onde Hemingway tomava seu daiquiri. Mega turístico, mas é um daqueles lugares que tem que ir pra fazer uma foto. Em lugares como o La Floridita sempre entram músicos e começam a tocar a música tradicional cubana, são super talentosos, aproveite. No final, passam o chapeu para você dar uma gorjeta: não seja mão de vaca. 😃 Outro point de Hemingway é a ‘La Bodeguita del Medio’, onde ele tomava seu mojito, mas todo mundo fala que a comida é bem fraca então acabei só passando na frente, sem dar muita atenção.

Passear sem rumo pelas ruas da cidade antiga. Para os amantes de arte, o Museu Nacional de Bellas Artes é uma opção, a parte de arte cubana é bem interessante. Adorei a feirinha da Plaza Vieja, com muitos posters de filmes clássicos cubanos, literatura latino-americana e relógios soviéticos. Entre em tudo sem medo: é muito interessante entrar em qualquer lugar que tenha escrito ‘aquí se paga con moneda nacional’, o peso cubano, pois lá rola a Cuba de verdade. Fiquei de cara com um mercado onde os cubanos faziam suas compras da semana, com a caderneta socialista, onde fiquei horas conversando com o ‘gerente’ sobre a situação de Cuba e como anda o socialismo. Viajar é pra essas coisas. Ah, e La Habana, apesar de meio ‘escura’ é super segura!

COMIDA‘O Reilly 304 e 309: não é um lugar de comida tipicamente cubana, mas de cozinha internacional deliciosa. São dois bares, um em frente ao outro. Ceviche, tacos de lagosta, e um daiquiri de manga incrível. Daiquiri é uma bebida bem típica caribenha, que mistura rum, suco de frutas e vem num copinho hipster. Um dos melhores drinks da viagem, sem dúvida. Já dá pra conhecer uns turistas legais, o staff é lindo.

El Chanchullero: restaurante/bar super animado com um Ropa Vieja (o típico feijão-com-arroz-e-carne-assada-cubano) delicioso e muito bem servido. Eu amei as paredes e a decoração deste lugar, com frases anti-revolucionárias, claramente operado com jovens que não estão tão contentes assim com o sistema comunista.

Uma visita obrigatória é a Fábrica de Arte Cubano, um novo espaço imenso de arte contemporânea de Cuba, onde rolam exposições, DJS, performances, shows, e tudo o mais. É ‘o pico’de Havana. Infelizmente quando fomos estavam trocando as exposições e a FAC estava fechada (ela só abre de quinta a domingo, então você precisa se programar bem), mas o restaurante que fica no topo vale muito a visita, rola uma balada por lá.

Show do Buena Vista Social Club

Fomos buscar um lugar para curtir a noite na terça-feira, e um taxista acabou nos levando no show do ‘Buena Vista Social Club’, que sinceramente parece um show de cruzeiro. Me pergunto se havia mesmo algum componente original do Buena Vista por ali, talvez um ou dois. Meio cafona, mas se não tiver outra opção, vá para ouvir boa música, porque no fim das contas tem muita qualidade, e é divertido. 30 CUCs. A boa mesmo é ir no ‘Casa de La Música’, que tem bem menos turistas e a galera local.

City Tour em carro vintage

Você certamente vai ficar fascinado com os carros dos anos 50 que dominam o cenário de Havana e vai querer andar em algum deles. A carcaça é original, mas os motores estão tunados, portanto, andam super bem. É um passeio bem divertido e que rende ótimas fotos. O Parque da Cidade, ao lado do Capitólio, é um bom point para negociar com os cubanos, custa em média 30 CUCS por hora.

Eles te levam para um city-tour por pontos importantes da cidade, como a Plaza de La Revolución, onde estão as imagens míticas de Che Guevara e Camilo Cienfuegos, herois da revolução, e outros points da cidade. Antes de escolher o carro converse muito com eles para ver quem são os mais divertidos e falantes, porque faz toda a diferença.


No meio do entra-e-sai das locadoras de carro, visitamos o Hotel Nacional, o Copacabana Palace de Havana. Para entrar, você paga 5 CUCs, que se converte em um drink. É realmente lindo e tem o ‘bar dos mafiosos’, um bar super clássico onde você toma o Mojito de La Mafia, que foi o melhor da viagem: eles misturam rum Añejo Especial (mais escuro) com rum normal. Delícia.


Com o carro na mão, fomos passar o fim de tarde na zona de Vedado, outro bairro super importante da cidade, onde acontece a Havana de ‘hoje em dia’. Parada obrigatória na sorveteria Coppelia, cenário do filme clássico ‘Fresa y Chocolate’. Leve pesos cubanos e fique na fila dos cubanos, se você só tiver CUCS, eles vão te direcionar para a área turística, onde você pagará uma fortuna por uma bola de sorvete. Aliás, a Coppelia é mais pelo astral mesmo porque o sorvete é pura gordura hidrogenada.

Ao lado de Havana: Playas del Este

Depois, à tarde, partimos para a Playa Santa María, no mesmo carro conversível, a 30-40 minutos de Havana, pra começar a curtir o mar caribenho. Água cristalina e o primeiro batismo nas piscinas caribenhas.

O grande perrengue que foi alugar um carro

Alugar um carro é maravilhoso porque quem gosta de dirigir se diverte na estrada parando nos lugares, fazendo fotos únicas, conversando com os cubanos, ouvindo as playlists, enfim. Além de que no nosso caso foi bem necesário porque estávamos cheios de malas, equipamentos, drones, e não dá pra ficar entrando e saindo da rodoviária carregando um montão de coisas.

Só que ninguém avisou que para garantir um carro você precisa reservar com no mínimo 30 dias de antecedência. Perdemos o dia inteiro indo a todas as locadoras, que ficam dentro dos hoteis, até conseguir um carro por volta das 16h, depois de muito chororô. Não é barato, cerca de 80 CUCs por dia, mas foi o preço necessário pra nossa independência. As locadoras são estatizadas, como tudo em Cuba. Conseguimos na do Hotel Sevilla, fica a dica. Valeu muito à pena.

Pé na Estrada para Trinidad

Dia para finalmente pegar a estrada para Trinidad, cidade colonial e parada obrigatória entre todos os turistas que passam por Cuba. No caminho, fizemos uma parada maravilhosa na costa entre Playa Larga e Playa Giron. O estresse pra alugar o carro já valeu à pena pelas praias desertíssimas em que paramos, com uma mistura incrível de piscinas naturais verdes e azuis.

Trinidad é o máximo, vale muito à pena. Havana é incrível mas pode ser bem estressante aquele pede-pede dos cubanos e o ter-que-ficar-o-tempo-inteiro-dizendo-não. Imagine que Trinidad é uma cidade como Paraty, Olinda, ou Ouro Preto. Umas mansões coloniais absurdas, as ruas de pedras antigas, todo mundo andando a pé, restaurantes e bares cheios de mochileiros, e uma praça central onde rola todo o bafo: shows de salsa, vendedores de mojito, um fervo. Fizemos uns bons amigos espanhois e fomos parar na boate La Cueva, a música era bem comercial com muito reggaeton, mas é o point da galera.

Hospedagem: ficamos no Hostal Eilynn na Calle Maceo #700, em frente ao Hostal Colina. 30 CUC por quarto para duas pessoas, uma casa colonial belíssima com um terraço no segundo andar, uma acolhida muito simpática e carinhosa! Reverteu a má impressão da casa fria onde estivemos em Havana.

Sobrevivência nas Estradas

Uma dica importante para quem vai viajar de carro por Havana: quando houver internet, abra no Google Maps no seu telefone por cima do mapa de Cuba, com alguns zooms estratégicos nas cidades onde você pretende visitar. É muito fácil se perder nas estradas super mal sinalizadas, então o Google Maps apesar de não conseguir te criar roteiros (pela falta de 4G), te mostra pelo menos onde você está)

Tivemos um dia livre em Trinidad e fizemos um passeio pela Playa Ancón, onde inauguramos o nosso drone! A gente imaginava que o drone era proibido em Cuba, e por isso fomos extremamente discretos usando ele, sempre em lugares muito vazios e longe da polícia. Na verdade, ter entrado com o drone em Cuba foi quase um milagre, porque eles revistam você inteiro quando chega, mas por algum motivo, nosso drone passou despercebido. Se alguém tivesse nos pego, teríamos que guardar o drone no aeroporto e só pegar na saída.

Mas já que passou, fizemos imagens incríveis como estas:

Voltamos para a noite em Trinidad, onde tomamos mojitos na praça central e vimos um montão de salsa, até que começou a chover canivetes. A galera vende mojitos por 3 CUCs

Cayo Guillermo

Pegamos a estrada mais uma vez (250km) em direção a Cayo Guillermo, um paraíso do caribe. Cayo Coco é a praia ao lado mais famosa, Cayo Guillermo é um pouco mais tranquila e tem um esquema maravilhoso: um restaurante à beira mar com peixe e drinks, e uma piscina caribenha verde esmeralda à disposição. Chama-se Playa Pilar (anotem esse nome!)

O caminho é uma emoção à parte, os cubanos constroem uma estrada chamada ‘tetraplén’, que é como se fosse um aterro. Um aterro que cria um istmo (alô aulas de Geografia!) entre as ilhas e o continente, de 40km de comprimento. Estrada fascinante, e vista pelo drone, mais ainda.

Estas praias cubanas são super populares entre os turistas gringos e estão cheias de resorts internacionais, como Meliá, Pestana, mas a gente não tinha budget pra isso. À noite ficamos um ‘hotel de selva’ baratinho, só 30 CUCs para os dois a noite. Super em conta.

As fotos incríveis de Havana são do meu companheiro de viagem Victor Roncally – @roncca

Não deixe de asssitir o ‘Caio na Estrada CUBA’

Moda Para Homens: como usar e onde encontrar papetes

Já não causa mais estranhamento passear por aí portando umas boas papetes, pelo contrário, é mais do que comum e continua na moda essa tendência que lá em 2014 voltou a ser hit pesado e desde então segue firme e forte nos nossos pés. Antes representante do universo surfer e despojado, a papete ganhou versões de grandes marcas, como por exemplo a Céline, que deram ao calçado novos acabamentos especiais e reinventaram seu design, trazendo a papete para novas realidades de combinações e ocasiões.

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Que ótimo pra gente que adora investir num bom par, né mores? Especialmente durante o verão: nada como uma sandália bacana pra deixar os pézinhos frescos e adicionar personalidade à produção simples da praia. As escolhas são muitas: você pode se jogar num modelo de pegada mais esportiva e do tipo que possui velcros sim, existem opções estilosas que também são perfeitas pra fazer caminhadas), numa clássica Birkenstock (a marca “rainha” das papetes no mundo) de couro ou num modelo mais modernoso, com desenho inusitado e materiais diferentes.

Enquanto um movimento mais comfy vai ganhando cada vez mais espaço na moda e nos permitindo misturas ousadas de chinelo com alfaiataria, por exemplo, ao mesmo tempo vai chegando o verão e o que a gente quer mesmo é um look casual que se encaixe com as altas temperaturas brasileiras. A papete é um baita investimento nesse sentido! E depois, quando um friozinho voltar a bater, a gente já sabe: é só tacar uma meia que tá tudo certo.

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Infelizmente no Brasil é meio chato de encontrar modelos bacanas por preços amigáveis. Mesmo assim, fizemos uma listinha que vale o investimento pra quem quiser se lançar nessa moda! Qual é seu modelo favorito?

SANDÁLIA DICKER WEST COAST – R$ 138,00

BIRKENSTOCK MILANO BASALT – R$ 529,00

Modelos Birkenstock na Shop2gether – a partir de R$ 369,90

BIRKENSTOCK ARIZONA TAUPE – R$ 449,90

Modelos Birkenstock na Shop2gether – a partir de R$ 369,90

NIKELAB TAUPO SLIDE – R$ 399,90

BIRKEN NUMERAÇÃO ESPECIAL RENATA DELLA VECCHIA – R$ 92,00

É uma “sandália feminina”, mas com a opção de numeração especial todo mundo fica feliz rs

“Quem bora” investir numa papete bem mara?