O fomento continua: micro-influencers e o marketing mais efetivo + nova lista de influenciadores

Como bons apreciadores da cultura digital, andamos super interessados nos micro-influencers e nos impactos que essa nova turma de influenciadores vem trazendo para os negócios, o comportamento e os debates online. Pra quem não viu o primeiro post sobre o assunto, clica aqui e dá uma lida antes de seguir!

O papo que anda rolando é que maior já não é necessariamente melhor em termos de influência nas internê. Se antes o marketing feito pelas marcas era um jogo de (altos) números, agora ele vai se entendendo também como uma estratégia qualitativa, com as marcas indo atrás de personalidades que realmente se encaixam e se identificam com as suas respectivas vibes.

Basicamente, está ficando claro de que maneira os grandes números dos digital influencers causam uma forte impressão em potenciais clientes, mas não obrigatoriamente trazem ótimos resultados. Com os micro-influencers a coisa pode ser comparativamente muito mais válida, já que as marcas encontram bom conteúdo, uma comunidade dedicada e a perspectiva única de cada um dos influencers escolhidos, ou seja, autenticidade e profundidade.

E pra não dizer que tudo isso é só blá blá blá, já tem várias pesquisas rolando por aí que atestam a eficácia dos micro-influencers. A HelloSociety, por exemplo, uma agência que conecta marcas e influenciadores em campanhas específicas e que foi adquirida no ano passado pela The New York Times Company, investigou micro-influencers com 30 mil seguidores ou menos, descobrindo que essas pessoas entregam 60% mais engajamento em comparação aos influenciadores com mais seguidores, o que significa que eles também são mais rentáveis. Enquanto isso, a Markerly fez uma pesquisa com mais de 800 mil instagrammers, sendo que a maioria deles tinha o mínimo de mil seguidores, e descobriu que quanto mais seguidores se tem, menor a taxa de engajamento.

O engajamento, é claro, se reflete em curtidas, mas também em comentários. De um jeito resumido? As marcas estão começando a buscar diálogo, conversações reais, ao invés de pura e simples autopromoção. Isso não significa que os influenciadores com muitos seguidores se tornaram inúteis (kkk), mas sim que as marcas provavelmente levarão cada vez mais em conta O QUE elas querem para si antes de definir uma estratégia de marketing digital com um influenciador.

E como o fomento nunca para, aqui vai mais uma listinha de micro-influencers brasileiros, pra te deixar mais por dentro do assunto!

@AMANDADIVAGREEN

Amanda é mulher, negra, ativista, feminista e modelo plus, usando sua estética como política, compartilhando seus rolês e engajando seus seguidores na sua revolução. Ela tem mais de 5 mil seguidores.

@PEPERDIGAO

Pedro Perdigão é diretor criativo na Void e criativo na vida, mexe com moda, com fotografia, com cinema, com produção, surfa e circula pelas mais variadas rodas cariocas com muita tranquilidade. Ele tem pouco mais de 4 mil seguidores.

@GABZIRIGUIDUM

A Gab é dançarina, instrutora de afro vibe, faz parte da crew Batekoo. Junto a seus mais de 4 mil seguidores ela celebra o corpo, a autoestima e compartilha o seu dia a dia e sua arte.

@PANDORAYUME

Com mais de 17 mil seguidores, Pandora Yume é uma mega referência do universo drag. Ela é idealizadora do Drag Atack, faz parte do canal do Youtube Drag-se e, é claro, é completamente engajada na quebra de padrões de gênero, compartilhando suas performances e rolês.

@EVER___

Everson Barboza é estilista na Melissa. Seu Instagram surra de referências de moda e estilo pessoal, com seu jeito todo próprio de ler tendências e uma coleção de cliques maravilhosos, para a alegria de seus quase 2 mil seguidores.

@SISTAKATIA

Grafiteira, youtuber (olha lá o canal Divegana), toca o projeto @margginais, é mulher, gorda e ativista. Com seus mais de 5 mil seguidores ela troca mensagens de empoderamento, dicas de estilo e seus projetos.

@OLIVIANACHLE

Olivia é fotógrafa e jornalista, divide o comando do projeto @ser.agua e compartilha seus cliques de mulheres, viagens e natureza, numa pegada bem good vibes e muito sensível. Ela tem mais de 6 mil seguidores.

@VITINHOCARVALHEIRA

Victor Carvalheira é produtor cultural e empreendedor e está por trás de mega eventos, como o Carvalheira na Ladeira, que rola durante o carnaval o carnaval de Olinda, e o mais recente Réveillon Fernando de Noronha, que rola na ilha, claro. Ele tem 15 mil seguidores.

Cinco cafés com experiências imperdíveis em São Paulo

São Paulo é uma cidade que transpira café. É a cidade do “vamos marcar um cafézinho” ao invés de “vamos marcar um chopp”. A cidade com centenas de cafés espalhados, cada um com suas características, curiosidades, especificidades. É a cidade cheia de aficionados por café — e nem venha falar de Starbucks com esse povo! Se você adora a bebida ou se quer entender cada vez mais do assunto, tá aqui uma lista de cafés imperdíveis para visitar quando estiver em terras paulistanas.

COFFEE LAB

Uma das melhores cafeterias de São Paulo (mesmo!), o Coffee Lab é a mistura perfeita de ambiente gostoso, experiência única e seriedade com os grãos, sem ser blasé (ufa). A casa, que fica na Vila Madalena, funciona como um laboratório de verdade, onde práticas com torra, degustação e preparo se dão, sempre com foco na qualidade e na responsabilidade eco-social desde o pé do pacote! Criado pela Isabela Raposeiras, esse café já abocanhou vários prêmios e oferece também uma escola, onde forma baristas, mestres de torra e degustadores profissionais. Há também cursos para leigos e, quem quiser, pode assinar a newsletter da casa, enviada uma vez por mês. Quando visitar o Coffee Lab, saiba que todos os baristas poderão tirar qualquer dúvida que você tenha sobre o seu pedido. Repare que eles oferecem “Rituais”: experiências lúdicas pensadas para que o cliente faça descobertas sobre os cafés, origens dos grãos, diferença de sabor de acordo com a feitura, harmonizações etc. Imperdível!

ISSO É CAFÉ

Imagine que delícia degustar um espresso enquanto aprecia uma vista bem urbana de São Paulo, tudo isso num espaço importante da história da cidade que ficou fechado, e mais do que isso, esquecido, durante 60 anos… Imaginou? Pois é exatamente o que você poderá fazer no Isso é Café do Mirante 9 de Julho, local que foi revitalizado e voltou à ativa como um espaço cultural e que abriga também essa cafeteria. Os grãos que ali chegam são plantados, cultivados e selecionados pela Fazenda Ambiental Fortaleza, de Mococa (SP), que é dos próprios donos do café, ou seja, relação íntima e cuidado absoluto com o que chega na sua xícara. Vale muito seguir os caras no Facebook para ficar por dentro dos brunchs especiais que dão água na boca.

POR UM PUNHADO DE DÓLARES

O nome divertido é uma homenagem ao western dos anos 60 do diretor Sergio Leone e o café é um dos mais legais em São Paulo atualmente. Nada de vibe metida a besta, sabe? O espaço fica no centro de São Paulo, é confortável sem exageros, vai te oferecer um café “tru” (eles têm grãos da casa e outros convidados), comidinhas muito gostosas, entre bolos e lanches, e você ainda pode degustar umas cervejas artesanais muito boas. A casa foi aberta pelo barista Marcos Tomsic e pelo professor Felipe Yabusaki em 2015 e segue conquistando os corações dos viciados em cafeína, que volta e meia passam por lá para dar uma conferida no cardápio escrito na parede de lousa.

TAKKø

Antigo Beluga Café, o Takkø mudou de nome por questões ligadas a direitos autorais, mas segue com a mesma qualidade, dos produtos ao atendimento. De pegada moderninha e minimalista na decoração, o lugar oferece grãos escolhidos com extremo cuidado em cafés perfeitamente extraídos. O menu é enxuto e uma das coisas mais legais é ver os sócios Flávio Seixlack e Rodolfo Herrera preparando o seu pedido ali, na sua frente e na hora. A vibe clean do lugar não quer dizer que o espaço passa despercebido por quem anda na rua, já que o pé direito alto, os detalhes pensados com carinho e a iluminação bem massa te deixam logo curioso. Os sócios estão sempre por dentro da melhor forma de preparar os grãos para alcançar o máximo do sabor, e o cardápio de comidinhas, escolhido por eles de um jeito intuitivo, é uma delícia.

KING OF THE FORK

Um café acolhedor para os ciclistas da cidade, ainda que você não precise ser ciclista para ser bem recebido lá. A galera da bike, claro, faz a festa, com espaço para prender suas magrelas e acessórios de ciclismo sendo vendidos no local. O nome é referência ao “King of the Mountain”, prêmio oferecido ao ciclista com melhor desempenho em uma subida, e o “fork” (garfo) é que liga bike e comida. O café é bem tirado e a dica é perguntar ao barista quais são os grãos do dia e qual a melhor forma de saboreá-los, e vale muito bebericar o seu café acompanhado de um pedaço de bolo na enorme mesa comunitária de madeira da área externa.

Moda: saiba mais sobre a Cacete Company e seu espírito livre e jovem

Uma nova paixão: a Cacete Company. Marca que está nas ruas desde 2015 e que tem como principais características uma moda jovem, de espírito livre e pegada inusitada, a Cacete traz peças provocativas, design super contemporâneo, a vibe do streetwear que estamos amando, tudo com personalidade própria.

Na Cacete a gente encontra também underwear que preza não só pela qualidade, mas também pelo estilo, afinal, por quê não? Esse é inclusive um dos maiores focos da marca, que tem um processo de produção 100% brasileiro. Além disso, essa galera é do fomento! Tanto de parcerias de criação e produção (dá pra ver tudo com detalhes no site deles) quanto das silhuetas que estão em alta; oversized, cortes desconstruídos etc. A gente bateu um papinho com o Raphael, um dos sócios da Cacete, pra saber um pouco mais dessa história!

Como surgiu a marca?

O processo de pensar a marca começou em meados de 2013. No início, não tínhamos um conceito determinado, porém queríamos explorar o universo do street. No começo de 2014 escolhemos o nome da firma e em abril de 2015 finalmente a lançamos. A vontade de atender o público masculino sempre existiu, mas foi durante este processo que definimos focar nas cuecas, por acreditarmos que fosse uma setor pouco explorado.

De onde veio esse nome?

Queríamos um nome 100% brasileiro, forte, irônico, debochado e principalmente fácil de guardar. A dualidade da palavra também foi super importante, pois existem regiões nas quais cacete significa palavrão e outras onde significa apenas um pãozin, rs! E além do mais, o nosso foco é vender cuecas, ou seja, porta cacete, haha!

CA.CE.TE.co na SPFW – N43 Março / 2017 foto: Marcelo Soubhia

Uma publicação compartilhada por CA.CE.TE.co (@cacetecompany) em

Como é o processo criativo de vocês?

O nosso slogan é da rua pra rua! E é bem isso que buscamos, referências do nosso cotidiano e principalmente o que gostaríamos de usar.

E que referências (artistas, universos, música, movimentos…) são essas que têm a ver com a Cacete?

Amamos ser locais! Nossas referências vêm de artistas de rua de BH, como #DESALIXO, e movimentos sociais, como Lá da Favelinha e Duelo de MC’s, por exemplo. Djonga e Cadu dos Anjos são músicos mineiros que a gente também admira. Somo bem mineirinsrs! Mas claro, curtimos muita música gringa: M.I.A (pela música e pelo ativismo político), Grimes, FKA, Robyn e Rihanna.

CA.CE.TE.co na SPFW – N43 Março / 2017 foto: Marcelo Soubhia

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Por fim, vocês falam no site que o processo de produção é 100% brasileiro. Conta mais detalhes pra gente!

Temos muito orgulho de onde viemos e fazemos questão de fazer tudo por aqui mesmo. Estar perto de quem produz pra gente é muito importante! Somos uma empresa de dois sócios que fazem tudo, a gente é empreendedor, mídias sociais, assessor de imprensa, officeboy, SAC…

Trabalhamos com duas mulheres maravilhosas, a modelista Ana, que está com a gente desde o início, e a pilotista Lau, que faz um acabamento perfeito. Os fornecedores de tecidos são todos nacionais. As malhas vêm do Sul do país e os tricolines do interior de Minas. Nosso processo serigráfico e de corte é todo produzido em BH, por empresas terceirizadas. Já os acessórios e sandálias são desenvolvidos em parceria com O Jambu e o artesão de calçados, Paolo, ambos também de BH.

Saiba mais sobre os micro-influencers, a nova turma influenciadora da internet

Esqueça aquela história de influenciadores com muitos milhares ou mesmo milhões de seguidores nas redes sociais. Não que essa classe vá deixar de existir, pelo contrário, mas surge um novo nicho de influência online, muito mais específico: é o micro-influencer.

Com bem menos seguidores que as celebridades e os grandes influenciadores (algo entre mil e 10 mil), o micro-influencer é um especialista em pequenas coisas, um defensor de pequenas causas, alguém reconhecido por algo numa turma particular que o segue por dar muito crédito ao que ele diz, faz ou produz. Ele saca de temas pontuais, está bem mais próximo de seus seguidores e tem maior facilidade de comunicação com essas pessoas, formando um grupo onde o diálogo é real e consistente. Por isso mesmo, ele é o novo foco da propaganda online!

Isso porque, imagine você, vários micro-influencers envolvidos na estratégia de marketing de alguma coisa pontual acabam formando uma enorme rede em audiência. Além disso, pesquisas já demonstram que esses influenciadores menores têm capacidade de engajamento de seu público consideravelmente superior aos influenciadores com mais de 100 mil seguidores. Seus seguidores refletem muito mais sobre a possibilidade de fazer algo ou de, ao menos, debater sobre esse algo apontado pelo micro-influencer, do que os seguidores de gente muito famosa na internet.

Beleza, mas a questão aqui não é só marketing, né?! Por quê isso vem acontecendo? A verdade é que os mega-ultra-ninja-influenciadores (kkk) acabaram, ao mesmo tempo que alcançando números exorbitantes, perdendo qualidade em termos de conteúdo, ou mesmo nunca tiveram preocupação com esse tipo de coisa. Para conteúdos superficiais, um interesse superficial. Muitos dos seguidores de pessoas assim acabam, eventualmente, se cansando daquela persona, duvidando de suas dicas, não se sentindo mais envolvidos ou contemplados por suas postagens. Até que ponto aquela dica é verdadeira, aquela pessoa é real, esse universo que é apresentado me acrescenta?

Em 2017 esse “segmento” do universo online deve ficar mais claro tanto para seguidores quanto para influenciadores e marcas, mas com certeza você já segue, confia e gosta de alguns micro-influencers, dê uma olhada na sua lista do Instagram!

Aliás, aqui vai uma seleção com alguns exemplos atuais de micro-influencers, essa galera que forma opinião dentro de seus nichos e mundos, pra você sacar melhor do que estamos falando!

@RONCCA

Com quase 4 mil seguidores, o fotógrafo Victor Ronccally mora no Rio, vive viajando e fazendo seus cliques e é, obviamente, uma referência de fotografia para seus seguidores.

@ZEHPRETIM

DJ, empreendedor e referência da night carioca, Zeh Pretim tá mais na frente na conta dos seguidores, com quase 19 mil. Ainda assim, ele saca demais do nicho musical e de festas, produz seus próprios rolês e, consequentemente, entende também de vários elementos ligados a esse mundo. Certo que se ele indica, seus seguidores levam bem a sério.

@FERNANDALENSKY

Fernanda tem um perfil de pegada super feminista e empoderada, com muitas referências a arte e fotografia, além de sacar muito de brechós e ter uma marca de artes integradas, slow-fashion e handmade, a Madreputa. Ela tem cerca de 16 mil seguidores.

@FIGARTUR & @UYLL

Os gêmeos Artur Figueiredo e Uyl Neto são uma surra de referências, moda contemporânea, jovem e descolada, muito estilo e fotos incríveis, de forma que não dá pra falar de um sem falar do outro. Eles são figurinhas carimbadas do melhor do rolê carioca e o Artur é também um beauty artist de responsa. Eles têm entre 3 e 4 mil seguidores no Insta.

@MILIANDOLLA

Mílian é DJ, fervida e referência de estilo. Cheia de personalidade, sua estética é extravagante, colorida, estampada, ousada e com muitos acessórios inusitados. Ela tem pouco mais de 8 mil seguidores.

@MARI_MATS

Mariana Mats tem um trabalho de responsa como artista e grafiteira, além de fazer altos sons como DJ em festas incríveis. Seu Insta, que tem mais de 8 mil seguidores, intercala fotos de suas artes com suas fotos pessoais, e ainda registros dos rolês onde ela toca.

@BRENNOMELO_

Beauty Artist, Brenno faz peles negras como ninguém! Ele trabalha muito com a Lellêzinha, do Dream Team do Passinho, com a Luiza Brasil do Mequetrefismos e muito mais gente, sempre compartilhando as belezas que ele faz no Instagram, onde ele tem mais de 4 mil seguidores.

@JOAOARRAES

João é um fotógrafo recifense que ganhou o mundo da moda com seus cliques de extremo bom gosto. Seu perfil no Instagram é uma surra de editoriais, retratos e referências, a maioria do mundo fashion, por ele fotografadas. Ele tem uns 9 mil seguidores.

@VIOLETAULTRA

A Jeanne Yépez é feminista, ativista e produtora cultural. Além de circular por alguns dos rolês mais legais do Rio, ela produz e participa de vários bate-papos sobre feminismo, compartilhando com outras minas e rapazes as suas vivências e insights. Coisa que ela também faz no Insta, onde tem pouco mais de 3 mil seguidores. GRL PWR!

Um mini-guia de São Paulo para quem vai ao Lollapalooza

Entre os dias 25 e 26 de março São Paulo recebe mais uma edição do Lollapalooza, festival que reunirá dezenas de atrações nacionais e internacionais de variados estilos no Autódromo de Interlagos. Enfim, vocês tão ligados, né? Neste ano, o Lolla trará nomes como Metallica, The Strokes, The XX, Criolo, Flume, Jaloo, Duran Duran, BaianaSystem e muito mais! Pra quem não mora em São Paulo e passará alguns dias pela cidade, aqui vai um mini-guia com dicas de acomodação, comprinhas e fervo, porque saiba, o rolê está longe de se resumir ao festival!

ONDE FICAR

Guest Urban Uma mistura de hospedagem, galeria de arte e espaço para eventos intimistas, o Guest Urban é um hotel boutique de pegada cool pra quem tá a fim de experimentar a vibe cosmopolita da cidade. Ele fica num sobrado construído na década de 60 e todo reformado, no bairro de Pinheiros, ótima localização cheia de opções de lazer e comércio pertinho! (Quartos a partir de R$ 199,00).

Bee.W Esse hostel bar super charmoso foi criado por um grupo de amigos empreendedores e, além de ter acomodações coletivas super organizadas, possui um bar cheio de drinks gostosos e em conta (bom pra fazer aquele esquenta!). Ele fica no bairro da Bela Vista. (Diárias a partir de R$ 50,00).

Aki Hostel O Aki ficou bem famoso ano passado por liberar um espaço na cobertura da casinha para que seus hóspedes acampem. Isso mesmo, você pode acampar no meio da cidade de São Paulo. Além disso, é possível alugar desde quartos compartilhados até privativos. Ele fica no bairro do Paraíso. (Diárias a partir de R$ 30,00).

ONDE COMPRAR

Festival Transforma Nesse fim de semana, entre 25 e 26, rola o Festival Transforma, uma iniciativa que busca incentivar a troca de conhecimento manual. É uma iniciativa da Jardim Secreto Fair, que tá bombando em SP reunindo pequenos empreendedores em jardins da cidade. Vai rolar uma mini-versão da feira no festival.

Cartel 011 Indispensável pra quem busca moda de qualidade, streetwear, cultura jovem e lançamentos de sneakers exclusivos, a Cartel 011 é uma mistura de arte, design, fotografia, cultura, arte e gastronomia, tudo concentrado num lugar só. Ou seja: vale muito a visita! O espaço fica em Pinheiros.

DaHorta Na vibe da decor botânica, essa dica é ótima tanto pra quem quer comprar novidades para a própria casa quanto pra quem quer levar embora presentes criativas. Na DaHorta você encontra lembrancinhas, temperos, suculentas… Tudo lindo e em vasinhos fofos. O ateliê deles fica em Pinheiros, importante ficar atento aos horários de funcionamento!

PARA CURTIR A NOITE

Se engana quem pensa que São Paulo para pro Lollapalooza. São Paulo não para nunca, aliás, a cidade provavelmente fica ainda mais fervida no fim de semana do festival! Por isso a gente foi pedir dicas pro Ian Nunes, DJ da Catuaba: A FESTA, nessa difícil seleção de rolê!

Quinta da TorreA Torre é uma festa clássica de música eletrônica aqui em São Paulo, o line é bafo e o Thomas da VodooHop toca nessa edição”, Ian nos contou.

Macumbia “Uma festa latina bafo no teatro Mars, que é balada também, e vai receber Celso Piña, uma lenda das cumbias”, diz Ian. A boa de sexta! Link aqui.

Girls After do Lolla no Bar Secreto, com foco no L do LGBT, mas aberto a todos que quiserem pintar por lá (com respeito, claro), a festa rola no sábado madrugada adentro. Olha o link!

Mamba Negra Também no sábado rola “uma das melhores festas de Techno do momento”, a Mamba Negra, que vai até 14h de domingo!

Love2Hate Já no domingo o after fica por conta da galera do I Hate Flash, no ano passado esse rolê foi épico, então fique de olho e #procuresaber kkk.

O que muda para a Geração Y com a Reforma Previdenciária

A não ser que você tenha passado os últimos tempos em outro planeta e com zero acesso às informações de terras brasileiras, você sabe que andamos vivendo tempos polêmicos e politicamente dicotômicos e confusos, né? Muito disso se deve à proposta de reforma da previdência, trazida a nós pelo presidente Michel (Fora) Temer. Mas o que muda, de fato, com a reforma, especificamente para nós da Geração Y?

Sim, nós, os nascidos mais ou menos entre 1978 e 1990, no geral ainda jovens contribuintes, muitos dos quais nunca ou muito pouco contribuíram com o INSS porque estavam investindo em trabalhos alternativos, em sobreviver como freela, em viver das coisas que a natureza dá e afins… De que forma somos impactados, então? A gente sabe que esse papo é meio chato, mas vamo encarar a vida adulta e falar rapidinho sobre isso. Aliás, pra ser contra e ir às ruas em manifestação é importante entendermos minimamente do que estamos falando!

Agora vamos lá, o que vai acontecer se a reforma for aprovada?

A idade mínima de aposentadoria será de 65 anos para homens e mulheres.

Tempo mínimo de contribuição de 25 anos.

Para receber o valor integral do benefício, no entanto, o trabalhador precisará ter contribuído com o INSS durante 49 anos!

Atualmente não há idade mínima para se aposentar, sendo que mulheres podem solicitar o benefício com 30 anos de contribuição e homens com 35. Já o valor integral depende de um sistema de pontos aprovado em 2015, que deve somar 85 pontos para as mulheres (30 anos de contribuição + 55 anos de idade) e 95 pontos para os homens (35 anos de contribuição + 60 anos de idade). Os trabalhadores rurais também se dão mal: antes eles podiam se aposentar com 55 anos (mulheres) e 60 anos (homens), comprovando 15 anos de contribuição. Com a reforma, passam a dever 25 anos de contribuição e ambos têm que ter idade mínima de 65 anos.

Obs: para os militares nada muda. O Governo diz que as mudanças serão decididas depois da reforma, respeitando as “peculiaridades da carreira”.

A coisa tá resumida pra ficar mais clara, mas deu pra entender mais ou menos?

De acordo com o governo, essas mudanças são necessárias para equilibrar as contas da União, entendendo que temos uma sociedade em processo de envelhecimento, o que deixará a situação insustentável dentro de alguns anos. Acontece que as críticas são inúmeras e se pautam especialmente no fato de que essas regras não levam em consideração as peculiaridades do povo brasileiro em cada lugar… Enfim, o buraco é mais embaixo mesmo. Lembrando que todas essas mudanças valerão integralmente para mulheres com menos de 45 anos e homens com menos de 50 anos. Acima dessas idades a regra vai do que é conhecido como “pedágio” até os direitos integralmente garantidos como são hoje.

“Beleza campeão, e eu com isso?” Bem, se você é da Geração Y, isso significa que a mudança te afeta completamente. Assim sendo, se você nunca contribuiu com o INSS na vida, leve em consideração que você precisa contribuir no mínimo durante 25 anos para conseguir se aposentar aos 65, sendo que você precisa contribuir durante 49 anos para receber o benefício integral. Lembrando que o que vale é o tempo de contribuição e não o tempo de trabalho! Você contribui ou já contribuiu com a previdência? Tá na hora de começar a fazer essas contas.

É válido também levar em consideração o nosso comportamento como grupo. Somos notadamente uma panelinha de jovens que estão meio que cagando para a previdência, e isso tem pesquisa que diz. E com essa reforma, teremos que trabalhar bem mais CONTRIBUINDO com o INSS para termos uma aposentadoria razoável. A gente odeia pensar nisso, somos a geração do “viver o agora e depois eu me preocupo”, mas lá na frente as chances de você conseguir se organizar para ter uma velhice confortável são pequenas, hein!

E o que fazer? Que tal começar a pensar mais seriamente sobre o assunto? Comece lendo mais e se aprofundando no tema, que é cheio de poréns e detalhes e super ramificado. Depois, pense na sua situação pessoal como contribuinte, na sua idade, nos seus planos futuros, e busque entender a melhor saída. Lembrando também que existe a previdência privada como opção especialmente para aqueles que não trabalham no regime CLT, mas querem fazer seu pé de meia.