Projeto Gaveta: colocando o “ser mais, possuir menos” em prática

Em tempos de pensar cada vez mais em maneiras de desconstruir processos da moda que já se tornaram engessados, ultrapassados, desconectados das nossas necessidades como sociedade, repensando nosso jeitinho de consumir, renovar o guarda-roupa sem exageros, falando de upcycling e tudo o mais, que delícia é se deparar com um projeto que se propõe exatamente a fomentar o consumo colaborativo, né? Esse é o Projeto Gaveta, criado pelas amigas Raquel Vitti e Giovanna Nader como uma alternativa para a troca de roupas já não usadas entre quem quiser participar.

O Gaveta nasceu em 2013 e, de lá pra cá, já envolveu centenas de pessoas e circulou milhares de peças. O rolê acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro por enquanto, em edições eventuais previamente avisadas pelas redes sociais. E, se ele começou com o objetivo de “difundir o conceito de clothing swap no Brasil”, logo as meninas viram potenciais mais profundos no projeto, transformando o Gaveta num movimento que quer “incentivar uma moda mais humana, mais real e sustentável”, de acordo com as elas.

Não é papinho. As peças não selecionadas para a rede de troca (porque rola uma seleção criteriosa) já eram doadas para instituições e pessoas necessitadas, mas em 2016 surgiu também o Gaveta na Rua, que leva essas peças diretamente para os moradores de rua em parceria com o SP Invisível e o The Street Store. Essa galera monta uma loja para essas pessoas em situação de rua, na qual elas têm a chance não apenas de receber doações, mas de escolher suas roupas favoritas. É um esforço de ajudar num reencontro do próprio estilo, um alimento da autoestima e confiança. O Coletivo Tripé produziu um mini-documentário sobre esse dia, que tá disponível no Youtube:

Quem é do Rio de Janeiro tá com sorte, já que a próxima edição do Projeto Gaveta acontece na cidade no dia 29 de abril, na Malha, como parte das atividades da Fashion Revolution Week. Quem quiser participar do rolê é só enviar um email para projetogaveta@gmail.com para enteder o passo-a-passo da experiência de troca, lembrando que a entrada e a participação no evento são gratuitas.

Partiu?

Parece que os Tribalistas vão voltar e aqui está um revival para celebrar essa notícia!

“O tribalismo é um antimovimento que vai se desintegrar no próximo momento” é o que nos cantam Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown na música “Tribalistas”, do CD (e projeto!) homônimo, de alguma forma nos explicando o que seria esse encontro: a realização de um desejo dos três que não tinha a obrigação ou o compromisso de muita coisa. Tanto é que depois desse único CD os Tribalistas “sumiram” como trio, ainda que cada artista siga produzindo bastante. Mas a boa notícia da semana é que esse trio incrível resolveu voltar à ativa!

Pois é… Depois de 15 anos do lançamento do primeiro álbum (2002), nós podemos voltar a nutrir esperança de escutar novas canções dos Tribalistas, que venhamos e convenhamos, são especialistas em criar melodias maravilhosamente pegajosas do tipo que, 15 anos depois, a gente segue cantando a plenos pulmões.

A assessoria da Marisa Monte confirmou o bafo todo, olha só:

Os Tribalistas na verdade nunca se foram. Desde que lançaram o disco do trio, em 2002, Marisa, Arnaldo e Carlinhos já se reuniram diversas vezes e compuseram cerca de 30 canções que foram gravadas individualmente por eles mesmos ou por outros intérpretes. Em março, eles se reuniram novamente para trabalhar novas canções, mas sem planos nem prazos

Pois os artistas já estavam até nos dando umas pistas da possibilidade de volta pelo Instagram. Maria Monte postou um trecho de “Paradeiro”, enquanto Arnaldo Antunes postou uma paródia do Casseta e Planeta no dia 1º de abril.

É massa saber que essa história começou de um jeito muito descompromissado. Marisa Monte foi gravar uma participação num disco de Arnaldo Antunes que, por acaso, estava sendo produzido por Carlinhos Brown. Trocando ideia, eles sacaram que deviam produzir umas coisas juntos, ainda que o objetivo de um álbum completo ainda não se mostrasse naquele momento. Mas não teve jeito, não! Ao fim das gravações do disco de Antunes o trio já tinha um repertório completo. Aí, no início de 2002, eles se reuniram em segredo na Casa de Marisa Monte e passaram treze dias ensaiando e gravando em segredo.

Ai, que saudade, né?

Você é assim, um sonho pra mim…

“É você, só você, que na vida vai comigo agora…”

Esse álbum, o “Tribalistas”, foi efusivamente celebrado não só no Brasil. Ele foi lançado lá fora em 2003 e vendeu mais de 2,1 milhões de cópias ao todo, além de ter sido indicado a cinco Grammys Latinos, levando um prêmio pra casa.

A capa do CD, feita pelo artista Vik Muniz.

E pra não dizer que os Tribalistas não produziram absolutamente nada juntos desde então, em 2013 eles lançaram uma canção chamada “Joga Arroz” como parte da campanha pelo Casamento Civil Igualitário criada pelo deputado Jean Wyllys (PSOL). A música celebra o casamento gay e tá até hoje disponível na internet, dá uma olhada:

E na boa, quem nunca cantou “já sei namorar, já sei beijar de língua, agora só me resta sonhar” no karaokê, não sabe o que perdeu!

O Youtube tá infestado com covers dos Tribalistas, mas a gente separou um especial, gravado por ninguém mais, ninguém menos que Margareth Menezes. A música é “Passe Em Casa”:

Quem está claramente ansioso por esse retorno põe o dedo aqui:

O fomento continua: micro-influencers e o marketing mais efetivo + nova lista de influenciadores

Como bons apreciadores da cultura digital, andamos super interessados nos micro-influencers e nos impactos que essa nova turma de influenciadores vem trazendo para os negócios, o comportamento e os debates online. Pra quem não viu o primeiro post sobre o assunto, clica aqui e dá uma lida antes de seguir!

O papo que anda rolando é que maior já não é necessariamente melhor em termos de influência nas internê. Se antes o marketing feito pelas marcas era um jogo de (altos) números, agora ele vai se entendendo também como uma estratégia qualitativa, com as marcas indo atrás de personalidades que realmente se encaixam e se identificam com as suas respectivas vibes.

Basicamente, está ficando claro de que maneira os grandes números dos digital influencers causam uma forte impressão em potenciais clientes, mas não obrigatoriamente trazem ótimos resultados. Com os micro-influencers a coisa pode ser comparativamente muito mais válida, já que as marcas encontram bom conteúdo, uma comunidade dedicada e a perspectiva única de cada um dos influencers escolhidos, ou seja, autenticidade e profundidade.

E pra não dizer que tudo isso é só blá blá blá, já tem várias pesquisas rolando por aí que atestam a eficácia dos micro-influencers. A HelloSociety, por exemplo, uma agência que conecta marcas e influenciadores em campanhas específicas e que foi adquirida no ano passado pela The New York Times Company, investigou micro-influencers com 30 mil seguidores ou menos, descobrindo que essas pessoas entregam 60% mais engajamento em comparação aos influenciadores com mais seguidores, o que significa que eles também são mais rentáveis. Enquanto isso, a Markerly fez uma pesquisa com mais de 800 mil instagrammers, sendo que a maioria deles tinha o mínimo de mil seguidores, e descobriu que quanto mais seguidores se tem, menor a taxa de engajamento.

O engajamento, é claro, se reflete em curtidas, mas também em comentários. De um jeito resumido? As marcas estão começando a buscar diálogo, conversações reais, ao invés de pura e simples autopromoção. Isso não significa que os influenciadores com muitos seguidores se tornaram inúteis (kkk), mas sim que as marcas provavelmente levarão cada vez mais em conta O QUE elas querem para si antes de definir uma estratégia de marketing digital com um influenciador.

E como o fomento nunca para, aqui vai mais uma listinha de micro-influencers brasileiros, pra te deixar mais por dentro do assunto!

@AMANDADIVAGREEN

Amanda é mulher, negra, ativista, feminista e modelo plus, usando sua estética como política, compartilhando seus rolês e engajando seus seguidores na sua revolução. Ela tem mais de 5 mil seguidores.

@PEPERDIGAO

Pedro Perdigão é diretor criativo na Void e criativo na vida, mexe com moda, com fotografia, com cinema, com produção, surfa e circula pelas mais variadas rodas cariocas com muita tranquilidade. Ele tem pouco mais de 4 mil seguidores.

@GABZIRIGUIDUM

A Gab é dançarina, instrutora de afro vibe, faz parte da crew Batekoo. Junto a seus mais de 4 mil seguidores ela celebra o corpo, a autoestima e compartilha o seu dia a dia e sua arte.

@PANDORAYUME

Com mais de 17 mil seguidores, Pandora Yume é uma mega referência do universo drag. Ela é idealizadora do Drag Atack, faz parte do canal do Youtube Drag-se e, é claro, é completamente engajada na quebra de padrões de gênero, compartilhando suas performances e rolês.

@EVER___

Everson Barboza é estilista na Melissa. Seu Instagram surra de referências de moda e estilo pessoal, com seu jeito todo próprio de ler tendências e uma coleção de cliques maravilhosos, para a alegria de seus quase 2 mil seguidores.

@SISTAKATIA

Grafiteira, youtuber (olha lá o canal Divegana), toca o projeto @margginais, é mulher, gorda e ativista. Com seus mais de 5 mil seguidores ela troca mensagens de empoderamento, dicas de estilo e seus projetos.

@OLIVIANACHLE

Olivia é fotógrafa e jornalista, divide o comando do projeto @ser.agua e compartilha seus cliques de mulheres, viagens e natureza, numa pegada bem good vibes e muito sensível. Ela tem mais de 6 mil seguidores.

@VITINHOCARVALHEIRA

Victor Carvalheira é produtor cultural e empreendedor e está por trás de mega eventos, como o Carvalheira na Ladeira, que rola durante o carnaval o carnaval de Olinda, e o mais recente Réveillon Fernando de Noronha, que rola na ilha, claro. Ele tem 15 mil seguidores.

Cinco cafés com experiências imperdíveis em São Paulo

São Paulo é uma cidade que transpira café. É a cidade do “vamos marcar um cafézinho” ao invés de “vamos marcar um chopp”. A cidade com centenas de cafés espalhados, cada um com suas características, curiosidades, especificidades. É a cidade cheia de aficionados por café — e nem venha falar de Starbucks com esse povo! Se você adora a bebida ou se quer entender cada vez mais do assunto, tá aqui uma lista de cafés imperdíveis para visitar quando estiver em terras paulistanas.

COFFEE LAB

Uma das melhores cafeterias de São Paulo (mesmo!), o Coffee Lab é a mistura perfeita de ambiente gostoso, experiência única e seriedade com os grãos, sem ser blasé (ufa). A casa, que fica na Vila Madalena, funciona como um laboratório de verdade, onde práticas com torra, degustação e preparo se dão, sempre com foco na qualidade e na responsabilidade eco-social desde o pé do pacote! Criado pela Isabela Raposeiras, esse café já abocanhou vários prêmios e oferece também uma escola, onde forma baristas, mestres de torra e degustadores profissionais. Há também cursos para leigos e, quem quiser, pode assinar a newsletter da casa, enviada uma vez por mês. Quando visitar o Coffee Lab, saiba que todos os baristas poderão tirar qualquer dúvida que você tenha sobre o seu pedido. Repare que eles oferecem “Rituais”: experiências lúdicas pensadas para que o cliente faça descobertas sobre os cafés, origens dos grãos, diferença de sabor de acordo com a feitura, harmonizações etc. Imperdível!

ISSO É CAFÉ

Imagine que delícia degustar um espresso enquanto aprecia uma vista bem urbana de São Paulo, tudo isso num espaço importante da história da cidade que ficou fechado, e mais do que isso, esquecido, durante 60 anos… Imaginou? Pois é exatamente o que você poderá fazer no Isso é Café do Mirante 9 de Julho, local que foi revitalizado e voltou à ativa como um espaço cultural e que abriga também essa cafeteria. Os grãos que ali chegam são plantados, cultivados e selecionados pela Fazenda Ambiental Fortaleza, de Mococa (SP), que é dos próprios donos do café, ou seja, relação íntima e cuidado absoluto com o que chega na sua xícara. Vale muito seguir os caras no Facebook para ficar por dentro dos brunchs especiais que dão água na boca.

POR UM PUNHADO DE DÓLARES

O nome divertido é uma homenagem ao western dos anos 60 do diretor Sergio Leone e o café é um dos mais legais em São Paulo atualmente. Nada de vibe metida a besta, sabe? O espaço fica no centro de São Paulo, é confortável sem exageros, vai te oferecer um café “tru” (eles têm grãos da casa e outros convidados), comidinhas muito gostosas, entre bolos e lanches, e você ainda pode degustar umas cervejas artesanais muito boas. A casa foi aberta pelo barista Marcos Tomsic e pelo professor Felipe Yabusaki em 2015 e segue conquistando os corações dos viciados em cafeína, que volta e meia passam por lá para dar uma conferida no cardápio escrito na parede de lousa.

TAKKø

Antigo Beluga Café, o Takkø mudou de nome por questões ligadas a direitos autorais, mas segue com a mesma qualidade, dos produtos ao atendimento. De pegada moderninha e minimalista na decoração, o lugar oferece grãos escolhidos com extremo cuidado em cafés perfeitamente extraídos. O menu é enxuto e uma das coisas mais legais é ver os sócios Flávio Seixlack e Rodolfo Herrera preparando o seu pedido ali, na sua frente e na hora. A vibe clean do lugar não quer dizer que o espaço passa despercebido por quem anda na rua, já que o pé direito alto, os detalhes pensados com carinho e a iluminação bem massa te deixam logo curioso. Os sócios estão sempre por dentro da melhor forma de preparar os grãos para alcançar o máximo do sabor, e o cardápio de comidinhas, escolhido por eles de um jeito intuitivo, é uma delícia.

KING OF THE FORK

Um café acolhedor para os ciclistas da cidade, ainda que você não precise ser ciclista para ser bem recebido lá. A galera da bike, claro, faz a festa, com espaço para prender suas magrelas e acessórios de ciclismo sendo vendidos no local. O nome é referência ao “King of the Mountain”, prêmio oferecido ao ciclista com melhor desempenho em uma subida, e o “fork” (garfo) é que liga bike e comida. O café é bem tirado e a dica é perguntar ao barista quais são os grãos do dia e qual a melhor forma de saboreá-los, e vale muito bebericar o seu café acompanhado de um pedaço de bolo na enorme mesa comunitária de madeira da área externa.

Moda: saiba mais sobre a Cacete Company e seu espírito livre e jovem

Uma nova paixão: a Cacete Company. Marca que está nas ruas desde 2015 e que tem como principais características uma moda jovem, de espírito livre e pegada inusitada, a Cacete traz peças provocativas, design super contemporâneo, a vibe do streetwear que estamos amando, tudo com personalidade própria.

Na Cacete a gente encontra também underwear que preza não só pela qualidade, mas também pelo estilo, afinal, por quê não? Esse é inclusive um dos maiores focos da marca, que tem um processo de produção 100% brasileiro. Além disso, essa galera é do fomento! Tanto de parcerias de criação e produção (dá pra ver tudo com detalhes no site deles) quanto das silhuetas que estão em alta; oversized, cortes desconstruídos etc. A gente bateu um papinho com o Raphael, um dos sócios da Cacete, pra saber um pouco mais dessa história!

Como surgiu a marca?

O processo de pensar a marca começou em meados de 2013. No início, não tínhamos um conceito determinado, porém queríamos explorar o universo do street. No começo de 2014 escolhemos o nome da firma e em abril de 2015 finalmente a lançamos. A vontade de atender o público masculino sempre existiu, mas foi durante este processo que definimos focar nas cuecas, por acreditarmos que fosse uma setor pouco explorado.

De onde veio esse nome?

Queríamos um nome 100% brasileiro, forte, irônico, debochado e principalmente fácil de guardar. A dualidade da palavra também foi super importante, pois existem regiões nas quais cacete significa palavrão e outras onde significa apenas um pãozin, rs! E além do mais, o nosso foco é vender cuecas, ou seja, porta cacete, haha!

CA.CE.TE.co na SPFW – N43 Março / 2017 foto: Marcelo Soubhia

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Como é o processo criativo de vocês?

O nosso slogan é da rua pra rua! E é bem isso que buscamos, referências do nosso cotidiano e principalmente o que gostaríamos de usar.

E que referências (artistas, universos, música, movimentos…) são essas que têm a ver com a Cacete?

Amamos ser locais! Nossas referências vêm de artistas de rua de BH, como #DESALIXO, e movimentos sociais, como Lá da Favelinha e Duelo de MC’s, por exemplo. Djonga e Cadu dos Anjos são músicos mineiros que a gente também admira. Somo bem mineirinsrs! Mas claro, curtimos muita música gringa: M.I.A (pela música e pelo ativismo político), Grimes, FKA, Robyn e Rihanna.

CA.CE.TE.co na SPFW – N43 Março / 2017 foto: Marcelo Soubhia

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Por fim, vocês falam no site que o processo de produção é 100% brasileiro. Conta mais detalhes pra gente!

Temos muito orgulho de onde viemos e fazemos questão de fazer tudo por aqui mesmo. Estar perto de quem produz pra gente é muito importante! Somos uma empresa de dois sócios que fazem tudo, a gente é empreendedor, mídias sociais, assessor de imprensa, officeboy, SAC…

Trabalhamos com duas mulheres maravilhosas, a modelista Ana, que está com a gente desde o início, e a pilotista Lau, que faz um acabamento perfeito. Os fornecedores de tecidos são todos nacionais. As malhas vêm do Sul do país e os tricolines do interior de Minas. Nosso processo serigráfico e de corte é todo produzido em BH, por empresas terceirizadas. Já os acessórios e sandálias são desenvolvidos em parceria com O Jambu e o artesão de calçados, Paolo, ambos também de BH.

Saiba mais sobre os micro-influencers, a nova turma influenciadora da internet

Esqueça aquela história de influenciadores com muitos milhares ou mesmo milhões de seguidores nas redes sociais. Não que essa classe vá deixar de existir, pelo contrário, mas surge um novo nicho de influência online, muito mais específico: é o micro-influencer.

Com bem menos seguidores que as celebridades e os grandes influenciadores (algo entre mil e 10 mil), o micro-influencer é um especialista em pequenas coisas, um defensor de pequenas causas, alguém reconhecido por algo numa turma particular que o segue por dar muito crédito ao que ele diz, faz ou produz. Ele saca de temas pontuais, está bem mais próximo de seus seguidores e tem maior facilidade de comunicação com essas pessoas, formando um grupo onde o diálogo é real e consistente. Por isso mesmo, ele é o novo foco da propaganda online!

Isso porque, imagine você, vários micro-influencers envolvidos na estratégia de marketing de alguma coisa pontual acabam formando uma enorme rede em audiência. Além disso, pesquisas já demonstram que esses influenciadores menores têm capacidade de engajamento de seu público consideravelmente superior aos influenciadores com mais de 100 mil seguidores. Seus seguidores refletem muito mais sobre a possibilidade de fazer algo ou de, ao menos, debater sobre esse algo apontado pelo micro-influencer, do que os seguidores de gente muito famosa na internet.

Beleza, mas a questão aqui não é só marketing, né?! Por quê isso vem acontecendo? A verdade é que os mega-ultra-ninja-influenciadores (kkk) acabaram, ao mesmo tempo que alcançando números exorbitantes, perdendo qualidade em termos de conteúdo, ou mesmo nunca tiveram preocupação com esse tipo de coisa. Para conteúdos superficiais, um interesse superficial. Muitos dos seguidores de pessoas assim acabam, eventualmente, se cansando daquela persona, duvidando de suas dicas, não se sentindo mais envolvidos ou contemplados por suas postagens. Até que ponto aquela dica é verdadeira, aquela pessoa é real, esse universo que é apresentado me acrescenta?

Em 2017 esse “segmento” do universo online deve ficar mais claro tanto para seguidores quanto para influenciadores e marcas, mas com certeza você já segue, confia e gosta de alguns micro-influencers, dê uma olhada na sua lista do Instagram!

Aliás, aqui vai uma seleção com alguns exemplos atuais de micro-influencers, essa galera que forma opinião dentro de seus nichos e mundos, pra você sacar melhor do que estamos falando!

@RONCCA

Com quase 4 mil seguidores, o fotógrafo Victor Ronccally mora no Rio, vive viajando e fazendo seus cliques e é, obviamente, uma referência de fotografia para seus seguidores.

@ZEHPRETIM

DJ, empreendedor e referência da night carioca, Zeh Pretim tá mais na frente na conta dos seguidores, com quase 19 mil. Ainda assim, ele saca demais do nicho musical e de festas, produz seus próprios rolês e, consequentemente, entende também de vários elementos ligados a esse mundo. Certo que se ele indica, seus seguidores levam bem a sério.

@FERNANDALENSKY

Fernanda tem um perfil de pegada super feminista e empoderada, com muitas referências a arte e fotografia, além de sacar muito de brechós e ter uma marca de artes integradas, slow-fashion e handmade, a Madreputa. Ela tem cerca de 16 mil seguidores.

@FIGARTUR & @UYLL

Os gêmeos Artur Figueiredo e Uyl Neto são uma surra de referências, moda contemporânea, jovem e descolada, muito estilo e fotos incríveis, de forma que não dá pra falar de um sem falar do outro. Eles são figurinhas carimbadas do melhor do rolê carioca e o Artur é também um beauty artist de responsa. Eles têm entre 3 e 4 mil seguidores no Insta.

@MILIANDOLLA

Mílian é DJ, fervida e referência de estilo. Cheia de personalidade, sua estética é extravagante, colorida, estampada, ousada e com muitos acessórios inusitados. Ela tem pouco mais de 8 mil seguidores.

@MARI_MATS

Mariana Mats tem um trabalho de responsa como artista e grafiteira, além de fazer altos sons como DJ em festas incríveis. Seu Insta, que tem mais de 8 mil seguidores, intercala fotos de suas artes com suas fotos pessoais, e ainda registros dos rolês onde ela toca.

@BRENNOMELO_

Beauty Artist, Brenno faz peles negras como ninguém! Ele trabalha muito com a Lellêzinha, do Dream Team do Passinho, com a Luiza Brasil do Mequetrefismos e muito mais gente, sempre compartilhando as belezas que ele faz no Instagram, onde ele tem mais de 4 mil seguidores.

@JOAOARRAES

João é um fotógrafo recifense que ganhou o mundo da moda com seus cliques de extremo bom gosto. Seu perfil no Instagram é uma surra de editoriais, retratos e referências, a maioria do mundo fashion, por ele fotografadas. Ele tem uns 9 mil seguidores.

@VIOLETAULTRA

A Jeanne Yépez é feminista, ativista e produtora cultural. Além de circular por alguns dos rolês mais legais do Rio, ela produz e participa de vários bate-papos sobre feminismo, compartilhando com outras minas e rapazes as suas vivências e insights. Coisa que ela também faz no Insta, onde tem pouco mais de 3 mil seguidores. GRL PWR!