Moda: A ADER error é a marca coreana indie que está ganhando os fashionistas

Foi no final de 2014, em Seul, na Coréia do Sul, que nasceu a nova marca moderninha de pegada indie e cheia de personalidade que vem ganhando cada vez mais corações ligados em moda: a ADER error. O nome é um jogo com “A” de “aesthetic” + “D” de “drawning” + “ER” = ADER. A matemática do nome se soma ao slogan “but near missed things” para traduzir a essência da ADER: inspiração profunda em tudo que cerca seus criadores e em coisas que as pessoas perdem facilmente de vista (como explicam os próprios) para fazer uma moda particular e bem feita.

A ADER error funciona naquela pegada de coletivo que cada vez mais novas marcas vêm adotando. É uma empresa com diferentes áreas e equipes onde todas as opiniões são ouvidas, inclusas, e depois organizadas pelos cinco estilistas da marca. Além disso, as roupas são extremamente agênero e isso não é um exagero dizer. Não tem peça que não funcione claramente em qualquer um ou uma, sem pender mais para uma estética feminina do que masculina ou vice-versa, prova de que temos mesmo caminhado para uma moda mais inclusiva e menos “caga regra” rs.

Outra característica marcante da ADER é o uso ostensivo de cores, bem massa por sinal, que permeia todas as coleções e várias das peças. Para eles, a visão é o sentido mais impactante, e por isso o uso de cores é tão especial e importante. Passeando por seu acervo, além de encontrar malhas e muitas outras roupas coloridas, vemos muitas peças oversized, jeans com cortes peculiares, camisetas, pochetes e meias com dizeres escritos — às vezes provocativos e divertidos. Lembra um pouco a Acne Studios e também a Vetements; alguns veículos de moda já estão se referindo à ADER error como a Vetements da Coreia, inclusive.

Entrar no Instagram da marca é logo ser bombardeado com uma surra de referências. No topo da mente vêm coisas como os anos 80 e 90 e o mundo artsy. Seus editoriais são bem concept (haha) e trazem fotógrafos renomados, como a sueca Arvida Byström, e de meias a moletons, passando por pochetes e sobretudos, tudo tem corte ótimo, acabamento perfeito e styling de brilhar os olhinhos atentos de qualquer um que curta informação de moda. Mesmo que não faça seu tipo, provavelmente é um perfil bem legal de seguir lá no Insta: eles são ativos e gostam de construir uma narrativa online.

A primeira loja física da ADER abriu no final do ano passado em Seul e, de acordo com a marca, a maioria de seus compradores são asiáticos, especialmente coreanos e japoneses, mas a marca tem conquistado também o público europeu e americano e já dá a maior pinta no street style das semanas de moda. Pra gente aqui no Brasil não é o que podemos chamar de acessível, mas é uma bela dica de inspiração pra seguir, ficar de olho e enriquecer a timeline e o repertório.

Quem já conhecia a marca? Quem curte a pegada?

Moda Para Homens: o maravilhoso desfile de verão da Prada

A Prada desfilou a sua coleção primavera-verão/2018 no último dia 18, na semana de moda de Milão, dessa vez sem o resort feminino. O desfile bem lindo chamou a atenção pelas referências e pela estética, cujas inspirações vieram das histórias em quadrinhos. “Eles são feitos à mão, humanos, simples e reais. Mesmo que tragam todas as piores fantasias, eles são simples… Pequenos fragmentos da vida, que é o que você tem agora da informação, da mídia”, disse Miuccia Prada sobre a direção que tomou na hora de criar as peças.

Os quadrinhos, na verdade, surgiram em sua mente quando ela refletia sobre se sentir presa entre a humanidade e a realidade virtual. “O mundo inteiro está se deparando com essa questão”, comentou. E aí que as HQs dominaram a passarela, trazendo beleza, provocação, um ar muito moderno e ao mesmo tempo algo retrô à coleção, com elementos literais e outros mais subjetivos relacionados ao tema, mas tudo do tipo que nos deixa morrendo de desejo.

Os macacões, por exemplo, foram destaque forte da temporada e apareceram em 18 dos looks. Miuccia alegou que eles são sua nova obsessão especialmente por sua simplicidade; são peças que remetem ao trabalho, ao uniforme, e que aparecem em muitas cores, às vezes cobertas com sobretudos, outras acompanhadas de ótimos acessórios, como as pochetes (que seguem reinando!) e sapatos e sandálias incríveis. As cinturas vieram altas, com elásticos e as camisas pra dentro. As barras das calças estão curtinhas, assim como os shortinhos mega curtos também deram o ar da graça. Fashionistas com calor dizem amém, kkk!

Vale ficar de olho também nos truques de styling, como as meias longas usadas bem altas, as golas das camisas usadas pra cima como o detalhe mais chamativo da peça, o suéter pra dentro da calça, as sandálias com meias… Outro detalhe pra ficar de olho: a icônica etiqueta da marca que agora também aparece do lado de fora das roupas. Diz a Prada que quer questionar a relação entre marca e produto e o logo enquanto símbolo de status — eles até lançaram a #PradaEtiquette no Insta.

Pra completar o rolê apaixonante, o cenário foi todo de quadrinhos feitos pelos artistas James Jean e Ollie Schrauwen, quase tudo preto e branco com um ou outro toque de cor. A coleção vem super sintonizada com a moda urbana que temos visto ultimamente, tipo de roupa criada por uma grande maison que agradaria facilmente um bom amante de streetwear. Pra colar no board de referências já.

Fim de semana LGBT em SP: fique por dentro dos rolês da cidade

É chegado aquele momento do ano, em São Paulo, onde a celebração da diversidade e do amor em todas as suas formas entra em pauta com a realização da 21ª edição da Parada do Orgulho LGBT da cidade. O evento é um dos maiores de seu tipo no planeta, o que significa que, no dia 18 de junho, a Avenida Paulista estará lotada numa estimativa de 3 milhões de pessoas que comparecem para gritar seu orgulho, apoiar a causa e se divertir.

Antes de se jogar nas dezenas de atrações da Parada, no entanto, você pode aproveitar todo o fim de semana de atrações voltadas ao público LGBT e simpatizantes, até porque a São Paulo, nessa época do ano, recebe turistas de outros estados e até de outros países, que pintam por essas bandas em busca de celebrações do tipo. A Prefeitura estima que 20% do público da Parada seja de turistas, ou seja, cerca de 600 mil pessoas!

Paulo Pinto

Na sexta-feira, por exemplo, saiba que os caminhos nos levam para o Milkshake Festival! Essa é a primeira edição brasileira do rolê que acontece todo ano em Amsterdã, na Holanda, com o objetivo de celebrar a diversidade e a liberdade. É só amor e respeito dos portões pra dentro! Muito massa que essa é a primeira vez do Milkshake fora da Holanda e o babado promete ser forte, com muitas atrações gringas e também brasileiras, todas pensadas de acordo com a proposta do festival, claro.

O Milkshake rola na Barra Funda, no “Milkshake Park”, e terá três palcos. Nomes como Hercules & Love Affair, Cookachoo, Doppelgang, Jaloo, Pabllo Vittar, Karol Concá, Banda Uó, Linn da Quebrada entre muitos outros farão a nossa alegria, além de cinco blocos de carnaval e ainda as festas Selvagem, Batekoo e Tenda. Tá achando pouco? O festival começa às 16h da sexta-feira e vai até o dia seguinte, com um after oficial de 5 horas. Ufa!

Clica aqui para visitar o site oficial (ingressos a partir de R$ 75,00) e dá um saque no vpideo abaixo pra saber mais:

O sábado você pode tirar para descansar e se recuperar e no domingo é dia de colar na Paulista pra Parada. Nomes como Daniela Mercury, Anitta e Naiara Azevedo passarão pelo trajeto que vai da Paulista ao Anhangabaú. Chegando lá ainda tem discotecagem pra seguir animando. Mas a Parada não é só sobre festa, aliás pelo contrário, ela é um momento de fomento de orgulho e de união e também um momento de lembrarmos à cidade, ao país e ao mundo que intolerância e preconceito ferem, excluem e matam todos os dias. O tema do evento em 2017 é “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico”.

Pra quem chega antes da sexta-feira, vale lembrar que a Parada LGBT conta com outras programações, como a Feira Cultural LGBT que rola no Vale do Anhangabaú na quinta-feira, dia 15. A Pinacoteca de São Paulo também traz uma programação especial para o fim de semana, com atividades culturais relacionadas a questões de gênero e sexualidade. Entra no site oficial da Parada pra ficar por dentro de todas as atividades! E vale lembrar que São Paulo é uma cidade super gay friendly, então clica aqui pra ficar sabendo de todas as possibilidades, programações e afins voltados à comunidade.

O amor é livre!

Moda: a Nëphëw lança nova coleção de streetwear e a gente já quer ir pro rolê usando

A Nëphëw é uma marca mineira de streetwear que mora nos nossos corações. Moderninha, antenada, confortável, criativa… Sempre lançando bagulho novo, sempre buscando uma vibe fresh que é a cara de uma nova moda que passeia por vários lugares: do trabalho à balada, do treino à padaria. Tudo, claro, muito gostoso de vestir, com caimento massa, em sintonia com as ruas e com uma pitada de cultura pop também.

Porque a Nëphëw, aliás, tem essa coisa urbana totalmente enraizada. Criada pelo Vitor Sobrinho, que é também DJ, a marca incorporou as referências musicais de seu fundador e seu lifestyle, indo na contramão de uma coisa mais, digamos que, tropicalista. Vitor gosta de estampas provocadoras e instigantes e de juntar roupa com arte. É bem jovem, ligada nas tendências, mas tem DNA próprio.

E falando nisso, a marca acaba de lançar sua nova coleção, que rendeu o prêmio do Minas Trend Preview de Empresa Tendência 2017. “Nessa campanha trouxemos toda a agressividade do street produzido pela marca, aliada ao minimalismo e valorização de texturas e acabamentos”, nos contou Vitor. “Usamos um mix de veludo com moletom, cadarços e ilhós em modelagens amplas e oversized”, explica. Os moletons, por sinal, são ponto forte da coleção! Destaque também para os acessórios, todos mara.

Ficou com vontade que nem a gente? A coleção pode ser adquirida nas lojas da Nëphëw em Belo Horizonte e São Paulo e também online e as peças têm tiragem limitada.

Já queremos o próximo rolê pra ir de Nëphëw kkk.

Fotos: Henrique Falci Stylist: David Souza Make: Noeli Francis Modelos: Fernando Bezerra & Lara Lisboa

Brian Anderson: um dos maiores skatistas do mundo se assumiu gay e isso importa muito

Brian Anderson é um skatista profissional nascido em Connecticut, nos Estados Unidos, em 1976. Prestes a completar 41 anos, Anderson tem no currículo o reconhecimento mundial: a mídia se refere a ele como “lenda”, ele já foi apontado como profissional do ano algumas vezes, seus vídeos de manobras eram virais antes mesmo da internet existir, passeando em VHS e DVD entre as mãos da cena skater, ele assinou uma linha de sneakers com a Nike e claro que hoje em dia é possível assistir suas sessions online, ao alcance de um clique. Pois bem, Brian Anderson, lenda viva do skate, resolveu assumir, no final do ano passado, que é gay.

O papo rolou em setembro de 2016 e a revelação veio em forma de vídeo da VICE; um mini doc no qual Anderson conta que desde os 3 ou 4 anos de idade já sabia de sua orientação sexual. Com isso, claro, veio a necessidade da cena se confrontar com possíveis preconceitos, machismos, incômodos velados… Afinal de contas, a cena skater tem essa pegada underground, mas não é exatamente a mais diversa: não são espaços onde encontramos muitas mulheres ou gays. E skatistas da nova e da velha geração provavelmente tiveram essa revelação de um de seus ídolos e se confrontaram com suas opiniões, o que é ótimo.

Muita gente questionou Brian quanto ao porquê de ter demorado tanto tempo para se revelar gay. Sua carreira como profissional começou em 1998 e, desde então, ele acumulou patrocínios de grandes marcas, como Nike e Spitfire, foi eleito skatista do ano em 1999 pela Trasher, que é uma das revistas mais respeitadas de skate do mundo, entre muitas outras conquistas. Brian é claro com relação a isso e diz que tinha medo de perder os apoios dos patrocinadores e de comentários homofóbicos.

Ele acredita que, caso tivesse se assumido no início de sua carreira, não teria alcançado o apelo e o sucesso que tem agora. Ao mesmo tempo, agora que chegou onde chegou, sua mensagem vai muito mais longe, chega nos moleques skatistas e gays que seguem com medo de se assumir, chega nos caras que talvez ainda tenham preconceitos e que vão enfrentar o fato de que isso não influencia em nada no talento de um skatista, nos caras que descobriram que seu skatista favorito é gay. E DAÍ?!

“Muitos moleques sem esperança estão por aí, morrendo de medo. Ouvir minha história sobre como tudo melhorou quando destruí a vergonha de ser quem eu sou, pode ajudar pessoas a serem mais felizes. Então falar que sou gay é uma mensagem importante.”

Brian Anderson

Muito massa que Anderson deu essa letra agora, ao mesmo tempo que é foda pensar na quantidade de gente que segue durante tantos anos dentro do armário por saber que sua existência, seus talentos e suas oportunidades poderão ser sumariamente reduzidas a essa informação. Na verdade, é uma pena que essa ainda seja questão tão importante para tanta gente na hora de validar o outro, mas essa segue sendo nossa realidade e acontecimentos como esse nos levam um pouco mais adiante na luta.

Cada um tem seu tempo e enfrenta essa parada do seu próprio jeito e de acordo com sua conjuntura, mas, por outro lado, é claro que existe um grupo e uma relação de apoio e de troca que se baseia muito em exemplos como Anderson: distantes e próximos ao mesmo tempo. Aliás, pode valer a pena aprofundarmos nesse assunto, então assistam ao vídeo do canal do Brazinho abaixo, que fala sobre como ser gay é difícil.

Vamos trocar essa ideia? O amor é livre!

Malha e Instituto C&A lançam reports gratuitos sobre o Futuro da Moda

Lembra da Malha? Já falamos dela aqui. Uma espécie de coworking, cofábrica, fashion lab, espaço de eventos, entre outras iniciativas (Ufa! Aliás, foi lá que o Brazinho montou seu novo estúdio), que fica num galpão no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Parece muita coisa? Pois a equipe ainda se engaja em vários projetos bacanas alinhados com o propósito do lugar, que é a moda do futuro, justa, sustentável. E é nesse sentido que nasce o Futuro da Moda, uma série de 6 relatórios em parceria com o Instituto C&A.

A ideia é transformar em conteúdo acessível as tendências relacionadas ao futuro da moda, com os olhares voltados a transformações culturais, novos comportamentos de consumo, inovações tecnológicas e também para os agentes que estão fazendo esse futuro de uma moda mais justa e sustentável de fato chegar na cena.

Os relatórios serão lançados ao longo de 2017, sendo que o primeiro deles, “Era de Transição”, já saiu! Cada lançamento rola com a realização de um evento bem massa na própria Malha com a participação de alguns dos fazedores envolvidos no processo e especialistas da nova moda no Brasil. Por exemplo: esse primeiro lançamento contou com a presença de Luisa Santiago, da Ellen MacArthur Foundation, do cofundador da Malha André Carvalhal, equipe e residentes do lugar e ainda a plateia, formada por criadores, empreendedores e também curiosos. Ou seja: tá a fim de assistir aos lançamentos? Fica ligadinho nas redes do galpão pra colar lá você também.

Cada relatório é bem completo e traz drivers, tendências, cases e uma análise final. É delícia de ver e ler e o mais legal de tudo é que é gratuito e pode ser baixado por qualquer um no site (clica aqui e só vai). Surra de conteúdo de qualidade, de graça e acessível para quem quiser se aprofundar nos temas e entender mais de moda e seus novos caminhos sem gastar nada. Mara, né? Esse primeiro lançamento, o “Era de Transição”, mergulha nos dilemas da pós-modernidade e as principais tendências de comportamento e consumo decorrentes dela. Além desse primeiro, o projeto ainda lançará o “Identidades Fluidas”, sobre a construção e expressão da identidade individual remixada, “O Poder dos Comuns”, sobre o universo comunal, “O Poder do Planeta”, sobre questões de sustentabilidade em vários âmbitos, “O Poder das Máquinas”, sobre tecnologia, e “O Poder do Gênero”, cujo título já diz tudo.

Pra ficar ligado e não perder.