Moda: a Nëphëw lança nova coleção de streetwear e a gente já quer ir pro rolê usando

A Nëphëw é uma marca mineira de streetwear que mora nos nossos corações. Moderninha, antenada, confortável, criativa… Sempre lançando bagulho novo, sempre buscando uma vibe fresh que é a cara de uma nova moda que passeia por vários lugares: do trabalho à balada, do treino à padaria. Tudo, claro, muito gostoso de vestir, com caimento massa, em sintonia com as ruas e com uma pitada de cultura pop também.

Porque a Nëphëw, aliás, tem essa coisa urbana totalmente enraizada. Criada pelo Vitor Sobrinho, que é também DJ, a marca incorporou as referências musicais de seu fundador e seu lifestyle, indo na contramão de uma coisa mais, digamos que, tropicalista. Vitor gosta de estampas provocadoras e instigantes e de juntar roupa com arte. É bem jovem, ligada nas tendências, mas tem DNA próprio.

E falando nisso, a marca acaba de lançar sua nova coleção, que rendeu o prêmio do Minas Trend Preview de Empresa Tendência 2017. “Nessa campanha trouxemos toda a agressividade do street produzido pela marca, aliada ao minimalismo e valorização de texturas e acabamentos”, nos contou Vitor. “Usamos um mix de veludo com moletom, cadarços e ilhós em modelagens amplas e oversized”, explica. Os moletons, por sinal, são ponto forte da coleção! Destaque também para os acessórios, todos mara.

Ficou com vontade que nem a gente? A coleção pode ser adquirida nas lojas da Nëphëw em Belo Horizonte e São Paulo e também online e as peças têm tiragem limitada.

Já queremos o próximo rolê pra ir de Nëphëw kkk.

Fotos: Henrique Falci Stylist: David Souza Make: Noeli Francis Modelos: Fernando Bezerra & Lara Lisboa

Brian Anderson: um dos maiores skatistas do mundo se assumiu gay e isso importa muito

Brian Anderson é um skatista profissional nascido em Connecticut, nos Estados Unidos, em 1976. Prestes a completar 41 anos, Anderson tem no currículo o reconhecimento mundial: a mídia se refere a ele como “lenda”, ele já foi apontado como profissional do ano algumas vezes, seus vídeos de manobras eram virais antes mesmo da internet existir, passeando em VHS e DVD entre as mãos da cena skater, ele assinou uma linha de sneakers com a Nike e claro que hoje em dia é possível assistir suas sessions online, ao alcance de um clique. Pois bem, Brian Anderson, lenda viva do skate, resolveu assumir, no final do ano passado, que é gay.

O papo rolou em setembro de 2016 e a revelação veio em forma de vídeo da VICE; um mini doc no qual Anderson conta que desde os 3 ou 4 anos de idade já sabia de sua orientação sexual. Com isso, claro, veio a necessidade da cena se confrontar com possíveis preconceitos, machismos, incômodos velados… Afinal de contas, a cena skater tem essa pegada underground, mas não é exatamente a mais diversa: não são espaços onde encontramos muitas mulheres ou gays. E skatistas da nova e da velha geração provavelmente tiveram essa revelação de um de seus ídolos e se confrontaram com suas opiniões, o que é ótimo.

Muita gente questionou Brian quanto ao porquê de ter demorado tanto tempo para se revelar gay. Sua carreira como profissional começou em 1998 e, desde então, ele acumulou patrocínios de grandes marcas, como Nike e Spitfire, foi eleito skatista do ano em 1999 pela Trasher, que é uma das revistas mais respeitadas de skate do mundo, entre muitas outras conquistas. Brian é claro com relação a isso e diz que tinha medo de perder os apoios dos patrocinadores e de comentários homofóbicos.

Ele acredita que, caso tivesse se assumido no início de sua carreira, não teria alcançado o apelo e o sucesso que tem agora. Ao mesmo tempo, agora que chegou onde chegou, sua mensagem vai muito mais longe, chega nos moleques skatistas e gays que seguem com medo de se assumir, chega nos caras que talvez ainda tenham preconceitos e que vão enfrentar o fato de que isso não influencia em nada no talento de um skatista, nos caras que descobriram que seu skatista favorito é gay. E DAÍ?!

“Muitos moleques sem esperança estão por aí, morrendo de medo. Ouvir minha história sobre como tudo melhorou quando destruí a vergonha de ser quem eu sou, pode ajudar pessoas a serem mais felizes. Então falar que sou gay é uma mensagem importante.”

Brian Anderson

Muito massa que Anderson deu essa letra agora, ao mesmo tempo que é foda pensar na quantidade de gente que segue durante tantos anos dentro do armário por saber que sua existência, seus talentos e suas oportunidades poderão ser sumariamente reduzidas a essa informação. Na verdade, é uma pena que essa ainda seja questão tão importante para tanta gente na hora de validar o outro, mas essa segue sendo nossa realidade e acontecimentos como esse nos levam um pouco mais adiante na luta.

Cada um tem seu tempo e enfrenta essa parada do seu próprio jeito e de acordo com sua conjuntura, mas, por outro lado, é claro que existe um grupo e uma relação de apoio e de troca que se baseia muito em exemplos como Anderson: distantes e próximos ao mesmo tempo. Aliás, pode valer a pena aprofundarmos nesse assunto, então assistam ao vídeo do canal do Brazinho abaixo, que fala sobre como ser gay é difícil.

Vamos trocar essa ideia? O amor é livre!

Malha e Instituto C&A lançam reports gratuitos sobre o Futuro da Moda

Lembra da Malha? Já falamos dela aqui. Uma espécie de coworking, cofábrica, fashion lab, espaço de eventos, entre outras iniciativas (Ufa! Aliás, foi lá que o Brazinho montou seu novo estúdio), que fica num galpão no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Parece muita coisa? Pois a equipe ainda se engaja em vários projetos bacanas alinhados com o propósito do lugar, que é a moda do futuro, justa, sustentável. E é nesse sentido que nasce o Futuro da Moda, uma série de 6 relatórios em parceria com o Instituto C&A.

A ideia é transformar em conteúdo acessível as tendências relacionadas ao futuro da moda, com os olhares voltados a transformações culturais, novos comportamentos de consumo, inovações tecnológicas e também para os agentes que estão fazendo esse futuro de uma moda mais justa e sustentável de fato chegar na cena.

Os relatórios serão lançados ao longo de 2017, sendo que o primeiro deles, “Era de Transição”, já saiu! Cada lançamento rola com a realização de um evento bem massa na própria Malha com a participação de alguns dos fazedores envolvidos no processo e especialistas da nova moda no Brasil. Por exemplo: esse primeiro lançamento contou com a presença de Luisa Santiago, da Ellen MacArthur Foundation, do cofundador da Malha André Carvalhal, equipe e residentes do lugar e ainda a plateia, formada por criadores, empreendedores e também curiosos. Ou seja: tá a fim de assistir aos lançamentos? Fica ligadinho nas redes do galpão pra colar lá você também.

Cada relatório é bem completo e traz drivers, tendências, cases e uma análise final. É delícia de ver e ler e o mais legal de tudo é que é gratuito e pode ser baixado por qualquer um no site (clica aqui e só vai). Surra de conteúdo de qualidade, de graça e acessível para quem quiser se aprofundar nos temas e entender mais de moda e seus novos caminhos sem gastar nada. Mara, né? Esse primeiro lançamento, o “Era de Transição”, mergulha nos dilemas da pós-modernidade e as principais tendências de comportamento e consumo decorrentes dela. Além desse primeiro, o projeto ainda lançará o “Identidades Fluidas”, sobre a construção e expressão da identidade individual remixada, “O Poder dos Comuns”, sobre o universo comunal, “O Poder do Planeta”, sobre questões de sustentabilidade em vários âmbitos, “O Poder das Máquinas”, sobre tecnologia, e “O Poder do Gênero”, cujo título já diz tudo.

Pra ficar ligado e não perder.

Porque todo mundo está procurando o mindfulness

São muitas e muito sedutoras as promessas do mindfulness. E o melhor, pautados por pesquisas científicas, esses benefícios vêm atraindo cada vez mais adeptos da técnica. Não conhece? O mindfulness é uma técnica de exercícios de meditação de origem asiática que ajuda seus praticantes a focar no presente, desapegando cada vez mais das expectativas do futuro ou das bads do passado, sempre com uma forte conexão à respiração e que exige um certo compromisso para funcionar de verdade, mas que vem mostrando a que veio com cada vez mais exemplos de gente (atletas, empresas, pessoas em busca de uma vida mais tranquila ou de aliviar algum vício) e experiências relacionadas ao assunto.

No Brasil, o termo “mindfulness” foi adaptado para “atenção plena”, o que faz todo sentido, já que a ideia é trabalhar a clara sensação de se estar no “aqui e agora”. Sim, isso quer dizer que, ao praticar, você vai ser convidado a reparar na temperatura do ambiente, na textura das roupas em contato com o seu corpo, nas dores e tensões musculares daquela hora exata, nos sons ao redor… E tudo isso buscando a aceitação. Nada de ouvir barulhos e reclamar mentalmente ou fazer planos de falar com o gerente da obra vizinha ao final da meditação (ainda que esses pensamentos possam passear pela sua cabeça; é normal dar uma viajada, especialmente no início).

Hoje em dia é possível sacar mais e colocar em prática o mindfulness de várias formas. Existem guias online, vídeos, áudios, livros sobre o assunto, espaços zen onde é possível fazer aulas de mindfulness, grupos voltados à prática em empresas comprometidas com o bem-estar de seus funcionários e até aplicativos de celular, tipo o Headspace (que a gente adora!), que disponibiliza muitas meditações guiadas para seus usuários (você pode baixar o APP de graça e usufruir de 10 passos gratuitos e depois ir comprando os outros pacotes).

Fato é que anda se falando cada vez mais do assunto e gente dos mais variados tipos têm mencionado melhoras significativas na vida depois de se iniciar nesse tipo de meditação. Melhora do sono, do foco, da criatividade, diminuição em dores crônicas e pressão arterial, ajuda no combate e na diminuição da ansiedade, stress pós-traumático e depressão, conservação de um cérebro jovem, controle do fumo, aumento do rendimento no trabalho e na escola e, claro, melhora no bem-estar são vários dos benefícios que a prática pode trazer à sua vida. Soa milagroso, mas os resultados dependem de dedicação diária e o ideal é transformar isso em parte da sua rotina e levar para o resto da vida com o objetivo de se aprofundar no rolê e se desenvolver cada vez mais. Não é facinho, não!

Pra ter noção de como o mindfulness está popular, o psicólogo George Mumford lançou o livro “The Mindful Athlete”. Ele colocou times para praticar a meditação e transformou performances de atletas mundialmente reconhecidos como Kobe Bryant e Michael Jordan, que posteriormente atribuíram ao mindfulness sua melhora nas quadras. Os Estados Unidos têm centenas de instituições dedicadas a esse tipo de meditação e aqui no Brasil a secretaria da Educação do Espírito Santo já a adotou como parte do treinamento para professores. O Vale do Silício é provavelmente um dos lugares que mais concentra adeptos no ocidente (risos), com a adoção do mindfulness num ambiente corporativo e cheio de criatividade, mas com altas cargas de trabalho.

É claro que o mindfulness virou um belo de um negócio lucrativo, movimentando US$ 984 milhões só nos Estados Unidos em 2015 (Fonte: IBISWorld). Ao mesmo tempo, dezenas de estudos sobre o assunto são publicados semanalmente nos dias de hoje. Se sabe que a prática influencia também o hipocampo, parte do cérebro extremamente importante para a memória e a regulação de emoções, reforça a compaixão e pra gente, que vive conectado o dia inteiro e é uma das gerações mais ansiosas de que se tem notícia, ajuda com a mania de criar expectativas ao te fazer tirar um tempinho pra si. Então, já que você chegou até o fim desse texto, que tal experimentar o mindfulness hoje?

Fotos: Unsplash

Uma plataforma que conecta viajantes a hospedagens pelo trabalho voluntário: conheça a Worldpackers

Sabe aquele esquema já conhecido dos viajantes, que te permite se hospedar de graça num hostel em troca de trabalho? Pois é, o Worldpackers é uma comunidade online criada para organizar as demandas o tipo entre hospedagens e viajantes, reunindo geral num único lugar e fazendo o intermédio entre um e outro. Massa né?

O site nasceu das experiências de vida de dois amigos, Riq Lima e Eric Faria. O primeiro é um economista que largou seu trampo para viajar o mundo com pouca grana e abusando da criatividade durante 4 anos. O segundo é um contador que viajou para os Estados Unidos para estudar inglês e acabou ficando por lá durante uns 4 anos, sendo que os primeiros 2 anos foram gastos ajudando em hostels de San Diego em troca de acomodação. Esses amigos juntaram sua experiência e sabedoria para criar esse site que pode ser o que você estava precisando para agitar uma viagem agora.

Riq e Eric

O objetivo do Worldpackers é o de tornar viagens mais acessíveis para quem tá atrás de uma profunda vivência de troca cultural. Muito provavelmente você voltará com uma bagagem bem mais rica ao fazer esse tipo de rolê, porque inevitavelmente conhecerá uma galera de lugares variados, pode aprender coisas novas e/ou melhorar suas habilidades e, claro, ainda terá bastante tempo para passear e conhecer a cidade que escolher, com chances de ganhar umas dicas de insider pra isso.

Além do work exchange, que é a troca clássica de hospedagem por trabalho, você também pode optar por experiências de impacto social (voluntariado em ONGs, escolas e projetos sociais) e natureza e bem-estar (processo de aprendizado em fazendas, ecovilas e institutos de permacultura). E a plataforma conecta 531 mil vajantes e anfitriões pelo mundo; ou seja, impossível não encontrar uma oportunidade que se encaixe com o que você busca.

O esquema do site é bem simples e autoexplicativo: primeiro você cria o seu cadastro com todas as informações solicitadas. Lembrando que um perfil bem completinho é mais eficaz! Você deve colocar as infos básicas, tipo foto, cidade e país, línguas que fala e tal, e também as suas habilidades, que irão ajudar a plataforma a encontrar as hospedagens perfeitas.

Sim, tem que rolar match! Isso quer dizer que as suas habilidades e buscas devem casar com as necessidades do trabalho voluntário que te chamou a atenção. Você também pode ver o que cada lugar oferece (tipo só café da manhã e acomodação ou todas as refeições, além de coisas como Wi-Fi e bicicleta) e a maioria dos lugares costuma oferecer o básico hospedagem + café da manhã, ou seja, mais ou menos a mesma coisa de se hospedar por conta própria.

“Beleza, mas é totalmente gratuito?”. Não! A cada viagem que você decide fazer uma taxa é cobrada, mas ela é bem baixa e vai sair mais barato do que pagar a hospedagem sim. A maioria das taxas custam US$ 30,00 ou US$ 50,00, mas existem outros valores nesse meio. Quando você se inscreve convidado por alguém, você ganha US$ 10,00 e um código que você usa pra compartilhar com amigos que, ao se candidatarem a uma vaga, mandam US$ 10,0 de volta pra você! Ah, e a taxa só é cobrada caso a viagem role de fato, se rolar alguma treta ou imprevisto eles devolvem a grana.

Seja num orfanato em Uganda ou num hostel na Noruega, será que é agora que aquela trip sai do papel?

Precisamos falar sobre esse ensaio do Brad Pitt na GQ

O momento é de tensão absoluta e o terremoto político desse país segue LOKO, mas vamos te dar um refresco para os olhos e para a mente agora, porque você merece. Na verdade, é provável que você já tenha cruzado com essas imagens por aí, mas a gente não pode deixar de falar disso também. “Que imagens?”, você nos pergunta. As do Brad Pitt na GQ Style desse mês, mores. De tirar o fôlego sim, com certeza.

Pitt foi capa na revista dos EUA e posou para muitos registros do fotógrafo Ryan McGinley, que foi junto ao ator numa viagem de carro por três grandes parques nacionais em busca dos cenários perfeitos. O resultado? Dezenas de imagens intensas e impressionantes do ator junto a uma entrevista profunda, que desnuda o cara e traz várias revelações bem íntimas de Pitt, como seu problema com consumo excessivo de bebida e maconha, seu lado sombrio, as batalhas que teve de enfrentar ao longo da vida, seu conturbado divórcio etc. O texto tão honesto de Brad junto às fotos de McGinley são de uma beleza ímpar e não é à toa que a reportagem viralizou na internet.

As imagens incomuns para ensaios de moda chamaram a atenção inclusive de muitos outros fotógrafos, que passaram a debater em fóruns e postagens online sobre as técnicas (ou falta delas) utilizadas por McGinley para registrar Brad Pitt. O trabalho de Ryan é bem famoso, especialmente uma série sua chamada “The Kids Were Alright” na qual ele retratou jovens em suas respectivas vibes e estilos de vida, e ele é hoje considerado um dos maiores fotógrafos dos Estados Unidos. Parece que uma das coisas mais incríveis feitas por ele nesse ensaio foi abrir mão de perfeccionismos em nome de contar uma boa história, com força, verdade e beleza, do tipo que dá vontade de pendurar numa parede bem especial de casa.

Muitas das fotos, cheias de estranheza, emoção e pegada cinematográfica, estão aqui no post, mas você pode ver o ensaio completo e a entrevista do ator nesse link!

Conta pra gente o que achou! Qual foi sua foto preferida?