Cidade do Cabo e as belezas da África do Sul

Há muitos anos eu trabalho [antes mesmo de surgir a televisão, a moda, e este blog] na IE Intercâmbio, agência brasileira que envia milhares de jovens para o mundo inteiro para estudar e trabalhar. Comecei como agente, em 2006, e hoje sou o embaixador oficial da rede [eita!].

Nós temos um projeto na IE chamado IE Explorer [que no caso, sou eu!], através do qual eu viajo o mundo gravando vídeos sobre as minhas experiências e dos estudantes lá nos destinos da IE. E depois de New York, Toronto, Vancouver, San Francisco, Londres, Dublin, Malta, Los Angeles, San Diego, chegou a vez de conhecer a Cape Town, a Cidade do Cabo, na África do Sul. E dessa vez, tive a chance de convidar o amigo Marcelo Cidral, do tumblr Como eu Me Sinto Quando para me acompanhar! Diversão garantida e sonho realizado!

Aliás, a Mãe Natureza se superou quando resolveu criar Cape Town: emoldurada pela estonteante Table Mountain, a metrópole sul-africana lembra tanto o Rio de Janeiro pelo clima amistoso [tanto a temperatura como a galera!], a praia, as festas, e tudo o mais. Vamos às fotos?

Vista da Table Moutain e o Castelo da Boa Esperança, no centro da cidade

O Green Square Market é um lugar bacana onde você pode encontrar o artesanato típico africano – a dica é barganhar: um cinto que tentaram me vender por R$ 200 saiu por R$ 25

Mama Africa, restaurante ~performático~ que fica na Long Street, uma das principais ruas de Cape Town. Ponto turístico obrigatório.

A arquitetura colonial de Cape Town pode ser vista em diversos pontos da cidade: amo as grades vazadas e os lambrequins, bem no estilo vitoriano.

Tava frio, frio demais até. Definitivamente o verão é mais bacana que o inverno em Cape Town. Mas nada que tirasse a magia de estar na África.

Mochila da IE, sempre inseparável, e a paisagem da Table Mountain. Impressionante como se vê a montanha de praticamente qualquer lugar da cidade. Uma pena que durante o mês de Agosto, ela fecha para manutenção.

A região histórica de Bo-Kaap , conhecida pela arquitetura colorida e pelas ruas de paralelepípedo, me lembrou muito Olinda, mas com um charme muçulmano [é la que fica a Mesquita]. Point bacana para bater fotos.

~Arte contemporânea~

A vista do Signal Hill, um mirante que fica próximo à Table Mountain. Um olhar infinito em direção ao Atlântico Sul, até a Antártida.

Your Respect is My Strength [O seu respeito é a minha força] é uma frase que faz todo o sentido para a sociedade sul-africana, cujas camadas mais desfavorecidas foram tão maltratadas. É impressionante se deparar com as mazelas do apartheid, que só acabou em 1994, e perceber que a África do Sul ainda vive uma versão mais ˜suave~ do problema, mas é sempre bom enxergar uma mensagem de otimismo.

Look bacana que o Marcelo Cidral comprou lá na Topman South Africa [preços bem parecidos com os do Brasil, no V&A Waterfront, complexo/shopping bombado da cidade.

Eu adoro esses programas de dança bem pega-turista, com ver um tango em Buenos Aires. Na África, não poderia ser diferente e fomos assistir a um espetáculo de cultura Africana. Um cheirinho bacana das danças tribais e da musica africana. Baratinho (cerca de R$ 25) e rápido, vale à pena se você curtir o assunto. É tão turistão que até Hakuna Matata teve. Risos.

Visitar um township é uma experiência e tanto porque são bem diferentes das favelas aqui no Brasil. A township foi criada na época do apartheid, e obrigava os negros e mestiços a saírem de seus lares originais e se mudarem para estas regiões, em condições que vocês devem imaginar. Existem muitos barracos e locais sem saneamento básico, assim como casas classe média alta, para os negros que tinham dinheiro. Na foto, estas senhoras defumam cabeças de carneiros [iguaria local, provei!]

Senhoras no centro de artesanato do township, pintando louça. Comprei cinco pratos lindos aqui pra casa!

Bandeira da África do Sul em formato de coração-mosaico.

Um dado triste sobre a África: é possível encontrar em muitas esquinas cartazes com telefones de clínicas de aborto. Muitas mulheres africanas acabam engravidando na adolescência e recorrem à estas clínicas de risco =\ Um pouco chocante ver isso tão escancarado.

Que tal um corte de cabelo?

Ame a sua África do Sul!

 

Nada substitui o amor das crianças que conhecemos lá, super espontâneas e brincalhonas!

Fachada da escola: Construa uma criança, construa uma nação.

♥♥♥ QUE AMOR ♥♥♥

Um dia fizemos um Safari no Aquila Game Reserve, uma área gigante onde os animais estão soltos. Sim, eu sei que não é um safari original, onde você vai caçar os animais. Mas pelo tempo curtinho da nossa viagem, não dava tempo de se deslocar até o Kruger Park e embarcar numa expedição. O objetivo do safari é ver o Big 5, os cinco animais mais “exóticos”: leopardo, elefante, rinoceronte, leão e búfalo.

Hipopótamo, que parece ser super lento manso mas é super violento! Medo.

Rinocerontes são lindos, lindos. As fêmeas tem o chifre pontudo.

E o macho tem o chifre achatado.

Onde está Wally? Tem dois animais na foto. Quais são?

No truck do Safari vamos passeando e o guia nos conta as particularidades de cada animal.

Sonho realizado: um leão de perto. Leões são lindos, parecem gatos gigantes. Tem mesmo porte e cara de Reis da Selva.  Este estava super tranquilo, lambendo a pata, sem se importar com a nossa presença. A leoa já tinha uma postura bem mais arisca e estava mais atenta. Qualquer semelhança com os seres humanos é mera coincidência.

Jaqueta Topman | Hoodie H&M | Camisa Levi’s | Calça PacSun | Botas Timberland | Óculos RayBan

No útlimo dia da viagem fizemos um passeio imperdível pela costa de Cape Town até o Cabo da Boa Esperança: uma aula de história muito bacana em uma paisagem arrebatadora!

Por todas as partes há placas com alertas sobre o babuínos, que são atraídos pela comida e invadem as casas e carros dos sul-africanos e causam a maior confusão lá pela terra. Eles chegam até a bater nas pessoas por conta de comida, fazem formação de quadrilha. Morri de rir com as histórias, mas fechei a janela.

Monumento em homenagem a Bartolomeu Dias, o primeiro a cruzar o Cabo da Boa Esperança e chegar no Oceano Índico, na Rota das Especiarias. Tão legal visitar esse ponto da história mundial.

Kaap Die Goeie Hoop? Leia-se Cabo da Boa Esperança. São 11 os idiomas oficiais da África do Sul, e um dos principais é o Africânder, ou Afrikaans, bem semelhante à um dialeto holandês, devido à colonização de Kaapstadt, a Cidade do Cabo. Entre eles você ouvirá africânder, zulu, xhosa, e mil outras línguas afro, mas todo mundo fala e entende super bem o inglês, o idioma oficial do Governo.

 

O Cabo da Boa Esperança, ex-Cabo das Tormentas. Demos muita sorte e pegamos um sol lindo no dia. Paisagem impressionante!

Chegou a hora de ir para casa: uma curiosidade – o voo para o Brasil dura 8 horas para chegar e 10 horas para voltar, pelos ventos do Atlântico. Muito curioso né? Até a próxima viagem!

 

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