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Airbnb Experiências: novo serviço da plataforma permite reservar ou ser o anfitrião de rolês

O Airbnb é uma plataforma comunitária de acomodações que transformou muito do nosso jeito de viajar, descobrir cantinhos para hospedagem e até mesmo criar anúncios de espaços para que outras pessoas se hospedem. E agora a empresa, fundada em 2008, surge com uma nova proposta no universo das viagens que promete nova metamorfose no nosso jeito de conhecer lugares novos ou de receber viajantes em nossas terras.

O negócio é que agora também é possível ser um anfitrião de experiências, que são “excursões ou outras atividades desenvolvidas e guiadas por anfitriões locais”. Isso significa que você pode organizar o acesso de viajantes a pontos específicos da sua cidade, da sua comunidade, da sua cultura e daquilo sobre o que você possui conhecimento. Bem massa, né? Para sermos mais claros, o anfitrião pode oferecer uma imersão de alguns dias ou experiência de um dia em coisas como passeios por botecos tipicamente cariocas, bairros com os melhores graffitis de São Paulo, um dia degustando cafés com um barista bonzão etc., para dar alguns exemplos.

O serviço começou a funcionar aqui no Brasil em junho e por enquanto só rola no Rio de Janeiro e em São Paulo. De acordo com o Airbnb, a ideia é que o oferecimento de experiências amadureça e dê bastante certo nessas cidades antes de que se estenda a outros destinos do país. Várias experiências no Rio e em SP já estão disponíveis lá e vale dar uma passeada (do mesmo que a gente adora pesquisar apês e casas pra alugar, né? Kkk). Além disso, se você tem viagem marcada pra fora do país, essa certamente é uma boa chance de incluir no roteiro programas inusitados e cheios de informações típicas do lugar da vez.

Teve uma ideia de experiência para oferecer? Cola lá no site do Airbnb e dá uma olhada nos padrões de qualidade que eles buscam para entender melhor o processo. Depois é só desenvolver e montar a sua proposta de experiência e enviar para a comunidade, que irá avaliar se sua proposta atende aos padrões de qualidade e entrará em contato com os próximos passos. É você quem define quando hospedará a experiência, além de tamanho do grupo e valor.

Outra coisa muito legal é que também existem as Experiências Sociais, um braço dessa iniciativa que abarca organizações não governamentais e abre a possibilidade de que voluntários, funcionários ou membros do conselho de ONGs registradas criem experiências cuja renda, nesse caso, é 100% revertida à própria ONG, além de incentivar o conhecimento e o envolvimento de pessoas com causas importantes à cidade.

Quem já tá se coçando pra pegar o avião, o busão ou o navio? Vale clicar aqui pra tirar maiores dúvidas.

#partiu!

Fotos: Annie Spratt, Anete Lusifa, Ishan @seefromthesky, Jack Alexander e Clem Onojeghio (Unsplash)

Fim de semana LGBT em SP: fique por dentro dos rolês da cidade

É chegado aquele momento do ano, em São Paulo, onde a celebração da diversidade e do amor em todas as suas formas entra em pauta com a realização da 21ª edição da Parada do Orgulho LGBT da cidade. O evento é um dos maiores de seu tipo no planeta, o que significa que, no dia 18 de junho, a Avenida Paulista estará lotada numa estimativa de 3 milhões de pessoas que comparecem para gritar seu orgulho, apoiar a causa e se divertir.

Antes de se jogar nas dezenas de atrações da Parada, no entanto, você pode aproveitar todo o fim de semana de atrações voltadas ao público LGBT e simpatizantes, até porque a São Paulo, nessa época do ano, recebe turistas de outros estados e até de outros países, que pintam por essas bandas em busca de celebrações do tipo. A Prefeitura estima que 20% do público da Parada seja de turistas, ou seja, cerca de 600 mil pessoas!

Paulo Pinto

Na sexta-feira, por exemplo, saiba que os caminhos nos levam para o Milkshake Festival! Essa é a primeira edição brasileira do rolê que acontece todo ano em Amsterdã, na Holanda, com o objetivo de celebrar a diversidade e a liberdade. É só amor e respeito dos portões pra dentro! Muito massa que essa é a primeira vez do Milkshake fora da Holanda e o babado promete ser forte, com muitas atrações gringas e também brasileiras, todas pensadas de acordo com a proposta do festival, claro.

O Milkshake rola na Barra Funda, no “Milkshake Park”, e terá três palcos. Nomes como Hercules & Love Affair, Cookachoo, Doppelgang, Jaloo, Pabllo Vittar, Karol Concá, Banda Uó, Linn da Quebrada entre muitos outros farão a nossa alegria, além de cinco blocos de carnaval e ainda as festas Selvagem, Batekoo e Tenda. Tá achando pouco? O festival começa às 16h da sexta-feira e vai até o dia seguinte, com um after oficial de 5 horas. Ufa!

Clica aqui para visitar o site oficial (ingressos a partir de R$ 75,00) e dá um saque no vpideo abaixo pra saber mais:

O sábado você pode tirar para descansar e se recuperar e no domingo é dia de colar na Paulista pra Parada. Nomes como Daniela Mercury, Anitta e Naiara Azevedo passarão pelo trajeto que vai da Paulista ao Anhangabaú. Chegando lá ainda tem discotecagem pra seguir animando. Mas a Parada não é só sobre festa, aliás pelo contrário, ela é um momento de fomento de orgulho e de união e também um momento de lembrarmos à cidade, ao país e ao mundo que intolerância e preconceito ferem, excluem e matam todos os dias. O tema do evento em 2017 é “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico”.

Pra quem chega antes da sexta-feira, vale lembrar que a Parada LGBT conta com outras programações, como a Feira Cultural LGBT que rola no Vale do Anhangabaú na quinta-feira, dia 15. A Pinacoteca de São Paulo também traz uma programação especial para o fim de semana, com atividades culturais relacionadas a questões de gênero e sexualidade. Entra no site oficial da Parada pra ficar por dentro de todas as atividades! E vale lembrar que São Paulo é uma cidade super gay friendly, então clica aqui pra ficar sabendo de todas as possibilidades, programações e afins voltados à comunidade.

O amor é livre!

Uma plataforma que conecta viajantes a hospedagens pelo trabalho voluntário: conheça a Worldpackers

Sabe aquele esquema já conhecido dos viajantes, que te permite se hospedar de graça num hostel em troca de trabalho? Pois é, o Worldpackers é uma comunidade online criada para organizar as demandas o tipo entre hospedagens e viajantes, reunindo geral num único lugar e fazendo o intermédio entre um e outro. Massa né?

O site nasceu das experiências de vida de dois amigos, Riq Lima e Eric Faria. O primeiro é um economista que largou seu trampo para viajar o mundo com pouca grana e abusando da criatividade durante 4 anos. O segundo é um contador que viajou para os Estados Unidos para estudar inglês e acabou ficando por lá durante uns 4 anos, sendo que os primeiros 2 anos foram gastos ajudando em hostels de San Diego em troca de acomodação. Esses amigos juntaram sua experiência e sabedoria para criar esse site que pode ser o que você estava precisando para agitar uma viagem agora.

Riq e Eric

O objetivo do Worldpackers é o de tornar viagens mais acessíveis para quem tá atrás de uma profunda vivência de troca cultural. Muito provavelmente você voltará com uma bagagem bem mais rica ao fazer esse tipo de rolê, porque inevitavelmente conhecerá uma galera de lugares variados, pode aprender coisas novas e/ou melhorar suas habilidades e, claro, ainda terá bastante tempo para passear e conhecer a cidade que escolher, com chances de ganhar umas dicas de insider pra isso.

Além do work exchange, que é a troca clássica de hospedagem por trabalho, você também pode optar por experiências de impacto social (voluntariado em ONGs, escolas e projetos sociais) e natureza e bem-estar (processo de aprendizado em fazendas, ecovilas e institutos de permacultura). E a plataforma conecta 531 mil vajantes e anfitriões pelo mundo; ou seja, impossível não encontrar uma oportunidade que se encaixe com o que você busca.

O esquema do site é bem simples e autoexplicativo: primeiro você cria o seu cadastro com todas as informações solicitadas. Lembrando que um perfil bem completinho é mais eficaz! Você deve colocar as infos básicas, tipo foto, cidade e país, línguas que fala e tal, e também as suas habilidades, que irão ajudar a plataforma a encontrar as hospedagens perfeitas.

Sim, tem que rolar match! Isso quer dizer que as suas habilidades e buscas devem casar com as necessidades do trabalho voluntário que te chamou a atenção. Você também pode ver o que cada lugar oferece (tipo só café da manhã e acomodação ou todas as refeições, além de coisas como Wi-Fi e bicicleta) e a maioria dos lugares costuma oferecer o básico hospedagem + café da manhã, ou seja, mais ou menos a mesma coisa de se hospedar por conta própria.

“Beleza, mas é totalmente gratuito?”. Não! A cada viagem que você decide fazer uma taxa é cobrada, mas ela é bem baixa e vai sair mais barato do que pagar a hospedagem sim. A maioria das taxas custam US$ 30,00 ou US$ 50,00, mas existem outros valores nesse meio. Quando você se inscreve convidado por alguém, você ganha US$ 10,00 e um código que você usa pra compartilhar com amigos que, ao se candidatarem a uma vaga, mandam US$ 10,0 de volta pra você! Ah, e a taxa só é cobrada caso a viagem role de fato, se rolar alguma treta ou imprevisto eles devolvem a grana.

Seja num orfanato em Uganda ou num hostel na Noruega, será que é agora que aquela trip sai do papel?

Um mini-guia de São Paulo para quem vai ao Lollapalooza

Entre os dias 25 e 26 de março São Paulo recebe mais uma edição do Lollapalooza, festival que reunirá dezenas de atrações nacionais e internacionais de variados estilos no Autódromo de Interlagos. Enfim, vocês tão ligados, né? Neste ano, o Lolla trará nomes como Metallica, The Strokes, The XX, Criolo, Flume, Jaloo, Duran Duran, BaianaSystem e muito mais! Pra quem não mora em São Paulo e passará alguns dias pela cidade, aqui vai um mini-guia com dicas de acomodação, comprinhas e fervo, porque saiba, o rolê está longe de se resumir ao festival!

ONDE FICAR

Guest Urban Uma mistura de hospedagem, galeria de arte e espaço para eventos intimistas, o Guest Urban é um hotel boutique de pegada cool pra quem tá a fim de experimentar a vibe cosmopolita da cidade. Ele fica num sobrado construído na década de 60 e todo reformado, no bairro de Pinheiros, ótima localização cheia de opções de lazer e comércio pertinho! (Quartos a partir de R$ 199,00).

Bee.W Esse hostel bar super charmoso foi criado por um grupo de amigos empreendedores e, além de ter acomodações coletivas super organizadas, possui um bar cheio de drinks gostosos e em conta (bom pra fazer aquele esquenta!). Ele fica no bairro da Bela Vista. (Diárias a partir de R$ 50,00).

Aki Hostel O Aki ficou bem famoso ano passado por liberar um espaço na cobertura da casinha para que seus hóspedes acampem. Isso mesmo, você pode acampar no meio da cidade de São Paulo. Além disso, é possível alugar desde quartos compartilhados até privativos. Ele fica no bairro do Paraíso. (Diárias a partir de R$ 30,00).

ONDE COMPRAR

Festival Transforma Nesse fim de semana, entre 25 e 26, rola o Festival Transforma, uma iniciativa que busca incentivar a troca de conhecimento manual. É uma iniciativa da Jardim Secreto Fair, que tá bombando em SP reunindo pequenos empreendedores em jardins da cidade. Vai rolar uma mini-versão da feira no festival.

Cartel 011 Indispensável pra quem busca moda de qualidade, streetwear, cultura jovem e lançamentos de sneakers exclusivos, a Cartel 011 é uma mistura de arte, design, fotografia, cultura, arte e gastronomia, tudo concentrado num lugar só. Ou seja: vale muito a visita! O espaço fica em Pinheiros.

DaHorta Na vibe da decor botânica, essa dica é ótima tanto pra quem quer comprar novidades para a própria casa quanto pra quem quer levar embora presentes criativas. Na DaHorta você encontra lembrancinhas, temperos, suculentas… Tudo lindo e em vasinhos fofos. O ateliê deles fica em Pinheiros, importante ficar atento aos horários de funcionamento!

PARA CURTIR A NOITE

Se engana quem pensa que São Paulo para pro Lollapalooza. São Paulo não para nunca, aliás, a cidade provavelmente fica ainda mais fervida no fim de semana do festival! Por isso a gente foi pedir dicas pro Ian Nunes, DJ da Catuaba: A FESTA, nessa difícil seleção de rolê!

Quinta da TorreA Torre é uma festa clássica de música eletrônica aqui em São Paulo, o line é bafo e o Thomas da VodooHop toca nessa edição”, Ian nos contou.

Macumbia “Uma festa latina bafo no teatro Mars, que é balada também, e vai receber Celso Piña, uma lenda das cumbias”, diz Ian. A boa de sexta! Link aqui.

Girls After do Lolla no Bar Secreto, com foco no L do LGBT, mas aberto a todos que quiserem pintar por lá (com respeito, claro), a festa rola no sábado madrugada adentro. Olha o link!

Mamba Negra Também no sábado rola “uma das melhores festas de Techno do momento”, a Mamba Negra, que vai até 14h de domingo!

Love2Hate Já no domingo o after fica por conta da galera do I Hate Flash, no ano passado esse rolê foi épico, então fique de olho e #procuresaber kkk.

Diário de Viagem: Manaus e Floresta Amazônica

Eu tinha essa dívida forte com meu roteiro de viagens: nunca havia pisado em solo amazônico. Apesar de já ter passado uma longa temporada no Acre, como repórter da TV Brasil, e muitas viagens ao Pará, no Amazonas propriamente dito ainda não tivera a chance. Caso resolvido com o convite do SEBRAE/AM para ministrar minha palestra sobre Comunicação, Moda & Internet na cidade. Para completar, levei minha mãe como acompanhante para passarmos uns dias na capital amazonense, seguidos de uma incursão pelo arquipélago de Anavilhanas, a 200km de Manaus. Delícia.

MANAUS Tivemos cerca de dois dias na cidade, o suficiente para fazer um bom roteiro sem muita pressa. Vamos aos pontos altos:

de repente amazonas, boa tarde manaus! uma saúva de entrada quem vai? tem gosto de erva cidreira 🌿

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RESTAURANTE BANZEIRO A boa é comer no Restaurante Banzeiro, talvez um dos mais premiados da cidade, onde servem Pirarucus e Tucunarés a torto e a direito. O caldinho de tucunaré ao chegar é uma cortesia, e uma gentileza local, e todo mundo prova a entrada com purê de mandioquinha e saúvas, que tem gosto de erva-cidreira. Vale pelo exótico, mas é um prazer efêmero, porque a formiga é minúscula, risos.

Theatro Amazonas, templo da Amazônia. Visita obrigatória em Manaus. Luxo danado 👑 #CaionaEstrada #Manaus

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TEATRO AMAZONAS O verdadeiro templo amazônico depois da floresta. Pensar que construíram um teatro tão suntuoso e lindo no começo dos anos 1900, auge do período da riqueza da borracha, em uma obra que demorou 13 anos para ficar pronta e deixou um palácio das artes que explode luxo em cada olhar. A arquitetura, os afrescos, o salão nobre, é tudo lindo demais. Vale a pena fazer a visita guiada, que é super rápida e dá um panorama geral sobre a história do Amazonas.

LOJA BRASIL ORIGINAL A Brasil Original é uma loja criada pelo SEBRAE em um projeto que ajuda os artesãos amazônicos a unirem design em suas criações e desenvolverem produtos sustentáveis, lindos e com um propósito mais comercial. Já que estamos na Amazônia, estamos falando de aldeias indígenas super vulneráveis e que aproveitam a chance para encontrar um caminho mais leve no encontro com o capitalismo. Amei este projeto, comprei pulseiras lindas. Preços super justos, fica no Amazonas Shopping.

ENCONTRO DAS ÁGUAS + PASSEIO DE BARCO PELO RIO AMAZONAS Aula de geografia da sexta série, lembra? O Rio Negro se junta com o Rio Solimões para formar o Rio Amazonas, causando o fenômeno encontro das águas, onde as águas não conseguem se juntar por diferenças de densidade, velocidade, temperatura e outros fatores. Na verdade este foi um episódio triste da minha viagem com a morte do drone Patrícia, que caiu em cheio nas águas. Uma das hélices voou, o drone perdeu o controle e sequer boiou, afundou direto no rio. Ficou a lição de nunca subestimar a força amazônica, que geralmente é recorrente em destruir equipamentos. Procure saber.

HOTEL VILLA AMAZÔNIA Um tesouro a apenas 70 metros do Teatro Amazonas, este hotel foi um achado incrível. Fica em um casarão histórico todo renovado, com piscina de pedra natural, mobiliário insuportavelmente lindo, como cômodas centenárias e cadeiras Sérgio Rodrigues, um café da manhã farto e com frutas regionais, e quartos cheirando a novo. Tem também um bistrô que não cheguei a provar, mas pedi room service algumas vezes e estava sempre delicioso. Super recomendo.

Imersão completa amazônica, também na literatura, salve Hatoum

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LIVRARIA DO JOAQUIM Bem do ladinho do Teatro Amazonas há um quiosque ma-ra-vi-lho-so com um raríssimo acervo de livros amazônicos e nacionais. Joaquim Melo é o livreiro responsável pela loja, especialista em historiografia da amazônia e mestre em sociedade e cultura na Amazônia. Uma figura super interessante para se bater um papo sobre literatura amazônica e brasileira, é claro. Eu e minha mãe ficamos quase uma hora conversando com ele, compramos um dicionário incrível de tupi-nheengatu e uns livros de Milton Hatoum. Quem gostar de literatura vai pirar.

por Tricia Vieira

ORLA DE PONTA NEGRA Ponta Negra é um bairro em Manaus com um quê de Barra da Tijuca, com uns prédios residenciais de luxo na orla. É bem interessante conhecer a orla de rio, revitalizada para o Copa do Mundo 2014, e de repente tomar um banho na praia do Rio Negro. Aproveitei para correr um pouco na viagem, tem um espaço legal para soltar as pernas. Depois da corrida, tomar um açaí no Waku Sese, o lugar mais recomendado pelos locais para tomar um bom açaí sem xarope de guaraná!

SELVA AMAZÔNICA: ANAVILHANAS JUNGLE LODGE

Procurando meu Macunaíma nas águas do Rio Negro @anavilhanaslodge

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O Anavilhanas é um capítulo à parte na Amazônia e traduz bem o conceito contemporâneo do que é o luxo distinto. Imagine um hotel dentro da mata, às margens do Rio Negro, com vários chalés com varandas de vidro, rede, ar condicionado split para enfrentar o calorão, camas box, tv a cabo e tudo o mais. Foi minha primeira vez ~acampando como fazem os ricos~ e confesso que gostei.

O Anavilhanas foi criado há uns 10 anos para preencher uma lacuna turística que acontecia no Amazonas: o turista ia até Manaus mas não conseguia montar um roteiro bacana pela selva pela falta de estrutura in loco. Pensando nisso, Guto e Fabi (que conheci, são super simpáticos e conversadores) se juntaram para construir este sonho no meio da Selva – um lugar que pudesse acolher os turistas com conforto e servisse como base para pequenas explorações pela floresta.

Eis que o Anavilhanas Jungle Lodge começou de mansinho mas ganhou um empurrão midiático importante: um perfil no New York Times escrito pelo jornalista Larry Rother (vocês lembram que esse foi o cara que escreveu que Lula era um álcoolatra?). A matéria é de 2007 e de lá pra cá o Anavilhanas evoluiu bastante. Hoje recebe gringos de todas as partes do mundo: durante a minha estadia estavam japoneses, alemães, americanos e franceses. Aliás, a Amazônia ainda é mais visitada por gringos do que por nós mesmos brasileiros.

coisa marlinda o boto-cor-de-rosa 💕 eles são enormes, fiquei de face @anavilhanaslodge

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Há pacotes com duração de 3 até 6 dias e as atividades são trilhas pela floresta, passeios de barco pelos igarapés e paranás para observação de animais, visita ao santuário dos botos, pesca de piranhas, e claro muito descanso e banho de rio. Os passeios não são nada hardcore, minha mãe que tem 63 anos conseguiu fazer tudo numa boa. É mesmo um lugar de descanso: que tal na sua próxima viagem, ao invés de ir mais uma vez a uma praia, se refrescar no Rio Negro? Aliás, um ponto positivo do Rio Negro é que ele tem menos mosquitos que seu irmão Solimões, por exemplo, por conta da acidez da água e outros fatores. Mas sempre bom levar repelente e tomar a vacina de febre amarela, é claro.

Férias em Cuba: roteiro, onde ficar, o que fazer

Visto Para Cuba

O visto para Cuba é necessário, mas é possível comprá-lo no aeroporto, e evitar a função de comparecer ao consulado ou mandar o passaporte por correio à Embaixada no Brasil. Se você viaja por Copa Airlines, vai precisar fazer uma conexão no Panamá e lá mesmo eles vendem, no check-in. Se você viaja pela Aeroméxico, também pode comprá-lo em Mexico City. Para as demais companhias, melhor verificar antes de viajar! Custa 20 dólares.

Como Chegar

As duas opções mais fáceis são com a Copa Airlines, que tem voos de várias cidades do Brasil (SP, Rio, POA, Recife, Brasília) até a Cidade do Panamá, onde você pega uma conexão até Havana. A Copa normalmente tem ótimo preços e as conexões são rápidas. No meu caso eu usei milhas até a Cidade do México (35.000, super promoção) e paguei o voo de Aeroméxico até Havana, custou uns R$ 1.500.

Câmbio e Táxi

Troque todo seu dinheiro no aeroporto, pois é a melhor cotação da cidade. É a cotação oficial do Banco Central Cubano (lembre-se que é tudo tabelado). A boa é levar euros, e não dólares, pois os dólares são sobretaxados em Cuba. Do aeroporto até o hotel/casa de família espere gastar 25 CUCs, é praticamente tabelado, não pague mais, mas não espere pagar menos. Táxi comum amarelo, os táxis vintage custam mais caro, sobretudo no aeroporto.


Havana Vieja é o centro antigão da cidade, uma mistura de destruição e sítio histórico onde se percorre tudo a pé e nos bicitáxis (táxis improvisados em bicicletas com carrocinhas que levam até duas pessoas) e hoje bastante turística. Catedrais, praças, restaurantes, lojas de souvenir.

Os bares clássicos de La Habana

Visita obrigatória no La Floridita, onde Hemingway tomava seu daiquiri. Mega turístico, mas é um daqueles lugares que tem que ir pra fazer uma foto. Em lugares como o La Floridita sempre entram músicos e começam a tocar a música tradicional cubana, são super talentosos, aproveite. No final, passam o chapeu para você dar uma gorjeta: não seja mão de vaca. 😃 Outro point de Hemingway é a ‘La Bodeguita del Medio’, onde ele tomava seu mojito, mas todo mundo fala que a comida é bem fraca então acabei só passando na frente, sem dar muita atenção.

Passear sem rumo pelas ruas da cidade antiga. Para os amantes de arte, o Museu Nacional de Bellas Artes é uma opção, a parte de arte cubana é bem interessante. Adorei a feirinha da Plaza Vieja, com muitos posters de filmes clássicos cubanos, literatura latino-americana e relógios soviéticos. Entre em tudo sem medo: é muito interessante entrar em qualquer lugar que tenha escrito ‘aquí se paga con moneda nacional’, o peso cubano, pois lá rola a Cuba de verdade. Fiquei de cara com um mercado onde os cubanos faziam suas compras da semana, com a caderneta socialista, onde fiquei horas conversando com o ‘gerente’ sobre a situação de Cuba e como anda o socialismo. Viajar é pra essas coisas. Ah, e La Habana, apesar de meio ‘escura’ é super segura!

COMIDA‘O Reilly 304 e 309: não é um lugar de comida tipicamente cubana, mas de cozinha internacional deliciosa. São dois bares, um em frente ao outro. Ceviche, tacos de lagosta, e um daiquiri de manga incrível. Daiquiri é uma bebida bem típica caribenha, que mistura rum, suco de frutas e vem num copinho hipster. Um dos melhores drinks da viagem, sem dúvida. Já dá pra conhecer uns turistas legais, o staff é lindo.

El Chanchullero: restaurante/bar super animado com um Ropa Vieja (o típico feijão-com-arroz-e-carne-assada-cubano) delicioso e muito bem servido. Eu amei as paredes e a decoração deste lugar, com frases anti-revolucionárias, claramente operado com jovens que não estão tão contentes assim com o sistema comunista.

Uma visita obrigatória é a Fábrica de Arte Cubano, um novo espaço imenso de arte contemporânea de Cuba, onde rolam exposições, DJS, performances, shows, e tudo o mais. É ‘o pico’de Havana. Infelizmente quando fomos estavam trocando as exposições e a FAC estava fechada (ela só abre de quinta a domingo, então você precisa se programar bem), mas o restaurante que fica no topo vale muito a visita, rola uma balada por lá.

Show do Buena Vista Social Club

Fomos buscar um lugar para curtir a noite na terça-feira, e um taxista acabou nos levando no show do ‘Buena Vista Social Club’, que sinceramente parece um show de cruzeiro. Me pergunto se havia mesmo algum componente original do Buena Vista por ali, talvez um ou dois. Meio cafona, mas se não tiver outra opção, vá para ouvir boa música, porque no fim das contas tem muita qualidade, e é divertido. 30 CUCs. A boa mesmo é ir no ‘Casa de La Música’, que tem bem menos turistas e a galera local.

City Tour em carro vintage

Você certamente vai ficar fascinado com os carros dos anos 50 que dominam o cenário de Havana e vai querer andar em algum deles. A carcaça é original, mas os motores estão tunados, portanto, andam super bem. É um passeio bem divertido e que rende ótimas fotos. O Parque da Cidade, ao lado do Capitólio, é um bom point para negociar com os cubanos, custa em média 30 CUCS por hora.

Eles te levam para um city-tour por pontos importantes da cidade, como a Plaza de La Revolución, onde estão as imagens míticas de Che Guevara e Camilo Cienfuegos, herois da revolução, e outros points da cidade. Antes de escolher o carro converse muito com eles para ver quem são os mais divertidos e falantes, porque faz toda a diferença.


No meio do entra-e-sai das locadoras de carro, visitamos o Hotel Nacional, o Copacabana Palace de Havana. Para entrar, você paga 5 CUCs, que se converte em um drink. É realmente lindo e tem o ‘bar dos mafiosos’, um bar super clássico onde você toma o Mojito de La Mafia, que foi o melhor da viagem: eles misturam rum Añejo Especial (mais escuro) com rum normal. Delícia.


Com o carro na mão, fomos passar o fim de tarde na zona de Vedado, outro bairro super importante da cidade, onde acontece a Havana de ‘hoje em dia’. Parada obrigatória na sorveteria Coppelia, cenário do filme clássico ‘Fresa y Chocolate’. Leve pesos cubanos e fique na fila dos cubanos, se você só tiver CUCS, eles vão te direcionar para a área turística, onde você pagará uma fortuna por uma bola de sorvete. Aliás, a Coppelia é mais pelo astral mesmo porque o sorvete é pura gordura hidrogenada.

Ao lado de Havana: Playas del Este

Depois, à tarde, partimos para a Playa Santa María, no mesmo carro conversível, a 30-40 minutos de Havana, pra começar a curtir o mar caribenho. Água cristalina e o primeiro batismo nas piscinas caribenhas.

O grande perrengue que foi alugar um carro

Alugar um carro é maravilhoso porque quem gosta de dirigir se diverte na estrada parando nos lugares, fazendo fotos únicas, conversando com os cubanos, ouvindo as playlists, enfim. Além de que no nosso caso foi bem necesário porque estávamos cheios de malas, equipamentos, drones, e não dá pra ficar entrando e saindo da rodoviária carregando um montão de coisas.

Só que ninguém avisou que para garantir um carro você precisa reservar com no mínimo 30 dias de antecedência. Perdemos o dia inteiro indo a todas as locadoras, que ficam dentro dos hoteis, até conseguir um carro por volta das 16h, depois de muito chororô. Não é barato, cerca de 80 CUCs por dia, mas foi o preço necessário pra nossa independência. As locadoras são estatizadas, como tudo em Cuba. Conseguimos na do Hotel Sevilla, fica a dica. Valeu muito à pena.

Pé na Estrada para Trinidad

Dia para finalmente pegar a estrada para Trinidad, cidade colonial e parada obrigatória entre todos os turistas que passam por Cuba. No caminho, fizemos uma parada maravilhosa na costa entre Playa Larga e Playa Giron. O estresse pra alugar o carro já valeu à pena pelas praias desertíssimas em que paramos, com uma mistura incrível de piscinas naturais verdes e azuis.

Trinidad é o máximo, vale muito à pena. Havana é incrível mas pode ser bem estressante aquele pede-pede dos cubanos e o ter-que-ficar-o-tempo-inteiro-dizendo-não. Imagine que Trinidad é uma cidade como Paraty, Olinda, ou Ouro Preto. Umas mansões coloniais absurdas, as ruas de pedras antigas, todo mundo andando a pé, restaurantes e bares cheios de mochileiros, e uma praça central onde rola todo o bafo: shows de salsa, vendedores de mojito, um fervo. Fizemos uns bons amigos espanhois e fomos parar na boate La Cueva, a música era bem comercial com muito reggaeton, mas é o point da galera.

Hospedagem: ficamos no Hostal Eilynn na Calle Maceo #700, em frente ao Hostal Colina. 30 CUC por quarto para duas pessoas, uma casa colonial belíssima com um terraço no segundo andar, uma acolhida muito simpática e carinhosa! Reverteu a má impressão da casa fria onde estivemos em Havana.

Sobrevivência nas Estradas

Uma dica importante para quem vai viajar de carro por Havana: quando houver internet, abra no Google Maps no seu telefone por cima do mapa de Cuba, com alguns zooms estratégicos nas cidades onde você pretende visitar. É muito fácil se perder nas estradas super mal sinalizadas, então o Google Maps apesar de não conseguir te criar roteiros (pela falta de 4G), te mostra pelo menos onde você está)

Tivemos um dia livre em Trinidad e fizemos um passeio pela Playa Ancón, onde inauguramos o nosso drone! A gente imaginava que o drone era proibido em Cuba, e por isso fomos extremamente discretos usando ele, sempre em lugares muito vazios e longe da polícia. Na verdade, ter entrado com o drone em Cuba foi quase um milagre, porque eles revistam você inteiro quando chega, mas por algum motivo, nosso drone passou despercebido. Se alguém tivesse nos pego, teríamos que guardar o drone no aeroporto e só pegar na saída.

Mas já que passou, fizemos imagens incríveis como estas:

Voltamos para a noite em Trinidad, onde tomamos mojitos na praça central e vimos um montão de salsa, até que começou a chover canivetes. A galera vende mojitos por 3 CUCs

Cayo Guillermo

Pegamos a estrada mais uma vez (250km) em direção a Cayo Guillermo, um paraíso do caribe. Cayo Coco é a praia ao lado mais famosa, Cayo Guillermo é um pouco mais tranquila e tem um esquema maravilhoso: um restaurante à beira mar com peixe e drinks, e uma piscina caribenha verde esmeralda à disposição. Chama-se Playa Pilar (anotem esse nome!)

O caminho é uma emoção à parte, os cubanos constroem uma estrada chamada ‘tetraplén’, que é como se fosse um aterro. Um aterro que cria um istmo (alô aulas de Geografia!) entre as ilhas e o continente, de 40km de comprimento. Estrada fascinante, e vista pelo drone, mais ainda.

Estas praias cubanas são super populares entre os turistas gringos e estão cheias de resorts internacionais, como Meliá, Pestana, mas a gente não tinha budget pra isso. À noite ficamos um ‘hotel de selva’ baratinho, só 30 CUCs para os dois a noite. Super em conta.

As fotos incríveis de Havana são do meu companheiro de viagem Victor Roncally – @roncca

Não deixe de asssitir o ‘Caio na Estrada CUBA’