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11 dicas para uma viagem inesquecível em Amsterdã


A Holanda é um país ainda desconhecido da maioria dos brasileiros. Sim, nós temos um voo direto operado pela KLM desde 1946 com frequências entre São Paulo e Rio de Janeiro para a capital Amsterdã (ou Amesterdão, como diriam os portugueses), mas quantas pessoas você realmente conhece que circularam pelo país e conhecem bem a Holanda?

Preciso confessar o quanto fiquei fascinado com a Holanda vista mais de perto e com calma. Estive lá a primeira vez em um mochilão aos 23 anos, em 2009. Fiquei apenas dois dias e não consegui fazer muita coisa além dos coffee shops, embora me lembre nitidamente da experiência de ficar muito chapado na casa de Anne Frank e ter sido inesquecível. Mas a Holanda vai bem além das garotas de programa, dos coffee shops e dos shows de sexo do Red Light District. Muito além.

O idioma holandês nem de longe é um problema, visto que a grande maioria dos holandeses fala inglês. Este dado é chocante, e ao mesmo tempo explica muito sobre a cultura holandesa. Os holandeses são os pais do neoliberalismo. Eles inventaram o comércio internacional e são super workaholics. Significa que eles fazem de tudo para facilitar o fluxo de dinheiro, seja desde um cafezinho até um container de exportação. Falar inglês é uma necessidade de sobrevivência para um país cuja língua-mãe é dominada por apenas poucas pessoas, em uma posição tão estratégica. Como bom estudante de idiomas que sou, fiquei louco para aprender.

A sensação que eu tive é que Amsterdã é a nova cidade perfeita da Europa para turismo. Na capital holandesa, esta pressão turismofóbica se descomprime com leveza e uma melhor recepção aos turistas. Entre a aspereza do serviço parisiense e a loucura veloz e apocalíptica de Londres, Amsterdã se situa como uma cidade que tem tudo o que você precisa: excelentes lojas, noitadas, parques, museus, e a proximidade das demais capitais, que estão a apenas 2-3h de trem, em média.

Fica a dica para quem está querendo visitar a Europa e quer fugir dos lugares mais batidos como Londres, Paris, Barcelona ou Roma, hoje mais saturadas do turismo.

Parques

A cidade tem vários parques incríveis, em dias de sol, o Oosterpark e o Willemspark são imbatíveis para curtir como os holandeses. Pegue sua bike, ache seu cantinho no gramado e faça o seu picnic com toda a tranquilidade do mundo. Viajei no outono e o cenário é mesmo um sonho, com as folhas acobreadas e avermelhadas pelo gramado. Paisagem raríssima para nós, brasileiros.

Albert-Heijn Supermarket

O supermercado Albert-Heijn é uma instituição holandesa! Ele está por todas as partes da cidade e para mim que sempre gostei de comida on-the-go (não à toa apresento um programa sobre marmitas, né, risos) virou meu lugar preferido para comer. Frutas, queijos, jamones ibéricos, sushis, antepastos, pães, saladas, sopas, sucos, tudo embalado individualmente, cortadinho, higienizado, pronto para comer. É o sonho de qualquer pessoa que viaja, ou mesmo mora só e tem preguiça de cozinhar. Fui todos os dias e sempre passava lá antes de qualquer picnic. Preços excelentes.



Museus

Amsterdã tem mais de 50 museus! No fim das contas, acabei indo apenas em um pequeno museu chamado Moco, na Museumsplein, esplanada onde ficam situados o Rijksmuseum, o “Louvre” da Holanda, e o Stedelijk Museum, o museu de arte contemporânea da cidade. Fui no Moco principalmente porque havia uma exposição de Bansky, quem eu adoro.

Este lance de ver museus é sempre uma contradição: não consigo ver mais do que um ou dois por dia, para poder decantar a arte com um pouco mais de calma. A minha lista de museus que eu não gostaria de ter deixado de ir, e que ficam mercadinhos para a próxima viagem: Van Gogh, Rijks, Stedelijk, Eye Museum, etc. Como eu já senti que me apaixonei pela cidade, vou querer voltar a Amsterdã várias vezes e posso vê-los no futuro! Lembrem-se: turismo é para se divertir e se inspirar, e não sair que nem um louco marcando check numa listinha de que foi lá e fez.

Daily Paper

Provavelmente a marca mais cool de streetwear de Amsterdã, para quem gosta de roupas com essa pegada meio skate/street urbana. Design minimal, excelentes formas, fotos de campanhas maravilhosas, lojas bacanas e staff lindo. Adorei ter descoberto essa crew, comprei uma camiseta e pochete.

Nine Streets

Sabemos que os brasileiros tem taquicardia quando chegam de uma H&M porque encontram tanta roupa barata num lugar só, mas é muito interessante ver a cena mais autoral de design holandesa. Há muitas marcas de produtos de design que vão além das roupas, como móveis, sapatos, objetos de decoração e a maioria delas se situa na região de compras da Nine Street, na região dos canais. Vale à pena conhecer.

De Pijp

Um casal de amigos meus atualmente mora em Amsterdã e nos últimos dias da viagem fiquei na casa deles no charmosíssimo bairro De Pijp (lê se Dê Páipe). É um bairro que está a 10 minutos dos canais de bicicleta, mas tem todo o charme e a tranquilidade de uma Amsterdã mais residencial e um pouco menos barulhenta. Acho uma dica muito boa de localização para quem curte mais AirBnBs do que hotéis. Ficar no Red Light District não é legal.

Coffee-Shops

Sim, a maconha é descriminalizada em Amsterdã e você pode comprar até 5 gramas da erva para fumar nos coffeeshops ou em casa. Fumar na rua é ilegal, embora vez por outra você sinta o cheiro de maconha na rua e não veja repressão policial acontecendo por isso.

O Coffee Shop mais famoso é o Bulldog, que tem quatro unidades na rua mais movimentada dos canais do Red Light District. É um ponto turístico obrigatório, mas há outros mais legais, como o Bagheera, em estilo neo-raver, e o BlueBird, que tem um astral bacana.

A maconha é muito mais forte e pura do que a que se consome no Brasil, comece devagar com variedades de sativa, que te deixam mais animado. O tipo indica é para quem é mais experiente e quer uma onda mais introspectiva.

Nos coffee shops não se bebe álcool: tome café, chá, água, refrigerante, e brise muito.

Amsterdam Dance Event

O AME (Amsterdam Dance Event) é um super festival de música que acontece em Outubro e durante todos os anos a cidade se transforma para receber artistas do mundo inteiro. A vibe é fantástica, os line-ups absurdos, os clubes enormes e cheios de pistas não-convencionais, iluminações malucas, soundsystems poderosos, enfim. AMS é uma das mecas mundiais da música eletrônica, fiquei de coração partido por não poder ficar mais tempo. Espero voltar na próxima!

Volkshotel

Muito bom, muito bonito e preço muito justo. O VolksHotel foi uma grande surpresa da viagem para mim. Imagine um prédio de oito andares com boate, café, coworking, restaurantes (no plural), ioga, rooftop, sauna, tudo com o design mais absurdo e milimetricamente conceitual.

O Volks é também divertido – o staff muito alegre e simpático faz a diferença, o café da manhã é um banquete, e os quartos são sensacionais. O meu tinha um telão enorme com Netflix, Chromecast, Youtube e tudo mais que um millenial pode desejar. Era tão bom que às vezes dava raiva de ter que sair pra rua. Um perigo. As diárias custam em média 90-100 euros.

Norte de Amsterdã

O Norte de Amsterdã é a ‘nova fronteira’ da cidade, um fenômeno tal qual o Brooklyn representou em Nova Iorque alguns anos atrás. A região é ligada ao centro de Amsterdã por um ferry boat gratuito que funciona 24 horas e liga as regiões em poucos minutos. Bicicletas são permitidas no ferry, é claro.

Lá no Norte descobri um dos lugares mais bacanas da cidade, o FC Hyena. Restaurante delicioso num armazém onde também funcionam duas salas de cinema com ótima programação. Lugar frequentado por millenials criativos, super ligados em moda, cultura, arte. Fiquei apaixonado por esse lugar, se morasse em AMS iria frequentar sempre. Quero voltar!

Alugar uma bicicleta

O metrô de Amsterdã funciona bem, os trams também, mas realmente não há comparação entre transitar de bicicleta como um bom amsterdamer. As ciclovias tem faixa dupla de ida e volta, a cidade é completamente organizada para o trânsito de bicicletas, a grande maioria do território é de planície, pedalar é seguro, prático, um bom exercício e é muito mais rápido do que ficar esperando o trem chegar.

O lado negativo é que não é muito barato: as locadoras de bicicleta se aproveitam um pouco do fato da cidade ser tão bicicletável e cobram em média 17 euros por dia para alugar um bike. Achei caro. Mas valeu cada centavo, acreditem.

Detox no Sul da Índia: tudo sobre o Panchakarma!


Sorriso durante o quarto dia de Panchakarma, um dos dias que me senti mais leve em toda minha vida.

Por que fazer um retiro de desintoxicação?

Neste post descrevo com detalhes a minha experiência vivida em Setembro/Outubro de 2017 em um centro de medicina ayurvédica localizado na região do Kerala, no Sul da Índia. O ayurveda é uma tradição indiana que hoje se populariza pelo mundo como um caminho terapêutico holístico para encontrar o equilíbrio corporal e mental.

O outro, sempre ele. O outro não sou eu, nem você que está lendo. O outro é a terceira pessoa que está oculta nesta conversa. É a pessoa em quem inconscientemente eu quero chegar o tempo inteiro. Você também pensa nesse outrem. É a pessoa para quem você vai falar bem ou mal deste post. É a pessoa que você vai taguear nos meus posts e fazer com que minha mensagem circule mais, e mais.

Minha exigência com o outro parte desta necessidade inexplicável de ser admirado, querido, aceito. Tudo isso parece normal, mas temos algo que potencializa a presença do outro nas nossas vidas: smartphones, redes sociais e vidas inteiras financeiras e profissionais baseadas neste mundo virtual.

O superego construído a base de likes, comentários e afagos virtuais. Se me serve de consolo, eu sei que não sou o único que se sente pressionado pelas redes sociais. Sei mesmo até que devo oprimir muita gente — a linha entre opressão é inspiração é bem tênue. A internet amalgamou a inveja, potencializou os ególatras e produziu ansiosos em massa.

Trabalhar o tempo inteiro, sem parar, faz muito mal à saúde. A cabeça a mil, a vontade de criar impacto, tudo isso nos move, mas nos distancia da nossa essência. E obviamente, a pressão por viver ‘todos os dias como se não houvesse o amanhã‘ apenas amplifica o desamparo. Então eu levei o work hard, play harder bem à sério, para também desafogar a intensidade da minha vida profissional.

Eu não conseguia perceber o quanto este estilo de vida alimentado por jobs, hashtags, celebridades e muito fervo me faziam mal até não conseguir curar gripes, sinusites, dores de garganta, dores musculares, torcicolos. Tudo foi se somando, e eu comecei a me fragilizar cada vez mais. Minhas mãos e pés formigavam. Eu não conseguia respirar direito, pensar direito, dormir direito. Ansiedade.

Eu não conseguia encontrar a resposta em nenhum dos clínicos gerais, otorrinos, e psicoterapeutas que eu frequentei nos últimos meses. Não existe diagnóstico ou tratamento para uma pessoa que não para, não desliga, não descansa. Eles me medicavam, eu voltava sentindo as mesmas coisas, eles me perguntavam: você fez repouso? Eu sorria, de nervoso.

Eu decidi tirar um tempo. E parar é a palavra mais assustadora que você pode sugerir a um millenial, porque na sociedade da velocidade e da informação-capitalismo, um parado é um improdutivo, um ineficiente, um reles? Paro, logo inexisto.

Mas eu não poderia mais empurrar a minha existência em nome do próximo trabalho, da próxima parceria, do próximo rolê, porque meu corpo e minha mente cansaram do outro. É hora de entender ‘o que porra estou fazendo aqui’. Nós mesmos estamos nos acabando para impressionar o outro.

Decidi radicalizar. Resolvi fazer um retiro de ayurveda. Comprei a passagem e estou, neste momento, sobrevoando o Atlântico a caminho de Paris, em seguida Bombaim, e por fim Trinvandrum, aeroporto de entrada para a região de Querala, no Sul da Índia, onde nasceu o ayurveda.

A CAMINHO DAS ÍNDIAS

Aeroporto de Mumbai. Foto Robert Polidori
Mumbai (Bombaim) é uma das principais cidades indianas, junto com Nova Delhi, cada uma com 20 milhões de habitantes. A cidade sofrera um dilúvio por dois dias inteiros, o que criou um verdadeiro caos no aeroporto. Do pouso até o portão de desembarque, levamos duas horas esperando por uma vaga para estacionar. Pus-me a conversar com os vizinhos de fileira: um editor de uma revista sobre granjas (nunca soube na minha vida que existia este mercado editorial), e um pastor cristão que acabara de vir da comemoração dos 500 anos da Reforma Protestante, na Alemanha.

Contei-lhes o objetivo da minha missão na Índia e receberam o tema, para minha surpresa, com muita familiaridade. Falaram maravilhas do ayurveda, inclusive que a irmã de um deles tinha se curado de um problema de coluna após passar um mês em um centro de tratamento na mesma região onde eu me destinava, o Querala, e que meu prognóstico era muito bom: eu sairia de lá um novo homem.

Papo vai, papo vem, falo da minha profissão, da correria, pressão, do momento louco que o Brasil vive, e o pastor começa um lindo sermão, dizendo que esta minha aventura pela Índia era necessária para que eu voltasse a ser uma pessoa mais humilde e me colocasse diante do mundo como apenas mais um dentre bilhões de pessoas. Parecia Vivaldi nos meus ouvidos, tudo o que eu queria ouvir, que carinho.

Seguimos o textão, quando ele me diz que meditação, yoga, ayurveda, todas essas coisas são muito boas, mas são temporárias. O que realmente deixa um homem feliz é Jesus Cristo dentro do coração. Conseguimos um finger para desembarcar. Na hora certa. Amém.

Eu simplesmente decidi que queria fazer um detox ayurvédico porque era a única maneira que eu conseguiria parar de verdade e me reorganizar. Sim, é claro que eu poderia ter feito um detox no Rio, na minha casa, com algum acompanhamento médico, mas a tentação em casa é muito grande. Acho que o grande aprendizado desta vivência vai ser a resignação de tudo: do álcool, das festas, do chocolate, da velocidade. Aqui não tem socialzinha com os amigos, não tem açaí na esquina, não tem choppinho no Baixo Gávea pra dar uma relaxada.


Comecei a procurar no Google lugares onde poderia fazer esta vivência e descobri que os melhores lugares do mundo estão aqui no Kerala, região onde nasceu o Ayurveda. Há resorts chiquérrimos com vista pro mar, há lugares super simples, há lugares medianos, e há hospitais ayurvédicos. Como eu não tenho nenhuma condição grave de saúde, como uma doença auto-imune por exemplo, passei longe do hospital. Há muitas pessoas com doenças graves que decidem se tratar em hospitais ayurvédicos na Índia com sucesso: um exemplo que ficou conhecido no Brasil foi o de Laura Pires, diagnosticada com esclerose múltipla. Quando voltou, Laura publicou vários livros, entre eles ’Nutrindo Seus Sentidos’, um best-seller.


Optei por um lugar de preço e luxo medianos, que cabiam no meu bolso sem agredir. Escolhi o Athreya Ayurvedic Resort. Em tempos de Black Mirror, este lugar valia 5 estrelas, de um total de 5 no TripAdvisor. Acho importante falar isto porque este dia realmente chegou, em que estamos baseando nossas escolhas através do ranking virtual. Restaurantes, hotéis, companhias aéreas, cursos, crushes, e por que não, retiros? Vários amigos me criticaram por entrar em uma “aventura” sem calcular os riscos reais, sem referências, sem alguém conhecido. Mas quantas pessoas vocês conhecem que foi a Índia para um retiro detox ayurveda? Confiei nos ratings, e cá estou.

Fui levado ao meu quarto, que me surpreendeu pela amplitude e conforto: cama de casal, ar condicionado, banheiro próprio, varandinha particular com vista para o rio. Ótimo para ficar quinze dias, tinha até ar-condicionado, que eu jamais liguei.


O processo começou antes mesmo de sair do Brasil, quando enviei um e-mail para o Athreya e recebi uma resposta do Dr. Srjit, responsável pelo centro aqui na Índia. Ele envia um questionário enorme para que a gente preencha detalhes sobre a nossa saúde, e entra em contato alguns dias depois via Whatsapp com um diagnóstico, previsão de cura e mais detalhes. Ayurveda moderninha, né? Quando cheguei no retiro, era como se a gente já se conhecesse. Eu não me apaixonei por ele à primeira vista, mas depois entendi que ele é um sujeito sábio.

O RESUMÃO DO AYURVEDA

Eu não sou um especialista no assunto, então não me sinto à vontade de discorrer sobre o ayurveda como se fosse um tema do meu domínio – indico o livro Ayurveda: saúde e longevidade na tradição milenar da Índia, do Dr. Danilo as como praticante, posso fazer um resumo. Ayurveda é uma junção de duas palavras em sânscrito: ayus, significa vida, e veda significa ciência, ou conhecimento. A vida é encarada com uma definição complexa que combina o corpo, sentidos, mente e o espirito. A boa saúde é a combinação dos nossos aspectos vitais, além do equilíbrio físico, inclui a harmonia mental, espiritual e emocional. Parece óbvio, mas a classe médica científica raramente consegue nos enxergar desta forma.


O objetivo do Ayurveda é preservar e lapidar a saúde das pessoas saudáveis, prevenir as doenças, e harmonizar as pessoas enfermas. Simples assim. Associa-se muito também o ayurveda ao rejuvenescimento, significa, um corpo em harmonia adoece menos e por isso mantém-se mais saudável.

PANCHAKARMA

O processo de desintoxicação ayurvédica tem nome e tradição: panchakarma. O panchakarma é um ritual milenar ao qual qualquer pessoa pode se submeter, com o objetivo de melhor a saúde a qualquer grau. Pode ser curativo, rejuvenescedor, como você e o seu médico designarem. Totalmente diferente da cultura do ‘suco detox’ que a gente tem no Brasil, um bom panchakarme é coisa séria e demora pelo menos duas semanas para ser feito com sucesso. Panchakarma não é comer saladinha e cortar o refrigerante, como as revistas de fitness no Brasil insistem em nos convencer do que deveria ser um ritual de desintoxicação.


Assim que você chega no Athreya,vai direto para o centro de tratamento receber uma massagem abdominal bem vigorosa, seguida de uma massagem no pescoço e cabeça e um banho de ervas. A massagem abdominal se repete por vários dias durante o tratamento, explico o porquê: a maioria das nossas toxinas se acumula na região do estômago e dos intestinos. Dependendo do seu dosha em desequilíbrio (kapha, pista ou vata), cada uma das áreas fica mais vulnerável: estômago para kapha, intestino delgado para pitta e intestino grosso para vata. A massagem é mesmo para fazer com que essas toxinas ‘descolem’ das paredes dos órgãos e possam ser eliminadas.

Dia 01

Depois de quase 48 horas de viagem, eu lembro que cheguei exausto e um pouco tonto no centro. A chegada foi por volta das 16h, onde recebi a massagem abdominal, massagem muscular na área do pescoço e costas e o meu primeiro shirodara, um banho de coalhada na testa, muito recomendado para quem tem pitta agravado. É uma terapia recomendada para casos de ansiedade, raiva, agitação. Terminamos com um banho de água quente e ervas por todo o corpo, para relaxar o corpo. Aliás, água quente é algo muito subestimado por nós porque vivemos num país super quente, mas só quem tem dores musculares sabe o poder de cura que a água quente tem.


Sala de tratamentos do ayurveda com maca de madeira. Frequentei esta sala durante todos os dias do detox, mais de uma vez por dia.

Dia 02

O vamana era o procedimento que eu mais temia porque todas as memórias que tenho de vômito são de cachaças muito mal tomadas ou de comidas horríveis que passei mal algum dia. Mas se revelou incrivelmente simples, na verdade. Preparam uma bacia (mesmo, enorme) com uma mistura de ervas e te dão um copo. Você enche o copo e toma repetidas vezes esta mistura até vomitar. Vomitei seis vezes. Esta terapia auxilia a limpar o estômago, o primeiro lugar por onde passa a desintoxicação. Neste dia li um livro de Gandhi, com muitos ensinamentos sobre o poder da religião, o que me estimulou a rezar o tempo inteiro sempre que algo me afligisse ou me entediasse. Uma boa lição inicial: se reconectar com o divino.

Dia 03

Importante dizer que nos primeiros dias, você come a mesma refeição no café da manhã, almoço e jantar: feijões verdes (calma, não é igual o nordestino), buttermilk curry e kanji. A princípio é até gostosinho, mas a partir da quinta vez eu já estava muito mal-humorado. Resistência.

É dia de virechana, ou terapia de purgação, ao tomar uma mistura de mel e ervas o efeito é drástico: diarreia. Fisicamente foi o pior dia das terapias, me senti muito fraco, cheguei a ir ao banheiro vinte vezes. A purgação limpa além do intestino delgado, o fígado e pâncreas. Faz todo sentido depois de tantos anos de farra este ser o dia mais vulnerável, risos. Praticamente não comi o dia inteiro, porque não aguentava mais repetir a refeição-padrão, e tive muito desejo de comida não-Indiana: açaí, batata frita, feijoada, galeto, peixe na brasa, e muito chocolate. Foi bom para refletir como sou viciado em doces, algo que não tinha percebido em mim até então.


O dia-a-dia simples da alimentação ayurvédica

Dia 04

Um dos melhores dias do tratamento. Me senti cheio de vida, leve, sorridente, com a pele bonita, os olhos brilhantes e o sorriso incrivelmente claro. Parecia que tinha passado por um dentista. Meus olhos tinham muito brilho. Resolvi postar essa foto no Instagram. Recebi muito carinho, mas depois me arrependi da exposição. Decidi não postar mais fotos minhas durante o panchakarma e fechar este canal energético até sair daqui efetivamente. Comecei a ler Dias Bárbaros, vencedor do prêmio Pulitzer de Melhor Biografia. Super livro, especialmente para alguém que gostaria de escrever algum dia, como eu.

Dia de enema, onde introduzem por via retal uma decocção de ervas para limpeza do intestino grosso, para acalmar o dosha vata, em desequilíbrio no meu corpo por causa da minha velocidade excessiva. Mais massagens, aliás, o médico ayurveda explicou que todas as massagens, além de relaxarem o corpo, servem para ‘derreter’ as toxinas, liquefazê-las, levando-as para o intestino, o caminho de saída. O intestino é também o órgão responsável pelo controle da imunidade.


Os horários das refeições. Perdeu o horário, fica com (mais) fome (ainda).

Dia 05

Um dia bem difícil emocionalmente, onde eu realmente senti a resignação e comecei a me questionar o porquê de estar aqui. Me perguntei muito por que eu não estava “aproveitando” minhas férias para conhecer a Índia do Taj Mahal, do Rajastão, de Goa, os templos, os temperos, os ritmos, e estava vivendo essa experiência tão monástica dentro de um retiro? Por que não estava vivendo a minha ‘juventude’ pelas ruas? Por que não estava com o Happn ligado procurando crushs em Nova Delhi? Nesse dia me passou tudo na cabeça, até vontade de abreviar minha viagem e sair do retiro em dez dias, ao invés de quatorze, para ter mais tempo livre para passear.

No fim do dia, fiz psicanálise por Skype com meu terapeuta, como sempre faço quando estou viajando. Discutimos meus dilemas do momento: Édipo, o Rei, Narciso, mitologia rivalitária. Tomei fôlego e resolvi ficar quatorze dias, como previsto anteriormente. Para mim é muito importante resistir à tentação do poder, de decidir, de mudar de rota. Algo que estou trabalhando na minha ‘maturidade’ é não só o poder de tomar decisões, mas de viver plenamente as consequências delas. Não é hora de desistir.


Curry de manhã, de tarde, e de noite

Dia 06

Um dia tranquilo, bastante feliz porque finalmente parece que ouviram as minhas preces e deram uma ‘melhorada’ na comida. O curry estava menos forte, teve melão de sobremesa, um arroz delicioso com tâmaras e passas. Comi como não havia me alimentado todos os dias. Perdi 2,5kg nos primeiros dias e cheguei a ficar preocupado.


Me senti bem mais vigoroso nas sessões de yoga, que acontecem às 05h30 da manhã, horário delicioso, com o canto dos pássaros e da natureza, e às 17h, para encerrar o dia. Conheci melhor Jay, nosso mestre yogui, muito educado. Finalmente voltei a conversar com as pessoas, como as vizinhas da França, e as recém-chegadas da Austrália. Estava calado todos esses dias, e na verdade sigo sem muita conversa com a galera, afinal, já falo tanto na minha vida. Falo até demais, às vezes.

Eu não tinha trazido desodorante porque queria fazer uma linha mais natural, harebo. Mas eu mesmo não conseguia suportar o meu cheiro que estava a puro curry, e resolvi ir na rua procurar um — além de uma acetona porque estava com uma unha toda mal pintada. No supermercado tinha um Oreo. Meu coração disparou, mas não comi, voltei pra casa, com saudades.


A vaca do Athreya: magrinha né? Mas toda trabalhada no Sacramento. As índias são super sagradas na Índia, e no Kerala não é diferente.

Dia 07

Comecei a perceber um padrão onde tinha um dia bom e um dia ruim. Tanta instabilidade, dizem os médicos, é normal, enquanto você recebe um tratamento nos moldes do ayurveda. É o nosso corpo querendo repetir padrões de aceleração versus o ambiente te trazendo para outra velocidade.

Quarto e penúltimo dia de enema, aliás, sabe o que tem dentro de um enema? Entre ervas, óleos e mel, uma pitada de xixi de vaca destilado. Eita.

Dia 08

Pela primeira vez resolvi sair um pouco do retiro para dar uma volta pela cidade. Kottayam é bem precária, tem algumas lojas que vendem coisas de plástico, eletrodomésticos, umas roupas feias, nada demais. Acabei descobrindo um shopping, onde fui em busca de um cartão de memória para câmera. Encontrei uma loja de tortas com 16 sabores diferentes, fiquei estarrecido, saí correndo, muito desejo de doces. Falta de sexo também.


Terapeutas mulheres para clientes mulheres, terapeutas homens para clientes homens. Os tratamentos são feitos sempre sem roupa.

Dias 09 e 10

Dia de iniciar uma nova terapia, o nasya. Nasya é um procedimento onde eles vaporizam o seu rosto e depois colocam um líquido nas narinas para você expelir o muco do sistema respiratório. Para mim, especialmente, muito bom para ajudar na sinusite. Me incomodou muito, então é um sinal de que realmente precisava.

Estou até melhorando no yoga — tenho a flexibilidade de um senhor de 70 anos. Adoraria ser bom nisso um dia, me faz muito bem. Yoga e ayurveda tem tudo a ver.


Dia 11

A galera inventou um passeio pelas backwaters do Kerala, um roteiro turístico famoso no sul da Índia. São vários canais e encontros de braços de rio com o mar. Alugamos um barco enorme e ficamos lá curtindo o por do sol tomando água. Ah se fossem outros tempos, eu pensei. Tive uma miragem e vi aquele barco cheio de amigos, cerveja gelada, o DJ tocando Caetano. Saudades de Fevereiro na Bahia.


Marari Beach, balneário indiano. Para quem tá acostumado com as praias do Nordeste, a praia indiana não chega aos pés!

Dia 12

Quarto dia seguido de nasya, sinto que minha respiração está bem melhor. Decidi sair mais uma vez do retiro para conhecer a praia de Marari Beach, famosa por ser paradisíaca. Um lixo a ceu aberto, cheia de urubus, fiquei traumatizado. O mar, apesar de tranquilo, tinha banho interditado por causa das monções, que trazem muita sujeira dos rios para as praias. Acabei me enfiando em um resort onde o Paul McCartney já ficou hospedado, pagando o day use e curtindo o entardecer. Comida maravilhosa: neste dia eu acabei fugindo da dieta ayurveda, comi um biscoito e tomei um chá no hotel. Senti o açúcar percorrer meu corpo, sério.


Um dos terapeutas que me acompanhou no processo inteiro, Sri.

Dia 13

Último dia de retiro! Últimos tratamentos, uma massagem maravilhosa, inesquecível, feita com um saco de arroz quente sobre os músculos, melhor que transar. Última consulta com o Dr. Sryjit, que passou remedinhos para levar para o Brasil, para a sinusite, dores musculares e ansiedade. Espero que a alfândega não me encha o saco. Me despedi de todos os amigos e preparei as malas para seguir viagem para o Norte da Índia. Eu teria direito a mais uma manhã de tratamento, mas preferi ir logo para Delhi porque tenho poucos dias livres no país.

Conclusão

* Valores (média): 13 noites x R$ 400 = R$ 5.200. Inclui hospedagem, alimentação, yoga, transporte para o aeroporto
* Amei a experiência como uma introdução ao mundo ayurvédico, as massagens são uma delícia, o descanso é rejuvenescedor.
* Senti falta de receber mais conhecimento, aulas de ayurveda, saber melhor o que estava comendo e porque estava comendo aquilo.
* Senti também falta de mais aulas de meditação, além do yoga. Técnicas, pranayamas. Preferia que não houvesse internet nos quartos, teria ficado mais desconectado.
* Há pessoas que voltam até mais de dez vezes ao Athreya, como um senhor incrível da Espanha que estava por lá. Não sei se eu voltaria pra lá porque gosto de variar as experiências, mas é importante dizer que não são quinze dias de massagens que vão curar as noias da sua vida inteira: é importante levar os ensinamentos pra casa

Airbnb Experiências: novo serviço da plataforma permite reservar ou ser o anfitrião de rolês

O Airbnb é uma plataforma comunitária de acomodações que transformou muito do nosso jeito de viajar, descobrir cantinhos para hospedagem e até mesmo criar anúncios de espaços para que outras pessoas se hospedem. E agora a empresa, fundada em 2008, surge com uma nova proposta no universo das viagens que promete nova metamorfose no nosso jeito de conhecer lugares novos ou de receber viajantes em nossas terras.

O negócio é que agora também é possível ser um anfitrião de experiências, que são “excursões ou outras atividades desenvolvidas e guiadas por anfitriões locais”. Isso significa que você pode organizar o acesso de viajantes a pontos específicos da sua cidade, da sua comunidade, da sua cultura e daquilo sobre o que você possui conhecimento. Bem massa, né? Para sermos mais claros, o anfitrião pode oferecer uma imersão de alguns dias ou experiência de um dia em coisas como passeios por botecos tipicamente cariocas, bairros com os melhores graffitis de São Paulo, um dia degustando cafés com um barista bonzão etc., para dar alguns exemplos.

O serviço começou a funcionar aqui no Brasil em junho e por enquanto só rola no Rio de Janeiro e em São Paulo. De acordo com o Airbnb, a ideia é que o oferecimento de experiências amadureça e dê bastante certo nessas cidades antes de que se estenda a outros destinos do país. Várias experiências no Rio e em SP já estão disponíveis lá e vale dar uma passeada (do mesmo que a gente adora pesquisar apês e casas pra alugar, né? Kkk). Além disso, se você tem viagem marcada pra fora do país, essa certamente é uma boa chance de incluir no roteiro programas inusitados e cheios de informações típicas do lugar da vez.

Teve uma ideia de experiência para oferecer? Cola lá no site do Airbnb e dá uma olhada nos padrões de qualidade que eles buscam para entender melhor o processo. Depois é só desenvolver e montar a sua proposta de experiência e enviar para a comunidade, que irá avaliar se sua proposta atende aos padrões de qualidade e entrará em contato com os próximos passos. É você quem define quando hospedará a experiência, além de tamanho do grupo e valor.

Outra coisa muito legal é que também existem as Experiências Sociais, um braço dessa iniciativa que abarca organizações não governamentais e abre a possibilidade de que voluntários, funcionários ou membros do conselho de ONGs registradas criem experiências cuja renda, nesse caso, é 100% revertida à própria ONG, além de incentivar o conhecimento e o envolvimento de pessoas com causas importantes à cidade.

Quem já tá se coçando pra pegar o avião, o busão ou o navio? Vale clicar aqui pra tirar maiores dúvidas.

#partiu!

Fotos: Annie Spratt, Anete Lusifa, Ishan @seefromthesky, Jack Alexander e Clem Onojeghio (Unsplash)

Fim de semana LGBT em SP: fique por dentro dos rolês da cidade

É chegado aquele momento do ano, em São Paulo, onde a celebração da diversidade e do amor em todas as suas formas entra em pauta com a realização da 21ª edição da Parada do Orgulho LGBT da cidade. O evento é um dos maiores de seu tipo no planeta, o que significa que, no dia 18 de junho, a Avenida Paulista estará lotada numa estimativa de 3 milhões de pessoas que comparecem para gritar seu orgulho, apoiar a causa e se divertir.

Antes de se jogar nas dezenas de atrações da Parada, no entanto, você pode aproveitar todo o fim de semana de atrações voltadas ao público LGBT e simpatizantes, até porque a São Paulo, nessa época do ano, recebe turistas de outros estados e até de outros países, que pintam por essas bandas em busca de celebrações do tipo. A Prefeitura estima que 20% do público da Parada seja de turistas, ou seja, cerca de 600 mil pessoas!

Paulo Pinto

Na sexta-feira, por exemplo, saiba que os caminhos nos levam para o Milkshake Festival! Essa é a primeira edição brasileira do rolê que acontece todo ano em Amsterdã, na Holanda, com o objetivo de celebrar a diversidade e a liberdade. É só amor e respeito dos portões pra dentro! Muito massa que essa é a primeira vez do Milkshake fora da Holanda e o babado promete ser forte, com muitas atrações gringas e também brasileiras, todas pensadas de acordo com a proposta do festival, claro.

O Milkshake rola na Barra Funda, no “Milkshake Park”, e terá três palcos. Nomes como Hercules & Love Affair, Cookachoo, Doppelgang, Jaloo, Pabllo Vittar, Karol Concá, Banda Uó, Linn da Quebrada entre muitos outros farão a nossa alegria, além de cinco blocos de carnaval e ainda as festas Selvagem, Batekoo e Tenda. Tá achando pouco? O festival começa às 16h da sexta-feira e vai até o dia seguinte, com um after oficial de 5 horas. Ufa!

Clica aqui para visitar o site oficial (ingressos a partir de R$ 75,00) e dá um saque no vpideo abaixo pra saber mais:

O sábado você pode tirar para descansar e se recuperar e no domingo é dia de colar na Paulista pra Parada. Nomes como Daniela Mercury, Anitta e Naiara Azevedo passarão pelo trajeto que vai da Paulista ao Anhangabaú. Chegando lá ainda tem discotecagem pra seguir animando. Mas a Parada não é só sobre festa, aliás pelo contrário, ela é um momento de fomento de orgulho e de união e também um momento de lembrarmos à cidade, ao país e ao mundo que intolerância e preconceito ferem, excluem e matam todos os dias. O tema do evento em 2017 é “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico”.

Pra quem chega antes da sexta-feira, vale lembrar que a Parada LGBT conta com outras programações, como a Feira Cultural LGBT que rola no Vale do Anhangabaú na quinta-feira, dia 15. A Pinacoteca de São Paulo também traz uma programação especial para o fim de semana, com atividades culturais relacionadas a questões de gênero e sexualidade. Entra no site oficial da Parada pra ficar por dentro de todas as atividades! E vale lembrar que São Paulo é uma cidade super gay friendly, então clica aqui pra ficar sabendo de todas as possibilidades, programações e afins voltados à comunidade.

O amor é livre!

Uma plataforma que conecta viajantes a hospedagens pelo trabalho voluntário: conheça a Worldpackers

Sabe aquele esquema já conhecido dos viajantes, que te permite se hospedar de graça num hostel em troca de trabalho? Pois é, o Worldpackers é uma comunidade online criada para organizar as demandas o tipo entre hospedagens e viajantes, reunindo geral num único lugar e fazendo o intermédio entre um e outro. Massa né?

O site nasceu das experiências de vida de dois amigos, Riq Lima e Eric Faria. O primeiro é um economista que largou seu trampo para viajar o mundo com pouca grana e abusando da criatividade durante 4 anos. O segundo é um contador que viajou para os Estados Unidos para estudar inglês e acabou ficando por lá durante uns 4 anos, sendo que os primeiros 2 anos foram gastos ajudando em hostels de San Diego em troca de acomodação. Esses amigos juntaram sua experiência e sabedoria para criar esse site que pode ser o que você estava precisando para agitar uma viagem agora.

Riq e Eric

O objetivo do Worldpackers é o de tornar viagens mais acessíveis para quem tá atrás de uma profunda vivência de troca cultural. Muito provavelmente você voltará com uma bagagem bem mais rica ao fazer esse tipo de rolê, porque inevitavelmente conhecerá uma galera de lugares variados, pode aprender coisas novas e/ou melhorar suas habilidades e, claro, ainda terá bastante tempo para passear e conhecer a cidade que escolher, com chances de ganhar umas dicas de insider pra isso.

Além do work exchange, que é a troca clássica de hospedagem por trabalho, você também pode optar por experiências de impacto social (voluntariado em ONGs, escolas e projetos sociais) e natureza e bem-estar (processo de aprendizado em fazendas, ecovilas e institutos de permacultura). E a plataforma conecta 531 mil vajantes e anfitriões pelo mundo; ou seja, impossível não encontrar uma oportunidade que se encaixe com o que você busca.

O esquema do site é bem simples e autoexplicativo: primeiro você cria o seu cadastro com todas as informações solicitadas. Lembrando que um perfil bem completinho é mais eficaz! Você deve colocar as infos básicas, tipo foto, cidade e país, línguas que fala e tal, e também as suas habilidades, que irão ajudar a plataforma a encontrar as hospedagens perfeitas.

Sim, tem que rolar match! Isso quer dizer que as suas habilidades e buscas devem casar com as necessidades do trabalho voluntário que te chamou a atenção. Você também pode ver o que cada lugar oferece (tipo só café da manhã e acomodação ou todas as refeições, além de coisas como Wi-Fi e bicicleta) e a maioria dos lugares costuma oferecer o básico hospedagem + café da manhã, ou seja, mais ou menos a mesma coisa de se hospedar por conta própria.

“Beleza, mas é totalmente gratuito?”. Não! A cada viagem que você decide fazer uma taxa é cobrada, mas ela é bem baixa e vai sair mais barato do que pagar a hospedagem sim. A maioria das taxas custam US$ 30,00 ou US$ 50,00, mas existem outros valores nesse meio. Quando você se inscreve convidado por alguém, você ganha US$ 10,00 e um código que você usa pra compartilhar com amigos que, ao se candidatarem a uma vaga, mandam US$ 10,0 de volta pra você! Ah, e a taxa só é cobrada caso a viagem role de fato, se rolar alguma treta ou imprevisto eles devolvem a grana.

Seja num orfanato em Uganda ou num hostel na Noruega, será que é agora que aquela trip sai do papel?

Um mini-guia de São Paulo para quem vai ao Lollapalooza

Entre os dias 25 e 26 de março São Paulo recebe mais uma edição do Lollapalooza, festival que reunirá dezenas de atrações nacionais e internacionais de variados estilos no Autódromo de Interlagos. Enfim, vocês tão ligados, né? Neste ano, o Lolla trará nomes como Metallica, The Strokes, The XX, Criolo, Flume, Jaloo, Duran Duran, BaianaSystem e muito mais! Pra quem não mora em São Paulo e passará alguns dias pela cidade, aqui vai um mini-guia com dicas de acomodação, comprinhas e fervo, porque saiba, o rolê está longe de se resumir ao festival!

ONDE FICAR

Guest Urban Uma mistura de hospedagem, galeria de arte e espaço para eventos intimistas, o Guest Urban é um hotel boutique de pegada cool pra quem tá a fim de experimentar a vibe cosmopolita da cidade. Ele fica num sobrado construído na década de 60 e todo reformado, no bairro de Pinheiros, ótima localização cheia de opções de lazer e comércio pertinho! (Quartos a partir de R$ 199,00).

Bee.W Esse hostel bar super charmoso foi criado por um grupo de amigos empreendedores e, além de ter acomodações coletivas super organizadas, possui um bar cheio de drinks gostosos e em conta (bom pra fazer aquele esquenta!). Ele fica no bairro da Bela Vista. (Diárias a partir de R$ 50,00).

Aki Hostel O Aki ficou bem famoso ano passado por liberar um espaço na cobertura da casinha para que seus hóspedes acampem. Isso mesmo, você pode acampar no meio da cidade de São Paulo. Além disso, é possível alugar desde quartos compartilhados até privativos. Ele fica no bairro do Paraíso. (Diárias a partir de R$ 30,00).

ONDE COMPRAR

Festival Transforma Nesse fim de semana, entre 25 e 26, rola o Festival Transforma, uma iniciativa que busca incentivar a troca de conhecimento manual. É uma iniciativa da Jardim Secreto Fair, que tá bombando em SP reunindo pequenos empreendedores em jardins da cidade. Vai rolar uma mini-versão da feira no festival.

Cartel 011 Indispensável pra quem busca moda de qualidade, streetwear, cultura jovem e lançamentos de sneakers exclusivos, a Cartel 011 é uma mistura de arte, design, fotografia, cultura, arte e gastronomia, tudo concentrado num lugar só. Ou seja: vale muito a visita! O espaço fica em Pinheiros.

DaHorta Na vibe da decor botânica, essa dica é ótima tanto pra quem quer comprar novidades para a própria casa quanto pra quem quer levar embora presentes criativas. Na DaHorta você encontra lembrancinhas, temperos, suculentas… Tudo lindo e em vasinhos fofos. O ateliê deles fica em Pinheiros, importante ficar atento aos horários de funcionamento!

PARA CURTIR A NOITE

Se engana quem pensa que São Paulo para pro Lollapalooza. São Paulo não para nunca, aliás, a cidade provavelmente fica ainda mais fervida no fim de semana do festival! Por isso a gente foi pedir dicas pro Ian Nunes, DJ da Catuaba: A FESTA, nessa difícil seleção de rolê!

Quinta da TorreA Torre é uma festa clássica de música eletrônica aqui em São Paulo, o line é bafo e o Thomas da VodooHop toca nessa edição”, Ian nos contou.

Macumbia “Uma festa latina bafo no teatro Mars, que é balada também, e vai receber Celso Piña, uma lenda das cumbias”, diz Ian. A boa de sexta! Link aqui.

Girls After do Lolla no Bar Secreto, com foco no L do LGBT, mas aberto a todos que quiserem pintar por lá (com respeito, claro), a festa rola no sábado madrugada adentro. Olha o link!

Mamba Negra Também no sábado rola “uma das melhores festas de Techno do momento”, a Mamba Negra, que vai até 14h de domingo!

Love2Hate Já no domingo o after fica por conta da galera do I Hate Flash, no ano passado esse rolê foi épico, então fique de olho e #procuresaber kkk.