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Decoração: das plantas às molduras, a onda botânica tomou conta dos nossos lares

Para energizar um ambiente, trazer cor, calma, frescor e um pedacinho da natureza para dentro de casa, nada melhor do que investir em plantinhas que complementam a decoração do lar, mas não só! A onda botânica que tomou conta do universo da decoração engloba desde as plantas em si até a forma de exibi-las, além de quadros, pinturas, tecidos e muitas outras opções com motivos botânicos e muito charme. Não se preocupe, apesar de estar na moda, esse estilo de decoração se ramifica em tantas possibilidades que você pode encontrar o seu jeitinho particular de adotá-lo, bem de acordo com a sua personalidade.

Antes de mais nada, as plantas em si. Quem não se sente instantaneamente melhor ao adentrar um recinto que tenha sua cota de verde? As plantas trazem um aconchego e uma tranquilidade quase inexplicáveis, e ao mesmo tempo tão fáceis de alcançar. Se você é novo nesse ramo, vale muito investir em cactos e suculentas, por exemplo, que só necessitam de água de 15 em 15 dias no sol e aguentam até um mês sem água dentro de casa, ou seja, praticidade e graça no mesmo pacote (quem não gosta?). Você pode optar por vários cactos pequenos em potinhos espalhados por superfícies até cactos grandes em vasos bonitos no chão de casa, os resultados são todos impactantes e atrativos na medida.

Outras plantas que adoramos ter em casa são as samambaias, um clássico brasileiro com cara de casa da mãe e de infância. Volumosas, elas podem ser penduradas no teto (fica belíssimo) ou mantidas no chão e atraem rapidinho os olhares de quem chega! As opções são infinitas, na real. Orquídeas (que dão um mega trabalho, mas podem durar anos florindo o seu apê), comigo-ninguém-pode, árvore-da-felicidade, espada-de-são-jorge… São tantas possibilidades! Vale muito ir à loja de plantas mais próxima e conversar com alguém especializado para descobrir qual espécie combina mais com os seus gostos e o seu estilo de vida.

Escolher as maneiras de expor suas novas plantas também é um prazer à parte. A quantidade de ideias que pipocam na sua tela ao pesquisar tutoriais DIY no Pinterest é quase obscena! É possível apoiar seus vasos em banquinhos de tamanhos variados, manter as plantas de chão em cestos de corda, coisa que é super brasileira e tropical, fazer um jardim vertical (ótima ideia para os que não possuem muito espaço dentro de casa!), inclusive com kokedamas, que são umas bolas de solo cobertas com musgo e penduradas por cordas (acredite, é fácil de fazer sozinho!) e até mesmo aplicar prateleiras a uma escada de madeira e ostentar ali as suas verdinhas do peito.

E olha que ótimo, além de montar a sua mini-floresta, também rola decorar a casa com diferentes móveis e objetos de temática botânica. Uma coisa que está muito em alta é emoldurar imagens de livros antigos de botânica ou mesmo desenhos de artistas (hoje em dia tem cada vez mais gente fazendo coisas do tipo) e colocar na sua parede (ou apoiar na parede e deixar no chão, outra trend de decor que a gente curte). De aquarelas e desenhos científicos passando por simples traços em nanquim, vale tudo. Se quiser investir em algo mais inusitado, você pode emoldurar folhas de verdade, fica bem bonito e inesperado. Busque livros antigos em sebos na sua cidade, mas, se preferir, a coisa mais fácil é encontrar os desenhos de plantas em alta resolução na internê. É só imprimir e colocar no quadro — boa escolha pra quem tem pressa.

O toque de biologia antiguinha traz vivacidade para a casa e enfeita sem encher de informação, sabe? Inclusive, boa pedida pra quem está numa fase meio escandinava dos cômodos da casa. Agora, se você gosta e quer mais é investir numa injeção de cor, se jogue num belo papel de parede, num tecido vibrante para sua poltrona ou sofá ou mesmo num tapete ou almofadas estampadas. Pois é, parece que a febre da botânica não tem limites! A gente ama, e você?

Dica esperta: se jogue no Pinterest e no Google pra achar milhares de tutoriais e investir um tempo de qualidade em decorar o seu cafofo com um pouquinho de dedicação e economizando!

Artistas e marcas: guia em 6 passos para melhorar sua presença digital

Andamos todos extremamente conectados nos dias de hoje. Faz parte de quem nos tornamos, de como nos relacionamos, de como escolhemos nos colocar no mundo. E as mídias sociais entram nesse combo não só como espaços de relacionamento e compartilhamento do que andamos aprontando por aí, mas também como plataforma pesada de negócios! Especialmente se você é um artista ou cuida de uma marca, estar em dia com as suas redes é crucial e pode fazer toda a diferença.

Aqui, um guia em 6 passos para você melhorar a sua presença digital!

1. MANTENHA A CONSISTÊNCIA DE SUAS POSTAGENS Páginas e perfis que passam longos períodos sem postagens tendem a perder muitos seguidores, isso quando existem seguidores a perder. Por outro lado, páginas com um histórico consistente de postagens estão relacionadas ao aumento de seguidores. Para isso dar certo, vale muito a pena construir uma agenda semanal de postagens. Com a ajuda de ferramentas como o Hootsuite, você pode organizar o conteúdo que pretende compartilhar e agendar as publicações futuras.

2. ALIÁS, BAIXE O HOOTSUITE Ou o programa de gerenciamento de redes de sua preferência. Pra quem tem muitos perfis em diferentes plataformas e precisa manter todos esses espaços em dia, o melhor jeito de não se perder é concentrar as informações de redes num só lugar. Além disso, esse tipo de serviço ainda te permite analisar sua performance com ferramentas de monitoramento, o que é bem importante para quem faz da redes sociais uma vitrine para seu negócio ou sua arte.

3. REPARE NA LINGUAGEM DE CADA REDE SOCIAL Cada rede exige linguagem e estilo próprio de postagens. Você não vai usar no Facebook a comunicação enxuta que exige o Twitter, nem vai escrever na legenda do Instagram um texto que poderia muito bem estar na página de um blog. Adeque seu conteúdo às necessidades de cada plataforma!

4. NÃO FALE SOZINHO As redes sociais não deveriam ser espaços onde você vive somente de reafirmar sua imagem e seus discursos para si próprio, mas espaços, como diz o nome, de socialização. Isso significa que é muito importante estabelecer diálogos com seus seguidores! Claro, com o tempo e a quantidade de seguidores que você acumular, vai ficando difícil responder a todos, mas sempre tente trocar uma ideia com quem te curte, segue suas páginas e admira o que você faz.

5. DEDIQUE-SE A PRODUZIR CONTEÚDO DE QUALIDADE Na internet a superficialidade ainda vende muito e fotos bonitas, com cara de “Pinterest” e legendas inspiracionais podem ser suficientes para te transformar num “digital influencer”. Não se deixe levar por essa pegadinha. Com o tempo, as pessoas vão querer mais: o que você defende como artista? Qual é a sua missão enquanto marca? Seu conteúdo tem que ser interessante e valioso para quem te segue, além de te representar. Também não adianta nada só postar propagandas de si mesmo, os conteúdos que você produz devem conter verdade! Experimente compartilhar fotos de bastidores, de processos criativos etc., e traga seus seguidores para mais perto de sua realidade!

6. SE CONECTE COM QUEM FAZ PARTE DA SUA INDÚSTRIA Seja você músico, pintor, performer, cartunista… Uma marca de acessórios, moda, decoração… Enfim, conecte-se com o seu universo online! Faça retweets de gente influente da sua área, compartilhe gente que você admira, comente em postagens, estabeleça relações com artistas, marcas, jornalistas. A possibilidade de acessar essas pessoas é um dos grandes privilégios do mundo online. Não seja um pé no saco, saiba maneirar, mas não deixe de se fazer presente!

Dia das Crianças: 10 livros (e uma coleção) maravilhosos para dar de presente no dia 12

O Dia das Crianças bate na porta. Bora investir num presente realmente bacana ao invés de comprar tranqueira de plástico que vai ser esquecida em alguns meses? Incentivar o prazer da leitura desde a infância é uma das melhores maneiras de criar um adulto conectado, apaixonado por leitura, ligado no mundo! Sem falar que livro é aquela coisa: se você não guarda pra sempre por ter muito afeto, pode doar, passar adiante ou manter na família, compartilhando de geração em geração. Um presentaço que custa pouco, na verdade, e vale muito!

Ou Isto ou Aquilo – Cecília Meireles

Um clássico que habita a memória afetiva de muitos leitores brasileiros, o livro foi publicado pela primeira vez em 1964 e traz uma coleção de cantigas de ninar, de roda, trava línguas e poesias. Ele é leve, bonito, traz histórias de personagens ternos e explora a natureza, podendo ser apreciado por todas as idades. É de uma sensibilidade ímpar, um presente pra ser guardado e passado adiante na família!

Mary Poppins – P. L. Travers

Uma das histórias infantis mais amadas por crianças (e adultos!) em todo o mundo, Mary Poppins conta a história de uma babá mágica que chega de surpresa para cuidar das crianças Banks e, todos os dias, lhes mostra um novo jeito de ver o mundo e suas próprias vidas. A edição ilustrada por Ronaldo Fraga é coisa linda!

Fábulas de La Fontaine

La Fontaine escreveu uma série de fábulas bastante conhecidas, como “A Cigarra e a Formiga” e “O Lobo e o Cordeiro”. As fábulas são escritas em versos e cada uma traz uma mensagem ou ensinamento bacana para ser compartilhado com as crianças. Existem belas edições por aí, de coleções a livros únicos de capa dura e fábulas selecionadas.

Contos de Grimm – Irmãos Grimm

Uma leitura quase que obrigatória, que traz alguns dos mais famosos contos de fadas da história! Branca de Neve, Rapunzel, Chapeuzinho Vermelho, Cinderela… Está tudo lá, numa compilação feita no início do século XIX (!!!).

A Arca de Noé – Vinicius de Moraes

Esses poemas muito lindos foram escritos por Vinicius para seus filhos, Suzana e Pedro, e só viraram livro anos depois, em 1970, quando a primeira edição foi lançada lá na Itália. Logo Vinicius conheceu Toquinho e os poemas viraram algumas das canções. O livro é a porta de entrada perfeita para o mundo dos poemas e da MPB, inclusive vale a pena presentear com livro e disco. Muito amor! “Era uma casa muito engraçada…”.

Frida Kahlo: Para Meninas e Meninos – Nadia Fink

Um ótimo livro para já ir quebrando com os estereótipos de princesas e mulheres frágeis que tanto vemos nas histórias infantis! O livro nos apresenta Frida: essa artista cheia de força que enfrentou as dores de sua existência pintando, amando, lutando, sem esconder o corpo ou a personalidade forte. O livro faz parte da coleção “Antiprincesas”, que busca exatamente quebrar os estereótipos femininos no universo infantil (e pode servir para vários adultos por aí, né mores).

Malala: A Menina Que Queria Ir Para a Escola – Adriana Carranca

Esse é o primeiro livro-reportagem destinado ao público infantil! Legal, né? Ele traz a história da Malala (a maioria de nós já conhece) numa linguagem acessível às crianças e conta como essa adolescente paquistanesa foi baleada pelo Talibã aos 14 anos por defender a educação feminina. O livro é inspirador, tem boas doses de história e vale muito o investimento inclusive para que as crianças descubram realidades e vivências muito diferentes das que estão acostumadas.

Raul da Ferrugem Azul – Ana Maria Machado

Só a autora desse livro já seria motivo suficiente para escolhê-lo, mas Raul da Ferrugem Azul surpreende por sua profundidade, seus questionamentos e esse personagem que, tão novinho, já segue um caminho de autoconhecimento e ensina tanta coisa para quem o lê (crianças e adultos!). É um livro infantil que ensina a se descobrir! Quando Raul começa a se perguntar que manchas azuis são essas que aparecem no seu corpo e ninguém mais parece ver, ele conclui: “estou com ferrugem azul”! Sua busca por respostas carrega o leitor para uma sensível e envolvente narrativa.

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá – Jorge Amado

Uma história de amor impossível entre o gato e a andorinha, cheia de metáforas sobre preconceito e estereótipos e recheada com ilustrações de Carybé. Obra de arte.

O Peixinho do Arco-Íris – Marcus Pfister

Por aqui, muitas memórias afetivas de infância com essa história linda de um peixinho com escamas brilhantes e coloridas que sai por aí fazendo amigos ao compartilhar com eles essas que são suas maiores riquezas! O livro é best-seller e já foi traduzido para mais de trinta línguas!

Coleção Crianças Famosas

Essa coleção traz, a cada livro, a história de uma grande personalidade desde sua infância em diferentes áreas, como arte, escrita e música. Tem Beethoven, Bach, Michelangelo, Aleijadinho, Chiquinha Gonzaga, Jorge Amado, Picasso. Perfeitos para incentivar os sonhos e a descoberta das vocações nos pequenos.

10 verdades sobre Cuba que ninguém te falou antes de viajar

É muito quente!

Em Havana faz 35 graus na sombra e a gente sua o dia inteiro. Na hora de arrumar a mala, não faz a menor falta trazer nenhuma calça além da que você vai usar no avião. Todos estão sempre de bermuda e camiseta, e as mulheres de vestido ou roupas leves. Traga muitas opções frescas e se prepare para estar suado o dia inteiro. Chapeu ajuda bastante a vencer a batalha contra o calor, e claro, protetor solar.

A comida não é deliciosa

De uma maneira geral, a gastronomia cubana não brilha. O comunismo cria uma escassez de alimentos à qual os cubanos já estão bem acostumados, e pode estranhar aos estrangeiros. Salada fresca, por exemplo é quase uma iguaria: estou aqui há 10 dias e ainda não comi uma folha de alface. Por outro lado, lagostas e camarões tem bom preço. Não deixe de experimentar ropa vieja, um picadinho de carne típico cubano e traga do Brasil itens como chocolate, chiclete, barras de cereais, esses lanchinhos do dia-a-dia, porque falta até mesmo água nas lojas de conveniência.

Não é barata

A falsa impressão de que um país comunista é um destino barato se revela em Cuba. Aqui há duas moedas, o peso cubano, que você praticamente não vai ver, e o peso convertible (CUC), moeda dos turistas, que está atrelada ao euro. Apesar das contas em um restaurante dificilmente ultrapassarem 15 CUCs, são 15 euros, ou seja, quase 60 reais. Não é exatamente fácil para um budget de mochileiro.

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- Havana Vieja parece Badgá ou a Síria

O cenário de Havana Vieja pode assustar a princípio: há destruição em todas as esquinas, prédios que seriam condenados à demolição no Brasil, com muitas rachaduras. As ruas à noite não tem iluminação nenhuma – apesar de tudo, dizem que é um país super seguro, mas dá medo de ficar na rua, principalmente com câmeras e coisas de valor. Pode ser apenas a falsa impressão de um brasileiro que acha que no escuro pode dar uma merda a qualquer segundo, mas é sempre bom se prevenir.

Tente não precisar de ajuda de verdade

É uma verdade péssima, porque o mais interessante de uma viagem pode ser a troca com as pessoas locais, mas em Cuba principalmente, não existe almoço grátis. Um pedido de informação abre a porta para um pequeno golpe, e tem gente que faz a vida dando golpes nos turistas, os chamados jiñeteros. Use a ‘brasilidade’ e o sexto sentido para evitar cair em roubadas: não aceite ofertas de hospedagem na rua, passeios, charutos, rum, ou qualquer coisa.

Não há sinalização boa nas estradas

Nos perdemos na saída de Havana para o leste do país e um rapaz se ofereceu para ajudar: com papo ótimo, falava sobre futebol, boxe, DIlma, Brasil, música, e tudo o mais. No final, tentou nos extorquir e cobrar uma fortuna pela informação e criou um climão na nossa viagem, quase chamamos a polícia para resolver. Ao invés de pedir informação no meio da estrada, tente em postos de gasolina ou com policiais.

É extremamente machista

Os homens mal podem ver uma mulher gostosa que se transformam em um animais, com piadas de péssimo gosto, assovios, insinuiações super constrangedoras. Cheguei a ver uma conversa onde estava conversando com um homem e uma mulher juntos, e ele disse a outra mulher: “quando dois homens estão se falando, uma mulher se cala”, e ela consentiu. Climão. Não quero dizer que uma mulher precise de um homem a seu lado para vir a Cuba, mas se prepare para uma cultura bastante misógina.

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Turismo Sexual

Homens a todo o tempo conversam putaria e querem te agenciar com mulheres cubanas. Eles são insistentes, e mesmo quando você resiste, eles te falam que você não precisa pagar nada, além de ‘la fiesta’, ou seja, hoteis, bebidas, etc. Socorro! Eu sendo gay já tenho a cara de paisagem bem treinada pra essas situações, mas nunca tive que usar tanto na minha vida.

Traga presentes

Eu tenho certeza que você tem um montão de coisas em casa que não usa mais. Camisas, sapatos, cremes, cintos. É muito gentil presentear os cubanos com produtos que eles não tem acesso fácil, como roupas, perfumes e coisas super corriqueiras para nós. A situação dos cubanos não é nada fácil, imagine-se vivendo com um salário de R$ 200 por mês? Não custa nada a você, e um sorriso e presentes podem abrir as portas para conhecê-los melhor.

Tem que relaxar!

Como você vai precisar o tempo inteiro se livrar de pequenas roubadas, a boa é relaxar e não tentar ser aquela pessoa que vai ‘se dar bem’ (aliás, essa é uma dica pra vida inteira né, risos) e passar horas negociando centavo por centavo. Conheça bem seu budget e saiba até onde o seu bolso aguenta ceder e o quanto está disposto a perder dinheiro pelo conforto de desfrutar a viagem, mesmo sabendo que estão tirando uma vantagem sua porque você é turista. O turismo em Cuba funciona assim mesmo, é um motor muito forte da economia, e muitas famílias dependem disso.

Astrologia: 6 cursos pra você virar o profissional dos signos

Não é nenhum segredo: a astrologia é um dos nossos assuntos favoritos. A arte de estudar a influência dos astros na nossa vida e no curso que tomam as coisas é muito comentada, apreciada transformada em memes e vista como motivo sério para levar o crush adiante (ou não) kkk. Tem até vídeo no canal falando sobre o assunto (clica aqui pra ver e se inscreve lá!). É tanto papo que rende que a astrologia virou quase que sabedoria popular: todo mundo tem uns pitacos pra dar sobre sol, lua, ascendente, retorno de saturno e assim por diante. Aliás, até quem assumidamente não curte ou não acredita em astrologia acaba sem conseguir fugir de saber uma ou outra tese sobre o tema.

Acontece que, para realmente entender como as posições dos planetas no céu se relacionam com os acontecimentos aqui na terra, é preciso uma boa dose de estudo e dedicação e até certa quantia de inspiração, arte e filosofia. Pois bem, se você quer se aprofundar, aqui uma listinha de cursos bacanas nos quais vale investir:

Gaia Escola de Astrologia

A Gaia fica em São Paulo é filiada à Associação Brasileira de Astrologia (ABA), ao Sindicato dos Astrólogos do Estado de São Paulo (SAESP) e à Central Nacional de Astrologia (CNA) e oferece cursos que visam a formação profissional do aluno. A escola oferece, além do Curso Regular Profissionalizante, especializações, oficinas, seminários e eventos. O curso principal é dividido em 3 níveis com 2 semestres cada e seu certificado é reconhecido em todo o Brasil. http://gaiaescoladeastrologia.com.br/index.shtml

Instituto Paulista de Astrologia

Pioneiro no ensino de Astrologia Científica no Brasil, o Instituto forma astrólogos desde 1969, todos certificados pela ABA. Já formou grandes nomes da astrologia brasileira, oferecendo os cursos de astrologia básico, intermediário e superior, além de especializações e reciclagem. O primeiro dura 2 anos e meio, o segundo 2 semestres e o terceiro 4 meses, ou seja, super completo! http://www.astrologiaipa.com.br/

SCZ Astrologia

Mais um espaço paulistano, o SCZ também oferece cursos de formação e aperfeiçoamento na área. São cinco módulos necessários para se tornar astrólogo, cada um com a duração de um semestre e carga média de 40 horas. Ah, eles também oferecem cursos online atendendo via Skype, e são reconhecidos pela ABA. http://www.sczastrologia.com.br/

Regulus

Reconhecidos pela CNA, eles ensinam astrologia desde 1975. O curso é construído de forma que, após os módulos básicos, o estudante possa ir definindo sua grade de acordo com seus maiores interesses, afinidades e necessidades. Uma vez finalizado o módulo inicial, você pode cursar mais de uma matéria ao mesmo tempo, por exemplo. São 27 meses para finalizar os módulos principais, depois dos quais você poderá partir para módulos práticos, de especialização e complementares. http://www.regulus.com.br/curso/formacao.htm

Casa Jaya

Eles oferecem um curso intensivo em astrologia que possui carga horária de 16h e pede um investimento médio de R$ 200,00. É uma boa pedida para quem quer ter um primeiro contato mais aprofundado com o estudo sem se tornar profissional. Aliás, tem uma turma abrindo no dia 27 de outubro! A Casa fica em São Paulo. http://www.casajaya.com.br/curso-intensivo-de-astrologia-14/

Urantiam

Esse fica no Rio de Janeiro e é dirigido por Anna Maria Costa Ribeiro, astróloga desde 1980. O curso é presencial e dividido entre básico, médio, avançado e superior. Eles também oferecem pós-graduação e o espaço conta com outros cursos, como tarot, runas e assuntos correlatos… http://urantiam.com/2016/02/27/astrologia/

Infelizmente encontramos mais cursos na região sudeste, mas se tem algum curso bem bacana de astrologia na sua cidade que não está listado aqui, conta pra gente nos comentários e vamos aumentar essa lista!

Um encontro amoroso-perigoso no Grindr em Cuba

Foto: Victor Roncally

Vou parar de fazer a linha ~não falo sobre a minha vida pessoal~ porque enfim, me sinto bem mais seguro hoje pra falar da minha homossexualidade depois que postei aquele vídeo no Youtube contando a minha história e o meu processo de aceitação , enfim, quem quiser dar uma olhada, fica à vonts, vamos lá:

Aconteceu uma história em Cuba que eu preciso compartilhar. Ah, pra quem não sabe, acabei de voltar de uma viagem bem interessante de férias durante 12 dias por lá, e Cuba é aquele lugar que realmente você precisa realmente ir para entender o que seria viver sob a égide comunista e a repressão. Nenhum livro, nenhum vídeo, nenhum filme consegue mostrar exatamente o que acontece lá: você precisa viver.

Muitos gays, eu incluso, usam um aplicativo chamado Grindr (vou explicar pra quem não conhece) para promover encontros, uma rede social tipo o Tinder, só que exclusiva para gays. Ele te mostra as pessoas que estão ao seu redor, fala a distância do cara, e você começa a bater um papo.

Eu já estava em Cuba há 10 dias e não tinha encontrado nenhum gay cubano que me atraísse. Ou praticamente nenhum gay cubano mesmo. Não frequentei a noite gay de Havana, se é que ela existe mesmo, nem nas outras cidades. Acabei ficando com um espanhol em Trinidad, mas foi uma ficadinha de balada. Já estava bem decepcionado com isso. Tenho um amigo jornalista de Recife que me deu um milhão de dicas de lugares para conhecer, e a principal delas foi “migo, faça um cubano”, então eu já estava ficando bem sem dormir com essa etapa não-cumprida da viagem.

Em Cuba a internet é completamente controlada pela ETECSA, companhia de comunicação estatal. Para acessar a internet, você precisa ir para uma praça ou um hotel e usar um cartão que custa em média 2 euros por hora em uma conexão sofridíssima. Não existe internet dentro de casa, nem ilimitada, nem Snapchat (porque a conexão é muito ruim e não roda). Poderia falar horas sobre os efeitos da falta de comunicação em Cuba, mas deixa voltar pro assunto da pegação.

Já tinha tomado umas e outras e fui a uma praça antes de dormir para subir umas fotos no Instagram e acabei lembrando do Grindr. Tinha entrado algumas vezes no começo da viagem mas não aparecia praticamente ninguém perto de mim, inclusive aparecia gente de Key West, que está a 150km de Havana. NOS ESTADOS UNIDOS.

Mas neste penúltimo dia de viagem havia um muchacho lindíssimo a apenas 150 metros de mim. Meu coração chega palpitou. É hoje, pensei. Hoje tem. Hoje tem sabor latino. Obrigado Virgen de La Regla, padroeira cubana. Começamos a trocar mensagens, fotos, e falei pra gente se conhecer. Desci o quarteirão e lá estava ele com mais dois amigos. Vou chamá-lo de Miguel, nome fictício.

Miguel tinha 1.80m, corte de barbearia, lábios lindos, sorriso maravilhoso, barba por fazer, corpo super bonito sem ser corpo-de-gente-de-academia. 30 e poucos anos, falava quatro idiomas. Claro que eu me derreti inteiro. ❤️ Conheci seus amigos, tomamos umas cervejas Bucanero. Então convidei a Miguel que viesse para o quarto na casa de família onde eu estava hospedado, onde poderíamos passar a noite juntos. E aí veio a primeira bomba.

– Preciso te explicar muitas coisas sobre o encontro entre um estrangeiro e um cubano. Antes de mais nada, não sou garoto de programa. Sou recepcionista de um hotel.
– Eu sei Miguel, eu não acho que você seja garoto de programa, até porque eu não tô procurando um, eu queria era passar a noite contigo, só nos dois…
– Tenho a minha vida aqui em Cuba e não posso me aventurar. Se eu for para a sua casa, assim que eu chegar, vão pedir meus documentos e me reportar para a imigração.
– Peraí, mas por que vão te reportar? Sair com um estrangeiro é crime?
– Não é um crime, mas existe um procedimento aqui que você não conhece. Sempre que um cubano visita um hotel ou uma casa de aluguel de quartos, somos registrados. Imagina que se uma vez por mês eu conheço um estrangeiro e quero passar a noite com ele? Isso começa a ser um comportamento constante no meu arquivo policial e isso pode me trazer problemas sérios aqui em Cuba no meu trabalho e nas minhas relações com o Estado.
– Mas calma, Fidel fiscaliza a vida sexual dos cubanos?
– Sim, dos cubanos e das cubanas. Porque todo mundo quer sair daqui e um relacionamento com um estrangeiro é sempre a primeira porta de saída.
– E se a gente for pra um outro hotel então, que não seja este em que já estou hospedado, que é uma casa de família?
– A recepcionista do hotel vai pedir a minha identidade e ligar pra polícia do mesmo jeito. Estou te falando isso porque sou recepcionista e sei muito bem como funciona. Ninguém burla essa lei.

E aí eu comecei a me dar conta que Fidel era um baita de um fiscal de rola e que coisa mais deprimente que deveria ser morar em um lugar onde você simplesmente não pode conhecer alguém e ir para um hotel que ligam para a polícia para informar. Miguel morava com os pais, como a maioria dos cubanos de sua idade e que não se casam, principalmente porque em um país socialista é dificílimo que alguém more com roommates porque os salários são baixíssimos e o custo de vida, por mais irônico que pareça, é bem alto.

– Miguel, não tem nenhum jeito da gente passar a noite junto?
– Tem uma proposta que você nunca vai aceitar porque eu sei como vocês tem medo. Meu amigo que estava aqui conosco tem sua própria casa.
– Onde fica essa casa, é aqui no Vedado também?
– Não, fica a 15km, em Marianao, perto do aeroporto de Havana.

E aí veio o filme do medo na minha cabeça: eu na casa de um cara que não conheço, em um bairro pobre de Havana, sem telefone, em um lugar que a internet não funciona em caso de uma emergência. Só pensei nas más notícias que poderiam chegar para minha família.

E também me veio o filme da possibilidade de viver uma experiência autêntica onde finalmente iria a um bairro sem nenhum turista francês ou espanhol, na casa de um cubano, passar uma noite com um cara muito do lindo e simpático.

– Por favor, confie em mim. Nenhum gringo nunca confia em nenhum cubano. Temos uma reputação horrível. Eu sei que existem muitas histórias de cubanos que dão golpes em estrangeiros e roubam as suas coisas. Eu não vou te fazer nada de mal.

Voltei para conversar com o amigo dele dono da casa e ele começou a me contar sua história de vida. Ex-atleta cubano, treinador da seleção olímpica de Cuba, inclusive foi para as olimpíadas Rio-2016, me mostrou fotos do seu pupilo e dele posando na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Eu arrisquei. E fui. Morrendo de medo. Acreditando na intuição pisciana máxima. Não queria ser mais um daqueles turistas que na hora h amarelam quando tem a chance de realmente viver algo autêntico. Já tinha viajado por toda Cuba em uma posição social-financeira onde quem tem dinheiro são apenas os turistas e os cubanos estão apenas como garçons, barraqueiros de praia, donos de pousadas ou taxistas. Precisava viver com cubanos sem que o meu dinheiro estivesse em jogo, sem paternalismo, sem colonialismo, sem capitalismo.

E fui para a casa de Luís (nome fictício do amigo de Miguel), em Marianao. A entrada era toda no reboco, e a luz da madrugada não ajudava muito. Morri de medo no trajeto, na chegada, até que fechamos a porta do quarto. Tivemos uma noite maravilhosa. Lá pelas quatro da manhã fomos para a sala e aparece Luís com seu namorado.

Começamos a conversar os quatro sobre Brasil e Cuba, tomando Havana Club até as 6 da manhã. Me contaram as melhores histórias da política cubana, como todos os cubanos estão sempre burlando o estado para poder ganhar um pouco mais de dinheiro, já que o salário de Miguel, por exemplo, é de 40 euros por mês. Como é difícil a vida gay e que apesar de não haver casos explícitos de homofobia, eles precisam andar muito na linha para que o estado não os trate com diferença nas condições de trabalho. Como Cuba é absolutamente segura e todo mundo respeita a polícia que tem autoridade máxima. Como e quando eles acham que o socialismo vai cair. Como vai ser agora com a chegada dos americanos. Quem são os melhores e o piores turistas, por ranking de nacionalidade. Como os cubanos demoram uma vida inteira para fazer coisas que nós, capitalistas, fazemos com mais facilidade, como mobiliar uma casa. Como eles não tem crédito em nenhum banco.

Como é difícil ser cubano e não ter a possibilidade de viajar pelo mundo porque nenhum país lhe quer dar um visto porque ele é sempre visto como um imigrante em potencial. Como é difícil se envolver com estrangeiros porque nós chegamos com nossos reais, euros e dólares e queremos levá-los para jantar e chega uma hora que eles não aguentam mais aceitar isso porque parece que querem se aproveitar, mas a verdade é que existem dois países: o dos turistas, e o dos cubanos.

Para completar a cereja do bolo, a casa tinha dois quartos. Um deles era o santuário de Luís, onde ele cultivava seus orixás, na santería cubana, bem parecida com o candomblé brasileiro. Iemanjá, Xangô, Oxóssi, Oyá são todos cultivados em Cuba com o mesmo fervor que na Bahia. Havia um manto de Oxóssi lindíssimo, que na versão cubana, leva as cores roxo e amarelo. De arrepiar. Falamos horas sobre a santeria cubana.

No fim das contas, dormi por lá mesmo e voltei só no dia seguinte, com meu amigo de cabelos em pé, achando que podia ter acontecido tudo comigo. Apesar do ‘susto’, este foi o ponto alto da viagem, e que nenhum dinheiro poderia ter proporcionado essa lembrança positiva que tenho, mais do que nunca, do povo cubano. E de Miguel, que espero ver um dia, apesar de achar que será impossível. Torço para que ele seja muito feliz.