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“Dad look”: desvendamos a tendência da cintura alta + camisa por dentro

Por aqui, seguimos firmes e fortes na missão de descobrir e esmiuçar as tendências mais legais da moda pós-contemporânea que mais tem cara de século passado (hahaha!) e dessa vez escolhemos nos debruçar sobre uma trend que está abalando as estruturas das calças e bermudas mundo afora: a cintura alta, acompanhada, certamente, de uma bela camiseta ou camisa por dentro. Repetimos: por dentro!

Não tem mais cara de “look de papai” que nos impeça de ostentar uma cintura mais alta, ainda que a gente sempre corra o risco de parecer meio caretão. Talvez, em algum lugar no imaginário dos estilistas, a inspiração tenha sido o pai de alguém, até. Se nos últimos dez anos ou mais, o cara descolado segurava o look com um belo par de jeans super skinny e bem baixos, naquela pegada rockeiro indie que a gente já conhece, parece que o jogo virou de repente e uma nova possibilidade se abriu no horizonte dos lukinhos.

Brad Pitt por Ryan McGinley para GQ

Foram muitas as marcas que adotaram uma subida de cós ao longo das últimas temporadas, e estamos falando de marcas de peso, como Giorgio Armani, Louis Vuitton, Bottega Veneta, Fendi, Dries Van Noten, Lanvin e Prada, para citar algumas das mais importantes. Alguns modelos tinham pegada mais retrô mesmo, e outros, surpreendentemente, pareciam a coisa mais futurista dos últimos tempos. Claro que a turma do street style já havia captado a mensagem e não ia deixar toda aquela cintura escondida por baixo de suas T-shirts, nascendo assim, aliás, renascendo assim uma produção completa rs.

Dries Van Noten

Fendi / Kenzo

Haider Ackermann

Louis Vuitton

Sabe uma camiseta branca, uma calça de cintura alta, sneakers feios (outra trend que tá bombani haha) e pochete como o suprassumo do cara-que-não-curte-moda-e-quer-deixar-isso-bem-claro ou ainda do cara-que-está-completamente-alheio-ao-que-veste? Pois agora é o oposto e, só pra esclarecer: a gente ama, viu? Manda mais.

A calça preta ou jeans de corte simples com uma camiseta branca é a combinação que você pode assumir quando não quer pensar muito, mas ainda assim parecer legal (invista em sneakers ou sandálias bem massa). Agora, troque por uma calça de alfaiataria e corte amplo pra ficar mais chique, e ainda uma calça mais curtinha nos tornozelos pra ficar mucho moderno. Sem falar que a gente fica assim, achando careta, mas a verdade é que uma camisa por dentro da calça pode fazer maravilhas na hora de te deixar instantaneamente mais CHIQUE. Lembrança importante: a cintura da calça não precisa ser super lá em cima, ela pode inclusive ser no lugar “normal”, com a camiseta por dentro o efeito já rola e fica menos “abusado”pra quem quer experimentar, mas tá meio inseguro.

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Claramente já adotamos. E por aí, quem anima e quem nem de graça?

Muito além do Lolla: 12 festivais brasileiros fora do circuitão que merecem seu investimento

O circuito de festivais vem crescendo a passos largos. Volta e meia recebemos a notícia de mais e mais festivais gringos planejam suas edições brazucas, sem falar naqueles que já se consagraram por aqui. Maravilhoso: com estruturas estupendas e preços não exatamente módicos, esses eventos acabam nos dando a oportunidade de ver muitas das nossas bandas gringas favoritas sem termos que investir em viagens ao exterior. Mas vale ressaltar que o Brasil é grande, é bonito e tá cheio de iniciativas com a cara do país no que diz respeito à música: rolês muito mais baratos, quando não gratuitos, e que abrem espaço para artistas daqui (e a gente é bom de fazer música, hein!). Separamos 12 desses festivais, em diferentes regiões, para diferentes bolsos e gostos. Certo que você vai terminar esse post cheio de vontade! Let’s ferver, shall we?

MIMO Festival

Beto Figueroa

A MIMO surgiu em 2004 no interior das igrejas de Olinda e, de lá pra cá, tornou-se um enorme e reconhecido movimento, do tipo que une música da melhor qualidade a outras manifestações culturais, passando por várias cidades brasileiras. O festival ganhou uma Etapa Educativa, a Chuva de Poesias e ainda editais de música e cinema e hoje visita Recife, João Pessoa, Ouro Preto, Tiradentes, Paraty, Rio de Janeiro e até Amarante, em Portugal, ganhou sua edição em 2016.

A próxima edição, no Rio de Janeiro, acontece de 10 a 12 de novembro com shows de Criolo, Ondatrópica, Emir Kusturica and the No Smoking Orchestra, Didier Lockwood, Nouvelle Vague e mais. Depois disso, o fest parte pra Olinda, dos dias 17 a 19 de novembro. O melhor? É tudo gratuito! Imperdível real oficial, meus anjos.

MECAFestival

I Hate Flash

O MECA é provavelmente um dos festivais mais descolados dessa lista. Fundado há 7 anos, ele nasceu no litoral do Rio Grande do Sul e passeou por algumas cidades do Brasa, levando sua pegada indie de apresentações musicais e eventos culturais. Artistas do naipe de Two Door Cinema Club, Friendly Fires, La Roux e AlunaGeorge passaram por seus palcos. O MECA abarca também palestras, workshops e performances e nesse ano rolou a segunda edição do MECAInhotim: imagine curtir os shows de bandas que você ama no museu a céu aberto e até acampar por lá… Imaginou? Pois foi essa mesmo a proposta, por R$ 490,00 os dois dias.

A experiência é bem única, o festival transborda personalidade e é impossível não sair de lá inspirado. Ah, e no dia 4 de novembro rola MECAUrca no Rio de Janeiro. Aonde? No Morro da Urca (apenas) com shows de Washed Out, Homeshake, Nomi Ruiz, Minha Luz é de LED, Heavy Baile e mucho mais.

Festival DoSol

DoSol

Rolê já tradicional de Natal, o DoSol é considerado o maior festival alternativo de música do estado e acontece nos dias 11 e 12 de novembro em novo local, o Beach Club, na Via Costeira. Ou seja: fervo com brisa do mar. Como não amar?! Nesta edição, o festival terá quatro palcos e um line-up poderoso e super conectado com o que vivemos agora na música brasileira, com artistas como Liniker e os Caramelows, Boogarins, Francisco, El Hombre, Far From Alaska, Scalene e mais. Ainda rolam os side shows que aquecem o público entre os dias 22 de outubro e 19 de novembro. A casadinha na promoção tá R$ 50,00. Corre na página do festival pra ficar sabendo mais detalhes (afinal, ainda dá tempo!).

Psicodália

Psicodália

Talvez o mais alternativão dessa lista, o Psicodália é uma opção das boas pra muita gente que quer fugir do carnaval, mas não do fervo! Festival multicultural independente, fomenta o concept psicodélico de acampamento, expressões artísticas, vivência imersiva e rock’n’roll, mas não só. Desde 2006 o Psicodália é realizado na cidade de Rio Negrinho (SC), e vale ressaltar que a edição do ano que vem tá recheada de atrações maravilhosas, como Jorge Ben Jor, Arrigo Barnabé, Bixiga 70, Carne Doce, Boogarins, Tulipa Ruiz, Pata de Elefante e mais. Por lá já passou gente ~muito importante~ ao longo desses anos, como Os Mutantes, Elza Soares, Baby do Brasil, Hermeto Pascoal, Yamandú Costa, Jards Macalé e Ney Matogrosso, só pra citar alguns. Pra ter direito ao camping, toda a infra do lugar e seis dias de festival, é só investir no ingresso de R$ 400,00 a meia.

Rec-Beat

Ariel Martini

O Festival Rec-Beat é uma bela de uma alternativa pra quem tá no Recife durante o carnaval e quer dar uma variada nos ritmos ou curtir artistas consagrados da nossa música naquele clima 0800. O projeto quer sempre e cada vez mais alimentar um olhar atento às novidades sonoras de Pernambuco, do Brasil e do mundo. O público é diverso: tem gente fugindo da folia do Momo, tem gente mais velha que formou seu gosto musical indo ao Rec-Beat, tem criança, tem turista… Nesse ano, entre os dias 25 e 28 de fevereiro, o evento celebrou sua 22ª edição no Cais da Alfândega e recebeu The Baggios, ÀTTOXXÁ, As Bahias e a Cozinha Mineira, Teto Preto, La Dame Blanche, O Terno, Jards Macalé e mais. E tem também o Recbitinho, com uma programação especial pra criançada curtir junto.

Festival Bananada

Martini/I Hate Flash

Em 2017 o Bananada chegou à sua 19ª edição com uma lista de atrações de babar e se consolidando como um dos eventos de música mais importantes do país! Ao longo de uma semana, Goiânia é tomada por atrações musicais, expressões artísticas diversas, intervenções culturais, arte urbana, gastronomia e até um campeonato de skate. Ramificações do evento que tem na sua principal manifestação o festival de música propriamente dito. Mais de 100 atrações e nomes como Mutantes, Mano Brown, Maria Gadú, BaianaSystem, Céu, Karol Conka e Tulipa Ruiz subiram aos palcos do rolê.

Quem vai não se arrepende de jeito nenhum. Aliás, já fica a dica: o festival está programado para comemorar seus 20 anos de história em 2018 entre 7 e 13 de maio e já revelou algumas de suas atrações, como Gilberto Gil com seu show Refavela 40. Os blind tickets já estão sendo vendidos a R$ 120,00 e dão acesso a todos os dias de festival. Bora?

Vento Festival

Flashit

Vibes, vibes, muitas vibes essas que o Vento Festival fomenta! Imagina que delícia um festivalzão de graça na praia… Em sua terceira edição, o Vento mudou de local, deixando Ilhabela e se jogando pra São Sebastião, ambos no litoral norte de São Paulo. A mudança de local aconteceu por problemas com a nova gestão da prefeitura de Ilhabela, que não sacou muito os benefícios do rolê. Mas tudo bem, porque o Vento seguiu firme, forte, próximo e mais independente, contando com a colaboração das pessoas por meio de um crowdfunding. Uma das características mais importantes desse festival é a gratuidade, que engaja muita gente na missão de pegar a estrada para chegar ao litoral e curtir sons incríveis, políticos, provocadores, como Metá Metá, Mombojó, Ava Rocha e Anelis Assumpção. Em 2017 também foi a primeira vez que o fest aconteceu durante o feriadão de Corpus Christi.

Coala Festival

Fernando Schlaepfer/I Hate Flash

Criado em 2014, o Coala rapidinho conquistou o coração da cidade de São Paulo com sua proposta: som de qualidade, fomento à nova cena da MPB, preço amigo e galera legal. Desde o início o fest rola no Memorial da América Latina, espaço clássico dos eventos culturais da cidade que fica mais belo ainda quando recebe o Coala — pense num povo que capricha na decoração! A edição desse ano foi no dia 12 de agosto e a programação contou com Caetano Veloso como atração principal, Liniker e os Caramelows, Tulipa Ruiz, Aíla, Emicida e Rincon Sapiência, além de discotecagem. O festival tem uma pegada entre o indie e o mainstream e vale super o investimento: a último lote estava em R$ 180,00 a inteira e havia meia social para quem doasse um livro.

Vaca Amarela

Vaca Amarela

A edição desse ano foi a 16ª do Vaca Amarela, rolê que fomenta a diversidade musical e os debates sobre questões sociais em Goiânia. O Vaca Amarela já foi mais “rockeiro”, mas abraçou a multiplicidade e passou a defender a misturinha sonora que a gente ama, hoje recebendo uma galera bem diversa, de Pabllo Vittar a Curumin, de MC Carol a Carne Doce. O objetivo do festival é pluralizar mesmo, como forma de combater o ódio e a polarização que vivemos no país nesse momento delicado. O Vaca Amarela dura vários dias e sua última edição foi de 18 a 24 de setembro. Nos primeiros dias, os shows rolam em diversos pontos da cidade e na sexta e no sábado, principais dias do evento, o babado acontece no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Segundo lote inteira a R$ 120,00.

Festival Radioca

Rafael Passos

O que o festival Radioca quer é atravessar as fronteiras do rádio e investir em atrações que representem os novos nomes da nova música independente, tudo isso num dos lugares mais legais de Salvador, o Trapiche Barnabé — local belíssimo e carregado de história na capital baiana. Nesse ano o festival realizou sua terceira edição, reunindo, entre os dias 7 e 8 de outubro, nomes como Far From Alaska, Rincon Sapiência, Metá Metá e Curumin. Em 2016, passaram pelo seu palco outros nomes bem massa, como Giovani Cidreira, Jards Macalé, Karina Buhr, Aláfia e Dona Onete. Além disso, o espaço também oferece várias opções gastronômicas e a feirinha de produtos musicais. O último ingresso custou R$ 50,00 a inteira. Shows babadeiros e Bahia, quem não gosta?

Pilantragi Festival

Pilantragi

Festa já pra lá de conhecida do circuitinho paulistano, a Pilantragi celebra a música brasileira na capital desde 2012, além de comemorar o carnaval com o seu próprio bloco (que costuma entupir de foliões as ruas por onde passa). Nesse ano, a festa cresceu e ganhou seu próprio festival, que realizou sua primeira edição no dia 21 de outubro no Estádio Ícaro de Castro Melo, também em São Paulo. É claro que a pegada foi de muita sonoridade do nosso Brasilzão, tipo Daniela Mercury (sim!!!), Karol Conka, Bixiga 70, Johnny Hooker e Karina Buhr, entre outros nomes da nossa nova música e discotecagem de qualidade. Quem foi garante que foi vibe total e absoluta! Pelo ingresso que custou entre R$ 100,00 e R$ 240,00, com opções de meia, era possível curtir tudo isso e outras atividades, como performances artísticas, intervenções visuais, live painting, exercícios físicos etc. Pra ficar de olho no ano que vem real oficial.

No Ar: Coquetel Molotov

I Hate Flash

O Coquetel Molotov é um verdadeiro clássico do Recife e chegou em 2017 à sua 14ª edição, que rolou no dia 21 de outubro. Foram mais de 10 horas de evento no Caxangá Golf & Country Club, com os artistas se dividindo entre dois palcos maiores e um palco menor. O público ainda pôde se inscrever para diversas oficinas e prestigiar a Mostra Play The Movie. No line-up do festival, artistas locais, brasileiros e internacionais, como Rincon Sapiência, Arnaldo Batista, Linn da Quebrada, O Terno, DIIV, Hinds, Mamba Negra, NoPorn e mais. Bapho, né mores?! Dessa vez a organização do evento ainda deu ingressos para quem doou sangue, numa parceria com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Homope).

Ah! Rola também, já há três anos, o Espaço uPlanet, cheio de ações voltadas para repensar uma vida com propósito e sustentabilidade. Aliás, o Coquetel Molotov possui o Selo Evento Neutro, neutralizando suas emissões em prol de um projeto ambiental. “Beleza lindos, tudo isso por quanto, hein?”: R$ 100,00 a inteira no 3º lote, com opção de meia. Óbvio que a gente recomenda que se chegue ao Recife antes da data exata, pra aproveitar a cidade e ainda as prévias do festival que rolam a partir de um mês antes do rolê todo.

Só mais umas coisinhas: nesse ano o festival se expandiu, realizando sua primeira etapa em Belo Horizonte no dia 15 de outubro, no Espaço Centoequatro, levando aos mineiros revelações do atual cenário como Ava Rocha e Boogarins. Rola ainda a etapa da cidade de Belo Jardim, no Agreste pernambucano, que recebeu no dia 18 de outubro sua edição aberta ao público. Ufa!

E aí, que festivais da sua cidade/região também merecem figurar nessa lista? Queremos saber!

Look de rolezeiro: três acessórios polêmicos que estão voltando com tudo

É meio doido pensar que os anos 90 e principalmente os anos 2000 já passaram há tanto tempo que já voltaram a ser tendência, né? Mas tá rolando e não é de hoje, mores. Com a internet e o acesso fácil a registros múltiplos de tempos tão remotos (kkk) fica ainda mais de boas desenterrar tendências bem específicas, como essas três que a gente listou abaixo e que, por sinal, são perfeitas para o fashionista fritness que há em nós.

Nem precisa virar a cara; aposto que você fazia isso pra pochete e hoje em dia não vive sem a sua pendurada no peito, risos. Talvez não, mas a graça é defender a liberdade de usar o que se bem entende e deixar ser, né? Vamos a elas!

BONÉ VON DUTCH:

Se você era adolescente nos anos 2000, provavelmente invejou seus colegas de escola que desfilavam bonés Von Dutch pelos corredores. Talvez você mesmo tenha ostentado o acessório ou acumulado uma pequena coleção, original ou cópia (beeem comum na época). Rolou? Bem, você não estava sozinho. Paris Hilton, Britney Spears, Justin Timberlake, Pharrell, Ashton Kutcher e até Jay Z foram alguns dos nomes responsáveis por fazer o boné bombar internacionalmente. E sim, ele está voltando.

A responsável quase que solitária pelo retorno da tendência é ninguém mais, ninguém menos que Kylie Jenner, a pessoa que pode postar uma foto no Instagram com literalmente uma melancia pendurada no pescoço e possivelmente uma multidão vai adotar a ideia. Na verdade faz sentido que o boné volte ao gosto do povo, já que os anos anos 2000 estão mesmo super na moda. Por enquanto ainda tem muita gente virando a cara, outros acham tão normal quanto usar qualquer outro boné, a gente acha que é uma referência maravilhosa pra revisitar, provocar e se divertir de um jeito saudoso. E você?

ÓCULOS SPORTY-RAVER ANOS 2000:

É isso aí que você leu no título, e a imagem de óculos de armação comprida e lentes coloridas e furta-cor que chegam a ofuscar talvez tenha vindo à mente. Uma coisa new-age meets escalador de montanha, por assim dizer. Desejadíssimos e usados à exaustão no início dos anos 2000, esses óculos de pegada Oakley eram o que havia de moderno na chegada do novo milênio. Com a retomada pesadíssima da estética da época que tá rolando agora, era de se esperar que os tão controversos acessórios sofressem uma retomada.

É só ficar atento para flagrar por aí uma galera antenada nas modas exibindo os seus, que vão da praia ao rolê fomentando o concept e sem deixar de chamar a atenção. A questão é, dessa vez, até quais ambientes levaremos essas comentadas lupas? Uma coisa é certa, para a geração multi-tarefas de hoje, que vai da pedalada ao escritório, do escritório ao mergulho e do mergulho à night, óculos com esse nível de conforto e proteção podem ser uma mão na roda. A Anitta, aliás, estava plena com os seus no clipe de “Is That For Me”.

CINTO DE LONA:

Quem foi mais rockeirinho nos anos 90 com certeza investiu num desses. Os cintos de lona com aquela fivela de metal meio espelhado eram queridinhos da juventude e chegavam a ser divertidos de comprar porque eram comuns lojas que vendiam as peças separadamente. Você podia escolher a lona nas cores que quisesse e arrematar com uma fivela com desenhos aplicados e outros detalhes. Quantas calças jeans de escola já foram seguradas por esses cintos…!

Agora eles voltam como uma das finalizações mais legais para a sua produção de rolezeiro, não só simplesmente segurando as calças, mas marcando cinturas em peças oversized e te ajudando também na hora de fomentar aquela cintura alta que voltou com força. A Off-White, marca babadeira do Virgil Abloh, tem sua releitura em lona com feixes diferentes, do de metal a encaixes mais inusitados (aqueles encaixes de plástico tipo de mochila e argolas de metal, por exemplo!) e comprimento exagerado. Acessório cheio de informação de moda. A Cacete, marca brasileira sobre a qual já falamos aqui, também tem um modelo basicão do tipo que vai com tudo e vale super investir, até porque é um material que aguenta o tranco. Aliás, se você investigar os cafundós do seu armário, capaz de achar um escondido.

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A moda agênero nascida em Pernambuco e desfilada em NY pela Another Place

Como assim ainda não tínhamos falado sobre a Another Place por aqui, seguimores? Talvez você já tenha ouvido falar dessa marca pernambucana (<3) nascida em 2015 e hoje comandada por Rafael Nascimento, Caio Fontes e Kika Pontual. De pegada streetwear forte, a Another Place leva a sério um de seus principais motes, que é a moda agênero. Todas as peças são pensadas com foco em pessoas, independente de suas identificações de gênero, e o nome é uma homenagem a essa característica da brand. Another place; um outro lugar, fora do lugar comum, o fomento de novas propostas e de pensamentos mais livres.

Rafael e Kika moraram juntos por bastante tempo e viviam explorando os guarda-roupas um do outro, então foi natural que, quando Rafael resolveu criar a marca, ele quisesse tê-la ao seu lado. E essa experiência de troca de roupas certamente influenciou na decisão de construir uma marca pautada na desconstrução de gênero. E aí veio o Caio, que manda ver com seu background financeiro. No site dá pra entender um pouco mais da motivação da Another Place: “Respeitamos o ser humano como o todo que é. Macho ou fêmea. Porque roupa é expressão e todo mundo pode e deve usar o que quiser, o que couber, independentemente do sexo. Do estilo. Da profissão. A humanidade toda não cabe dentro das mesmas caixinhas”, explicam.

Legal, bacana, massa, mas isso não é tudo! A Another Place desfilou a sua coleção de inverno na semana de moda de Nova York, no início desse ano. Chamada “I See You”, a coleção veio cheia de referências genderless (claro!), tecidos inovadores, além de jeans bem massa e muito conforto. Pra ter orgulho da nova moda brasileira, sim ou com certeza? Até porque eles foram a única marca brasileira a desfilar naquela temporada, num braço do evento dedicado a novos talentos que rolou no Fashion Gallery.

Se liga no vídeo da campanha:

As inspirações da Another Place são diversas, mas abarcam especialmente as referências que cruzam os caminhos dos sócios, as pessoas ao redor deles que não têm vergonha de assumir quem são e que se expressam e se colocam no mundo em termos de moda independentemente do gênero. Gênero aqui não é barreira. E além disso, a música traz vários insights pro trio, que vende suas peças em seu e-commerce. Dá pra clicar aqui e saber mais de onde encontrar.

Fim de semana LGBT em SP: fique por dentro dos rolês da cidade

É chegado aquele momento do ano, em São Paulo, onde a celebração da diversidade e do amor em todas as suas formas entra em pauta com a realização da 21ª edição da Parada do Orgulho LGBT da cidade. O evento é um dos maiores de seu tipo no planeta, o que significa que, no dia 18 de junho, a Avenida Paulista estará lotada numa estimativa de 3 milhões de pessoas que comparecem para gritar seu orgulho, apoiar a causa e se divertir.

Antes de se jogar nas dezenas de atrações da Parada, no entanto, você pode aproveitar todo o fim de semana de atrações voltadas ao público LGBT e simpatizantes, até porque a São Paulo, nessa época do ano, recebe turistas de outros estados e até de outros países, que pintam por essas bandas em busca de celebrações do tipo. A Prefeitura estima que 20% do público da Parada seja de turistas, ou seja, cerca de 600 mil pessoas!

Paulo Pinto

Na sexta-feira, por exemplo, saiba que os caminhos nos levam para o Milkshake Festival! Essa é a primeira edição brasileira do rolê que acontece todo ano em Amsterdã, na Holanda, com o objetivo de celebrar a diversidade e a liberdade. É só amor e respeito dos portões pra dentro! Muito massa que essa é a primeira vez do Milkshake fora da Holanda e o babado promete ser forte, com muitas atrações gringas e também brasileiras, todas pensadas de acordo com a proposta do festival, claro.

O Milkshake rola na Barra Funda, no “Milkshake Park”, e terá três palcos. Nomes como Hercules & Love Affair, Cookachoo, Doppelgang, Jaloo, Pabllo Vittar, Karol Concá, Banda Uó, Linn da Quebrada entre muitos outros farão a nossa alegria, além de cinco blocos de carnaval e ainda as festas Selvagem, Batekoo e Tenda. Tá achando pouco? O festival começa às 16h da sexta-feira e vai até o dia seguinte, com um after oficial de 5 horas. Ufa!

Clica aqui para visitar o site oficial (ingressos a partir de R$ 75,00) e dá um saque no vpideo abaixo pra saber mais:

O sábado você pode tirar para descansar e se recuperar e no domingo é dia de colar na Paulista pra Parada. Nomes como Daniela Mercury, Anitta e Naiara Azevedo passarão pelo trajeto que vai da Paulista ao Anhangabaú. Chegando lá ainda tem discotecagem pra seguir animando. Mas a Parada não é só sobre festa, aliás pelo contrário, ela é um momento de fomento de orgulho e de união e também um momento de lembrarmos à cidade, ao país e ao mundo que intolerância e preconceito ferem, excluem e matam todos os dias. O tema do evento em 2017 é “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico”.

Pra quem chega antes da sexta-feira, vale lembrar que a Parada LGBT conta com outras programações, como a Feira Cultural LGBT que rola no Vale do Anhangabaú na quinta-feira, dia 15. A Pinacoteca de São Paulo também traz uma programação especial para o fim de semana, com atividades culturais relacionadas a questões de gênero e sexualidade. Entra no site oficial da Parada pra ficar por dentro de todas as atividades! E vale lembrar que São Paulo é uma cidade super gay friendly, então clica aqui pra ficar sabendo de todas as possibilidades, programações e afins voltados à comunidade.

O amor é livre!

Brian Anderson: um dos maiores skatistas do mundo se assumiu gay e isso importa muito

Brian Anderson é um skatista profissional nascido em Connecticut, nos Estados Unidos, em 1976. Prestes a completar 41 anos, Anderson tem no currículo o reconhecimento mundial: a mídia se refere a ele como “lenda”, ele já foi apontado como profissional do ano algumas vezes, seus vídeos de manobras eram virais antes mesmo da internet existir, passeando em VHS e DVD entre as mãos da cena skater, ele assinou uma linha de sneakers com a Nike e claro que hoje em dia é possível assistir suas sessions online, ao alcance de um clique. Pois bem, Brian Anderson, lenda viva do skate, resolveu assumir, no final do ano passado, que é gay.

O papo rolou em setembro de 2016 e a revelação veio em forma de vídeo da VICE; um mini doc no qual Anderson conta que desde os 3 ou 4 anos de idade já sabia de sua orientação sexual. Com isso, claro, veio a necessidade da cena se confrontar com possíveis preconceitos, machismos, incômodos velados… Afinal de contas, a cena skater tem essa pegada underground, mas não é exatamente a mais diversa: não são espaços onde encontramos muitas mulheres ou gays. E skatistas da nova e da velha geração provavelmente tiveram essa revelação de um de seus ídolos e se confrontaram com suas opiniões, o que é ótimo.

Muita gente questionou Brian quanto ao porquê de ter demorado tanto tempo para se revelar gay. Sua carreira como profissional começou em 1998 e, desde então, ele acumulou patrocínios de grandes marcas, como Nike e Spitfire, foi eleito skatista do ano em 1999 pela Trasher, que é uma das revistas mais respeitadas de skate do mundo, entre muitas outras conquistas. Brian é claro com relação a isso e diz que tinha medo de perder os apoios dos patrocinadores e de comentários homofóbicos.

Ele acredita que, caso tivesse se assumido no início de sua carreira, não teria alcançado o apelo e o sucesso que tem agora. Ao mesmo tempo, agora que chegou onde chegou, sua mensagem vai muito mais longe, chega nos moleques skatistas e gays que seguem com medo de se assumir, chega nos caras que talvez ainda tenham preconceitos e que vão enfrentar o fato de que isso não influencia em nada no talento de um skatista, nos caras que descobriram que seu skatista favorito é gay. E DAÍ?!

“Muitos moleques sem esperança estão por aí, morrendo de medo. Ouvir minha história sobre como tudo melhorou quando destruí a vergonha de ser quem eu sou, pode ajudar pessoas a serem mais felizes. Então falar que sou gay é uma mensagem importante.”

Brian Anderson

Muito massa que Anderson deu essa letra agora, ao mesmo tempo que é foda pensar na quantidade de gente que segue durante tantos anos dentro do armário por saber que sua existência, seus talentos e suas oportunidades poderão ser sumariamente reduzidas a essa informação. Na verdade, é uma pena que essa ainda seja questão tão importante para tanta gente na hora de validar o outro, mas essa segue sendo nossa realidade e acontecimentos como esse nos levam um pouco mais adiante na luta.

Cada um tem seu tempo e enfrenta essa parada do seu próprio jeito e de acordo com sua conjuntura, mas, por outro lado, é claro que existe um grupo e uma relação de apoio e de troca que se baseia muito em exemplos como Anderson: distantes e próximos ao mesmo tempo. Aliás, pode valer a pena aprofundarmos nesse assunto, então assistam ao vídeo do canal do Brazinho abaixo, que fala sobre como ser gay é difícil.

Vamos trocar essa ideia? O amor é livre!