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Carnaval: 7 inspirações belas e imperdíveis de como usar purpurina no rolê + como aplicar e retirar

A gente sabe que no carnaval — que, por sinal, já começou — até mesmo quem odeia purpurina volta para casa feito uma estrela no céu. Não tem jeito; sempre haverá alguém para jogar glitter na sua cabeça sem pedir licença, sempre haverá o beijo, o abraço e a dança que cobram o pedágio do brilho e te deixam ornando com o rolê. Para quem se dá por satisfeito com a apropriação da purpurina alheia (kkk), é ótimo! Mas para aqueles que gostam de fazer uns desenhos especiais com os pontinhos brilhosos antes mesmo de sair de casa ou de pedir aquela ajuda ao amigo no meio do bloquinho para fomentar um concept de glitter no rosto, aqui vão umas inspirações para gravar na memória!

COMO UMA MÁSCARA

De uma linha embaixo dos olhos até a testa, onde você pode finalizar com um formato mais arredondado. Use a purpurina para fazer as vezes de máscara! É fácil e todo mundo entende a referência. Aliás, se você estiver usando uma fantasia de super-herói do tipo que usa máscara, pode ser bem legal fazer essa fake de glitter. Para maior aderência, use gloss ou protetor labial (passe com cuidado no formato que deseja e depois, se quiser, tire o excesso com um pincel seco).

NA BARBA

Essa não é mais novidade, mas que o efeito fica carnavalesco e vistoso não se pode negar. O Buzzfeed Austrália inclusive postou um “faça você mesmo” completíssimo para alcançar o resultado perfeito (bom também para quem gosta de efeitos mega definidos!). Se você não é tão exigente assim, pode investir na pasta de gel com purpurina e depois aplicar mais purpurina por cima para potencializar o brilho.

NOS CABELOS

Um cabelo mega purpurinado feito esse é de impacto imediato no meio do povo (até porque às vezes tudo que a gente vê é cabeça saltitante rs). Para conseguir esse efeito, siga os mesmos passos do tutorial da barba (gel + purpurina e + purpurina ainda).

NA LATERAL E AVANTE

Bem massa esse efeito que pega um bom pedaço da lateral do rosto e avança para os cabelos! É comum vermos uma galera com essa lateral bastante purpurinada, mas o avanço para os cabelos dá uma originalidade à coisa. Use gloss ou protetor labial para aplicar a purpurina no rosto e gel para modelar o cabelo e depois aplicar os pontinhos. Se quiser um exagero de brilho, um pincel ajudará no serviço!

NA LATERAL E ABAIXO

Outro jeito de dar um tchan a mais na purpurina passada na lateral do rosto é trazer ela para baixo. Uma ótima para quem tá a fim de marcar o maxilar avantajado ~kkk.

NA MARQUINHA DE SOL

Sabe quando você exagera um pouco no sol e fica com aquela linha marcada no rosto que pega as bochechas e o nariz? Então, que tal aplicar a purpurina nessa região? Se duvidar, rola até escolher uma cor de purpurina que lembre esse efeito, fica lúdico. Como sempre, se jogue no gloss ou protetor labial pra fixar o barato.

NO CANTO DOS OLHOS

Bem mais sutil do que pavão o efeito dessa purpurina aplicada com cuidado nas laterais externas dos olhos. Apesar de pouca coisa, quase nada, ainda assim vale se aproveitar daquele gloss maroto para não perder os brilhos na avenida. Agora, o desafio é conseguir não voltar para casa com (muito) mais purpurina do que saiu kkk.

BÔNUS CORPORAL

Essa não é uma referência de purpurina (apesar de ser facilmente substituído o material), mas fica bem bonito e carnavalesco o efeito de uma tinta brilhosa aplicada no corpo em regiões que já são naturalmente mais marcantes (músculos, dobras, ossos, desenho do rosto…).

E PARA TIRAR?

Uma das partes mais traiçoeiras de tanta farra da purpurina é conseguir tirar tudo depois, mas algumas dicas te ajudam nessa árdua tarefa.

– Use shampoo anti-resíduos: barba, cabelo e bigode agradecem uma hidrataçãozinha depois. E a boa é lavar pelo menos duas vezes!

– Use fita crepe: cole a fita crepe nas regiões da sua pele que estão purpurinadas e depois retire. A diferença é notável, mas você terá que repetir algumas vezes a ação para ficar perfeito (ou quase hehehe).

– Use demaquilante: aplique uma boa quantidade do produto no algodão e depois deixe agir de forma que você sinta a sua pele úmida. Puxe de vez para trazer a purpurina junto!

– Tome banho de shampoo: parece maluquice, mas é sério, e nesse caso pode ser qualquer shampoo. É que o sabonete vai acumulando a purpurina que ele retira do seu corpo e aí fica aquele passa pra lá, passa pra cá… Tomar um banho de shampoo (fazendo bastante espuma) ajuda bastante nessa função ingrata rs.

Gostaram das dicas? Fiquem ligados que vem mais papo de carnaval por aí. E quem tiver outras belas referências purpurinadas ou dicas de como tirar o paranauê depois, conta aqui!

V Mostra de Artes Jardim Suspenso: a mostra que mora no Morro da Babilônia

No alto do Morro da Babilônia, comunidade carioca rodeada por Botafogo, Urca, Leme e Copa, quem não sobe nem imagina o que se passa lá em cima. A V Mostra de Artes Jardim Suspenso, um festival cultural que oferece exposições, residências e experimentações, ocupou a favela de sua parte alta até a floresta e esteve aberta para visitações entre os dias 19 e 20. Sim, floresta, porque o Morro da Babilônia ainda tem, lá dentro, uma Área de Proteção Ambiental (APA). Instalações, performances, site-specific, música, poesia se misturam com o cenário hora de comunidade, hora de verde da mata, em trabalhos construídos junto aos moradores da região, num processo de troca verdadeira que buscou, todo o tempo, fugir de qualquer tipo de aproveitamento abusivo.

A gente conversou com o Jeferson Andrade, uma das cabeças e corpos por trás da organização do Jardim Suspenso, para entender melhor a mostra, de seu nascimento até seu funcionamento atualmente. O Jeferson participa da mostra desde sua segunda edição e esse ano esteve bastante envolvido no processo de curadoria/escolha dos artistas que participariam da residência, vivendo e criando durante um mês numa casa no Morro e produzindo diálogos reais com a comunidade e com aquela localidade, tudo inserido dentro do tema dessa edição, que é “Descolonização”.

Como começou o evento? O evento foi inicialmente idealizado pela Dandara [Catete], uma artista que está até hoje conosco e que começou com um projeto no casarão no Cosme Velho, posteriormente fez um outro na Tijuca e na 3ª edição passou aqui para o Morro da Babilônia. O Álvaro [Júnior], que mora aqui, sempre foi um dos produtores, desde o começo. Eu entrei na 2ª edição, na Tijuca, participando como artista e da organização. Uma das características do Jardim Suspenso é que os artistas fazem parte também da produção, assim como os músicos. A ideia é que seja um evento de artes integradas que explore outros ângulos, outras linguagens, como a roda de capoeira, o debate…

E como foi o processo de organização desse ano? E de seleção de artistas? Esse ano eu estou no Jardim como produtor de arte, fazendo a produção conceitual do evento, a seleção… Fizemos a seleção a partir do espaço, contando com a ajuda de uma arquiteta, a Laura, e do Ivan Pascarelli, que nos deu uma assessoria muito importante quanto a como os artistas poderiam utilizar a experiência espacial de todo o território, desde a casa até aqui. Abrimos um edital, uma convocatória pública, para selecionar dez artistas que seriam residentes, e esses artistas residentes, junto com a gente, selecionariam outros tantos artistas como não residentes. Os artistas residentes vieram para morar, então privilegiamos artistas de endereços distantes, de periferia e até de outros países (o Peter é um artista de Berlim, o Nacho é argentino de Córdoba). Tentamos ter uma diversidade de propostas e de gênero e fomos desenvolvendo os trabalhos em torno de um tema geral, que esse ano foi descolonização.

Como esse tema se relaciona com o espaço do Jardim Suspenso, com o morro? Estávamos interessados em leituras pós-coloniais, no que seria o decolonial, as produções de linguagem como resistência, criação de novas palavras, de novas situações, instalações espaciais… O espaço da favela é um espaço que tem uma estética de vivência, vivência como produção estética contínua, decolonial. As próprias construções: eles constroem as casas deles de maneira bem manual, é uma coisa muito interna, estão sempre construindo e isso é uma demarcação de território, é uma tomada muito interessante, um senso de comunidade dentro de um cerco Zona Sul, branco e que não considera o morro como parte do bairro, mas as pessoas estão aqui vivendo há muito tempo. Na década de 80, eles foram responsáveis pelo reflorestamento da região, essa era uma área desertificada pela criação de gado. A gente conversou muito com o presidente da associação de moradores, o André, que tem um projeto interessante e uma fala incrível sobre o problema racial e de exotificação, o porquê disso, de transformar a favela num zoológico, esse turismo predatório num nível psiquíco, então ele fez parte também, no primeiro dia da residência já iniciamos com uma fala muito boa do André.

Você está com uma instalação aqui? A minha instalação são as placas,tem duas aqui e duas lá embaixo. São placas publicitárias, de vendas de imóveis, a Imobiliária Privilégio, que eu não necessariamente inventei. Eu estava dando um rolê no asfalto em Copa, tudo caro pra caralho, e aí eu passei por uma imobiliária com esse nome perto do metrô. Existe! Aqui em Copa! E aí eu falei “putz, será?”. Eu tinha conversado com o André, que tinha me dito que eles estavam com um problema super sério com a galera que mora numa clareira no morro; as pessoas estão a ponto de serem removidas porque a Área de Proteção Ambiental tem as áreas limítrofes demarcadas com barras de ferro, que foi onde coloquei minhas placas. Tudo que está pra trás vai ser removido, já existe uma ordem judicial para isso e eles alegam que é pelo impacto ambiental, mas na verdade é porque dá pra ver, de Copacabana, os barracos aqui da frente, entendeu? Isso atrapalha a especulação imobiliária.

Fala mais sobre o processo de seleção dos artistas, foi por vivência, por trampo? Foi uma seleção totalmente aberta. Fizemos um editalzinho, não foi nada burocrático. Os artistas inscritos enviaram projetos e nós selecionamos esses projetos de acordo com isso que estávamos interessados em construir. A partir do projeto do Jardim Suspenso a gente entendeu que a melhor experiência que poderíamos produzir era uma experiência imersiva.

Quando chegamos ao Jardim Suspenso, fica logo claro que uma das coisas mais importantes de todo aquele processo acontecendo ali é a relação entre os artistas e o lugar, especialmente se pensarmos que muitos artistas de outras cidades e até de outros países de repente se viram morando na Babilônia. “O Jardim se instaura dentro de uma questão geopolítica que a gente não pode negar, é uma favela com UPP. Tem uma pequena guerra rolando aqui, os residentes tomaram noção disso, é uma guerra, pessoas morrem, esses corpos devem ser colocados em questão, o corpo periférico, o corpo feminino, o corpo preto, o corpo do favelado”, afirma Jeferson.

Toda essa diversidade foi perseguida, mas no sentido de travar diálogos tanto com essas pessoas que possuem seu lugar de fala quanto com quem vive distante de tal realidade: “a gente não pode ficar conversando entre a gente sobre descolonização, os corpos privilegiados têm que vir aqui também, é importante criar esse tipo de integração para ter o debate”, explica Jeferson. E nisso se deu também a vontade de criar uma residência internacional. Na casa convivem artistas de Berlim, de São Gonçalo, de Mesquita, de São Paulo. E aí os tensionamentos acontecem, afinal, como essas pessoas que vêm de realidades tão diferentes lidam com a favela? E como elas se relacionam entre si diante de suas experiências tão diversas com as cidades?

Ana Matheus Abbade, de São Gonçalo, fez uma vídeo-instalação inspirada em experiências que teve ali. “Só Não Pode Ser Ele” nasceu de seu processo de reconhecimento do lugar e de sua descoberta da homosexualidade como um grande tabu na comunidade. Histórias de homens que pulavam muros para transar com outros homens sem serem vistos pipocaram em seus ouvidos, “essa relação de como se formula a identidade que se perpetua no seu corpo e como se constitui na negociação com a pólis, acho que foi mais ou menos essa a minha forma de pensar a estrutura do filme”, diz Ana, que é residente do projeto. Já Miguel Vida, que é da Espanha, mas vive na Babilônia há dois anos, tem seus trabalhos espalhados pelo Morro. Ele faz parte do projeto do Espaço Cultural Jardim da Babilônia, uma iniciativa relevante de fomento artístico e empoderamento cultural que tem um bar, por meio do qual eles pretendem viver, crescer e sustentar o projeto. Miguel pintou os degraus das escadas do Morro: “fiz uma poesia e coloquei nos degraus, porque é o que é mais visto quando você carrega material, e queria trazer para o físico. Os carregadores de material passam o tempo inteiro olhando pro chão”.

Visitar o Jardim Suspenso e entender todas essas questões na prática é deveras impactante. Não se trata de uma exposição tradicional nem da reprodução de clichês, mas de uma explosão do que se entende como instituição e espaço de representação da arte, como o próprio Jeferson nos explicou. No Morro da Babilônia, os artistas se envolvem de maneira ativa com questões políticas, sensoriais, locais, identitárias e de luta, e isso se traduz em suas obras, além de alcançar uma parte da população carioca que nem sempre tem acesso a isso. “trabalhar dentro da favela foi muito interessante porque a gente pôde explorar umas coisas incríveis, dá pra emergir coisas incríveis falando só desse lugar sem ser predatório ou exploratório. A gente tem que ter capacidade de integração, não é unidirecional”, conclui Jeferson.

Você pode saber tudo que rolou na programação do Jardim Suspenso aqui!

Fotos: West Pereira

Você pode aprender idiomas com os refugiados e ajudar ativamente o mundo!

Você sabia que, no Brasil, é possível apoiar os refugiados ao fazer aulas com os mesmos tanto de suas línguas nativas quanto de experimentações relativas a suas culturas? A iniciativa louvável veio do curso “Abraço Cultural”, que oferece diversas turmas no Rio de Janeiro e em São Paulo, com professores de diferentes nacionalidades. O curso é uma ação das ONGs Atados e Adus, com praticamente toda a renda voltada aos refugiados: a maioria das pessoas que trabalham no projeto é parte de um esquema bem bacana de voluntariado.

Atualmente eles contam com aulas de inglês, francês, espanhol e árabe. Você pode ter aulas de francês com a Geneviève, por exemplo. Uma haitiana de 32 anos que chegou ao Brasil em 2015 e caminhou da Liberdade até o Pacaembú (bairros paulistanos) para sua entrevista no Abraço Cultural. Além de dar aulas, Geneviève gosta de contar histórias tradicionais do Haiti e é uma excelente cantora. Perceba, não é um negócio assistencialista, sabe? É uma busca por trocas culturais, quebras de paradigmas, representatividade.

As aulas podem ser presenciais (entra no site e se inscreve para receber informações dos cursos diretamente no seu email!) ou particulares. Uma coisa muito legal é que dá pra fazer as aulas em casa em grupos de até 4 pessoas, ficando o preço cada vez mais em conta conforme a quantidade de alunos. Por exemplo, num grupo de 4 pessoas cada aula sai a R$ 40,00 por pessoa. Muito bom, né? Por sinal, todos os preços dos cursos são bem em conta em comparação com os cursos “tradicionais” de idiomas. A ideia é mesmo atrair cada vez mais interessados tanto em aprender quanto em ajudar.

Hoje em dia são mais de 60 milhões de pessoas no mundo todo forçadas a sair de seus países, casas e abandonar membros da família por situações de guerra e conflitos armados, temor de perseguição, violência generalizada e violação massiva dos direitos humanos. Essas pessoas chegam a países estranhos, sofrem preconceito e, muitas vezes, são pessimamente acolhidas — a gente bem sabe de diversas histórias de refugiados humilhados e maltratados quando chegam aos seus destinos.

Fica aí a dica valiosa! É sempre importante lembrarmos que, independente de credo, cor, classe social ou país de origem, o mundo é nossa casa. Casa de todos nós, seres humanos. Por aqui ficamos super empolgados para experimentar as aulas, aperfeiçoar as línguas e trocar e ouvir as histórias de vida dessas pessoas, saber mais de suas culturas e apoiar essa iniciativa de acolhimento e representatividade… E você? Se anima e vai lá!

FALANDO NISSO

Vocês viram que pela primeira vez na história das olimpíadas um time de refugiados foi formado? O Team Refugees contou com 10 atletas: dois nadadores sírios, duas judocas congolesas e seis corredores da Etiópia e do Sudão do Sul. Na cerimônia de abertura o time entrou logo antes da delegação brasileira carregando a bandeira olímpica, como um símbolo da luta pela paz entre todos os povos. Foram ovacionados, aliás. Legal pra caramba, né?

Retrospectiva olímpica: os melhores e piores da Rio 2016

No último domingo aconteceu a cerimônia de encerramento das Olimpíadas Rio 2016, apagando a pira olímpica e fechando um ciclo que acabou surpreendendo positivamente a todos: surra de espírito olímpico, muitos festejos na cidade maravilhosa, troca cultural intensa e um envolvimento com diferentes esportes que não só o futebol. Coisa rara de se ver aqui nas nossas bandas! Já estamos com saudades, claro! E no clima de relembrar, listamos os melhores e piores da Rio 2016. Confere:

Uma foto publicada por Caio Braz (@caiobraz) em

OS MELHORES

A CERIMÔNIA DE ABERTURA Estávamos todos tensos com a abertura dessa olimpíada, vamos assumir. O evento chegou ao Brasil num momento político super delicado, com o país polarizado e os ânimos à flor da pele. Montada por um time de peso (Andrucha Waddington, Daniela Thomas e Fernando Meirelles como diretores criativos, Deborah Colker na direção de movimentos e Abel Gomes como diretor-geral artístico), a cerimônia trabalhou com orçamento reduzido, mas deixou todos boquiabertos. Cheia de alma, calor humano e muito brasileira sem ser só clichê, foi o início perfeito de um evento que nos uniu e nos fez ver o lado bom de ser brasileiro. Estar lá foi emocionante pra caramba, saímos todos bêbados de espírito olímpico!

por Beto Barata

RAFAELA SILVA DEU O NOME Nossa primeira medalha de ouro nesses jogos foi também uma senhora história de superação. A judoca Rafaela Silva levou o estimado prêmio depois de ser eliminada em Londres e sofrer racismo. Ela chegou a pensar em desistir do esporte, mas deu a volta por cima. Mais, Rafaela é mulher, negra e de origem humilde. Muita representatividade e uma verdadeira lição de vida.

por Kai Pfaffenbach/Reuters

THIAGO BRAZ DA SILVA, VOADOR Que loucura foi ver Thiago Braz no salto com vara! O rapaz bateu novo recorde olímpico e saltou 6,03 metros, deixando o francês e favorito ao ouro Renaud Lavillenie para trás (um que super reclamou das vaias do público, aliás). Thiago tem só 22 anos e é uma das faces dessa edição das Olimpíadas.

por Franck Fife/AFP

ISAQUIAS: TRÊS É DEMAIS DE BOM O baiano de 22 anos foi o primeiro atleta brasileiro a ganhar três medalhas em uma única edição dos jogos. Nas três provas de canoagem que fez, Isaquias subiu ao pódio. Foram duas pratas e um bronze, mas o gostinho foi de ouro para todos nós.

por Reuters

A DESPEDIDA DE PHELPS O maior atleta olímpico de todos os tempos disse adeus à carreira de nadador aqui, em terras brasileiras, após levar cinco ouros e uma prata na Rio 2016, acumulando 28 medalhas, sendo 23 delas de ouro. Pense: o Brasil tinha 23 ouros em toda a sua história até o início da Rio 2016, coisa que Phelps conseguiu sozinho em cinco edições olímpicas. Palmas.

por Odd Andersen/AFP

SIMONE BILES, A PEQUENA GIGANTE Dava gosto de ver Simone Biles performando suas acrobacias nas provas de Ginástica Artística. A jovem de 19 anos levou quatro ouros e um bronze e virou a primeira atleta norte-americana a conseguir mais medalhas do esporte em uma única edição dos jogos.

por Getty Images

USAIN BOLT: O RAIO Impossível não amar Usain Bolt! O jamaicano é quase deus, de tão impressionantes que são suas corridas. Ele conseguiu três tricampeonatos inéditos (100 e 200 metros rasos e revezamento 4×100 metros) e levou medalha de ouro no bom humor, coisa que brasileiro adora. Bolt era só sorrisos, zoava com jornalistas e no Rio de Janeiro não se falava de outra coisa que não o seu aniversário de 30 anos, comemorado na Casa da Jamaica. Bolt acabou indo para outra festa, mas segue rei nos nossos corações. Ah! Ele também anunciou aposentadoria. Veremos…

por Lucas Coch/EPA

O LEGADO DO METRÔ Com as obras entre Ipanema e Barra concluídas e o metrô funcionando inicialmente para atender o fluxo do evento olímpico, o carioca parece ter um motivo pra continuar alegre com o fim da Rio 2016. Finalmente existe a possibilidade de sair de Ipanema e chegar à Barra em algo como 40 minutos, sem carro, sem trânsito e pagando pouco, algo inimaginável a pouquinho tempo atrás. Quem mora no Rio e faz o trajeto diariamente sabe do perrengue que é: comum ficar até mais de três horas no trajeto entre um bairro e outro.

por Ricardo Cassiano

UNIFORMES BABADEIROS Falando de modas, parece que não temos do que reclamar. As parcerias entre as delegações dos países e renomados estilistas renderam belíssimos uniformes aos atletas, tipo de roupa sporty que a gente adotaria fácil no dia a dia. Brasil tava super DNA brasileiro com Lenny Niemeyer, a França tava maravilhosa de Lacoste, os da Suécia estavam um bafo, muito usáveis (e feitos pela H&M, olha…), e Cuba de Christian Louboutin? Elegantérrimos da cabeça aos pés. Amamos!

Uniformes de Cuba e França, respectivamente. Fotos: respectivas delegações

OLIMPÍADA DAS GAY E DAS MINA Essa medalha é nossa! A Rio 2016 se consagrou como a olimpíada mais gay da história, com o maior número de atletas abertamente LGBTQ de que se tem notícia (43 no total)! Tivemos pedido de casamento em campo, beijo durante a passagem da tocha, destaque para atletas já casadas ou namoradas, cinco ciclistas trans puxando as delegações dos países na abertura… Além disso, a seleção brasileira de futebol teve seu (tardio!) merecido reconhecimento por parte do público brasileiro e mulheres dos mais diversos esportes provaram por A + B porque esse papo de sexo frágil é uma cilada. Que a representatividade e o respeito se espalhem e se perpetuem, já que sabemos que no dia a dia brasileiro não é bem assim que a banda toca.

por David Ramos

OS PIORES MOMENTOS

O PINÓQUIO OLÍMPICO O papelão de Ryan Lochte em sua passagem pelo Brasil foi, certamente, um dos acontecimentos mais bizarros dessa Olimpíada. O cara ganhou o ouro no revezamento 4×200 metros livre, sua 12ª medalha na carreira, mas achou pouco. Ficou bêbasso na night carioca, arranjou confusão e ainda mentiu sobre ter sido assaltado junto aos amigos atletas James Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger. Lochte perdeu patrocínio da Speedo, virou motivo de vergonha mundial e o caso está sendo investigado pelo COI.

por AFP

OS CASOS DE ASSÉDIO NA VILA DOS ATLETAS Quatro casos de estupro estão sendo investigados. O pugilista marroquino Hassam Sada e o pugilista da Namíbia Jonas Junias Jonas foram presos por suspeita de estupro a camareiras. Um atleta da delegação búlgara está sendo investigado por agressão. O segurança Genival Ferreira Mendes foi autuado em flagrante por praticar ato libidinoso contra uma bombeiro civil e ainda dois atletas das Ilhas Fiji foram acusados de assédio por três camareiras. Gostamos de falar que essas foram as olimpíadas das mulheres, mas esse tipo de ocorrência mostra quanto caminho ainda temos a percorrer nesse sentido. Triste.

por Ricardo Moraes/Reuters

A PISCINA VERDE “A química não é uma ciência exata”. Foi assim que um porta-voz veio justificar a vergonha da piscina de água verde do Centro Aquático Maria Lenk. Demorou até um tempo pra descobrirem que diabos tinha acontecido com a água, e o fiasco foi posteriormente explicado como um excesso de peróxido de hidrogênio colocado nas piscinas, o que comprometeu a eficiência do cloro e permitiu a proliferação de algas. Aff, bizarro!

por Reuters

O FORA TEMER PROIBIDO Primeiramente: Fora Temer! Segundamente, que ano é hoje que um torcedor é retirado de um estádio por se manifestar contra o governo? Foi isso mesmo que aconteceu, um rapaz foi retirado à força da competição de tiro com arco por supostamente ter gritado “Fora Temer”. Polêmicas com cartazes também aconteceram, mesmo depois de a Justiça ter acolhido um pedido do Ministério Público Federal para que União, Comitê Organizado e Estado deixassem o povo se manifestar em paz.

por Ueslei Marcelino/Reuters

AS VAIAS O brasileiro é um povo de coração, emotivo, que se entrega aos espetáculos esportivos que assiste cheio de alma. Com as olimpíadas acontecendo no Brasil pela primeira vez, talvez tenhamos nos excedido um pouco. As muitas vaias em esportes como tênis de mesa, hipismo e atletismo irritaram atletas estrangeiros e a imprensa internacional, que insistiram conosco que “nem tudo é futebol”.

por Jae. C. Home/AP

Olimpíadas, please come to Brazil (again)!!!

Quais foram seus momentos favoritos dos jogos? Conta pra gente nos comentários!

A Void General Store tomou de assalto o Rio de Janeiro! Entenda o sucesso

Uma conveniência que não é apenas uma conveniência. É uma conveniência que também tem bar. Mas não só. Uma conveniência que vende roupas descoladas, tênis irados, Melissas, Havaianas. O brownie mais famoso do Rio de Janeiro, acessórios descolados, coisas que você precisa para o seu skate, parafina. Uma conveniência que, convenientemente, reúne uma galera massa para beber, comer uma besteirinha, trocar várias ideias — e lota! Uma conveniência que faz festas. Ou seja, muito, mas muito mais do que uma “lojinha de posto”.

Essa é a explicação resumida do que é a Void General Store. Talvez só indo a uma de suas seis unidades no Rio de Janeiro você entenda 100% a vibe do lugar. Se você é frequentador, sabe exatamente do que estamos falando! A Void dominou parte do Rio de Janeiro com seu jeitão sem regras e quer dominar o mundo! É, de fato, um super case de sucesso de um negócio que nasceu do sonho de amigos, há alguns anos atrás, de um jeito mega fluido, vibes geração Y, vibes trabalhar com amor, trampar e viver, tudo junto.

Na verdade, tudo começou em 2004, quando os amigos Pedro Hemb, Ricardo Mohr, Bruno Tellechea e João Francisco Hein começaram a organizar uns eventos em Porto Alegre, onde eles moravam. O dinheiro que nasceu dessas iniciativas foi reinvestido numa revista que se chama, adivinhem, Void, e que versa bem sobre esse universo que a Void General Store agrega: skate, surf, moda, night, sons bacanas. Tudo feito de forma independente, diga-se de passagem, e com conteúdo de qualidade.

A coisa foi crescendo, uma rede foi se formando, até porque os eventos nunca deixaram de existir em paralelo ao que os meninos estavam fazendo, até que eles sentiram que era hora de ir além e viram na General Store um gap de mercado. Vieram pro Rio, muito porque no eixo Rio-São Paulo as coisas ganham dimensão com mais rapidez (e convenhamos, Rio e Void tudaver), e abriram a primeira loja em 2014. Trocamos uma ideia com o Pedro Perdigão, que se juntou ao time Void quando esse chegou ao Rio, pra entender mais desse negócio todo.

Da chegada da primeira loja ao Rio, em 2014, até agora vocês já somam seis lojas, espaços super bombados. A que vocês atribuem tanto sucesso? O crescimento acabou sendo natural. Todos os envolvidos no movimento que estamos construindo vivem a Void de uma maneira muito intensa. Acho que a ideia de ser uma loja que vai servir cada bairro de maneira diferente também contribuiu para o crescimento. Mas acho que ainda temos muito a construir. Nosso sonho é grande e estamos iniciando ele.

Como foi a evolução, o crescimento da Void no Rio de Janeiro desde a chegada de vocês por aqui? Quais acontecimentos você destaca como cruciais? A Void é muito maior do que as lojas. Ela já existe há mais de 10 anos através da revista. Nossa essência é o conteúdo. Acredito que essa evolução tem acontecido em todas as esferas. Nos filmes, nas publicações, nos eventos e nas lojas. A loja acaba sendo a forma mais rápida de entrar no nosso universo e por isso essa percepção de crescimento é maior. Mas estamos sempre evoluindo e trabalhando muito pra chegar aonde a gente quer. Posso destacar alguns momentos que contribuíram muito para essa evolução. Os Consertos para Juventude na Void Barra: Mac Demarco, Allah Las e Skegss. O Mimpi, nosso festival de filmes de surf e skate. A edição da revista Suave, SP. As aberturas das lojas foram muito importantes. Todas. Cada uma com sua característica. Mas destaco Botafogo com a presença da House of Food, pois criou uma nova dinâmica.

Os vídeos review são divertidíssimos. Como surgiu a ideia? (Veja os vídeos na página da Void no Face, a /voidelicia). Toda semana chegam produtos alucinantes nas lojas. Sempre tem uma novidade e algum item que é difícil de encontrar em outros lugares. Vimos que a comunicacão deles apenas pelo Instagram não era o suficiente. Temos uma facilidade em criar vídeos e ao mesmo tempo, vimos que o nosso time em lojas é muito foda e que poderia muito contribuir. Resolvemos então juntar tudo. Abrimos uma câmera na frente deles e aconteceu. Não tínhamos uma pretensão com os videos. Mas eles acabaram bombando muito!

A Void virou referência de lifestyle, né? Quem é a galera que frequenta as lojas? Nos relacionamos com uma cultura de fronteira. Aqueles que tem seus próprios movimentos mas que estão à margem de uma cultura tradicional. A Void reúne essas galeras. Música, moda, arte, surf, skate, rango são alguns dos territórios. Mas a Void é o caldeirão que provoca esses encontros malucos entre pessoas improváveis.

Hoje, quantas pessoas tem o time da Void? Quantos vocês eram quando chegaram por aqui? Quando começamos aqui no Rio éramos 8 no escritório e mais a galera da primeira loja. Hoje, somando todas as lojas, escritório e colaboradores, somos um time de aproximadamente de 80 pessoas.

Todas as fotos: I Hate Flash

The Poundshop: objetos de design por preços de lojas de R$ 1,99 na Void

A design event with incredibly economic creations

Já imaginou pagar entre R$ 5,00 e R$ 35,00 em objetos de design feito por gente pra lá de criativa de marcas como Svetlana, Exímia, Itsu e Wasabi? Parece brinks, mas é o The Poundshop, projeto criado pela sueca Sara Melin e pela britânica George Wu em 2010 e que agora chega ao brasil. A ideia, que surgiu de uma brincadeira entre amigos numa loja cara de design e virou coisa séria, é criar uma cultura de produção mais simples e eficiente, num evento inspirado nas lojas de R$ 1,99.

Em 5 anos já rolaram 14 edições do evento, que abriu pop-up stores em lugares como a Selfridges e o The Science Museum. Sara, que adora o Brasil e já era apaixonada pela cultura da gambiarra, passou a última semana no Rio trabalhando com esse povo incrível nas criações que serão vendidas no evento. O encontro criativo entre todos foi organizado pela Mesa&Cadeira, empresa bem bacana que faz workshops nos quais reúne profissionais de um monte de áreas ao redor da mesma mesa para configurar projetos. Só pode sair coisa boa daí, né? A Mesa&Cadeira inclusive já trabalhou com gente tipo Rafaël Rozendaal e Kobe Bryant e empresas como Samsung e Google.

“O grupo com que trabalhei foi selecionado a dedo”, explicou Sara. De quebra, a própria já ganhou diversos prêmios, como o Top 5 do h.Club100 list (lista de negócios mais inovadores e criativos da Inglaterra) e o Bright Young Things, da Selfridges. Fato que o negócio vai ser bom! Não perde! A edição brasileira do evento abre lá na Void do Arpoador, dia 20 às 19h. Corre pra garantir desde coisas para a casa até acessórios úteis para diferentes situações do dia a dia, tudo pensado com carinho, criatividade e custando pouco.

Serviço

Onde: Void General Store (Galeria River. R. Francisco Otaviano, 67 – Loja C – Arpoador) Hora: das 19h à meia-noite Faixas de preço: R$5, R$10, R$20 e R$35 Peças disponíveis na Void Arpex enquanto durarem os estoques.

ENGLISH

Can you imagine paying between 5 and 35 Brazilian Reals in design objects made by super creative people from Brazilian brands such as Svetlana, Exímia, Itsu and Wabi-Sabi? No joke, my friends. This is The Poundshop, a project created by Swedish Sara Melin and British George Wu in 2010 which now arrives in Brazil. The idea started as an informal conversation between friends and aimes to create a culture of simpler and more efficient production, with events inspired in $ 1,99 stores.

14 editions of the event hapenned in 5 years and pop-up stores were opened in places such as Selfridges and The Science Museum. Sara, who loves Brazil and its culture of clever improvised solutions, spent last week in Rio de Janeiro working with these amazing folks in creations that will soon be sold at the event. The creative encounter was organized by Mesa&Cadeira (table and chair), a company that makes workshops and brings together different professionals, gathered around the same table to set up projects. Only good things can come from this initiative, right? Ater all, Mesa&Cadeira has even worked with people like Rafaël Rozendaal and Kobe Bryant and companies like Samsung and Google.

“The group I worked with was hand-picked”, said Sara, who by the way has won several awards such as the Top 5 h.Club 100 list (most innovative and creative business list of England) and the Selfridges Bright Young Thing. you can’t miss that! The Brazilian edition of The Poundshop opens on day 20 at 7pm in the Arpoador Void Store. There you will find from home objects to handy accessories for everyday life with awesome design and little cost.