Category: Música

11 coisas que (ainda bem) ficaram nos anos 90!

Toda década produz muita coisa boa e muita coisa ruim. Aqui elencamos o que ficou nos anos 90 e não sentimos falta!

1. Clima Milênio

Duvido que entre 98 e 99 ninguém foi numa festa com tema “Milênio”. O clima da virada tomou conta de toda nossa cultura e logo figurinos, nomes de discos, filmes, músicas começaram a tentar reproduzir o que seria o futuro. Deu medo.

2. Séries teens dramáticas

Garotas problemáticas, garotos frouxos, famílias desunidas, cidade pequena, gravidez… várias séries teens abordaram esse temas, cada uma do seu jeito. E era duro aguentar todo esse dramalhão.

3. Movimento Clubber

Parecia que estava todo mundo pronto pra pegar uma nave espacial colorida e partir pra o Planet Party!

4. Vibe DEPRÊ

Espécie de ressaca moral do anos 80, que durou até 95 mais ou menos… Maiores representantes: Nirvana, Sinead O’Connor, Silverchair e The Cranberries.

5. Virgindade

Alavancada por Britney Spears (e no Brasil pela Sandy), nunca se discutiu tanto a virgindade. Qualquer artista novo que aparecia, a primeira pergunta era se a pessoa era virgem ou não e o que ela achava de se guardar para o casamento. Papo chato, ainda bem que deixou de ser tabu.

6. Vengaboys

Por motivos óbvios.

7. Banheira do Gugu

Uba uba uba He!

8. Enxurrada de suspense teen

Pânico foi legal. Eu Sei o Que Vocês Fizeram no verão passado foi legalzinho. Mas na sequência vieram filmes repetindo a mesma fórmula do “quem é o assassino” que acabaram com estilo.

9. Freddie Prinze Jr.

Freddie Prinze Jr. era um galã de filmezzz… teenzzzz…

10. Celulares gigantes

ops…

11. Internet discada

Porque se não acabasse, o mundo não seria assim.

12 motivos para respeitar Justin Timberlake (e vários para amar The 20/20 Experience)

Todo mundo adora Justin. Pelo menos é o que parece. Mas se você (ainda) tem dúvida do potencial dele e acha que ele é só um ex-boyband, dê o mínimo de atenção aos 12 motivos que temos para respeitar Justin Timberlake.

1. Gravou SexyBack, e iremos amá-lo para sempre por causa disso.

2. Era do N’ Sync, a melhor boyband da época.

3. Aprendeu a usar o cabelo decentemente

 Tô melhor, não?

4. Sensualiza quando dança sem parecer babaca

5. Sempre participa do SNL. E manda bem.

6. Já cantou com os Stones…

7. … gravou com o Jay-Z…

8. … e criou ciuminho no Kanye.

Remind me again who’s the original superfly. Man, I got love for Hov but I ain’t f***ing with that Suit & Tie. #chatiado

9. Fez um show surpresa no festival SXSW desse ano

os hipster pira

10. É elegante

né?

11. É um dos sócios do MySpace e ajudou na reformulação do site

12. Gravou SexyBack.

Porque essa música é demais para ser apenas um motivo.

E depois de 7 anos ele volta com The 20/20 Experience. E quem esperava o Justin do pop, viu e ouviu o Justin do RnB. Só que ele não decepcionou. Afinal já faz 7 anos de FutureSex/LoveSounds e se tem alguém que pode provar que um artista evolui, esse cara é o Justin.

Como um Frank Sinatra moderno, Justin reapareceu de smoking e cabelo alinhado. Cantando temas românticos e sacanas, mesclando arranjos de corda com beats graves, usa e abusa da malandragem que aprendeu com os amigos Jay Z e Timbaland. Frank Sinatra nunca foi santo, Justin Timberlake também não.

Referência: The Rat Pack (Dean Martin, Sammy Davis Jr. e Frank Sinatra) / JT e seus dançarinos

Do começo ao fim, o disco é bom. Acompanhado pelo orquestra RnB The Tennessee Kids, mostra uma maturidade sonora e uma sofisticação que há tempos não víamos no pop. Sim, é um disco de RnB, mas é um disco pop. Afinal, desde FutureSex/LoveSounds Justin aprendeu muito bem a fazer o que realmente queria e bem feito, sem perder o apelo pop que sempre o acompanhou.

O disco sai oficialmente hoje nos EUA, mas desde a semana passada pode ser ouvido via streaming pela iTunes Store ou no iPod do seu amigo mais esperto. Vale bem a pena. E preparem-se: dizem que existe um The 20/20 Experience Part II que será lançado no segundo semestre. Dizem…

UPDATE

Acabou de sair o novo clipe de Mirrors, segundo single de 20/20 Experience. Minha música preferida! [Caio Braz]

O Mundo de Grimes

Quem acompanha música – pelo menos de longe – sabe que há tempos que não conseguimos mais rotular um som dentro de um estilo só. Os novos artistas vêm cheios de referências e não se importam em se encaixar dentro de um estilo, principalmente os “geninhos”, caso da canadense Grimes.

ai… ser inteligente dói…

A ex-estudante de literatura russa e neurociência define seu som como um pop experimental para se sentir bem. E para isso adora usar batidas de dance music e texturas. Fina, né? Admito que fiquei um pouco confuso quando ouvi seu disco pela primeira vez. Sabia que tinha gostado, mas não sabia por que. É um som que vai te conquistando aos poucos…

Sou a nova princesinha dos hipsters.

Apesar de ter tido mais destaque com o estranho clipe de Genesis, do seu último álbum Visions, Grimes já está em seu terceiro disco. Ela também é diretora de clipes e já dirigiu alguns dela mesma. Pela atmosfera criada por suas músicas, todos seus clipes tem uma aura surrealista. É possível ver num mesmo take bonés de aba reta e armas medievais. Weird and good.

Apesar de da voz angelical e da aparência frágil, Grimes manda muito bem ao vivo. Toca teclado, usa programadores e vários aparatos eletrônicos. Sempre é acompanhada por uma crew de backing vocals/dançarinos tão estranhamente legais como ela.

Vale a pena ir atrás dela se você gosta de um som eletrônico leve e animado, com um toque de psicodelia e nostalgia… Ok, compliquei demais. Mais fácil é ouvir.

Chet Faker

Sabe quando você vai ouvir algo que alguém indicou, meio assim, com má vontade, já achando que vai odiar e quando começa a ouvir se apaixona? Então… Aconteceu essa semana quando conheci Chet Faker.

Oi, prazer.

Australiano, 22 anos, nascido Nick Murphy. Mas mudou seu nome para Chet Faker porque já existia um cantor com mesmo nome que o dele, que não era famoso, mas já tinha uns discos lançados. Como sempre foi muito fã de jazz resolveu fazer essa homenagem ao Chet Baker. Acabou sendo descoberto há um ano atrás quando soltou na internet uma versão de No Diggity do grupo de RnB dos anos 90 Blackstreet.

Pois é… tenho só 22 anos…

A não novidade do som dele é que acaba sendo a novidade. Tendo como referência o RnB da Motown que sua mãe ouvia e os CDs da linha Chill Out Ibiza que o pai tanto adorava, o som dele tem uma pegada boa que vai te envolvendo a cada música. Usando programações eletrônicas com um vocal (quase) melancólico do jazz e do soul, suas músicas podem se encaixar tanto no seu momento feliz quanto no mais deprê. Seu disco Thinkin In Textures é daqueles para escutar do começo ao fim. Sem pausa.

O moço ainda não tem clipe, mas pelo menos podemos vê-lo cantando no hypado festival South By Southwest desse ano.

Para saber mais dele:

chatfaker.com

soundcloud.com/chet-faker

facebook.com/chetfaker