Category: Música

Festival Bananada: saiba mais sobre o rolê que vai agitar Goiânia em maio

Sabe aqueles festivais sobre os quais dá até orgulho de escrever? Um fomento brasileiro que chega pra valorizar o que a gente tem de melhor não só em termos de música, e ainda traz atrações internacionais, tudo com preços muito camaradas e pegada inclusiva. Pois esse rolê é real e se chama Bananada, um festival multicultural que há 19 anos (uau!) bomba os meses de maio da cidade de Goiânia com atrações das mais diversas que se espalham por diferentes espaços da cidade.

Esse ano o Bananada vem com mais força ainda! Depois de sua edição de mais sucesso em 2016, com 83 atrações musicais e mais de 100 horas de música, chegou a hora do festival ir além. Entre 8 e 14 de maio serão 100 atrações ocupando diferentes pontos da cidade. Nomes como BaianaSystem, Os Mutantes, Céu, Mano Brown, Liniker, Selvagem, Black Drawing Chalks e muitos outros subirão aos palcos pra agitar a galere. Um concept é um concept, né mores?!

Outra coisa massa do Bananada é que ele não se resume a música: tem artes, gastronomia, skate, tatuagem e moda, numa inter-relação de movimentos culturais de dar inveja em festivais gringos e tudo. Pratos especiais serão feitos em 28 bares e restaurantes parceiros ao longo do festival, haverá o Goiânia Crew Atack, fomento de skate com competições que foi incorporado ao Bananada em 2014 e segue forte, a Blackbook, programação de Artes Visuais que já rola há cinco anos, além de muito mais coisa foda.

É tanta coisa que é obrigatório consultar a programação pra se organizar direitinho e não perder nada do que quiser. Clica aqui e já monta sua planilha kkk.

Só vamo, né nom? Pra quem animou, os ingressos estão custando entre R$ 45,00 (avulsos) e R$ 120,00 (passaporte para o fim de semana), mas tem que correr, porque tá tudo esgotando rapidão. Dá pra comprar pelo site. NOS VEMOS LÁ?

7 sons brasileiros relativamente novos para ouvir no repeat

Se você é fã de música brasileira, corra já pro fone de ouvido e escute com carinho esses projetos que a gente selecionou aí embaixo! Alguns são bem recentes, outros já têm uns bons anos de estrada, mas nenhum é exatamente super mainstream, então talvez esse post contenha umas ótimas novidades para o seu repertório musical. Aproveita e deixa mais dicas nos comentários!

MÃEANA

Ana Cláudia Tomelino, também vocalista do Tono, ganhou o apelido de “Mãe Aninha” de seu colega de banda e baixista Bruno Di Lullo, lá em 2012. Ali nascia a semente dessa persona que é meio mãe, meio religiosa e também abarca a ideia da palavra “amanhã” em espanhol. Mãeana lançou seu primeiro álbum homônimo na segunda metade do ano passado, com 14 faixas inéditas e composições de nomes como Caetano Veloso e Adriana Calcanhotto, além da parceria com Bem Gil, seu marido e filho de Gilberto Gil. O trabalho traz essa vibe feminina, da divindade, transcendental, com referências ao mitológico, aos mistérios do universo, a ETs, aos Orixás e também ao carnaval. Viciante.

AYMORÉCO

O projeto musical do ator, cantor e compositor Chay Suede com o arranjador, produtor e multi-instrumentista Diogo Strausz é uma delícia de som com personalidade e referências gostosas e variadas. Descolado, Chay mistura choro com carimbó, espanhol com português, sonoridades retrô com outras super contemporâneas e melodias do tipo que nunca mais se esquece. O projeto lançou um EP em dezembro de 2015 e em seguida lançou seu primeiro álbum, um disco com 10 faixas. Ouça o single “Chuva de Like” só pra começar!

AVA ROCHA

Talvez você ainda não conheça o som da Ava, mas não está errado se imaginou, pelo sobrenome, que ela é filha do cineasta baiano Glauber Rocha. Seu nome completo, Ava Patrya Yndia Yracema Rocha, é também o nome de seu primeiro álbum (tirando o Rocha), de 2015. Ava é filha de dois cineastas (sua mãe é Paula Gaitán) e sempre esteve envolvida com arte em vertentes variadas, inclusive teatro. Foi com Zé Celso e o teatro Oficina que veio a considerar mais seriamente a carreira como cantora, quando começou a cantar “Luar do Sertão” no espetáculo “Os Sertões”. O disco, como a própria artista defende, é “pop, inventivo, quente, político, sensual”. Carrega uma força feminina inegável, mas que se divide entre várias possibilidades da existência feminina. Experimenta:

5 A SECO

Léo Bianchini, Pedro Altério, Pedro Viáfora, Tó Brandileone e Vinicius Calderoni formam o 5 a Seco, trabalho paulistano sensível e que mistura as referências de cada um de seus músicos em busca da própria identidade. É o som de cancioneiros que dialogam com jazz, rock, indie… Eles não possuem protagonistas e o revezamento dá muito certo.

TRUPE CHÁ DE BOLDO

A Trupe não é exatamente nova. Eles têm dez anos de estrada, numa história que começou com um encontro de amigos de faculdade e foi se moldando e amadurecendo. São 13 integrantes na banda que segue fazendo um som autoral de responsa, sempre fresco aos ouvidos, inspirador e de cara própria. São três álbuns lançados: Nave Manha, Bárbaro e Presente, o mais recente e também o mais coletivo da banda em termos de processo criativo. Surra de referências brasileiras!

FRANCISCO, EL HOMBRE

Não conhecer Francisco el Hombre deveria dar multa kkk. O grupo nasceu em 2013 e é formado pelos mexicanos Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte e pelos brasileiros Juliana Strassacapa, Rafael Gomes e Andrei Kozyreff. De vibe mambembe, já viajaram muito, especialmente pela América Latina, fazendo som na rua e experimentando sua identidade como banda. Em 2015 foram assaltados durante uma série de shows na Argentina e perderam tudo, experiência que certamente influenciou nas criações posteriores dos caras, que vieram na forma do álbum SOLTASBRUXA. Eles são cheios de energia em cena e uma das coisas mais legais do trabalho é que gostam muito de improvisar, além de sempre encaixarem pautas políticas nas letras e performances.

APANHADOR SÓ

Antes Que Tu Conte Outra, primeiro álbum da banda lançado em 2013, já chegou mostrando a que veio esse projeto, comandado por Alexandre Kupinski, Felipe Zancanaro e Fernão Agra, além do produtor Diego Poloni. Foram prêmios, uma turnê internacional, shows gigantes e bastante reconhecimento. Há pouco tempo os três se recolheram num retiro criativo para produzir o segundo álbum. Dias e noites criando juntos numa casa, ao ritmo da própria criatividade, numa pegada artesanal que é a cara da banda.

Parece que os Tribalistas vão voltar e aqui está um revival para celebrar essa notícia!

“O tribalismo é um antimovimento que vai se desintegrar no próximo momento” é o que nos cantam Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown na música “Tribalistas”, do CD (e projeto!) homônimo, de alguma forma nos explicando o que seria esse encontro: a realização de um desejo dos três que não tinha a obrigação ou o compromisso de muita coisa. Tanto é que depois desse único CD os Tribalistas “sumiram” como trio, ainda que cada artista siga produzindo bastante. Mas a boa notícia da semana é que esse trio incrível resolveu voltar à ativa!

Pois é… Depois de 15 anos do lançamento do primeiro álbum (2002), nós podemos voltar a nutrir esperança de escutar novas canções dos Tribalistas, que venhamos e convenhamos, são especialistas em criar melodias maravilhosamente pegajosas do tipo que, 15 anos depois, a gente segue cantando a plenos pulmões.

A assessoria da Marisa Monte confirmou o bafo todo, olha só:

Os Tribalistas na verdade nunca se foram. Desde que lançaram o disco do trio, em 2002, Marisa, Arnaldo e Carlinhos já se reuniram diversas vezes e compuseram cerca de 30 canções que foram gravadas individualmente por eles mesmos ou por outros intérpretes. Em março, eles se reuniram novamente para trabalhar novas canções, mas sem planos nem prazos

Pois os artistas já estavam até nos dando umas pistas da possibilidade de volta pelo Instagram. Maria Monte postou um trecho de “Paradeiro”, enquanto Arnaldo Antunes postou uma paródia do Casseta e Planeta no dia 1º de abril.

É massa saber que essa história começou de um jeito muito descompromissado. Marisa Monte foi gravar uma participação num disco de Arnaldo Antunes que, por acaso, estava sendo produzido por Carlinhos Brown. Trocando ideia, eles sacaram que deviam produzir umas coisas juntos, ainda que o objetivo de um álbum completo ainda não se mostrasse naquele momento. Mas não teve jeito, não! Ao fim das gravações do disco de Antunes o trio já tinha um repertório completo. Aí, no início de 2002, eles se reuniram em segredo na Casa de Marisa Monte e passaram treze dias ensaiando e gravando em segredo.

Ai, que saudade, né?

Você é assim, um sonho pra mim…

“É você, só você, que na vida vai comigo agora…”

Esse álbum, o “Tribalistas”, foi efusivamente celebrado não só no Brasil. Ele foi lançado lá fora em 2003 e vendeu mais de 2,1 milhões de cópias ao todo, além de ter sido indicado a cinco Grammys Latinos, levando um prêmio pra casa.

A capa do CD, feita pelo artista Vik Muniz.

E pra não dizer que os Tribalistas não produziram absolutamente nada juntos desde então, em 2013 eles lançaram uma canção chamada “Joga Arroz” como parte da campanha pelo Casamento Civil Igualitário criada pelo deputado Jean Wyllys (PSOL). A música celebra o casamento gay e tá até hoje disponível na internet, dá uma olhada:

E na boa, quem nunca cantou “já sei namorar, já sei beijar de língua, agora só me resta sonhar” no karaokê, não sabe o que perdeu!

O Youtube tá infestado com covers dos Tribalistas, mas a gente separou um especial, gravado por ninguém mais, ninguém menos que Margareth Menezes. A música é “Passe Em Casa”:

Quem está claramente ansioso por esse retorno põe o dedo aqui:

Radarzinho: conheça melhor Maluma, o colombiano gato que canta com Anitta

Talvez você já tenha visto o clipe da Anitta para a música “Sim ou Não”, que já tem mais de 50 milhões de visualizações (!!!) no Youtube. Mais garantido do que isso é você ter escutado a canção por aí, visto que “Sim ou Não” não para de tocar nas rádios, playlists, festinhas e afins. Pois bem, o single tem participação do cantor colombiano Maluma em clima super sensual — óbvio que o moço já arrancou mais suspiros do que podemos imaginar dos brasileiros — e assim resolvemos investigar quem é esse belíssimo exemplar de rapaz kkk.

Maluma tem só 22 anos e já é um dos cantores mais conhecidos da América Latina. Nascido Juan Luis Londoño Arias, o colombiano se envolveu com a música ainda criança, transformou a paixão em carreira e hoje busca expandir seu sucesso internacionalmente. Em 2013 ele foi inclusive indicado ao Grammy de Artista Revelação.

O som do boy é de pegada reggaeton, super latinoamericano e muito sexy, dançante. Além de cantar suas músicas ele também é compositor, e de quebra seduz qualquer ser vivo que o assiste em seus vídeos. Ele e Anitta se conheceram pela internet, depois que a cantora descobriu suas músicas e começou a cantá-las em vídeos do Snapchat. Não demorou para os fãs começarem a marcar Maluma nos perfis de Anitta e logo surgia a parceria que tá bombando tanto por aqui.

Essa foi a primeira música do moço que Anitta escutou…

No Instagram ele acumula mais de 16 milhões de seguidores; vale muito a pena dar uma visitada pra ficar ligado nas novidades do cantor, sem falar que (desculpem a expressão) ele é um gato da porra! kkk

Uma foto publicada por MALUMA (@maluma) em

Uma foto publicada por MALUMA (@maluma) em

Uma foto publicada por MALUMA (@maluma) em

“Oi!”

No Dia do DJ, um DJ que é só amor monta uma playlist especial – conheçam Zedoroque

A gente se joga na pista, sim. Muitos de nós vivemos grandes momentos da vida dançando madrugada adentro (vai dizer que não?) e, por isso mesmo, é quase pecado deixar passar o Dia do DJ (09/03) em branco. Simplesmente não dá! E pra celebrar esse dia com música boa, convidamos o carioca Marcelo Jorge, que você provavelmente conhece como Zedoroque, pra montar pra gente uma playlist exclusiva e, claro, trocar uma ideia das boas.

Foto: Vitor Roncca

Zedoroque, ou Zé para os amigos, começou na música como baterista, mas foi se apaixonar pela arte do toca-discos anos depois, trabalhando na noite como barman. Ainda bem! De 2003 pra cá, o cara se juntou ao crew da badalada festa Baile do Zeh Pretim e tocou solo em alguns dos eventos e festas mais importantes do país. Não tem descanso: é do Mardi Gras ao Fashion Rio, do carnaval de Salvador ao de Olinda, de eventos de moda a eventos esportivos.

“Fazer as pessoas dançarem e serem felizes”. É isso que ele mais aprecia quando exerce seu ofício, seja num palco ou na cabine de um club por aí. Seus grooves são variados, mas foi na Black Music que Zé encontrou sua identidade e maior fonte de inspiração. “O processo foi bem natural, pois a minha história na música começou com a música gospel”, conta.

Conversar com um cara desses e não fuçar suas referências não tem nem cabimento, né? E as de Zedoroque são várias: “no Brasil, artistas como Joāo Donato, Wilson Simonal, Chico Buarque, Roberto Carlos, Banda Black Rio, Cassiano, Seu Jorge, Bebeto, Tim Maia, Jorge Ben, Marcelo D2 e Chico Science e Naçāo Zumbi me influenciaram. Na gringa, Michael Jackson, Bob Marley, The Notorious B.I.G., Stevie Wonder, Tupac, Nile Rodgers, Zapp, Sister Nancy e outras milhões de bandas Soul. Hoje Damian Marley, Diplo e DJ Snake sāo coisas que eu curto”. E como Dj’s? Suas grandes inspirações são Skratch Bastid e Zegon.

Convidamos ZedoRoque para montar uma playlist para você escutar em casa com os amigos enquanto toma uma cervejinhas logo depois do trabalho. Fizemos isso outro dia, ele comandou as pick-ups e foi ótimo!

Foto: I Hate Flash

Falaê se não já deu vontade de dançar? Então corre pra montar a playlist que o Zedoroque indicou especialmente pra gente e pra celebrar esse dia!

Justin Bieber: tá todo mundo apaixonado, veja o antes e depois

De astro teen ridicularizado por muitos amantes da música, apesar de realmente talentoso desde sempre (ver vídeo do mini Bieber acima!), ao cara mais comentado dos últimos tempos, especialmente por seu novo CD, Purpose, Justin Bieber deu uma guinada na sua vida e na sua imagem.

Ainda que continuemos lembrando dele cantando “Baby” e jogando a franja pro lado de maneira obcecada, a verdade é que o cantor, vejam vocês, cresceu — e amadureceu. E é o próprio quem diz isso nas entrevistas mais recentes: “quero mostrar que também sou vulnerável, humano”. Será que é o fim daquela fase “cusparadas + cadeia”?

“Aqui, de boas, sorrindo pra mugshot.”

Os primeiros vislumbres de um Justin Bieber adulto vieram em diferentes formas: seu discurso mudou pra melhor, sua voz também, sua carinha de bebê foi substituída e agora ele desfila os músculos de homem por aí e sua música ficou muito foda.

Purpose é um excelente álbum, e Bieber ainda empreendeu o #PURPOSETheMovement, onde ele se juntou com seu manager, Scooter Braun, e o coreógrafo responsável pelo amado clipe de “Sorry”, Parris Goebel, para criar uma série de 13 vídeos que traduzem a essência desse novo CD pela dança. Demais, mesmo!

Mas isso não é tudo. O estilo de Bieber também deu uma mega amadurecida e o cara anda desfilando umas produções que todos querem copiar. As tão populares atualmente camisetas longline, que são oversized, mais compridas, estão quase que sempre presentes nas suas combinações. Muito preto e branco, que continuam em alta, looks monocromáticos e uma pegada esportiva futurista fazem parte de seu guarda-roupa atual. Nos tapetes vermelhos Bieber sempre faz bonito: nada muito caretinha entra na dança, o rapaz gosta mesmo é de ousar e dar toques bem seus às vestimentas, seja com um tênis legal ou uma jaqueta inusitada. Bonés e chapéus incrementam o visual do boy.

Estamos apaixonados! E vocês?

“Tão falando de mim aí?”