Category: Música

Muito além do Lolla: 12 festivais brasileiros fora do circuitão que merecem seu investimento

O circuito de festivais vem crescendo a passos largos. Volta e meia recebemos a notícia de mais e mais festivais gringos planejam suas edições brazucas, sem falar naqueles que já se consagraram por aqui. Maravilhoso: com estruturas estupendas e preços não exatamente módicos, esses eventos acabam nos dando a oportunidade de ver muitas das nossas bandas gringas favoritas sem termos que investir em viagens ao exterior. Mas vale ressaltar que o Brasil é grande, é bonito e tá cheio de iniciativas com a cara do país no que diz respeito à música: rolês muito mais baratos, quando não gratuitos, e que abrem espaço para artistas daqui (e a gente é bom de fazer música, hein!). Separamos 12 desses festivais, em diferentes regiões, para diferentes bolsos e gostos. Certo que você vai terminar esse post cheio de vontade! Let’s ferver, shall we?

MIMO Festival

Beto Figueroa

A MIMO surgiu em 2004 no interior das igrejas de Olinda e, de lá pra cá, tornou-se um enorme e reconhecido movimento, do tipo que une música da melhor qualidade a outras manifestações culturais, passando por várias cidades brasileiras. O festival ganhou uma Etapa Educativa, a Chuva de Poesias e ainda editais de música e cinema e hoje visita Recife, João Pessoa, Ouro Preto, Tiradentes, Paraty, Rio de Janeiro e até Amarante, em Portugal, ganhou sua edição em 2016.

A próxima edição, no Rio de Janeiro, acontece de 10 a 12 de novembro com shows de Criolo, Ondatrópica, Emir Kusturica and the No Smoking Orchestra, Didier Lockwood, Nouvelle Vague e mais. Depois disso, o fest parte pra Olinda, dos dias 17 a 19 de novembro. O melhor? É tudo gratuito! Imperdível real oficial, meus anjos.

MECAFestival

I Hate Flash

O MECA é provavelmente um dos festivais mais descolados dessa lista. Fundado há 7 anos, ele nasceu no litoral do Rio Grande do Sul e passeou por algumas cidades do Brasa, levando sua pegada indie de apresentações musicais e eventos culturais. Artistas do naipe de Two Door Cinema Club, Friendly Fires, La Roux e AlunaGeorge passaram por seus palcos. O MECA abarca também palestras, workshops e performances e nesse ano rolou a segunda edição do MECAInhotim: imagine curtir os shows de bandas que você ama no museu a céu aberto e até acampar por lá… Imaginou? Pois foi essa mesmo a proposta, por R$ 490,00 os dois dias.

A experiência é bem única, o festival transborda personalidade e é impossível não sair de lá inspirado. Ah, e no dia 4 de novembro rola MECAUrca no Rio de Janeiro. Aonde? No Morro da Urca (apenas) com shows de Washed Out, Homeshake, Nomi Ruiz, Minha Luz é de LED, Heavy Baile e mucho mais.

Festival DoSol

DoSol

Rolê já tradicional de Natal, o DoSol é considerado o maior festival alternativo de música do estado e acontece nos dias 11 e 12 de novembro em novo local, o Beach Club, na Via Costeira. Ou seja: fervo com brisa do mar. Como não amar?! Nesta edição, o festival terá quatro palcos e um line-up poderoso e super conectado com o que vivemos agora na música brasileira, com artistas como Liniker e os Caramelows, Boogarins, Francisco, El Hombre, Far From Alaska, Scalene e mais. Ainda rolam os side shows que aquecem o público entre os dias 22 de outubro e 19 de novembro. A casadinha na promoção tá R$ 50,00. Corre na página do festival pra ficar sabendo mais detalhes (afinal, ainda dá tempo!).

Psicodália

Psicodália

Talvez o mais alternativão dessa lista, o Psicodália é uma opção das boas pra muita gente que quer fugir do carnaval, mas não do fervo! Festival multicultural independente, fomenta o concept psicodélico de acampamento, expressões artísticas, vivência imersiva e rock’n’roll, mas não só. Desde 2006 o Psicodália é realizado na cidade de Rio Negrinho (SC), e vale ressaltar que a edição do ano que vem tá recheada de atrações maravilhosas, como Jorge Ben Jor, Arrigo Barnabé, Bixiga 70, Carne Doce, Boogarins, Tulipa Ruiz, Pata de Elefante e mais. Por lá já passou gente ~muito importante~ ao longo desses anos, como Os Mutantes, Elza Soares, Baby do Brasil, Hermeto Pascoal, Yamandú Costa, Jards Macalé e Ney Matogrosso, só pra citar alguns. Pra ter direito ao camping, toda a infra do lugar e seis dias de festival, é só investir no ingresso de R$ 400,00 a meia.

Rec-Beat

Ariel Martini

O Festival Rec-Beat é uma bela de uma alternativa pra quem tá no Recife durante o carnaval e quer dar uma variada nos ritmos ou curtir artistas consagrados da nossa música naquele clima 0800. O projeto quer sempre e cada vez mais alimentar um olhar atento às novidades sonoras de Pernambuco, do Brasil e do mundo. O público é diverso: tem gente fugindo da folia do Momo, tem gente mais velha que formou seu gosto musical indo ao Rec-Beat, tem criança, tem turista… Nesse ano, entre os dias 25 e 28 de fevereiro, o evento celebrou sua 22ª edição no Cais da Alfândega e recebeu The Baggios, ÀTTOXXÁ, As Bahias e a Cozinha Mineira, Teto Preto, La Dame Blanche, O Terno, Jards Macalé e mais. E tem também o Recbitinho, com uma programação especial pra criançada curtir junto.

Festival Bananada

Martini/I Hate Flash

Em 2017 o Bananada chegou à sua 19ª edição com uma lista de atrações de babar e se consolidando como um dos eventos de música mais importantes do país! Ao longo de uma semana, Goiânia é tomada por atrações musicais, expressões artísticas diversas, intervenções culturais, arte urbana, gastronomia e até um campeonato de skate. Ramificações do evento que tem na sua principal manifestação o festival de música propriamente dito. Mais de 100 atrações e nomes como Mutantes, Mano Brown, Maria Gadú, BaianaSystem, Céu, Karol Conka e Tulipa Ruiz subiram aos palcos do rolê.

Quem vai não se arrepende de jeito nenhum. Aliás, já fica a dica: o festival está programado para comemorar seus 20 anos de história em 2018 entre 7 e 13 de maio e já revelou algumas de suas atrações, como Gilberto Gil com seu show Refavela 40. Os blind tickets já estão sendo vendidos a R$ 120,00 e dão acesso a todos os dias de festival. Bora?

Vento Festival

Flashit

Vibes, vibes, muitas vibes essas que o Vento Festival fomenta! Imagina que delícia um festivalzão de graça na praia… Em sua terceira edição, o Vento mudou de local, deixando Ilhabela e se jogando pra São Sebastião, ambos no litoral norte de São Paulo. A mudança de local aconteceu por problemas com a nova gestão da prefeitura de Ilhabela, que não sacou muito os benefícios do rolê. Mas tudo bem, porque o Vento seguiu firme, forte, próximo e mais independente, contando com a colaboração das pessoas por meio de um crowdfunding. Uma das características mais importantes desse festival é a gratuidade, que engaja muita gente na missão de pegar a estrada para chegar ao litoral e curtir sons incríveis, políticos, provocadores, como Metá Metá, Mombojó, Ava Rocha e Anelis Assumpção. Em 2017 também foi a primeira vez que o fest aconteceu durante o feriadão de Corpus Christi.

Coala Festival

Fernando Schlaepfer/I Hate Flash

Criado em 2014, o Coala rapidinho conquistou o coração da cidade de São Paulo com sua proposta: som de qualidade, fomento à nova cena da MPB, preço amigo e galera legal. Desde o início o fest rola no Memorial da América Latina, espaço clássico dos eventos culturais da cidade que fica mais belo ainda quando recebe o Coala — pense num povo que capricha na decoração! A edição desse ano foi no dia 12 de agosto e a programação contou com Caetano Veloso como atração principal, Liniker e os Caramelows, Tulipa Ruiz, Aíla, Emicida e Rincon Sapiência, além de discotecagem. O festival tem uma pegada entre o indie e o mainstream e vale super o investimento: a último lote estava em R$ 180,00 a inteira e havia meia social para quem doasse um livro.

Vaca Amarela

Vaca Amarela

A edição desse ano foi a 16ª do Vaca Amarela, rolê que fomenta a diversidade musical e os debates sobre questões sociais em Goiânia. O Vaca Amarela já foi mais “rockeiro”, mas abraçou a multiplicidade e passou a defender a misturinha sonora que a gente ama, hoje recebendo uma galera bem diversa, de Pabllo Vittar a Curumin, de MC Carol a Carne Doce. O objetivo do festival é pluralizar mesmo, como forma de combater o ódio e a polarização que vivemos no país nesse momento delicado. O Vaca Amarela dura vários dias e sua última edição foi de 18 a 24 de setembro. Nos primeiros dias, os shows rolam em diversos pontos da cidade e na sexta e no sábado, principais dias do evento, o babado acontece no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Segundo lote inteira a R$ 120,00.

Festival Radioca

Rafael Passos

O que o festival Radioca quer é atravessar as fronteiras do rádio e investir em atrações que representem os novos nomes da nova música independente, tudo isso num dos lugares mais legais de Salvador, o Trapiche Barnabé — local belíssimo e carregado de história na capital baiana. Nesse ano o festival realizou sua terceira edição, reunindo, entre os dias 7 e 8 de outubro, nomes como Far From Alaska, Rincon Sapiência, Metá Metá e Curumin. Em 2016, passaram pelo seu palco outros nomes bem massa, como Giovani Cidreira, Jards Macalé, Karina Buhr, Aláfia e Dona Onete. Além disso, o espaço também oferece várias opções gastronômicas e a feirinha de produtos musicais. O último ingresso custou R$ 50,00 a inteira. Shows babadeiros e Bahia, quem não gosta?

Pilantragi Festival

Pilantragi

Festa já pra lá de conhecida do circuitinho paulistano, a Pilantragi celebra a música brasileira na capital desde 2012, além de comemorar o carnaval com o seu próprio bloco (que costuma entupir de foliões as ruas por onde passa). Nesse ano, a festa cresceu e ganhou seu próprio festival, que realizou sua primeira edição no dia 21 de outubro no Estádio Ícaro de Castro Melo, também em São Paulo. É claro que a pegada foi de muita sonoridade do nosso Brasilzão, tipo Daniela Mercury (sim!!!), Karol Conka, Bixiga 70, Johnny Hooker e Karina Buhr, entre outros nomes da nossa nova música e discotecagem de qualidade. Quem foi garante que foi vibe total e absoluta! Pelo ingresso que custou entre R$ 100,00 e R$ 240,00, com opções de meia, era possível curtir tudo isso e outras atividades, como performances artísticas, intervenções visuais, live painting, exercícios físicos etc. Pra ficar de olho no ano que vem real oficial.

No Ar: Coquetel Molotov

I Hate Flash

O Coquetel Molotov é um verdadeiro clássico do Recife e chegou em 2017 à sua 14ª edição, que rolou no dia 21 de outubro. Foram mais de 10 horas de evento no Caxangá Golf & Country Club, com os artistas se dividindo entre dois palcos maiores e um palco menor. O público ainda pôde se inscrever para diversas oficinas e prestigiar a Mostra Play The Movie. No line-up do festival, artistas locais, brasileiros e internacionais, como Rincon Sapiência, Arnaldo Batista, Linn da Quebrada, O Terno, DIIV, Hinds, Mamba Negra, NoPorn e mais. Bapho, né mores?! Dessa vez a organização do evento ainda deu ingressos para quem doou sangue, numa parceria com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Homope).

Ah! Rola também, já há três anos, o Espaço uPlanet, cheio de ações voltadas para repensar uma vida com propósito e sustentabilidade. Aliás, o Coquetel Molotov possui o Selo Evento Neutro, neutralizando suas emissões em prol de um projeto ambiental. “Beleza lindos, tudo isso por quanto, hein?”: R$ 100,00 a inteira no 3º lote, com opção de meia. Óbvio que a gente recomenda que se chegue ao Recife antes da data exata, pra aproveitar a cidade e ainda as prévias do festival que rolam a partir de um mês antes do rolê todo.

Só mais umas coisinhas: nesse ano o festival se expandiu, realizando sua primeira etapa em Belo Horizonte no dia 15 de outubro, no Espaço Centoequatro, levando aos mineiros revelações do atual cenário como Ava Rocha e Boogarins. Rola ainda a etapa da cidade de Belo Jardim, no Agreste pernambucano, que recebeu no dia 18 de outubro sua edição aberta ao público. Ufa!

E aí, que festivais da sua cidade/região também merecem figurar nessa lista? Queremos saber!

Festival Bananada: saiba mais sobre o rolê que vai agitar Goiânia em maio

Sabe aqueles festivais sobre os quais dá até orgulho de escrever? Um fomento brasileiro que chega pra valorizar o que a gente tem de melhor não só em termos de música, e ainda traz atrações internacionais, tudo com preços muito camaradas e pegada inclusiva. Pois esse rolê é real e se chama Bananada, um festival multicultural que há 19 anos (uau!) bomba os meses de maio da cidade de Goiânia com atrações das mais diversas que se espalham por diferentes espaços da cidade.

Esse ano o Bananada vem com mais força ainda! Depois de sua edição de mais sucesso em 2016, com 83 atrações musicais e mais de 100 horas de música, chegou a hora do festival ir além. Entre 8 e 14 de maio serão 100 atrações ocupando diferentes pontos da cidade. Nomes como BaianaSystem, Os Mutantes, Céu, Mano Brown, Liniker, Selvagem, Black Drawing Chalks e muitos outros subirão aos palcos pra agitar a galere. Um concept é um concept, né mores?!

Outra coisa massa do Bananada é que ele não se resume a música: tem artes, gastronomia, skate, tatuagem e moda, numa inter-relação de movimentos culturais de dar inveja em festivais gringos e tudo. Pratos especiais serão feitos em 28 bares e restaurantes parceiros ao longo do festival, haverá o Goiânia Crew Atack, fomento de skate com competições que foi incorporado ao Bananada em 2014 e segue forte, a Blackbook, programação de Artes Visuais que já rola há cinco anos, além de muito mais coisa foda.

É tanta coisa que é obrigatório consultar a programação pra se organizar direitinho e não perder nada do que quiser. Clica aqui e já monta sua planilha kkk.

Só vamo, né nom? Pra quem animou, os ingressos estão custando entre R$ 45,00 (avulsos) e R$ 120,00 (passaporte para o fim de semana), mas tem que correr, porque tá tudo esgotando rapidão. Dá pra comprar pelo site. NOS VEMOS LÁ?

7 sons brasileiros relativamente novos para ouvir no repeat

Se você é fã de música brasileira, corra já pro fone de ouvido e escute com carinho esses projetos que a gente selecionou aí embaixo! Alguns são bem recentes, outros já têm uns bons anos de estrada, mas nenhum é exatamente super mainstream, então talvez esse post contenha umas ótimas novidades para o seu repertório musical. Aproveita e deixa mais dicas nos comentários!

MÃEANA

Ana Cláudia Tomelino, também vocalista do Tono, ganhou o apelido de “Mãe Aninha” de seu colega de banda e baixista Bruno Di Lullo, lá em 2012. Ali nascia a semente dessa persona que é meio mãe, meio religiosa e também abarca a ideia da palavra “amanhã” em espanhol. Mãeana lançou seu primeiro álbum homônimo na segunda metade do ano passado, com 14 faixas inéditas e composições de nomes como Caetano Veloso e Adriana Calcanhotto, além da parceria com Bem Gil, seu marido e filho de Gilberto Gil. O trabalho traz essa vibe feminina, da divindade, transcendental, com referências ao mitológico, aos mistérios do universo, a ETs, aos Orixás e também ao carnaval. Viciante.

AYMORÉCO

O projeto musical do ator, cantor e compositor Chay Suede com o arranjador, produtor e multi-instrumentista Diogo Strausz é uma delícia de som com personalidade e referências gostosas e variadas. Descolado, Chay mistura choro com carimbó, espanhol com português, sonoridades retrô com outras super contemporâneas e melodias do tipo que nunca mais se esquece. O projeto lançou um EP em dezembro de 2015 e em seguida lançou seu primeiro álbum, um disco com 10 faixas. Ouça o single “Chuva de Like” só pra começar!

AVA ROCHA

Talvez você ainda não conheça o som da Ava, mas não está errado se imaginou, pelo sobrenome, que ela é filha do cineasta baiano Glauber Rocha. Seu nome completo, Ava Patrya Yndia Yracema Rocha, é também o nome de seu primeiro álbum (tirando o Rocha), de 2015. Ava é filha de dois cineastas (sua mãe é Paula Gaitán) e sempre esteve envolvida com arte em vertentes variadas, inclusive teatro. Foi com Zé Celso e o teatro Oficina que veio a considerar mais seriamente a carreira como cantora, quando começou a cantar “Luar do Sertão” no espetáculo “Os Sertões”. O disco, como a própria artista defende, é “pop, inventivo, quente, político, sensual”. Carrega uma força feminina inegável, mas que se divide entre várias possibilidades da existência feminina. Experimenta:

5 A SECO

Léo Bianchini, Pedro Altério, Pedro Viáfora, Tó Brandileone e Vinicius Calderoni formam o 5 a Seco, trabalho paulistano sensível e que mistura as referências de cada um de seus músicos em busca da própria identidade. É o som de cancioneiros que dialogam com jazz, rock, indie… Eles não possuem protagonistas e o revezamento dá muito certo.

TRUPE CHÁ DE BOLDO

A Trupe não é exatamente nova. Eles têm dez anos de estrada, numa história que começou com um encontro de amigos de faculdade e foi se moldando e amadurecendo. São 13 integrantes na banda que segue fazendo um som autoral de responsa, sempre fresco aos ouvidos, inspirador e de cara própria. São três álbuns lançados: Nave Manha, Bárbaro e Presente, o mais recente e também o mais coletivo da banda em termos de processo criativo. Surra de referências brasileiras!

FRANCISCO, EL HOMBRE

Não conhecer Francisco el Hombre deveria dar multa kkk. O grupo nasceu em 2013 e é formado pelos mexicanos Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte e pelos brasileiros Juliana Strassacapa, Rafael Gomes e Andrei Kozyreff. De vibe mambembe, já viajaram muito, especialmente pela América Latina, fazendo som na rua e experimentando sua identidade como banda. Em 2015 foram assaltados durante uma série de shows na Argentina e perderam tudo, experiência que certamente influenciou nas criações posteriores dos caras, que vieram na forma do álbum SOLTASBRUXA. Eles são cheios de energia em cena e uma das coisas mais legais do trabalho é que gostam muito de improvisar, além de sempre encaixarem pautas políticas nas letras e performances.

APANHADOR SÓ

Antes Que Tu Conte Outra, primeiro álbum da banda lançado em 2013, já chegou mostrando a que veio esse projeto, comandado por Alexandre Kupinski, Felipe Zancanaro e Fernão Agra, além do produtor Diego Poloni. Foram prêmios, uma turnê internacional, shows gigantes e bastante reconhecimento. Há pouco tempo os três se recolheram num retiro criativo para produzir o segundo álbum. Dias e noites criando juntos numa casa, ao ritmo da própria criatividade, numa pegada artesanal que é a cara da banda.

Parece que os Tribalistas vão voltar e aqui está um revival para celebrar essa notícia!

“O tribalismo é um antimovimento que vai se desintegrar no próximo momento” é o que nos cantam Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown na música “Tribalistas”, do CD (e projeto!) homônimo, de alguma forma nos explicando o que seria esse encontro: a realização de um desejo dos três que não tinha a obrigação ou o compromisso de muita coisa. Tanto é que depois desse único CD os Tribalistas “sumiram” como trio, ainda que cada artista siga produzindo bastante. Mas a boa notícia da semana é que esse trio incrível resolveu voltar à ativa!

Pois é… Depois de 15 anos do lançamento do primeiro álbum (2002), nós podemos voltar a nutrir esperança de escutar novas canções dos Tribalistas, que venhamos e convenhamos, são especialistas em criar melodias maravilhosamente pegajosas do tipo que, 15 anos depois, a gente segue cantando a plenos pulmões.

A assessoria da Marisa Monte confirmou o bafo todo, olha só:

Os Tribalistas na verdade nunca se foram. Desde que lançaram o disco do trio, em 2002, Marisa, Arnaldo e Carlinhos já se reuniram diversas vezes e compuseram cerca de 30 canções que foram gravadas individualmente por eles mesmos ou por outros intérpretes. Em março, eles se reuniram novamente para trabalhar novas canções, mas sem planos nem prazos

Pois os artistas já estavam até nos dando umas pistas da possibilidade de volta pelo Instagram. Maria Monte postou um trecho de “Paradeiro”, enquanto Arnaldo Antunes postou uma paródia do Casseta e Planeta no dia 1º de abril.

É massa saber que essa história começou de um jeito muito descompromissado. Marisa Monte foi gravar uma participação num disco de Arnaldo Antunes que, por acaso, estava sendo produzido por Carlinhos Brown. Trocando ideia, eles sacaram que deviam produzir umas coisas juntos, ainda que o objetivo de um álbum completo ainda não se mostrasse naquele momento. Mas não teve jeito, não! Ao fim das gravações do disco de Antunes o trio já tinha um repertório completo. Aí, no início de 2002, eles se reuniram em segredo na Casa de Marisa Monte e passaram treze dias ensaiando e gravando em segredo.

Ai, que saudade, né?

Você é assim, um sonho pra mim…

“É você, só você, que na vida vai comigo agora…”

Esse álbum, o “Tribalistas”, foi efusivamente celebrado não só no Brasil. Ele foi lançado lá fora em 2003 e vendeu mais de 2,1 milhões de cópias ao todo, além de ter sido indicado a cinco Grammys Latinos, levando um prêmio pra casa.

A capa do CD, feita pelo artista Vik Muniz.

E pra não dizer que os Tribalistas não produziram absolutamente nada juntos desde então, em 2013 eles lançaram uma canção chamada “Joga Arroz” como parte da campanha pelo Casamento Civil Igualitário criada pelo deputado Jean Wyllys (PSOL). A música celebra o casamento gay e tá até hoje disponível na internet, dá uma olhada:

E na boa, quem nunca cantou “já sei namorar, já sei beijar de língua, agora só me resta sonhar” no karaokê, não sabe o que perdeu!

O Youtube tá infestado com covers dos Tribalistas, mas a gente separou um especial, gravado por ninguém mais, ninguém menos que Margareth Menezes. A música é “Passe Em Casa”:

Quem está claramente ansioso por esse retorno põe o dedo aqui:

Radarzinho: conheça melhor Maluma, o colombiano gato que canta com Anitta

Talvez você já tenha visto o clipe da Anitta para a música “Sim ou Não”, que já tem mais de 50 milhões de visualizações (!!!) no Youtube. Mais garantido do que isso é você ter escutado a canção por aí, visto que “Sim ou Não” não para de tocar nas rádios, playlists, festinhas e afins. Pois bem, o single tem participação do cantor colombiano Maluma em clima super sensual — óbvio que o moço já arrancou mais suspiros do que podemos imaginar dos brasileiros — e assim resolvemos investigar quem é esse belíssimo exemplar de rapaz kkk.

Maluma tem só 22 anos e já é um dos cantores mais conhecidos da América Latina. Nascido Juan Luis Londoño Arias, o colombiano se envolveu com a música ainda criança, transformou a paixão em carreira e hoje busca expandir seu sucesso internacionalmente. Em 2013 ele foi inclusive indicado ao Grammy de Artista Revelação.

O som do boy é de pegada reggaeton, super latinoamericano e muito sexy, dançante. Além de cantar suas músicas ele também é compositor, e de quebra seduz qualquer ser vivo que o assiste em seus vídeos. Ele e Anitta se conheceram pela internet, depois que a cantora descobriu suas músicas e começou a cantá-las em vídeos do Snapchat. Não demorou para os fãs começarem a marcar Maluma nos perfis de Anitta e logo surgia a parceria que tá bombando tanto por aqui.

Essa foi a primeira música do moço que Anitta escutou…

No Instagram ele acumula mais de 16 milhões de seguidores; vale muito a pena dar uma visitada pra ficar ligado nas novidades do cantor, sem falar que (desculpem a expressão) ele é um gato da porra! kkk

Uma foto publicada por MALUMA (@maluma) em

Uma foto publicada por MALUMA (@maluma) em

Uma foto publicada por MALUMA (@maluma) em

“Oi!”

No Dia do DJ, um DJ que é só amor monta uma playlist especial – conheçam Zedoroque

A gente se joga na pista, sim. Muitos de nós vivemos grandes momentos da vida dançando madrugada adentro (vai dizer que não?) e, por isso mesmo, é quase pecado deixar passar o Dia do DJ (09/03) em branco. Simplesmente não dá! E pra celebrar esse dia com música boa, convidamos o carioca Marcelo Jorge, que você provavelmente conhece como Zedoroque, pra montar pra gente uma playlist exclusiva e, claro, trocar uma ideia das boas.

Foto: Vitor Roncca

Zedoroque, ou Zé para os amigos, começou na música como baterista, mas foi se apaixonar pela arte do toca-discos anos depois, trabalhando na noite como barman. Ainda bem! De 2003 pra cá, o cara se juntou ao crew da badalada festa Baile do Zeh Pretim e tocou solo em alguns dos eventos e festas mais importantes do país. Não tem descanso: é do Mardi Gras ao Fashion Rio, do carnaval de Salvador ao de Olinda, de eventos de moda a eventos esportivos.

“Fazer as pessoas dançarem e serem felizes”. É isso que ele mais aprecia quando exerce seu ofício, seja num palco ou na cabine de um club por aí. Seus grooves são variados, mas foi na Black Music que Zé encontrou sua identidade e maior fonte de inspiração. “O processo foi bem natural, pois a minha história na música começou com a música gospel”, conta.

Conversar com um cara desses e não fuçar suas referências não tem nem cabimento, né? E as de Zedoroque são várias: “no Brasil, artistas como Joāo Donato, Wilson Simonal, Chico Buarque, Roberto Carlos, Banda Black Rio, Cassiano, Seu Jorge, Bebeto, Tim Maia, Jorge Ben, Marcelo D2 e Chico Science e Naçāo Zumbi me influenciaram. Na gringa, Michael Jackson, Bob Marley, The Notorious B.I.G., Stevie Wonder, Tupac, Nile Rodgers, Zapp, Sister Nancy e outras milhões de bandas Soul. Hoje Damian Marley, Diplo e DJ Snake sāo coisas que eu curto”. E como Dj’s? Suas grandes inspirações são Skratch Bastid e Zegon.

Convidamos ZedoRoque para montar uma playlist para você escutar em casa com os amigos enquanto toma uma cervejinhas logo depois do trabalho. Fizemos isso outro dia, ele comandou as pick-ups e foi ótimo!

Foto: I Hate Flash

Falaê se não já deu vontade de dançar? Então corre pra montar a playlist que o Zedoroque indicou especialmente pra gente e pra celebrar esse dia!