Category: Fashion

London Fashion Week: highlights!

Fasten your seat belts: 2015’s spring for man has only begun but it’s already flying sky high. In London, where the fashion buzz always starts, men’s fashion had definitely put on a show in last week runway assemblages. London based brands and designers such as Topman Design, Christopher Kane and recently joined Jeremy Scott definitely rocked from a flower power moment to a 90’s plunge. One or another, it makes me want to wear it!

Apertem os cintos: a temporada de moda masculina mal decolou e já está nas alturas. Em Londres, por onde sempre começa o movimento fashion, alguns estilistas já mostraram o que esperar do Verão 2015, com belas composições nas passarelas. Estilistas e marcas baseadas em por lá, como a Topman Design, Christopher Kane e Jeremy Scott, que acabou de entrar no line up, acertaram em cheio, de momentos flower power a um mergulho noventista. Seja um ou outro, já nos faz querer tudo!

It’s no doubt that Jeremy Scott has an undefeatable eye for pop culture. In the past few seasons, since he took the reins of italian house Moschino, we watch its return to the worldwide fashion scenario, magazines pages and starlets closets, an unlikely outlook some springs ago. After turning McDonalds icons into Chanel-like quilted bags and creating the french fries iPhone case that got each and every fashionista craving, it was about time to let the designer’s swag invade men’s wardrobe. For this long waited debut in Vincent Square (he chose to swap locations with #milanfashionweek in order to fit the bolder british style), Scott’s contemporary universe didn’t disappoint: Coca-Cola and other pops, flags, graffiti, Moschino iconic smileys. Strikingly cool and fun. Clap clap.

É fato: Jeremy Scott tem um olho único para a cultura pop. Nas últimas temporadas, desde que tomou as rédeas da Moschino, assistimos o retorno da marca para o cenário da moda mundial, vendendo revistas e vestindo celebridades, coisa inimaginável alguns verões atrás. Depois de transformar os ícones do McDonalds em bolsas de matelassê e na case de batatas fritas que fez todo fashionista desejar ter em seu iPhone, chegou a hora de todo esse swag invadir o guarda-roupa masculino também. Para essa estreia super esperada no Vincent Square (Jeremy escolheu mudar seus desfiles de Milão para Londres por se encaixar melhor no ousado estilo britânico), o universo contemporâneo no estilista não deixou nada a desejar: Coca-Cola e outros refrigerantes, bandeiras, graffiti, os icônicos smileys da Moschino. Cool e divertido. Clap clap.

Scottish Christopher Kane, however, gave London’s catwalks no surprises. Sheer sleeves, light fluo skinny pants, highly desirable graphic patterns. Everything was neatly there. But we must admit: there was quite of a good taste at it. No mistake compositions, never-ever bore colors, freshness and the right touch of an urban twist set the scene. Those totes? Nah, we’re sick and tired of them.

Ao contrário da de Jeremy, a coleção do escocês Christopher Kane não foi essa Coca-Cola toda, não. Mangas transparentes, fluos em versão pastel, estampas gráficas super desejáveis. Tudo estava lá, sem surpresas. Mas temos que admitir: tudo com um grande bom gosto. Composições acertadas, cores que tiram qualquer dia do tédio, frescor e a dose certa de um twist urbano marcaram seu próximo verão. Aquelas totes? Não, já estamos meio cansados de olhar para elas, né?

If you’re a fashion guy, you surely have at least one of the amazing Topman clothes, one of the best fast fashion chains I know. For their show, creative director Gordon Richardson hits the nail on the head, among loads of references, with the unpretentiously chic knitwear and the flower power moments, whether in black and white for a chilly spring or an energetic shades yellow and pink for a colorful summer day. Printed shirts, zigzag, paisley and colorful trainers: always a highlight!

Se você curte moda, provavelmente tem uma peça da Topman no seu armário, uma das melhores cadeias de fast fashion que conheço. Para o desfile dessa temporada, o diretor criativo da marca Gordon Richardson acertou em cheio, entre outras referências, ao apostar nos tricôs chiques-largadões e nos belos florais, seja em preto e branco para uma primavera fresquinha ou em enérgicos tons de amarelo e goiaba para colorir um dia de verão. Camisas estampadas, zigzag, paisley e tênis coloridos: sempre incríveis!

Colab by journalist Mateus Habib

Cheap & Chic: Eleven Paris + Les Art(ists)

Boas, baratas e bacanas!

Wandering through the street of St.-Germain-de-Près, where I’m taking my French lessons, I happily ran ito the Eleven Paris store. I had already seen their t-shirts everywhere – I suppose they are co-responsible for this college number trend: I finally saw their product live and I was so happy: good quality and affordable price.

Number shirts are around 40-45 euros and they pay homage to a great cool mix of people, from Wiz Khalifa to Nelson Mandela – they have also launched partnerships with artists like A$ap Rocky. I bought the Jesus one: loved the fact that he was born on year 00.

If Paris is not in your plans, take a look at their e-commerce.

Passeando pelas ruas de St-Germain-de-Près, bairro onde estou tendo as minhas aulas por aqui, acabei cruzando com a loja Eleven Paris. Eu já tinha até escrito sobre as camisetas (ver link aqui) alguns meses atrás – acho que eles são co-responsáveis por essa bombação das camisetas tipo college com números atrás: finalmente vi o produto deles ao vivo e achei ótimo: qualidade boa e preço bacana..

As camisetas com números custam entre 40-45 euros e homenageam um mix cool de pessoas, de Wiz Khalifa a Nelson Mandela – eles também lançaram parcerias com artistas como A$ap Rocky. Eu comprei a t-shirt do Jesus: amei que ele nasceu no ano 00.

Se Paris não estiver nos seus planos, dá uma olhada no e-commerce! Boas compras!

Made in Brazil launches its 8th edition – interview + pictures!

moda, garotos e pele na oitava edição da mib!

Me + Made in Brazil Mag #3 + Marlon Teixeira

Made In Brazil strikes back with a brand new edition – the eighth so far, showcasing the best male models of the country. This time, MIB approaches differently and opens up some room to international models. One of my favorite publications in the fashion world, Made in Brazil was created by Juliano Corbetta – whom I have interviewed two years ago for GNT Fashion – and now he shared a few thoughts with us on 2014, male models and Brazilian fashion.

A Made in Brazil está de volta com o lançamento da nova edição – a oitava até agora, mostrando os melhores modelos masculinos do Brasil. Desta vez, pela primeira vez, a revista abre as portas também para os modelos internacionais. Uma das minhas publicações preferidas no mundo da moda, a Made in Brazil foi criada por Juliano Corbetta – que eu entrevistei dois anos atrás para o GNT Fashion – e ele dividiu comigo algumas impressões sobre 2014, modelos e a moda brasileira.

CB: Edition 8. What is different this time? You have finally opened the boundaries and invited international models to showcase in a 100% Brazilian territory? What has changed? MIB: The models and contributors are the main difference in this issue since this is the only time the magazine has ever featured international models and that opened the door to working with new photographers and stylists, and shooting stories in different cities like Madrid or Marrakech. (…) For the past few years, photographers and model agents had been suggesting it, and I had this long list of models I really wanted to work with, so I thought why not go for it? I also see the magazine as a collector’s item, and I love that fans of the magazine will have something different and unique to add to the collection.

CB: Edição 8. O que mudou desta vez? Você finalmente convidou modelos internacionais para participar em um território 100% brasileiro? O que mudou? MIB: Os modelos e os colaboradores fazem a diferença nesta edição, é a primeira vez com modelos internacionais, e isso abriu as portas para trabalhar com outros fotógrafos e stylists, fotografando em cidades diferentes, como Madrid ou Marrakech. Os agentes e fotógrafos vinham sugerindo essa abertura, e eu tinha uma lista enorme de modelos que queria trabalhar junto, então por que não? Eu também encaro a revista como um item de colecionador, e dessa vez os fãs da revista terão algo diferente e único para somar à coleção.

CB: Fashion-wise, have any changes occurred in your magazine since the start? What about business-wise? MIB: When we started the magazine, we never thought there would be a second issue, let alone an eighth one. The fashion has definitely evolved over the years, but it is important for me to maintain the focus of the magazine on the boys and not the clothes. Right now we obviously have access to more clothes and can work with more brands, and I feel that with this issue in particular we finally established the perfect balance of fashion, skin, and sensual images. I am very fortunate to have worked with incredibly talented stylists, Brazilian and international, and they all helped shaped the magazine to where it is now.

Business-wise, I would love to be able to partner more with Brazilian companies and designers in this project, but that aspect has not changed much since we started the magazine. In spite of the magazine’s success, media coverage, and the professionals involved, people in Brazil still have a hard time investing in independent publications and do not understand the repercussion of independent media on a broader level and in terms of branding.

CB: Em termos de moda, algo mudou na revista desde o início? E falando de negócios? MIB: Quando começamos, nunca achei que houvesse uma segunda edição, imagina uma oitava. Nosso olhar sobre moda evoluiu bastante ano após ano, mas é importante para mim manter o foco da revista nos garotos, e não nas roupas. Claro que agora temos acesso à mais marcas, nesta edição acho que conseguimos um equilíbrio perfeito entre moda, pele e imagens sensuais. Sou muito sortudo por poder trabalhar com stylists – brasileiros e internacionais – incrivelmente talentosos, eles me ajudaram muito a formatar a revista e levá-la a onde estamos agora.

Em termos de negócios, eu adoraria poder fazer parcerias com empresas brasileiras e designers nesse proejto, mas neste aspecto não mudamos muito desde que comecei a revista. Apesar do sucesso, interesse da mídia e dos profissionais envolvidos, as pessoas no Brasil ainda tem uma certa dificuldade em investir em publicações independentes e não entendem a repercussão da mídia independente em um nível maior, e também em termos de branding.

I would love for Brazilian labels to start investing more in independent media, which is very common in the US and in Europe. It would not only allow a platform for new talent but also put pressure on monthly magazines to do a better and more interesting job.

CB:How do you overview the Brazilian fashion press? Are we too far from another countries, like the US or the UK? Has it changed over these four years? MIB:I believe some national fashion magazines have gotten better and more relevant on an international level over the past year, but I think we have too many publications and very few people qualified to be in charge of them. In Brazil you have the exact same team of photographers and stylists all working on Elle, Bazaar and L’Officiel at the same time, and as a result there is a lack of identity and the magazines start looking very similar. I would love for Brazilian labels to start investing more in independent media, which is very common in the US and in Europe. It would not only allow a platform for new talent but also put pressure on monthly magazines to do a better and more interesting job.

CB: Como você vê a imprensa brasileira de moda? Estamos muito distantes de outros países, como os Estados Unidos, o Reino Unido? Mudou nos últimos quatro anos? MIB: Acho que algumas revistas nacionais melhoraram e estão mais relevantes em um nível internacional, mas ainda há muitas publicações e pouca gente qualificada administrando. No Brasil você tem o mesmo time de fotógrafos e stylists trabalhando na Elle, bazaar e L’Officiel ao mesmo tempo – o resultado disso é uma falta de identidade, e as revistas começam a ficar muito parecidas. Adoraria que as marcas brasileiras investissem mais em veículos independentes, o que é muito comum nos Estados Unidos e na Europa. É não só uma plataforma para novos talentos, mas também isso pressionaria as revistas mensais a elevarem o nível e fazer um trabalho mais interessante.

CB: Four years and eight editions afterwards, have you developed a formula to build the mag? MIB:There is no formula, but there is definitely a certain DNA and it has a lot to do with the casting, which I believe is one of the most important aspects of a publication (or a runway show for that matter). Made In Brazil has to be sexy and carefree, and project an image of health and confidence. Other than that, each issue just starts with an idea or a desire, and goes from there.

CB: Quatro anos e oito edições depois, você já desenvolveu uma fórmula para fazer a revista? MIB:Não há uma formula, mas já encontramos um certo DNA, e tem muito a ver com o casting, que eu acho que é um dos aspectos mais importantes de uma revista (ou de um desfile, por exemplo). A Made in Brazil precisa ser sexy e alegre, e projetar uma imagem de saúde e confiança. Além disso, cada edição começa com uma ideia, ou um desejo, e por aí vai.

CB: I remember very well my first issue of Made in Brazil Mag, in 2010. Arthur Sales was the big name. Who is the Brazilian face of the year, or is it too soon to talk about that? Marlon doesn’t count! MIB: Since I am not allowed to go with Marlon, I am going to go with Alex Cunha, who keeps on consistently booking campaigns, shows, and editorial. André Bona, who we shot for the seventh issue last year, is having a great year too, and there is a new generation of boys coming up that I really like, and cannot wait to work with in the upcoming issue.

CB: Eu lembro muito da primeira edição da Made in Brazil Mag, em 2010. Arthur sales era o grande nome. Quem é o rosto do ano, ou ainda está muito cedo para falar disso? Marlon não conta! MIB: Já que eu não posso escolher o Marlon, vou de Alex Cunha, que tem com frequência feito campanhas, desfiles e editoriais. André Bona, que fotografamos para a sétima edição no ano passado, está tendo um ótimo 2014 também. Tem uma geração nova de garotos que eu gosto muito, e mal posso esperar para trabalhar com eles na próxima edição.