Category: Fashion

A moda pode ser um movimento libertário e isso começa dentro da gente

Venhamos e convenhamos que a nossa relação com a moda é, de fato, bem ambígua. Amamos a indústria, mas nos sentimos pressionados por ela, deixados de lado, oprimidos por suas regras e por seus padrões muitas vezes inalcançáveis. Às vezes parece que a moda é feita só pra fazer a gente se sentir mal. Mas peraê, calminha, que ela pode ser extremamente libertadora e aqui vão algumas provas disso!

Um fato: pra começar a encarar a moda de um jeito fresco e libertário, é importante que esse movimento comece internamente. “Em que sentido, gente?”, no sentido de que quanto mais a gente passar por processos de autoconhecimento e, principalmente, aceitação, mais a gente é capaz de amar quem a gente é e expressar isso pro mundo com segurança, o que obrigatoriamente passa pelo que a gente veste (mesmo sem perceber).

É isso, quanto mais confortável você se sente na própria pele, mais coragem pra bater de frente com a cagação de regra do mundo. A moda vai se tornando um mecanismo libertário quando a gente começa a bater no próprio peito e desafiar a conjuntura com cada vez mais determinação! Veja bem, esse provavelmente é um processo eterno, mas ele tem que começar de algum lugar, e uma vez que começa, não retrocede mais. Parece blá blá blá? Pois existem ótimos, aliás perfeitos exemplos de gente que se encontrou dentro da sua própria personalidade e transformou isso numa estética forte, desafiadora e, claro, libertária pra caramba.

Talvez soe meio utópico ou irreal, mas é teoricamente simples. É mais um movimento de usar o que gosta ou não, e menos um movimento de levar em consideração se está na moda, se se encaixa no seu corpo porque OS OUTROS dizem, se é barato ou caro… É uma questão de se sentir bem, feliz, e não assustado dentro de uma roupa, ressignificando a parada. Longe da gente querer livrar a moda da culpa por seu comportamento excludente, tá? Mas, em vez de ficar esperando o momento da indústria se transformar, vamos nós mesmo começar esse processo internamente e fazer essa diaba trabalhar pra gente!

Alguns movimentos e pessoas são ótimos e públicos exemplos disso. A moda agênero, por exemplo, que vem tomando cada vez mais fôlego nas coleções e nas representações de rua, torce as definições de gênero e quebra a ideia de que existem roupas exclusivamente para homens e roupas exclusivamente para mulheres. Isso é fortalecedor para quem nunca se encaixou esteticamente só de um lado ou de outro dessa história. No fim das contas, é tudo pano, né não?!

O Jaden Smith, filho do Will Smith de quem somos fãs, é um ótimo representante dessa nova moda. Podemos chamar de genderless, gender-bender, agender, unissex ou o que for, mas sabemos que esse é sim um movimento fashion mega libertário.

Jaden Smith

E tem muito mais gente inspiradora nessa jogada, não só falando de moda agênero, mas de utilizar a moda como um mecanismo para ser cada vez mais livre e expressivo, sem medo de opiniões. É impossível não identificar, por exemplo, o estilo marcante de David Bowie, especialmente na sua época de Ziggy Stardust, mas, no geral, sempre acompanhado de peças icônicas, corajosas; maquiagem, perucas, brilhos, cores… Bowie foi um revolucionário, assim como Ney Matogrosso, com seu estilo genuíno, super ousado. “Nunca me travesti. Sempre gostei de ser do sexo masculino, mas não de ser restrito a ele”, disse numa entrevista ao GNT. Ney é performático e transcendental e a moda sempre foi uma ferramenta utilizada por ele para alcançar esses lugares.

David Bowie

Ney Matogrosso

Quer outro exemplo extremamente inspirador que pode te ajudar a entender esse lugar da moda como libertária? Experimente assistir ao documentário Iris, que narra a história de Iris Apfel, verdadeiro ícone fashion do alto de seus mais de 90 anos que nunca teve medo de ser ela mesma e de traduzir isso nas suas roupas e acessórios. Ela é, de fato, uma figura absurdamente entusiasmante nesse sentido e conhecer melhor Iris provavelmente vai te dar muito mais vontade de se descobrir e jogar essa energia pro mundo.

Iris Apfel

A idade, aliás, não deveria ser um limitante (mas o tempo inteiro estão exigindo da gente a juventude, assim como a magreza), e aí vale muito assistir também ao doc “Advanced Style”, que nos mostra sete idosas fashionistas e suas histórias, e buscar na internet blogs, sites, canais de manas e manos gordos que, diariamente, mostram pro mundo que todas as regras impostas sobre seus corpos e sua estética podem ser quebradas sim e ajudam centenas de pessoas a se amar mais e a ousar mais.

Nadia Aboulhosn

Esse não é um texto ingênuo; sabemos que esse universo pode ser extremamente limitante e que, mesmo com crescentes avanços nesse sentido, ainda é difícil nos desapegarmos de regras e do que nos é exigido. Mas olha, volta e meia é bom lembrarmos, por meio de tantos exemplos, que a desconstrução desses limites começa internamente, e que ao longo da história sempre existiu gente disposta a quebrar paradigmas e a utilizar a moda como mecanismo de libertação e de autoexpressão.

Magá Moura

A gente vai aprendendo que tem gente de tudo que é gosto, estilo, tamanho, vontade, e vai aprendendo que nós mesmos somos únicos nesse sentido, e quanto mais a gente se aceita, mais a gente aceita o próximo. O que vocês acham? Quais histórias vocês têm para contar da moda como libertadora? Bora trocar essa ideia!

Projeto Gaveta: colocando o “ser mais, possuir menos” em prática

Em tempos de pensar cada vez mais em maneiras de desconstruir processos da moda que já se tornaram engessados, ultrapassados, desconectados das nossas necessidades como sociedade, repensando nosso jeitinho de consumir, renovar o guarda-roupa sem exageros, falando de upcycling e tudo o mais, que delícia é se deparar com um projeto que se propõe exatamente a fomentar o consumo colaborativo, né? Esse é o Projeto Gaveta, criado pelas amigas Raquel Vitti e Giovanna Nader como uma alternativa para a troca de roupas já não usadas entre quem quiser participar.

O Gaveta nasceu em 2013 e, de lá pra cá, já envolveu centenas de pessoas e circulou milhares de peças. O rolê acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro por enquanto, em edições eventuais previamente avisadas pelas redes sociais. E, se ele começou com o objetivo de “difundir o conceito de clothing swap no Brasil”, logo as meninas viram potenciais mais profundos no projeto, transformando o Gaveta num movimento que quer “incentivar uma moda mais humana, mais real e sustentável”, de acordo com as elas.

Não é papinho. As peças não selecionadas para a rede de troca (porque rola uma seleção criteriosa) já eram doadas para instituições e pessoas necessitadas, mas em 2016 surgiu também o Gaveta na Rua, que leva essas peças diretamente para os moradores de rua em parceria com o SP Invisível e o The Street Store. Essa galera monta uma loja para essas pessoas em situação de rua, na qual elas têm a chance não apenas de receber doações, mas de escolher suas roupas favoritas. É um esforço de ajudar num reencontro do próprio estilo, um alimento da autoestima e confiança. O Coletivo Tripé produziu um mini-documentário sobre esse dia, que tá disponível no Youtube:

Quem é do Rio de Janeiro tá com sorte, já que a próxima edição do Projeto Gaveta acontece na cidade no dia 29 de abril, na Malha, como parte das atividades da Fashion Revolution Week. Quem quiser participar do rolê é só enviar um email para projetogaveta@gmail.com para enteder o passo-a-passo da experiência de troca, lembrando que a entrada e a participação no evento são gratuitas.

Partiu?

Moda: saiba mais sobre a Cacete Company e seu espírito livre e jovem

Uma nova paixão: a Cacete Company. Marca que está nas ruas desde 2015 e que tem como principais características uma moda jovem, de espírito livre e pegada inusitada, a Cacete traz peças provocativas, design super contemporâneo, a vibe do streetwear que estamos amando, tudo com personalidade própria.

Na Cacete a gente encontra também underwear que preza não só pela qualidade, mas também pelo estilo, afinal, por quê não? Esse é inclusive um dos maiores focos da marca, que tem um processo de produção 100% brasileiro. Além disso, essa galera é do fomento! Tanto de parcerias de criação e produção (dá pra ver tudo com detalhes no site deles) quanto das silhuetas que estão em alta; oversized, cortes desconstruídos etc. A gente bateu um papinho com o Raphael, um dos sócios da Cacete, pra saber um pouco mais dessa história!

Como surgiu a marca?

O processo de pensar a marca começou em meados de 2013. No início, não tínhamos um conceito determinado, porém queríamos explorar o universo do street. No começo de 2014 escolhemos o nome da firma e em abril de 2015 finalmente a lançamos. A vontade de atender o público masculino sempre existiu, mas foi durante este processo que definimos focar nas cuecas, por acreditarmos que fosse uma setor pouco explorado.

De onde veio esse nome?

Queríamos um nome 100% brasileiro, forte, irônico, debochado e principalmente fácil de guardar. A dualidade da palavra também foi super importante, pois existem regiões nas quais cacete significa palavrão e outras onde significa apenas um pãozin, rs! E além do mais, o nosso foco é vender cuecas, ou seja, porta cacete, haha!

CA.CE.TE.co na SPFW – N43 Março / 2017 foto: Marcelo Soubhia

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Como é o processo criativo de vocês?

O nosso slogan é da rua pra rua! E é bem isso que buscamos, referências do nosso cotidiano e principalmente o que gostaríamos de usar.

E que referências (artistas, universos, música, movimentos…) são essas que têm a ver com a Cacete?

Amamos ser locais! Nossas referências vêm de artistas de rua de BH, como #DESALIXO, e movimentos sociais, como Lá da Favelinha e Duelo de MC’s, por exemplo. Djonga e Cadu dos Anjos são músicos mineiros que a gente também admira. Somo bem mineirinsrs! Mas claro, curtimos muita música gringa: M.I.A (pela música e pelo ativismo político), Grimes, FKA, Robyn e Rihanna.

CA.CE.TE.co na SPFW – N43 Março / 2017 foto: Marcelo Soubhia

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Por fim, vocês falam no site que o processo de produção é 100% brasileiro. Conta mais detalhes pra gente!

Temos muito orgulho de onde viemos e fazemos questão de fazer tudo por aqui mesmo. Estar perto de quem produz pra gente é muito importante! Somos uma empresa de dois sócios que fazem tudo, a gente é empreendedor, mídias sociais, assessor de imprensa, officeboy, SAC…

Trabalhamos com duas mulheres maravilhosas, a modelista Ana, que está com a gente desde o início, e a pilotista Lau, que faz um acabamento perfeito. Os fornecedores de tecidos são todos nacionais. As malhas vêm do Sul do país e os tricolines do interior de Minas. Nosso processo serigráfico e de corte é todo produzido em BH, por empresas terceirizadas. Já os acessórios e sandálias são desenvolvidos em parceria com O Jambu e o artesão de calçados, Paolo, ambos também de BH.

Aos 52 anos, o modelo veterano Jorge Gelati ainda causa comoção nas passarelas do SPFW

No Brasil especialmente para o desfile da Ellus, que comemora 45 anos nessa SPFW N43, o modelo veterano Jorge Gelati virou a pauta do momento depois de cruzar a passarela. Com 52 anos e de uma beleza escandalosa, Gelati roubou a cena e fechou a apresentação comemorativa da marca. Daqui ele já ia para Praga, onde seguiria trabalhando. O migo continua ativo no mercado e defende que a cena deve mesmo incluir pessoas mais velhas, que esse é um movimento de olhar para a realidade e até de reconhecer quem tem poder aquisitivo para comprar certas roupas.

Ze Takahashi/FOTOSITE

Ze Takahashi/FOTOSITE

Gelati, que virou modelo aos 24 anos e já esteve em campanhas para a Dolce & Gabbana fotografadas por Steven Meisel e anúncios de perfume para a Givenchy, hoje vive na Suécia com a mulher, o filho e a filha, que ele diz ter jeito para a passarela, mas ainda ser muito nova (ela tem 15 anos). Pois ter vindo ao Brasil depois de tanto tempo rendeu ao modelo não apenas calor em termos de temperatura, mas um calor humano daqueles kkk! Todo mundo queria uma palavra ou uma foto do cara. Apesar de não ter sido o único mais velho do desfile, Gelati é considerado um ícone brasileiro.

Esse movimento de valorizar pessoas de mais idade na moda vem acontecendo há um tempo, de maneira cada vez menos tímida. A Dolce e Gabbana adora colocar pessoas de todas as idades em suas campanhas, e recentemente, na Semana de Moda de Londres, modelos mais velhas desfilaram na passarela de Simone Rocha. A Céline já colocou Joan Didion como estrela de uma de suas campanhas e uma marca de Lingerie neo-zelandesa, a Lonely Lingerie, trouxe uma garota-propaganda de 56 anos!

Desfile Simone Rocha

Que assim seja!

13 homens brasileiros cheios de estilo para ficar de olho

A gente não precisa atravessar fronteiras para encontrar homens que transpiram estilo, elegância e personalidade na hora de se vestir. O Brasil está cheio de rapazes com esses atributos desfilando looks mega inspiradores, do tipo que vale ficar sempre de olho para salvar as referências que mais te agradam! Nesse espírito, a gente fez uma lista de caras brasileiros extremamente estilosos, para diferentes gostos e inclinações. Vejam só!

Chay Suede

O ator e cantor (confiram o EP dele, Aymoréco) capixaba é uma mega referência de estilo. Tem uma coisa jovem e ao mesmo tempo muito bem alinhada em suas escolhas, uma vibe folk trazida também pelas tattoos, os acessórios (anéis de André Lasmar!), o cabelo e a barba… Chay preza por ótimos caimentos e alfaiataria, camisas com estampas belíssimas, além de muita jaqueta, camisetas e calças de corte slim. Ele é, inclusive, queridinho da Burberry, o que é sinal claro de que o estilo de Chay merece nossa atenção!

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Kadu Dantas

O grande nome do universo dos blogueiros de moda brasileiros, Kadu Dantas construiu um pequeno império baseado em sua figura e estilo. Ele adora alfaiataria (ternos e paletós de corte impecável estão na sua lista de favoritos), mas também explora outras linguagens fashion, de referência mais tropical e brasileira, como camisas estampadas de botão, peças de tecido leve e cores claras. Seu Insta é surra de looks e lifestyle, vale muito seguir!

Alexandre Won

Won é uma figura volta e meia lembrada por nós, por ser O CARA do bespoke no Brasil. Sua alfaiataria exclusiva, que demanda meses para a produção, vários encontros e um bom dinheiro pra começar o investimento tem clientes de peso na conta. Não é pra menos, Won faz costumes sob medida que são o tipo de compra que tem a sua cara e dura o resto da vida. Mas também vale ficar de olho no moço por seu estilo, uma mistura de elementos clássicos com outros de pegada mais moderna, tudo sempre perfeitamente cortado e de caimento impressionante. Não é pra menos, já que ele cresceu vendo a mãe produzir roupas sob medida e hoje em dia faz isso para viver.

João Vicente de Castro

Jovi é ator, apresentador e estiloso pra caramba, para aqueles que não sabem. Filho da estilista Gilda Midani, criou uma ligação com as roupas desde pequeno, convivendo com esse universo e se encontrando nele. A parada dele tem um ar meio rocker, jeans rasgado, ótimas camisas estampadas, t-shirts básicas ~podrinhas~ e ternos belíssimos de caimento mara. Sem falar nos acessórios: JV é o rei dos aneis e pulseiras!

Felipe Veloso

Ousado e cheio de personalidade, Felipe Veloso é figura obrigatória para se seguir. Stylist de figuras como Caetano Veloso, Felipe não tem medo de brincar, se divertir, se aventurar e usar a moda a seu favor e como expressão de sua personalidade e senso estético. Ele manda muito na mistura de estampas, cores, no uso do sportswear, nas meias altas e divertidas e em mostrar o corpitcho esculpido com muita corrida. Run, Felipe, run!

Seu Jorge

Dispensa apresentações, não é mesmo? Já uma lenda da música brasileira, Seu Jorge leva seu estilo muito a sério e traz consigo referências louváveis, como seu pai e a gafieira, onde aprendeu a dar valor ao código de vestimenta que pede cada lugar. Ele adora roupas clássicas, mas com elementos modernos, e curte marcas como Agnès B, Ozwald Boateng e Ricardo Almeida, além de também ter como inspiração o Walter Alfaiate, um sambista e alfaiate que, de acordo com Seu Jorge, fazia “uma coisa de pegada oldschool que caía super bem para o homem”. Entendido, né mores.

Emicida

Um dos mais respeitados rappers do cenário nacional e que anda se aventurando pelo mundo da moda com sua marca LAB, parceria com Fióti que estreou no SPFW levantando muito debate, Emicida tem uma relação com a moda que não é de hoje. Muito antes de ter sua marca, já desenhava roupas e fazia aulas de tricô com a mãe. Foi só uma questão de colocar suas referências pra fora em roupas idealizadas por ele, mas fica claro que o cara presta atenção no estilo próprio, explorando desde peças de pegada mais street, tudo a ver com seu universo musical, até alfaiataria com muitos ternos, coisa que ele adora.

Vinicius Rosa

Desconstruindo questões de gênero, o jovem artista Vinicius Rosa bota pra jogo um estilo com muita personalidade e que foge de regras, tabus ou convenções. Ele está mais interessado em misturar as referências que te atraem, sejam elas tidas como femininas ou masculinas, em busca de uma identidade própria, libertária. As roupas não falam sozinhas, mas se colocam no corpo, e é esse que carrega a informação. Vinicius é uma inspiração para todos nós que enxergamos na moda um mecanismo político, de libertação e de auto-expressão!

Russo Passapusso

Russo é vocalista da banda maravilhosa BaianaSystem, além de também ter um projeto bem legal como cantor solo. O cara, que é um frontman como poucos por aí, tem um estilo próprio bem claro. O mais certo é ver Russo portando um boné meio de lado na cabeça! Além disso, não lhe faltam camisetas e regatas, sneakers bem legais, chapéus e pulseira e colar de corrente como acessórios. Russo tem uma pegada urbana, tá ligado no que veste, mas sem exageros. É massa!

João Pedro Januário

Ex-jogador de basquete e hoje fotógrafo, João é um homão que curte produzir seus looks, apesar de preferir estar por trás das lentes. Sneakers, looks monocromáticos, bonés, camisas de botão e estampas mara fazem parte de seu repertório, além de outras escolhas mais ousadas, como bermudas e T-shirts oversized. Estilo e elegância de um jeito super fresh!

Daniel Ueda

Dani é um dos stylists mais respeitados do mundo da moda, com trabalhos visualmente impactantes e um currículo que merece reverência. Ou seja, sabe muito, o rapaz. Isso significa também que pesquisar sobre Ueda na internet é encontrar muitas imagens de seus trabalhos, mas nem tantas de seus looks. Acontece que, nesse caso, todo esforço é válido. Dani leva para seu dia a dia todo o seu conhecimento de moda, brincando com cores, mix de estampas, modelagens e texturas inusitadas. Se ele está fazendo, é porque merece nosso olhar!

Carlinhos Brown

Um dos músicos de visual mais icônico do nosso Brasilzão, Brown sempre se valeu da mistura de referências diversas ao longo de sua carreira na hora de escolher suas roupas. É claro que, no meio de tanta mistureba, as alusões à sua ancestralidade e ao universo afro logo pedem passagem. Turbantes, acessórios, pinturas corporais e os seus dreads marcantes sempre estiveram por ali, entre mix de cores e estampas, sobreposições coloridas e inesperadas, óculos escuros, chapéus… Brown já disse mais de uma vez que adora se vestir e faz isso para ele, para valorizar e traduzir quem ele é. Versátil do jeito que é, daqui a pouco aparece fomentando um novo concept de estilo!

Saulo

O cantor tem um estilo super pessoal e claro, com uma pegada relaxada, de vibe meio hippie, despojado, confortável. No seu guarda-roupa não faltam batas, caftãs, camisas e camisetas oversized, calças folgadas e também saias, que ele adora usar por se sentir mais à vontade durante as apresentações. Ah, outra coisa que chama a atenção no seu estilo são as estampas, as bermudas e as sandálias, e ele sempre investe em tecidos leves. Muito axé!

Moda: uma seleção de cliques de street style das últimas fashion weeks

É tempo de fashion weeks pelo mundo, e vocês sabem o que isso significa, não é mesmo? Sim, surra de cliques de street style de gente muito estilosa andando pelas ruas das capitais da moda kkk. Ótimo para já vermos como o povo anda usando as tendências vistas nas passarelas! Apesar de ter muito look de frio por causa do inverno europeu, dá pra pegarmos também boas referências de truques de styling (sobreposições reinando!), além de notarmos a supremacia da Supreme, o oversized que segue bombando, o sportswear que continua forte e fica muito mais legal combinado a outros estilos e até aquela coisa meio “garotos ravers” que andou reaparecendo nas passarelas e a gente inclusive falou sobre aqui. Dá uma olhada nos cliques que separamos!

The Sartorialist

Highsnobiety

Le 21ème