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Roupa de Homem: tudo que rolou na 3ª temporada da série lá no canal

Vocês devem ter visto que a terceira temporada da nossa série querida, a Roupa de Homem, finalmente saiu lá no canal do Youtube. Foram dois episódios por dia durante toda a semana, permitindo assim aquele binge watching maneiro que você respeita. Dá uma olhadinha aqui no making of:

Dessa vez a série foi apresentada pela C&A e foram dez episódios com muitos temas novos e que estão super em pauta na moda contemporânea, tipo agênero e activewear. Tudo naquela pegada “papo entre amigos” e troca de ideias que vocês estão ligados. Repara só:

Aliás, já começamos com agênero, onde falamos sobre como empurrar as fronteiras de gênero nos looks, relembramos que isso de alguma forma já existia há tempos (lembra do unisex?) e defendemos a liberdade na hora de se vestir!

Depois compartilhamos umas dicas pra quem vai para uma entrevista de emprego e não sabe em que look investir; dos lugares mais formais aos mais descolados.

Então, aquele evento que deixa todo mundo confuso pra dedéu. O casamento, é claro! Que cor de paletó, com que camisa, com que sapato? Calma que o Brazinho responde!

Uma das tendências que mais está bombando ultimamente é a do activewear. Tanto porque andamos muito malhadores mesmo quanto porque a roupa de pegada esportiva está mais estilosa, moderna e cheia de design do que nunca e já pode ser usada em tudo que é lugar! Duvida?

E claro que falamos bastante de estampas, afinal de contas, taí uma coisa que a gente adora usar e que carrega junto vários truques de styling que vale conhecer. Tem floral, poá, camuflado, xadrez…

Aí chegou a vez de falar de utilitários. Peças cheias de bolsos, zíper, velcros, tecidos tecnológicos, botas resistentes… É a união da funcionalidade com a praticidade que te deixa com cara de explorador e aventureiro. Perfeito para fugir da selva de pedra e adentrar selvas de verdade.

Quem entrou numa vibe mais clean nesses últimos tempos bate aqui! E nesse quesito o preto e branco leva nota dez. Uma misturinha muito prática, na qual tudo combina com tudo, que traz resultados elegantes, descolados, mais básicos; vai do estilo de cada um, mas são sempre muito bons, especialmente para o homem moderno que não quer gastar muito tempo pensando no que vestir. Rolou até um desafio pra vocês nesse vídeo, aperta o play pra descobrir qual!

Mas eis que Brazinho pisciano teve que trazer aquela coisa mais mística para essa temporada do programa, né não? Falamos de cores, seus significados, as energias que elas despertam e como elas funcionam juntas ou separadas. “Eu ando pelo mundo…” kkk.

Hoje em dia onde é que se acha surra de look por metro quadrado? É em semana de moda? Que nada, é em festival de música! O momento perfeito pra se jogar no guarda-roupa e montar aquele look mais elaborado e divertido que você sempre quis experimentar. Corre no vídeo pra descobrir as dicas espertas desse “festivaleiro” que vos fala pra otimizar a montação.

E pra fechar a temporada, um assunto que não poderia faltar de jeito nenhum, ainda mais em tempos de verão: praia. E o que colocar na malinha? Roupas leves: check. Chapéu? Check! Chinelos e sandálias? Sim, por favor. E mais vários itens básicos pra fomentar o concept praieiro.

Agora a gente quer saber: o que vocês acharam dessa temporada? Já mandem sugestões e pedidos de novos temas para o Roupa de Homem e, claro, se inscrevam no canal! É rapidinho e vocês ficam por dentro de tudo que ainda vamo aprontar por lá.

Os cortes de cabelo masculinos de 2015

Our choices of male haircuts in 2015

Quer mudar o visual e não sabe por onde começar? Comece de cima, oras! Isso mesmo, dos cabelos. As possibilidades de cortes e penteados masculinos andam fartas e desculpa não há pra você permanecer com o mesmo corte de sempre quando a sua maior vontade é olhar no espelho e ver algo diferente. Dá uma olhada nos cortes da temporada e escolhe o seu – pra levar já ao barbeiro!

Undercut Muito visto nos últimos tempos, o undercut nada mais é do que o cabelo raspado nas laterais e no fundo – e continua em alta. O efeito final tem uma pegada rockabilly e é muito versátil: funciona para quase todos os tipos de rosto e cabelo. O legal é a parte de cima ser mais comprida, para que haja um claro contraste entre ela e as laterais. Na hora de pentear, use pomada e se jogue nos topetes!

Crew cut Uma ótima opção para quem busca um corte simples e fácil de manter, o crew cut é aquele cujo cabelo do topo da cabeça é relativamente curto, e vai gradualmente encurtando mais ao fundo da cabeça, com as laterais batidas. Vai com todos os formatos de rosto e é super prático – boa pedida pra quem não curte penteados.

Flat top De pegada militar, esse corte tem laterais e fundo bem curtos. O comprimento em cima é um pouco maior e seus cantos formam um shape quadrado, criando um efeito geométrico. Por esse motivo, acaba não sendo a melhor das opções pra quem tem um rosto quadrado.

Razor part Outro de referência militar, muito usado pelos soldados lá nos anos 30, mas que hoje, repaginado, tem um ar menos austero e bem mais cool. O negócio aqui é ter as laterais mais baixas que o topo da cabeça, com um topete de responsa jogado para um lado, cuja divisão é feita com corte de navalha (vem daí o nome). Fica super bem com muita pomada e aspecto brilhoso, mas exige muitas idas ao barbeiro pra manter o corte de navalha em dia.

Desconexo com franja Corte com volume, mais comprido no topo da cabeça (as laterais também podem seguir essa linha), repicado e com franjão: a escolha ideal pra quem curte aquele aspecto mais podrinho, bagunçado, vibe “acordei assim”. Pra funcionar, é legal ter cabelos volumosos – cabelos muito lisos caem e não seguram a forma.

Jared Leto OK, Jared cortou o cabelo (e descoloriu, aparentemente para interpretar O Coringa), mas nunca antes houve tanto alvoroço em torno de um cabelo masculino. Comprido e sem um corte específico definido, esse corte exige apenas que você apare as pontas eventualmente. E aí é só soltar a criatividade: tranças (lembra do Jared no Globo de Ouro?), rabos de cavalo e coques (em especial!) estão super em alta. Se quiser, una o cabelo comprido ao undercut – com coque, o efeito é incrível.

ENGLISH

Do you want to change your looks but has no idea where to start? Well, work from the top. That’s right, start with the hair! The possibilities for men’s haircuts and hairstyles are abundant and there is no excuse for you to stay with that same old cut when all you want is to look in the mirror and see something new and refreshing. Check out our choices for this season, choose your favorite one and run to the barber shop!

Undercut Quite seen in recent times, the undercut is nothing more than the hair shaved on the sides and back, with a higher top. The result is a rockabilly and versatile haircut that works for almost all types of face and hair. The longer top highlights the contrast between lengths. Use wax or pomade for styling.

Crew cut Great choice for those looking for a simple haircut and easy to maintain, the crew cut is the one which the hair in the top of the head is relatively short, gradually shortening on the back of the head, also with short sides. It goes with all face shapes and is super convenient – good idea for those who do not enjoy doing hairstyles.

Flat top With a military flair, this cut has very short sides and back. The length above the head is a little bigger and its corners form a square shape, creating a geometric effect. For this reason, this is not the best option for those with a square face.

Scrappy with bangs A haircut with volume, longer at the top of the head (its sides can also follow the length), and accompanied by big bangs: the ideal choice for those who enjoy that kind-of-dirty, messy aspect, something like “I woke up like this”. A really straight hair may not work here, unless you use a lot of products to style it.

Jared Leto We know Leto recently cut (and bleached, apparently to play The Joker) his hair, but never before have we seen so much excitement around a guy’s hair. Long, without a specific haircut, this haircut requires only an occasional trim. Abuse of you creativity: braids, ponytails and specially buns are allowed. You can also have an undercut with your long hair – the effect is amazing.

Guia de Paris: hospedagem, restaurantes, compras e passeios

Acabei voltando de viagem, contando a trip inteira tipo diário, mas não fiz nenhum post com os meus lugares preferidos da cidade, o guia de lifestyle. Fiz intercâmbio em Paris em Junho/2014 – nessa viagem estudei francês na escola Eurocentres, desenvolvi o tênis em parceria com a VERT, fugi da Copa do Mundo, e gravei uma matéria pro GNT Fashion. No meio dessa correria toda, rolou sim um tempo para visitar umas novidades bacanas da cidade, escrever algumas dicas e tirar algumas lições. Vamos às dicas?

Hospedagem

Sou fã assumido do AirBnB, e no caso de Paris, mais ainda. Os hoteis são simplesmente um absurdo de caros, e a maioria, bem velhinhos. O AirBnB costuma ser a opção mais em conta – aluguei um studio na região do Canal Saint-Martin durante um mês por uns 1100 euros. É um preço bem na média parisiense, com uma localização muito bacana, a proprietária era uma fofa e super cuidadosa comigo, enfim, foi confortável e muito seguro.

Restaurantes

Não sou daqueles que gosta de gastar fortunas comendo – até porque costumo viajar em um modo mais light. Mas como em Paris eu gastei pouco com balada (porque é meio chatinha), achava comer bem um programa mais astral, que valia mais à pena. É a gastronomia francesa, gente! Se tem duas coisas que são impecáveis na França são gastronomia e moda.

Chez Janou O Chez Janou tem um ambiente muito agradável, cheio de referências vintage, numa ruazinha charmosa ao lado da Place dês Vosges, num clima bem Paris: apertadinho, galera fumando sem parar, comida francesa-mediterrânea deliciosa. No almoço é bem mais barato do que no jantar (rola um menu executivo que sai por uns 30 euros, muito digno). O destaque absoluto da casa é o mousse de chocolate, uma das estrelas de Paris, que é servido em uma tigela imensa e é ‘open mousse’. Significa coma o quanto quiser.

Brasserie Lipp Eu amo restaurante antigo, e quando a Lilian Pacce (thanks Lili) me levou no Lipp eu fiquei muito encantado! É na região turística de Saint Germain dês Pres, onde fica também os café Les Deux Magots. O Lipp é muito antigo e tem tradições que me encantam como: não pode servir Coca Cola, nem atender celular. O cardápio é o mesmo desde 1880 (!!!) e mulheres não podem servir, apenas homens, em sua maioria, já senhores, com seus smokings impecáveis. Como não amar lugares assim? Vá de steak tartare, e de sobremesa, o clássico mille-feuille (mil-folhas).

Grand Epicérie, do Bon Marché Eu amo ir a supermercados quando estou viajando, porque acho todas as frutas lindas, as geleias, as mostradas, os queijos, enfim – os supermercados fora do Brasil são muito melhores do que aqui (e mais acessíveis). A Grand Epicérie, do Bon Marché, é um verdadeiro sonho para quem ama gastronomia. Sei lá, a prateleira de sal tem 298210 tipos de sais diferentes, de todos os lugares do mundo. E por aí vai. E lá tem uma seção de comidas à emporter (para levar) que são deliciosas, muito frescas, e com um precinho em conta. Bom para comprar e comer no parque

Lojas

Colette Visita obrigatória em Paris, point de todas as novidades do mundo (!!!) quando o assunto é moda, design, beleza. Os sneakers mais legais estão por lá, as colaborações exclusivas, enfim, tudo esgota muito rápido – então se gostar de algo, compre na hora porque no dia seguinte certamente não haverá. Já da pra ir namorando a loja em www.colette.fr

Frenchtrotters Loja trendy com muita roupa bem parisiense – pense navy, listras, bons sapatos, coisas que duram uma vida, com design bacana. É um sucesso no Haut Marais, região descolada da cidade. Lá tem uma mistura de chic e casual que só os parisienses sabem fazer. Marcas como A.P.C, Comme dês Garçons, Acne, além da marca própria, que faz colabs com outras marcas. Must-see

Merci Também na região do Haut Marais, a Merci é como se fosse uma “Urban Outfitters de Paris” – tem de tudo, roupas, objetos para casa, papelaria, luminárias, sapatos, enfim. A diferença é que tem muita coisa francesa e pouca coisa chinesa (e a gente ama isso né?). Tem mais infos da Merci nesse post aqui (http://caiobraz.com.br/paula-rita-is-my-paris-superstar/)

Centre Commercial Fica na região do Canal Saint-Martin, point hipster da cidade, com seleção muito boa de roupas parisienses da nova geração – marcas como Bleu de Paname, que eu amo, e não é muito cara. A Centre tem também uma linha de sapatos de ótimo preço e qualidade. Aliás, dá uma olhada no editorial que fiz em Paris com as roupas de lá, dá pra sentir a vibe.

Killiwatch O melhor brechó da cidade. Muuuitas opções, em tudo o que você imaginar: jaquetas militares, casacos de camurça, t-shirts listradas, cintos de couro, bomber jackets, calças jeans, trench coats (tem Burberry tá?). Enfim, é o meu brechó preferido do mundo inteiro. Aliás, a Rue Tiquetonne, onde fica o Killiwatch, tem um montão de lojas legais. O problema é só o precinho, que não é muito amigo, então não dá pra fazer aquela farra grande.

Passeios

Tem alguns lugares em Paris que eu me apaixonei nesta temporada, regiões, lugarzinhos, dá uma olhada

Palais de Tokyo É um prédio todo modernista, centro cultural/galeria de arte que tem as exposições mais modernas da cidade, muita gente interessada e interessante, e uma livraria de chorar. Quem gosta de livros de arte e de revistas cool vai morrer nesse lugar. É legal demais!

Canal Saint-Martin É definitivamente o point cool da cidade nos últimos anos – centenas de pessoas ficam à beira do canal bebendo vinho no fim de semana, é uma vibe muito massa de juventude ocupando as ruas, além de vários restaurantes e lojas descoladas. Meu ap no AirBnb ficava nessa região, então durante um mês esse cantinho foi a minha casa.

Le Comptoir Géneral A “embaixada-afro-francesa” é um lugar interessantíssimo, repleto de história e conceito, reúne a galera mais bacana de Paris hoje em dia, tem brechó, museu, restaurante, bar, tudo junto e misturado. Gravamos matéria lá para o GNT Fashion, dá uma olhada

Pont Alexandre III A ponte mais linda de Paris fica ao lado do Grand Palais (outro passeio obrigatório, ver link). Esqueça a Pont des Arts (a dos cadeados, que foram recém-retirados), a Alexandre III é bem mais luxuosa e imponente.

Andar pelo Marais Andar, andar, andar, por ruas seguras, cheias de gente linda por todos os lados, cafés convidativos, pra tomar um café, um chopp, fumar um cigarro (parei de fumar então ficava só curtindo a vibe hahaha), se sentir parisiense é talvez o melhor dos programas que Paris pode te oferecer.

ALERTAS

1. Paris é cara demais Visitar Paris em um budget é muito frustrante. Um chopp em um bar custa 7 euros. Como eu não sou (nem você deve ser) de sair para tomar um drink só, é um pouco de perrengue pagar mais de 20 reais em um copo de cerveja. Então se você tá com a grana mais curta, melhor ir a Berlim, ou a Lisboa, mas não Paris. A grana simplesmente não rende.

2. Beba vinho, e não chopp Aliás, o chopp vem meio quente em Paris. Brasileiro detesta cerveja morna. A boa é beber vinho, afinal, estamos na França. O custo-benefício começa a melhorar, e claro, você provavelmente vai estar tomando algo de qualidade por um precinho mais camarada.

3. Quer balada? Vá pra Berlim, São Paulo, Londres, Rio de Janeiro Definitivamente Paris não é um lugar onde a noite e as boates fervem. O Marais, que é o bairro das noitadas, é cheio de pubs pequenininhos com bebidas caríssimas e um sonzinho meio nada demais. A onda do parisiense é mais sair para jantar em algum lugar bacana, apreciar a boa comida, encher a cara de vinho, conversar uns papos mais intelectuais, mas nada de se jogar até o chão. Definitivamente não é uma party town.

4. Evite Châtelet O metrô de Paris é maravilhoso porque cobre a cidade inteirinha, de maneira muito fácil, sem você precisar andar muito nas estações. Exceto por Châtelet, a estação que conecta praticamente todas as linhas, é imensa (mesmo), cheia de batedores de carteira, bem desagradável. Quando for montar os seus trajetos sempre evite passar por Châtelet, mesmo que o caminho pareça mais longo. Eu andava duas estações a mais sempre para não precisar trocar lá – me estressada menos, e chegava mais rápido na escola

5. Vá entre março-outubro O parisiense já é conhecido pelo mau humor – que só piora quando o frio chega. Sua viagem vai ser muito, muito mais astral se for na primavera ou verão (principalmente!).

Pernambuco dilacerado: o adeus a Eduardo Campos

An homage to Pernambuco's governon. Portuguese Only.

Conheci Eduardo numa dessas inaugurações. Ela tinha aqueles olhos grandes azuis, que cativavam, magnéticos. E um sorriso muito amplo. Parecia um cara tão legal. Mas eu não tenho nenhuma história para contar sobre o ‘Gov’, o Dudu. Seria uma mentira falar que éramos amigos, nem ao menos conhecidos. Mas receber a notícia de seu acidente me paralisou, me estremeceu. Estava na estrada e me liga do Rio o Raphael, aniversariante do dia:

– Caio, você tá sabendo da notícia? – Não, o que foi? – Caio, você não está sabendo da notícia? – Não, o que foi? – O Eduardo Campos, governador da sua terra sofreu um acidente de avião. Morreu. – Mentira. – Hoje de manhã, em Santos. Morreram sete pessoas, era um jatinho. Esse negócio de jatinho é foda. – Puta que pariu. PUTA QUE PARIU.

Parei, chorei. Não foi um choro tipo Copa do Mundo. Foi meio 11 de Setembro. Para mim foi mais triste que a recente morte do meu avô. Enquanto na família nos aliviamos que vovô descansou, como explicar um acidente com um líder que estava na noite anterior ao vivo no Jornal Nacional? As empresas fecharam, as pessoas pararam de trabalhar, foram liberadas. Nunca vi um Estado ficar tão letárgico.

Eduardo tinha aprovação de 92% dos pernambucanos. Pernambucano é uma raça que gosta de política e fica em cima, não alivia. É difícil encontrar alguém sem um posicionamento. Não é qualquer um mesmo que consegue uma estatística dessa. Eduardo transformou a história de Pernambuco. Trouxe tantos investimentos para o Estado. Viabilizou grandes obras, investimentos como refinarias, montadoras de carro, estradas. Chegou e fez bem feito.

Como conterrâneo, quería vê-lo chegar lá. Queria ver um nordestino lá. Queria ver o numerozinho da pesquisa subir a cada novo prompt da Globo News. Queria ver o Brasil descobri-lo e ouvir um carioca me cumprimentar, dizendo ‘Aquele candidato da tua terra é irado, vou votar nele’. Podia não ser em 2014, mas que fosse em 2018, 2022. Para mim ele era um símbolo, mesmo que lá distante, de uma renovação. Do Brasil século XXI. sem Sarney, sem Neves, sem Maluf, sem Collor, sem Garotinhos.

Fiquei tão comovido em ver a vida de um pai de família tão ativo, inteligente, aguerrido, acabar, assim do nada. A Internet ainda amplifica a tragédia e me aperta mais o coração. Esse negócio de campanha é um horror. Queria compartilhar algo lindo que vi no Facebook da amiga Camila Moraes:

Profissão insalubre, a comunicação. Ao saber do acidente, logo me veio à cabeça os colegas da equipe, de quem exatamente o estaria acompanhando, já pensei logo nos nomes ‘meu deus, fulano, cicrano’. E que possivelmente quem quer que fossem – no caso da comunicação de Eduardo –, estaria fadado a ser um colega de copo ou de cruz.

Pensei nas propostas que recebi este ano e que, pela primeira vez em minha jornada como jornalista, recusei por causa da prioridade nos estudos. Lembrei de mim, de campanhas e experiências como repórter de esportes, lembrei de aventuras de barco, me arriscando em viagens a bordo de aviões monomotor, helicópteros, vans, carros e teco-tecos acompanhando a trabalho candidatos Brasil afora e Pernambuco adentro, sentido-me a cada pauta mais enfeitiçada por este ofício.

Lembrei o quanto a gente é apaixonado por esta profissão maluca, que nos leva a passar dias, semanas, meses, longe da família, lembrei de todos os ‘zumbis de campanha’ que já passaram em minha vida e de cada momento de externa compartilhado, absolutamente absorvidos pela experiência da comunicação eleitoral, lembrei do quanto a gente a cada dois anos fica aguardando aquele momento do telefone tocar e você receber aquela ligação que – finalmente – vai te avisar que você vai conseguir pagar todas as dívidas que acumulou nos últimos dois anos.

Eu sim, sinto muita, muita dor por Eduardo Campos, pelos cinco filhos e a esposa que ele deixa, sinto pelo meu Estado e sinto por toda sua história. Mas eu queria mesmo agora abraçar a família dos meus colegas que se foram desta maneira, no exercício de uma profissão tão linda e tão sofrida. Queria abraçar também cada um dos meus amigos jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas, que estiverem agora nas redações, nas assessorias, na rua ou correndo de um lado pra o outro à serviço de algum candidato em qualquer lugar deste País. Cuidem-se, por favor!

Estamos todos juntos, perdemos amigos queridos, profissionais exemplares, sensíveis e talentosos, podia ter sido qualquer um de nós. Por isso, morre com eles um pedacinho da gente e do jornalismo também naquele avião.

A dor da gente não sai no jornal.

Percol, marido de Cecília, ela que sempre encontro nos Fashion Weeks e adora cobrir os eventos de moda. Recém-casados, uma vida inteira pela frente. Ele um cara muito alto astral, bonito, sorridente. Super carismático.

Quando acontecem essas tragédias, que deixam tantas incertezas na nossa mente sobre a brevidade da vida, se existe a hora certa de dizer Adeus, para que viemos, para onde vamos, é exatamente a hora que eu tenho convicção de que não dá para deixar nada para amanhã. Não dá para viver remoendo erros ou se vangloriando de acertos do passado, ou na expectativa do futuro, do que pode acontecer, do que deveria ser. Não existe outra hora para ser feliz senão este minuto de agora. Muita paz às famílias de Eduardo e de todos estes homens, que sofrerão mais do que todos nós com suas ausências.

Khrras Boat Party

Sabe qual é a nova “moda” do Rio? Pegar os amigos, alugar uma saveiro (o barco, não a pick-up), encher de bebidas, contratar um DJ incrível e partir para o arquipélago das Cagarras, a alguns quilômetros da costa, exatamente em frente da Praia de Ipanema. As vistas do Rio são espetaculares, dignas de quando Estácio de Sá chegou com as naus portuguesas para ‘colonizar’ a Terra Brasilis. Uma turma legal aqui do Rio (Cadinho Ausländer, Eduardo Brasil, Raul Aragão e Rapha Lima) organizou a Khrras Boat Party algumas semanas atrás, e o resultado foi esse aqui:

As fotos são de Raul Aragão, do I Hate Flash!, e o álbum inteiro do passeio pode ser encontrado aqui. Vai que tem umas incríveis!