Enterra o pulseirismo! Os acessórios minimalistas conferem a vibe clean da vez

Pulsos escondidos por uma generosa camada de pulseiras das mais diversas. Quem tem culpa no cartório por ter investido no truque? Dá um abracinho aqui, irmãos! Foi bom enquanto durou, mas a boa agora é deixar o pulseirismo de ladinho e experimentar acessórios minimalistas. Bora tentar?

“Quê que eu uso?”

A estética é uma coisa meio “design sueco elegante”, minimal. Linhas simples e material também. Saem os acessórios em cordas e tecidos coloridos e de pegada praiana e entram os clássicos como ouro, prata (e bijuterias nessas cores, claro) e preto.

Pra alcançar o visual mais contido é preciso escolher sabiamente, migos. Não amontoe todas as pulseiras que possui no braço, mas faça dessa escolha algo quase ritualístico, buscando o mais descomplicado, o mais despretensioso dos apetrechos. “Mas por que?”, você pergunta. Porque é ótima forma de conferir elegância ao look e um jeito mais, digamos que, maduro de explorar o universo dos acessórios.

E claro que é sempre bom dar uma experimentada, aquela variada, no nosso jeito de usar, ostentar os balangandãs. Sair da habitual arm party e enveredar numa nova maneira mais contida pode ser ótimo até pra você ir entendendo como prefere se “enfeitar”, o que mais tem a ver com você. Ah! E a pegada minimalista também é perfeita pra quem ainda não tem aqueeela coragem de usar acessórios ou mesmo não sabe como.

Pra te dar um empurrão, separamos algumas sugestões na Asos. Ó só:

Bracelete de metal, que tal?

Geometria? Trabalhamos.

Simples sem perder a atitude.

Chiqueria pros dedos.

Linhas simples pro seu pescoço.

Este colar eu usei no último São Paulo Fashion Week. É uma folha (folha mesmo, de planta) eternizada em ouro, técnica da Verde, empresa de joias naturais, de Recife. Uma das minhas preferidas, segue o link da galera aqui. Eternizar é o nome da técnica que consiste em banhar em ouro objetos que você curta. Vale à pena conferir.

21km em Honolulu: a minha primeira meia maratona

O que leva uma pessoa a correr uma meia maratona?

– Endorfina
– Querer provar para si mesmo que consegue se superar
– Esse novo vício chamado corrida!

Sempre fui atlético, apesar de ter momentinhos de muita farra, cervejinhas e whiskies, gostar da boemia, da sociabilidade da noite, de boa música, enfim. Estar perto das artes, né? Ser fitness para mim sempre foi uma dicotomia enorme, porque eu gosto muito de praticar esporte, assim como gosto da noite. Infelizmente estes são dois mundos que não se entendem muito. Eu quis unir esses mundos do meu jeito. E encontrei a corrida como catalisadora para esse processo. Tá rolando, gente.

Primeiros 10k com a amiga Renata Americano, em Agosto de 2015

Eu comecei a correr como um ‘amador profissional’ em Agosto de 2015, bem de leve, achando 10km um grande absurdo. Criando condicionamento aos poucos, dia após dia. A Nike montou um grupo de corredores em um projeto enorme, e começou a convidar uma turma das modas para se envolver, experimentar, sentir isso de perto. Recebemos além do equipamento de ponta da Nike, claro, apoio médico, coaches, um mega suporte pra cair de cabeça no mundo da corrida. Fui motivado também pelos amigos Felipe Veloso, stylist e Renata Americano, estilista, cariocas que entraram comigo junto no projeto – sim, correr junto é muito mais legal! Já era um grande passo sair dos 5km, daquela voltinha básica de 30 minutos em Ipanema, a suadinha garantida do dia. Quando você começa a puxar seu corpo junto com a mente para uma performance mais poderosa, acredite amigo, ele vai junto com você.

Em uma confissão preconceituosa, eu achava ele rolê runner quase uma coisa de coxinha. Acordar cedinho no Domingo pra participar de uma prova parecia tão fora do meu mapa astral, mas confesso que, depois de já ter virado tantas e tantas noites durante anos nas baladas e acordar me sentindo miserável de tanta ressaca no dia seguinte, hoje eu entendo o valor dessa mudança de hábito.

Descansando depois da corrida, exausto, mas muito feliz

Voltando a Honolulu: meu pai estava no rolê runner há dois anos, e fomos ligando os pontos. Eu correndo bem, ele também, pensamos em fazer uma prova juntos. Temos uma relação muito próxima e curtimos viajar juntos, fazemos isso desde 1998, quando ele me levou pela primeira vez pra Inglaterra, a viagem mais inesquecível da minha vida, eu com 13 anos sendo o guia da nossa trip em inglês, mas ainda assim uma criança querendo descobrir o mundo e aprender.

Honolulu: uma metrópole no meio do pacífico, nosso cenário havaiano

Então fomos embora atravessar dois oceanos para chegar 18 horas depois no Havaí e correr a Hapalua, meia maratona de Honolulu. Fechamos a viagem em Janeiro com milhas (!!!) e me preparei durante 4 meses correndo sempre uma média de 10km com playlists muito maravilhosos (que estou disponibilizando no Spotify) e às vezes fazendo umas esticadas maiores, de 15 e 18km, para criar a consciência mental de desafios mais longos. Confesso que não segui muito à risca os mapas de treinamentos, usava como um guia mas eu tenho pânico de quem trata a vida como uma grande planilha sobre o que pode e não pode comer, quanto precisa correr dentro de tal minutagem. Fui fazendo o possível dentro dos meus limites físicos e claro, da minha disposição psicológica.

A prova começou às 6 da manhã, acordamos cedíssimo, às 4h30, num bom humor danado, e corremos com 12 mil pessoas. Tudo aconteceu da melhor maneira, super motivados, numa paisagem linda, alternando reggaes, Kanye West e música eletrônica no player. Terminei em 2h06, meu pai em 2h45. Acho até que poderia ter feito um pouco mais rápido, mas estava o tempo inteiro fazendo Snapchat e gravando coisas, inclusive uma matéria para o GNT com uma GoPro, então foi um pouco multitarefa. Mas essa noia do tempo, de criar recordes pessoais eu não tenho, aliás, já me dou por satisfeito em terminar a prova sorrindo.

Aliás, vocês me ajudaram muito na escolha da playlist e participaram na construção dessa minha trip do Havaí com a playlist colaborativa no Spotify ‘Brazinho no Hawaii 2016’. Foram mais de 350 músicas escolhidas por mim e vocês, que massa, obrigado por existirem. Segue o link aqui para quem quiser seguir, tá cheia de musicão!

Ah, e papo de atleta: meu joelho esquerdo doeu bastante após a prova. Uma tendinite. Já está melhor, mas é algo que agora vou precisar monitorar, fazer umas sessões de fisioterapia, fortalecer. Estou quase achando bom ter uma pequena lesão após 9 meses. Me lembra a época do tênis, quando eu tinha 14 anos, que vivia para o esporte e ter uma lesão significava que você era um atleta da verdade, que se esforçava tanto a ponto de estourar o seu corpo. Parece loucura, mas é pertencimento. Agora vai logo embora dorzinha, que eu quero voltar a correr o mais rápido possível!

Me segue no Nike Running, aplicativo de corrida que é muito massa e serve pra gente ir motivando uns aos outros: Caio Braz!

Tênis branco? Só se for encardido! A nova (velha) tendência no mundo dos sneakers

Parece que o jogo virou, não é mesmo? O reinado dos tênis brancos impecáveis mostra sinais de fraqueza com a escalada de uma (nem tão) nova tendência nos pés dos fashionistas: o sneaker encardido. E sim, tem que ser branco!

Verdade que os tênis sujos não são nenhuma novidade, que o digam aqueles nossos converses detonados de guerra que muitos de nós têm orgulho de ostentar por aí. Cada sujeirinha, uma história para contar. Não é mesmo? Pois é!

O engraçado é quem tem gente pagando pra já sair da loja com o tênis novo todo sujo. Migos, vamos investir num novo negócio e empreender um serviço no qual sujamos seus tênis brancos novos por preços módicos! Brincadeiras à parte, a Saint Laurent já havia dado sinais da nova mania, colocando modelos em sneakers brancos sujos e destruídos para caminhar pela passarela em seu desfile da coleção primavera/verão 2016, isso ainda no ano passado. A moda pegou, e nós te encorajamos a adotar!

O resultado é grunge, de pegada 90’s que ainda está muito em alta! Nem precisa dizer que fica maravilhoso com jeans, né? Se quiser uma pegada mais contemporânea, combine com camisetas longline, sobreposições e cores sóbrias. Só não vá acabar com seu tênis mais caro e especial, hein? Os modelos básicos são perfeitos para a empreitada.

Revista CAUSE, Leticia Cazarré e o retorno ao papel

Letícia Cazarré e eu, no escritório da CAUSE, no Jardim Botânico.

Conheci Leticia Cazarré – sim, esse sobrenome não é nada estranho, ela é mulher do super ator Juliano Cazarré – em um desses São Paulo Fashion Week da vida. Ela tinha acabado de lançar o primeiro volume da sua revista, a CAUSE, que surgiu recentemente como uma nova crew realizadora do Rio. Fiquei todo animado com a notícia, pois não tem nada que eu mais ame do que ver gente nova no mercado batalhando pelos seus sonhos e fazendo a ponte entre pessoas que tem ideias criativas em comum.

Alguns meses depois me encontrei com Letícia de novo em uma visitinha no escritório da revista, que fica no coworking XXVinte, no Jardim Botânico (aliás, um charme de lugar). A capa da segunda edição, com o tema Morte e Vida, traz ninguém menos que o Cauã Reymond na capa. Um Cauã sensível, bem diferente das novelas, com um fundo quartzo e direção de arte que estão uma lindeza.

Um dos lances legais do conteúdo bem interdisciplinar da revista é que ela é colaborativa, e você também pode submeter o seu trabalho – sejam textos, ensaios fotográficos, tudo o mais que for relacionado à arte. Aliás, a ideia é mesmo de que a CAUSE possa ser um veículo de papel para essa nova geração que ainda não consegue acesso publicar no impresso mainstream. Um lugar de experimentação, portfólio, e por isso, mais livre!

Tinha uma super entrevista com ela mas meu iPhone deu pau e perdi todo o arquivo de áudio. Mal minha. Mas deu tempo de salvar a nossa foto com as capas das duas primeiras edições da revista – que está à venda pelo Rio e São Paulo, e principalmente online, no site http://www.cause-magazine.com/.

Foto @mateusaguiarph / Model @vitor_lodi / Styling @tassio_aragao / Beauty @danixrib

Vale muito à pena ficar ligado, e claro, comprar a revista, que extrapola a moda e se aventura pelas intelectualidades de uma maneira bem fresh. Ah, e também deem uma olhada nos trabalhos que estão publicados no site, tem umas coisas bem lindas, como esse editorial Shining Youth, do fotógrafo Mateus Aguiar.

Boa Sorte, Letícia!

Cortes e penteados para mudar o visu do seu cabelo afro!

O cabelo afro é um símbolo da representatividade negra, do seu empoderamento e da sua identidade, e é também um dos mais belos instrumentos de tradução do estilo de uma pessoa. O jeito que você escolhe, com orgulho, arrumar e carregar as madeixas acaba dizendo bastante sobre quem você é. Tá na dúvida? Então pega essas inspirações que nós separamos pra você! Do curtinho ao afro mais ousado e impactante, tem pra todos os gostos e estilos. Aliás, uma das coisas mais bacanas do cabelo afro é que ele permite um sem fim de cortes e penteados. Vê só!

ASSUMINDO O BLACK POWER Pra quem tem interesse mesmo em carregar uma cabeleira crespa de responsa. Deixar crescer é opção das boas: você pode deixar que o cabelo fique realmente grande, aparando as laterais e a parte de cima para deixá-lo uniforme e no seu formato de preferência, ou não! Se quiser liberar o crescimento natural, fica lindo também. O volume pode ser melhorado com um pente garfo, use nos cabelos já secos, encaixando na raiz e dando puxadinhas em direção ao comprimento. Pei! Um black médio é bacana pra quem quer um visual mais discreto, mas sem perder o volume.

TRANÇA, TWIST, PENTEADO, PÔ! O cabelo afro é perfeito para inúmeras investidas no universo dos penteados e afins. Dreadlocks não são a sua única opção, migo! Você pode enveredar pelo mundo dos twists (inclusive coloridos), amarrar seus dreads ou tranças em coques (fica estiloso e podre de chique) ou mesmo fazer tranças mais grossas, que ficam inusitadas e originais pra caramba.

SIDECUTS E UNDERCUTS E CUTS CUTS CUTS Os cortes do momento não são exclusividade dos cabelos lisos, muito pelo contrário. Raspar ou diminuir as laterais de um cabelo afro são ótimas ideias para quem quer valorizar ainda mais seus cachos. E que tal um razorpart para completar o kit? Muito contemporâneo.

CORRE PRA COR Quem aí quer mesmo é uma mudança radical? Já pensou em colorir esse cabelão? É lindo, moderno e vai cair como uma luva nos seus cachos e fios crespos. Tanto nos cabelos bem curtinhos quanto nos mais compridos. Experimenta e conta pra gente!

Diquinha esperta:

Para modelar e hidratar seus fios, aposte em produtos naturais como o óleo de côco. Leves, eles hidratam sem arruinar o volume e os cachos.

O preço do sexismo: quando a mesma roupa sai mais cara pras mina do que pros mano

Pois é, colegas. Ainda longe de alcançarmos a igualdade entre os sexos e, que bom, vivendo um novo levante feminista, ainda enfrentamos um problema bem do absurdo no comércio voltado ao público feminino. Sabiam que produtos para mulheres, ainda que similares ou mesmo iguais aos masculinos, custam mais caro? É só ser destinado às mulheres que o preço pode subir, ainda que os custos de produção sejam os mesmos. Às vezes fica difícil acreditar que estamos em pleno 2016, né mores? Quando levamos em conta que mulheres ainda ganham menos do que homens, então…

O problema começa com itens básicos, mesmo, tipo lâminas de barbear e shampoos, mas o buraco é mais embaixo, sendo as diferenças de preço especialmente gritantes no mercado de luxo. Foi o The Business of Fashion (BoF) que realizou uma análise recentemente e descobriu as incoerências. Eles pesquisaram peças nos e-commerces da Saint Laurent, Valentino, Gucci, Dolce & Gabanna, Balmain e Alexander Wang. A Saint Laurent foi a marca com a maior discrepância entre os valores. O assustador? As mulheres chegam a ser cobradas até mais de U$ 1,000 por uma peça similar, senão idêntica à destinada aos boy. Como assim, Braseeel?

A gente logo se pergunta qual a justificativa pra tamanho abuso. Algumas marcas alegam que suas linhas femininas exigem mais mão de obra, eventualmente sendo produzidas com maior quantidade de tecido e em grande variedade de cores, o que encarece o processo. Beleza, mas e quando é oportunismo? Muitos desses preços desiguais são simplesmente indevidos e partem do pressuposto de que mulheres estão dispostas a pagar mais caro pelos mesmos itens dos rapazes, e a gente sabe que se isso hoje em dia é verdade é porque o mercado e a publicidade se organizaram para que assim fosse.

Olho aberto para os preços das nossas labels favoritas. E marcas, rélôu, né? Fica a dica: abandonem o sexismo em nome do lucro e se aproximem de seus clientes. Enquanto isso, vamos cada vez mais acreditando nos benefícios da uma moda genderless.

“Cê jura?”