11 dicas para uma viagem inesquecível em Amsterdã


A Holanda é um país ainda desconhecido da maioria dos brasileiros. Sim, nós temos um voo direto operado pela KLM desde 1946 com frequências entre São Paulo e Rio de Janeiro para a capital Amsterdã (ou Amesterdão, como diriam os portugueses), mas quantas pessoas você realmente conhece que circularam pelo país e conhecem bem a Holanda?

Preciso confessar o quanto fiquei fascinado com a Holanda vista mais de perto e com calma. Estive lá a primeira vez em um mochilão aos 23 anos, em 2009. Fiquei apenas dois dias e não consegui fazer muita coisa além dos coffee shops, embora me lembre nitidamente da experiência de ficar muito chapado na casa de Anne Frank e ter sido inesquecível. Mas a Holanda vai bem além das garotas de programa, dos coffee shops e dos shows de sexo do Red Light District. Muito além.

O idioma holandês nem de longe é um problema, visto que a grande maioria dos holandeses fala inglês. Este dado é chocante, e ao mesmo tempo explica muito sobre a cultura holandesa. Os holandeses são os pais do neoliberalismo. Eles inventaram o comércio internacional e são super workaholics. Significa que eles fazem de tudo para facilitar o fluxo de dinheiro, seja desde um cafezinho até um container de exportação. Falar inglês é uma necessidade de sobrevivência para um país cuja língua-mãe é dominada por apenas poucas pessoas, em uma posição tão estratégica. Como bom estudante de idiomas que sou, fiquei louco para aprender.

A sensação que eu tive é que Amsterdã é a nova cidade perfeita da Europa para turismo. Na capital holandesa, esta pressão turismofóbica se descomprime com leveza e uma melhor recepção aos turistas. Entre a aspereza do serviço parisiense e a loucura veloz e apocalíptica de Londres, Amsterdã se situa como uma cidade que tem tudo o que você precisa: excelentes lojas, noitadas, parques, museus, e a proximidade das demais capitais, que estão a apenas 2-3h de trem, em média.

Fica a dica para quem está querendo visitar a Europa e quer fugir dos lugares mais batidos como Londres, Paris, Barcelona ou Roma, hoje mais saturadas do turismo.

Parques

A cidade tem vários parques incríveis, em dias de sol, o Oosterpark e o Willemspark são imbatíveis para curtir como os holandeses. Pegue sua bike, ache seu cantinho no gramado e faça o seu picnic com toda a tranquilidade do mundo. Viajei no outono e o cenário é mesmo um sonho, com as folhas acobreadas e avermelhadas pelo gramado. Paisagem raríssima para nós, brasileiros.

Albert-Heijn Supermarket

O supermercado Albert-Heijn é uma instituição holandesa! Ele está por todas as partes da cidade e para mim que sempre gostei de comida on-the-go (não à toa apresento um programa sobre marmitas, né, risos) virou meu lugar preferido para comer. Frutas, queijos, jamones ibéricos, sushis, antepastos, pães, saladas, sopas, sucos, tudo embalado individualmente, cortadinho, higienizado, pronto para comer. É o sonho de qualquer pessoa que viaja, ou mesmo mora só e tem preguiça de cozinhar. Fui todos os dias e sempre passava lá antes de qualquer picnic. Preços excelentes.



Museus

Amsterdã tem mais de 50 museus! No fim das contas, acabei indo apenas em um pequeno museu chamado Moco, na Museumsplein, esplanada onde ficam situados o Rijksmuseum, o “Louvre” da Holanda, e o Stedelijk Museum, o museu de arte contemporânea da cidade. Fui no Moco principalmente porque havia uma exposição de Bansky, quem eu adoro.

Este lance de ver museus é sempre uma contradição: não consigo ver mais do que um ou dois por dia, para poder decantar a arte com um pouco mais de calma. A minha lista de museus que eu não gostaria de ter deixado de ir, e que ficam mercadinhos para a próxima viagem: Van Gogh, Rijks, Stedelijk, Eye Museum, etc. Como eu já senti que me apaixonei pela cidade, vou querer voltar a Amsterdã várias vezes e posso vê-los no futuro! Lembrem-se: turismo é para se divertir e se inspirar, e não sair que nem um louco marcando check numa listinha de que foi lá e fez.

Daily Paper

Provavelmente a marca mais cool de streetwear de Amsterdã, para quem gosta de roupas com essa pegada meio skate/street urbana. Design minimal, excelentes formas, fotos de campanhas maravilhosas, lojas bacanas e staff lindo. Adorei ter descoberto essa crew, comprei uma camiseta e pochete.

Nine Streets

Sabemos que os brasileiros tem taquicardia quando chegam de uma H&M porque encontram tanta roupa barata num lugar só, mas é muito interessante ver a cena mais autoral de design holandesa. Há muitas marcas de produtos de design que vão além das roupas, como móveis, sapatos, objetos de decoração e a maioria delas se situa na região de compras da Nine Street, na região dos canais. Vale à pena conhecer.

De Pijp

Um casal de amigos meus atualmente mora em Amsterdã e nos últimos dias da viagem fiquei na casa deles no charmosíssimo bairro De Pijp (lê se Dê Páipe). É um bairro que está a 10 minutos dos canais de bicicleta, mas tem todo o charme e a tranquilidade de uma Amsterdã mais residencial e um pouco menos barulhenta. Acho uma dica muito boa de localização para quem curte mais AirBnBs do que hotéis. Ficar no Red Light District não é legal.

Coffee-Shops

Sim, a maconha é descriminalizada em Amsterdã e você pode comprar até 5 gramas da erva para fumar nos coffeeshops ou em casa. Fumar na rua é ilegal, embora vez por outra você sinta o cheiro de maconha na rua e não veja repressão policial acontecendo por isso.

O Coffee Shop mais famoso é o Bulldog, que tem quatro unidades na rua mais movimentada dos canais do Red Light District. É um ponto turístico obrigatório, mas há outros mais legais, como o Bagheera, em estilo neo-raver, e o BlueBird, que tem um astral bacana.

A maconha é muito mais forte e pura do que a que se consome no Brasil, comece devagar com variedades de sativa, que te deixam mais animado. O tipo indica é para quem é mais experiente e quer uma onda mais introspectiva.

Nos coffee shops não se bebe álcool: tome café, chá, água, refrigerante, e brise muito.

Amsterdam Dance Event

O AME (Amsterdam Dance Event) é um super festival de música que acontece em Outubro e durante todos os anos a cidade se transforma para receber artistas do mundo inteiro. A vibe é fantástica, os line-ups absurdos, os clubes enormes e cheios de pistas não-convencionais, iluminações malucas, soundsystems poderosos, enfim. AMS é uma das mecas mundiais da música eletrônica, fiquei de coração partido por não poder ficar mais tempo. Espero voltar na próxima!

Volkshotel

Muito bom, muito bonito e preço muito justo. O VolksHotel foi uma grande surpresa da viagem para mim. Imagine um prédio de oito andares com boate, café, coworking, restaurantes (no plural), ioga, rooftop, sauna, tudo com o design mais absurdo e milimetricamente conceitual.

O Volks é também divertido – o staff muito alegre e simpático faz a diferença, o café da manhã é um banquete, e os quartos são sensacionais. O meu tinha um telão enorme com Netflix, Chromecast, Youtube e tudo mais que um millenial pode desejar. Era tão bom que às vezes dava raiva de ter que sair pra rua. Um perigo. As diárias custam em média 90-100 euros.

Norte de Amsterdã

O Norte de Amsterdã é a ‘nova fronteira’ da cidade, um fenômeno tal qual o Brooklyn representou em Nova Iorque alguns anos atrás. A região é ligada ao centro de Amsterdã por um ferry boat gratuito que funciona 24 horas e liga as regiões em poucos minutos. Bicicletas são permitidas no ferry, é claro.

Lá no Norte descobri um dos lugares mais bacanas da cidade, o FC Hyena. Restaurante delicioso num armazém onde também funcionam duas salas de cinema com ótima programação. Lugar frequentado por millenials criativos, super ligados em moda, cultura, arte. Fiquei apaixonado por esse lugar, se morasse em AMS iria frequentar sempre. Quero voltar!

Alugar uma bicicleta

O metrô de Amsterdã funciona bem, os trams também, mas realmente não há comparação entre transitar de bicicleta como um bom amsterdamer. As ciclovias tem faixa dupla de ida e volta, a cidade é completamente organizada para o trânsito de bicicletas, a grande maioria do território é de planície, pedalar é seguro, prático, um bom exercício e é muito mais rápido do que ficar esperando o trem chegar.

O lado negativo é que não é muito barato: as locadoras de bicicleta se aproveitam um pouco do fato da cidade ser tão bicicletável e cobram em média 17 euros por dia para alugar um bike. Achei caro. Mas valeu cada centavo, acreditem.

Moda: 8 marcas brasileiras de meias pra incrementar seus looks

Um dia nós já tivemos certa relação esquisita com meias. Exclusivamente usadas para malhar ou em ambientes e lukinhos mega formais, escondidas, elas eram meio negligenciadas quando o assunto passava a ser tendências, looks descolados, coisa e tal. Simplesmente ficavam ali, de escanteio. Acontece que essa fase passou, né nom?! Agora as bichinhas são inclusive e muitas vezes o centro das atenções, e várias marcas bem bacanas surgiram — ou cresceram — com essa nossa mudança de hábito.

Aqui, uma seleção super brazuca que merece sua atenção!

BOLOVO

Nós já falamos da Bolovo aqui no blog e não escondemos nossa admiração pela marca “de espírito livre” e que defende que a gente vá lá criar umas memórias. Ela surgiu em 2006, criada por Lucas Stegmann e Deco Neves, e tá inserida numa plataforma, porque os caras produzem, além de peças de roupa, peças criativas tipo vídeos, fotos e o que mais vier. Dentro de tudo isso estão as meias — eles são os responsáveis por um hit do universo das meias: a estampa “Deus abençoe o rolê”.

SURREAL SÃO PAULO

A Surreal é uma marca de produção limitada e independente, tocada por Bruno Paschoal, Clibas Pacheco e Fábio Ayrosa, e que desenvolve todas as suas peças nacionalmente e se preocupa com a procedência de seus fornecedores. As inspirações são super urbanas: cidade, música, skate e arte, mas joga uma natureza aí na receita também. Eles foram até responsáveis por uma parte do merch do Mac DeMarco quando ele veio ao Brasi. Babado!

ALTAI COMPANY

“Nosso produto é um mero manifesto criado por uma pequena geração de degenerados, criativos e curiosos”. Assim a Altai se apresenta. Com o objetivo de fazer meias de qualidade confortáveis e brasileiras, a marca tem ar jovem, mas defende como seu amadurecimento vem acontecendo: ela começou há alguns anos atrás, mas foi oficialmente fundada em 2016 e inaugurada em 2017. Tudo, tudinho mesmo, é feito aqui no Brasa. E o resultado é bem, bem massa.

MEIAS 6

A 6 é uma marca de DNA carioca fundada em 2012 com a ideia de dar adeus ao monopólio das meias brancas e querendo mergulhar mesmo nas meias com experimentações gráficas de padrões e cores. Visionária, né mores? Seus pares são confeccionados na Turquia em máquinas italianas de precisão. São muitas as possibilidades, de estampas fun a outras mais chiques.

ENJOY MEIAS

A Enjoy nasceu inspirada pelo design, pela geometria e pelas cores do dia a dia pra trazer mais alternativas às nossas meias brancas furadas e sem graça kkk. A marca surgiu pra facilitar a vida inclusive dos próprios donos, que estavam enjoados do que havia disponível no mercado de meias por aí. Mais uma de produção 100% nacional com foco em dar uma força à economia local. Eles fazem modelos old school, de estampas florais, tie-dye e de lurex, pra dar uma ideia.

INVERNESS

A Inverness é uma marca madura. Ela nasceu há 24 anos!!! Atualmente, seu leque de modelos é enorme, tem meia pra todos os gostos, com diferentes tamanhos, modelos e cores. A marca tem até uma parceria com a estilista Glória Coelho, desenvolvendo as meias de sua grife com exclusividade. A qualidade é uma preocupação séria.

FEED THE FEET

A Feed the Feet tem uma vibe super verão. Marca cheinha de modelos com referências pop (tipo um monte de meias inspiradas em Game of Thrones para os fãs ficarem bem doidos rsrs). Todos os produtos são unissex e eles também vendem camisetas e acessórios.

🌴V E N I C E🌴 socks | foto do incrível @anendfor

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NEPHEW

Marca mineira suuuper moderna, a Nephew faz umas roupas perfeitas pra vestir no rolê. A gente já falou dela aqui e de sua pegada fresh, antenada e com um toque de cultura pop que a gente ama. Criada pelo Vitor Sobrinho, que também é DJ, ela traz essas referências de lifestyle para suas criações. Criações essas que incluem meias!

“Dad look”: desvendamos a tendência da cintura alta + camisa por dentro

Por aqui, seguimos firmes e fortes na missão de descobrir e esmiuçar as tendências mais legais da moda pós-contemporânea que mais tem cara de século passado (hahaha!) e dessa vez escolhemos nos debruçar sobre uma trend que está abalando as estruturas das calças e bermudas mundo afora: a cintura alta, acompanhada, certamente, de uma bela camiseta ou camisa por dentro. Repetimos: por dentro!

Não tem mais cara de “look de papai” que nos impeça de ostentar uma cintura mais alta, ainda que a gente sempre corra o risco de parecer meio caretão. Talvez, em algum lugar no imaginário dos estilistas, a inspiração tenha sido o pai de alguém, até. Se nos últimos dez anos ou mais, o cara descolado segurava o look com um belo par de jeans super skinny e bem baixos, naquela pegada rockeiro indie que a gente já conhece, parece que o jogo virou de repente e uma nova possibilidade se abriu no horizonte dos lukinhos.

Brad Pitt por Ryan McGinley para GQ

Foram muitas as marcas que adotaram uma subida de cós ao longo das últimas temporadas, e estamos falando de marcas de peso, como Giorgio Armani, Louis Vuitton, Bottega Veneta, Fendi, Dries Van Noten, Lanvin e Prada, para citar algumas das mais importantes. Alguns modelos tinham pegada mais retrô mesmo, e outros, surpreendentemente, pareciam a coisa mais futurista dos últimos tempos. Claro que a turma do street style já havia captado a mensagem e não ia deixar toda aquela cintura escondida por baixo de suas T-shirts, nascendo assim, aliás, renascendo assim uma produção completa rs.

Dries Van Noten

Fendi / Kenzo

Haider Ackermann

Louis Vuitton

Sabe uma camiseta branca, uma calça de cintura alta, sneakers feios (outra trend que tá bombani haha) e pochete como o suprassumo do cara-que-não-curte-moda-e-quer-deixar-isso-bem-claro ou ainda do cara-que-está-completamente-alheio-ao-que-veste? Pois agora é o oposto e, só pra esclarecer: a gente ama, viu? Manda mais.

A calça preta ou jeans de corte simples com uma camiseta branca é a combinação que você pode assumir quando não quer pensar muito, mas ainda assim parecer legal (invista em sneakers ou sandálias bem massa). Agora, troque por uma calça de alfaiataria e corte amplo pra ficar mais chique, e ainda uma calça mais curtinha nos tornozelos pra ficar mucho moderno. Sem falar que a gente fica assim, achando careta, mas a verdade é que uma camisa por dentro da calça pode fazer maravilhas na hora de te deixar instantaneamente mais CHIQUE. Lembrança importante: a cintura da calça não precisa ser super lá em cima, ela pode inclusive ser no lugar “normal”, com a camiseta por dentro o efeito já rola e fica menos “abusado”pra quem quer experimentar, mas tá meio inseguro.

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Claramente já adotamos. E por aí, quem anima e quem nem de graça?

Muito além do Lolla: 12 festivais brasileiros fora do circuitão que merecem seu investimento

O circuito de festivais vem crescendo a passos largos. Volta e meia recebemos a notícia de mais e mais festivais gringos planejam suas edições brazucas, sem falar naqueles que já se consagraram por aqui. Maravilhoso: com estruturas estupendas e preços não exatamente módicos, esses eventos acabam nos dando a oportunidade de ver muitas das nossas bandas gringas favoritas sem termos que investir em viagens ao exterior. Mas vale ressaltar que o Brasil é grande, é bonito e tá cheio de iniciativas com a cara do país no que diz respeito à música: rolês muito mais baratos, quando não gratuitos, e que abrem espaço para artistas daqui (e a gente é bom de fazer música, hein!). Separamos 12 desses festivais, em diferentes regiões, para diferentes bolsos e gostos. Certo que você vai terminar esse post cheio de vontade! Let’s ferver, shall we?

MIMO Festival

Beto Figueroa

A MIMO surgiu em 2004 no interior das igrejas de Olinda e, de lá pra cá, tornou-se um enorme e reconhecido movimento, do tipo que une música da melhor qualidade a outras manifestações culturais, passando por várias cidades brasileiras. O festival ganhou uma Etapa Educativa, a Chuva de Poesias e ainda editais de música e cinema e hoje visita Recife, João Pessoa, Ouro Preto, Tiradentes, Paraty, Rio de Janeiro e até Amarante, em Portugal, ganhou sua edição em 2016.

A próxima edição, no Rio de Janeiro, acontece de 10 a 12 de novembro com shows de Criolo, Ondatrópica, Emir Kusturica and the No Smoking Orchestra, Didier Lockwood, Nouvelle Vague e mais. Depois disso, o fest parte pra Olinda, dos dias 17 a 19 de novembro. O melhor? É tudo gratuito! Imperdível real oficial, meus anjos.

MECAFestival

I Hate Flash

O MECA é provavelmente um dos festivais mais descolados dessa lista. Fundado há 7 anos, ele nasceu no litoral do Rio Grande do Sul e passeou por algumas cidades do Brasa, levando sua pegada indie de apresentações musicais e eventos culturais. Artistas do naipe de Two Door Cinema Club, Friendly Fires, La Roux e AlunaGeorge passaram por seus palcos. O MECA abarca também palestras, workshops e performances e nesse ano rolou a segunda edição do MECAInhotim: imagine curtir os shows de bandas que você ama no museu a céu aberto e até acampar por lá… Imaginou? Pois foi essa mesmo a proposta, por R$ 490,00 os dois dias.

A experiência é bem única, o festival transborda personalidade e é impossível não sair de lá inspirado. Ah, e no dia 4 de novembro rola MECAUrca no Rio de Janeiro. Aonde? No Morro da Urca (apenas) com shows de Washed Out, Homeshake, Nomi Ruiz, Minha Luz é de LED, Heavy Baile e mucho mais.

Festival DoSol

DoSol

Rolê já tradicional de Natal, o DoSol é considerado o maior festival alternativo de música do estado e acontece nos dias 11 e 12 de novembro em novo local, o Beach Club, na Via Costeira. Ou seja: fervo com brisa do mar. Como não amar?! Nesta edição, o festival terá quatro palcos e um line-up poderoso e super conectado com o que vivemos agora na música brasileira, com artistas como Liniker e os Caramelows, Boogarins, Francisco, El Hombre, Far From Alaska, Scalene e mais. Ainda rolam os side shows que aquecem o público entre os dias 22 de outubro e 19 de novembro. A casadinha na promoção tá R$ 50,00. Corre na página do festival pra ficar sabendo mais detalhes (afinal, ainda dá tempo!).

Psicodália

Psicodália

Talvez o mais alternativão dessa lista, o Psicodália é uma opção das boas pra muita gente que quer fugir do carnaval, mas não do fervo! Festival multicultural independente, fomenta o concept psicodélico de acampamento, expressões artísticas, vivência imersiva e rock’n’roll, mas não só. Desde 2006 o Psicodália é realizado na cidade de Rio Negrinho (SC), e vale ressaltar que a edição do ano que vem tá recheada de atrações maravilhosas, como Jorge Ben Jor, Arrigo Barnabé, Bixiga 70, Carne Doce, Boogarins, Tulipa Ruiz, Pata de Elefante e mais. Por lá já passou gente ~muito importante~ ao longo desses anos, como Os Mutantes, Elza Soares, Baby do Brasil, Hermeto Pascoal, Yamandú Costa, Jards Macalé e Ney Matogrosso, só pra citar alguns. Pra ter direito ao camping, toda a infra do lugar e seis dias de festival, é só investir no ingresso de R$ 400,00 a meia.

Rec-Beat

Ariel Martini

O Festival Rec-Beat é uma bela de uma alternativa pra quem tá no Recife durante o carnaval e quer dar uma variada nos ritmos ou curtir artistas consagrados da nossa música naquele clima 0800. O projeto quer sempre e cada vez mais alimentar um olhar atento às novidades sonoras de Pernambuco, do Brasil e do mundo. O público é diverso: tem gente fugindo da folia do Momo, tem gente mais velha que formou seu gosto musical indo ao Rec-Beat, tem criança, tem turista… Nesse ano, entre os dias 25 e 28 de fevereiro, o evento celebrou sua 22ª edição no Cais da Alfândega e recebeu The Baggios, ÀTTOXXÁ, As Bahias e a Cozinha Mineira, Teto Preto, La Dame Blanche, O Terno, Jards Macalé e mais. E tem também o Recbitinho, com uma programação especial pra criançada curtir junto.

Festival Bananada

Martini/I Hate Flash

Em 2017 o Bananada chegou à sua 19ª edição com uma lista de atrações de babar e se consolidando como um dos eventos de música mais importantes do país! Ao longo de uma semana, Goiânia é tomada por atrações musicais, expressões artísticas diversas, intervenções culturais, arte urbana, gastronomia e até um campeonato de skate. Ramificações do evento que tem na sua principal manifestação o festival de música propriamente dito. Mais de 100 atrações e nomes como Mutantes, Mano Brown, Maria Gadú, BaianaSystem, Céu, Karol Conka e Tulipa Ruiz subiram aos palcos do rolê.

Quem vai não se arrepende de jeito nenhum. Aliás, já fica a dica: o festival está programado para comemorar seus 20 anos de história em 2018 entre 7 e 13 de maio e já revelou algumas de suas atrações, como Gilberto Gil com seu show Refavela 40. Os blind tickets já estão sendo vendidos a R$ 120,00 e dão acesso a todos os dias de festival. Bora?

Vento Festival

Flashit

Vibes, vibes, muitas vibes essas que o Vento Festival fomenta! Imagina que delícia um festivalzão de graça na praia… Em sua terceira edição, o Vento mudou de local, deixando Ilhabela e se jogando pra São Sebastião, ambos no litoral norte de São Paulo. A mudança de local aconteceu por problemas com a nova gestão da prefeitura de Ilhabela, que não sacou muito os benefícios do rolê. Mas tudo bem, porque o Vento seguiu firme, forte, próximo e mais independente, contando com a colaboração das pessoas por meio de um crowdfunding. Uma das características mais importantes desse festival é a gratuidade, que engaja muita gente na missão de pegar a estrada para chegar ao litoral e curtir sons incríveis, políticos, provocadores, como Metá Metá, Mombojó, Ava Rocha e Anelis Assumpção. Em 2017 também foi a primeira vez que o fest aconteceu durante o feriadão de Corpus Christi.

Coala Festival

Fernando Schlaepfer/I Hate Flash

Criado em 2014, o Coala rapidinho conquistou o coração da cidade de São Paulo com sua proposta: som de qualidade, fomento à nova cena da MPB, preço amigo e galera legal. Desde o início o fest rola no Memorial da América Latina, espaço clássico dos eventos culturais da cidade que fica mais belo ainda quando recebe o Coala — pense num povo que capricha na decoração! A edição desse ano foi no dia 12 de agosto e a programação contou com Caetano Veloso como atração principal, Liniker e os Caramelows, Tulipa Ruiz, Aíla, Emicida e Rincon Sapiência, além de discotecagem. O festival tem uma pegada entre o indie e o mainstream e vale super o investimento: a último lote estava em R$ 180,00 a inteira e havia meia social para quem doasse um livro.

Vaca Amarela

Vaca Amarela

A edição desse ano foi a 16ª do Vaca Amarela, rolê que fomenta a diversidade musical e os debates sobre questões sociais em Goiânia. O Vaca Amarela já foi mais “rockeiro”, mas abraçou a multiplicidade e passou a defender a misturinha sonora que a gente ama, hoje recebendo uma galera bem diversa, de Pabllo Vittar a Curumin, de MC Carol a Carne Doce. O objetivo do festival é pluralizar mesmo, como forma de combater o ódio e a polarização que vivemos no país nesse momento delicado. O Vaca Amarela dura vários dias e sua última edição foi de 18 a 24 de setembro. Nos primeiros dias, os shows rolam em diversos pontos da cidade e na sexta e no sábado, principais dias do evento, o babado acontece no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Segundo lote inteira a R$ 120,00.

Festival Radioca

Rafael Passos

O que o festival Radioca quer é atravessar as fronteiras do rádio e investir em atrações que representem os novos nomes da nova música independente, tudo isso num dos lugares mais legais de Salvador, o Trapiche Barnabé — local belíssimo e carregado de história na capital baiana. Nesse ano o festival realizou sua terceira edição, reunindo, entre os dias 7 e 8 de outubro, nomes como Far From Alaska, Rincon Sapiência, Metá Metá e Curumin. Em 2016, passaram pelo seu palco outros nomes bem massa, como Giovani Cidreira, Jards Macalé, Karina Buhr, Aláfia e Dona Onete. Além disso, o espaço também oferece várias opções gastronômicas e a feirinha de produtos musicais. O último ingresso custou R$ 50,00 a inteira. Shows babadeiros e Bahia, quem não gosta?

Pilantragi Festival

Pilantragi

Festa já pra lá de conhecida do circuitinho paulistano, a Pilantragi celebra a música brasileira na capital desde 2012, além de comemorar o carnaval com o seu próprio bloco (que costuma entupir de foliões as ruas por onde passa). Nesse ano, a festa cresceu e ganhou seu próprio festival, que realizou sua primeira edição no dia 21 de outubro no Estádio Ícaro de Castro Melo, também em São Paulo. É claro que a pegada foi de muita sonoridade do nosso Brasilzão, tipo Daniela Mercury (sim!!!), Karol Conka, Bixiga 70, Johnny Hooker e Karina Buhr, entre outros nomes da nossa nova música e discotecagem de qualidade. Quem foi garante que foi vibe total e absoluta! Pelo ingresso que custou entre R$ 100,00 e R$ 240,00, com opções de meia, era possível curtir tudo isso e outras atividades, como performances artísticas, intervenções visuais, live painting, exercícios físicos etc. Pra ficar de olho no ano que vem real oficial.

No Ar: Coquetel Molotov

I Hate Flash

O Coquetel Molotov é um verdadeiro clássico do Recife e chegou em 2017 à sua 14ª edição, que rolou no dia 21 de outubro. Foram mais de 10 horas de evento no Caxangá Golf & Country Club, com os artistas se dividindo entre dois palcos maiores e um palco menor. O público ainda pôde se inscrever para diversas oficinas e prestigiar a Mostra Play The Movie. No line-up do festival, artistas locais, brasileiros e internacionais, como Rincon Sapiência, Arnaldo Batista, Linn da Quebrada, O Terno, DIIV, Hinds, Mamba Negra, NoPorn e mais. Bapho, né mores?! Dessa vez a organização do evento ainda deu ingressos para quem doou sangue, numa parceria com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Homope).

Ah! Rola também, já há três anos, o Espaço uPlanet, cheio de ações voltadas para repensar uma vida com propósito e sustentabilidade. Aliás, o Coquetel Molotov possui o Selo Evento Neutro, neutralizando suas emissões em prol de um projeto ambiental. “Beleza lindos, tudo isso por quanto, hein?”: R$ 100,00 a inteira no 3º lote, com opção de meia. Óbvio que a gente recomenda que se chegue ao Recife antes da data exata, pra aproveitar a cidade e ainda as prévias do festival que rolam a partir de um mês antes do rolê todo.

Só mais umas coisinhas: nesse ano o festival se expandiu, realizando sua primeira etapa em Belo Horizonte no dia 15 de outubro, no Espaço Centoequatro, levando aos mineiros revelações do atual cenário como Ava Rocha e Boogarins. Rola ainda a etapa da cidade de Belo Jardim, no Agreste pernambucano, que recebeu no dia 18 de outubro sua edição aberta ao público. Ufa!

E aí, que festivais da sua cidade/região também merecem figurar nessa lista? Queremos saber!

Look de rolezeiro: três acessórios polêmicos que estão voltando com tudo

É meio doido pensar que os anos 90 e principalmente os anos 2000 já passaram há tanto tempo que já voltaram a ser tendência, né? Mas tá rolando e não é de hoje, mores. Com a internet e o acesso fácil a registros múltiplos de tempos tão remotos (kkk) fica ainda mais de boas desenterrar tendências bem específicas, como essas três que a gente listou abaixo e que, por sinal, são perfeitas para o fashionista fritness que há em nós.

Nem precisa virar a cara; aposto que você fazia isso pra pochete e hoje em dia não vive sem a sua pendurada no peito, risos. Talvez não, mas a graça é defender a liberdade de usar o que se bem entende e deixar ser, né? Vamos a elas!

BONÉ VON DUTCH:

Se você era adolescente nos anos 2000, provavelmente invejou seus colegas de escola que desfilavam bonés Von Dutch pelos corredores. Talvez você mesmo tenha ostentado o acessório ou acumulado uma pequena coleção, original ou cópia (beeem comum na época). Rolou? Bem, você não estava sozinho. Paris Hilton, Britney Spears, Justin Timberlake, Pharrell, Ashton Kutcher e até Jay Z foram alguns dos nomes responsáveis por fazer o boné bombar internacionalmente. E sim, ele está voltando.

A responsável quase que solitária pelo retorno da tendência é ninguém mais, ninguém menos que Kylie Jenner, a pessoa que pode postar uma foto no Instagram com literalmente uma melancia pendurada no pescoço e possivelmente uma multidão vai adotar a ideia. Na verdade faz sentido que o boné volte ao gosto do povo, já que os anos anos 2000 estão mesmo super na moda. Por enquanto ainda tem muita gente virando a cara, outros acham tão normal quanto usar qualquer outro boné, a gente acha que é uma referência maravilhosa pra revisitar, provocar e se divertir de um jeito saudoso. E você?

ÓCULOS SPORTY-RAVER ANOS 2000:

É isso aí que você leu no título, e a imagem de óculos de armação comprida e lentes coloridas e furta-cor que chegam a ofuscar talvez tenha vindo à mente. Uma coisa new-age meets escalador de montanha, por assim dizer. Desejadíssimos e usados à exaustão no início dos anos 2000, esses óculos de pegada Oakley eram o que havia de moderno na chegada do novo milênio. Com a retomada pesadíssima da estética da época que tá rolando agora, era de se esperar que os tão controversos acessórios sofressem uma retomada.

É só ficar atento para flagrar por aí uma galera antenada nas modas exibindo os seus, que vão da praia ao rolê fomentando o concept e sem deixar de chamar a atenção. A questão é, dessa vez, até quais ambientes levaremos essas comentadas lupas? Uma coisa é certa, para a geração multi-tarefas de hoje, que vai da pedalada ao escritório, do escritório ao mergulho e do mergulho à night, óculos com esse nível de conforto e proteção podem ser uma mão na roda. A Anitta, aliás, estava plena com os seus no clipe de “Is That For Me”.

CINTO DE LONA:

Quem foi mais rockeirinho nos anos 90 com certeza investiu num desses. Os cintos de lona com aquela fivela de metal meio espelhado eram queridinhos da juventude e chegavam a ser divertidos de comprar porque eram comuns lojas que vendiam as peças separadamente. Você podia escolher a lona nas cores que quisesse e arrematar com uma fivela com desenhos aplicados e outros detalhes. Quantas calças jeans de escola já foram seguradas por esses cintos…!

Agora eles voltam como uma das finalizações mais legais para a sua produção de rolezeiro, não só simplesmente segurando as calças, mas marcando cinturas em peças oversized e te ajudando também na hora de fomentar aquela cintura alta que voltou com força. A Off-White, marca babadeira do Virgil Abloh, tem sua releitura em lona com feixes diferentes, do de metal a encaixes mais inusitados (aqueles encaixes de plástico tipo de mochila e argolas de metal, por exemplo!) e comprimento exagerado. Acessório cheio de informação de moda. A Cacete, marca brasileira sobre a qual já falamos aqui, também tem um modelo basicão do tipo que vai com tudo e vale super investir, até porque é um material que aguenta o tranco. Aliás, se você investigar os cafundós do seu armário, capaz de achar um escondido.

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Orange is the new black: inspirações da cor do momento na moda

Desde o ano passado o laranja dava sinais de que tomaria conta das nossas produções e não deu outra: de aparições mais tímidas em detalhes e misturado a outras cores até looks completos quentíssimos, a cor virou trend, bombou nas passarelas e no street style e ganhou corações & outfits mundo afora. Mas esqueça cones de trânsito, referências ao Halloween ou mugshots! Não precisa se preocupar, porque existem muitas formas de usar a frutífera cor.

O laranja surgiu em lançamentos de marcas moderninhas como a Vetements e a Supreme, além de criações de nomes como Rihanna e Justin Bieber, mas não só. Grandes maisons como Dior e Givenchy, brands tipo a J.Crew e Todd Snyder e especialmente os fashionistas das ruas adotaram o laranja como tom do ano e não teve Greenery (alô Pantone!) que impedisse isso de acontecer. É só dar uma passeada despretensiosa por boards do Pinterest com o “tema” laranja pra perceber um sem fim de referências relacionadas à febre.

A gente adora e, apesar de, num primeiro momento, o laranja assustar os góticos suaves ou os tímidos (é difícil mesmo passar despercebido com ele), a cor vem se mostrando super versátil e inclusive quebrando com a ideia de que é um tom de verão, sendo usada à exaustão em casacos e looks de frio lá fora. Aliás, já fica a dica: aproveita os dias de chuva pra ousar num jaco laranjão, que é uma peça statement do tipo que traz “interessância” a qualquer produ!

Além do impactante lukinho all-laranja (kkk), um jeito bem massa de usar o tom vibrante é se jogando em combinações com cara de anos 90 e anos 2000, outra moda babadeira que tá fluindo muito bem — pense numa coisa meio raver. Vai sem medo nas camisetas na cor com calças de cintura mais alta, nos moletons (conjuntos ficam incríveis), macacões (taí uma peça massa demais pra usar numa produção laranja, pra quem tem uma pegada mais ousada), sneakers bacanudos…

Se você acha que o laranja é “cheguei” demais e não sabe por onde começar, o que vale é explorar as possibilidades do tom em apenas uma peça do look ou mesmo em detalhes. Pode ser num boné, num óculos (aproveita que a moda dos óculos coloridos tá aí) ou numa sandália. Ah! E o nosso verão tá chegando, né? Que tal usar o laranja pra iluminar as roupas de praia e fechar 2017 numa vibe alegre (pelo menos em termos fashion)?!

Bonézinho laranja: quase-detalhe que faz a diferença.

“Chegueeei, tô preparado pra atacar”.

E vale lembrar que a cor é cheinha de simbolismos que nos interessam, hein (porque a gente adora uma cromoterapia, né mores)?! O laranja é a cor da prosperidade, e usar o tom pode nos trazer coragem e inspiração para alcançar metas com determinação. Sabe quando falamos que é difícil passar despercebido com a cor? Então, ela também incentiva a comunicação. Experimente uma produção laranja e fique atento à energia que o look e a cor trazem! Se você tem algum desafio pela frente especialmente. As roupas e as cores que escolhemos jogar sobre nossos corpos influenciam em como nos sentimos e agimos, então não é nenhuma surpresa que o laranja seja uma bela opção para fazer fluir nosso sucesso, estimulando o otimismo e a confiança. Pera, deixa eu ir ali trocar de roupa, rapidinho kkk!