Airbnb Experiências: novo serviço da plataforma permite reservar ou ser o anfitrião de rolês

O Airbnb é uma plataforma comunitária de acomodações que transformou muito do nosso jeito de viajar, descobrir cantinhos para hospedagem e até mesmo criar anúncios de espaços para que outras pessoas se hospedem. E agora a empresa, fundada em 2008, surge com uma nova proposta no universo das viagens que promete nova metamorfose no nosso jeito de conhecer lugares novos ou de receber viajantes em nossas terras.

O negócio é que agora também é possível ser um anfitrião de experiências, que são “excursões ou outras atividades desenvolvidas e guiadas por anfitriões locais”. Isso significa que você pode organizar o acesso de viajantes a pontos específicos da sua cidade, da sua comunidade, da sua cultura e daquilo sobre o que você possui conhecimento. Bem massa, né? Para sermos mais claros, o anfitrião pode oferecer uma imersão de alguns dias ou experiência de um dia em coisas como passeios por botecos tipicamente cariocas, bairros com os melhores graffitis de São Paulo, um dia degustando cafés com um barista bonzão etc., para dar alguns exemplos.

O serviço começou a funcionar aqui no Brasil em junho e por enquanto só rola no Rio de Janeiro e em São Paulo. De acordo com o Airbnb, a ideia é que o oferecimento de experiências amadureça e dê bastante certo nessas cidades antes de que se estenda a outros destinos do país. Várias experiências no Rio e em SP já estão disponíveis lá e vale dar uma passeada (do mesmo que a gente adora pesquisar apês e casas pra alugar, né? Kkk). Além disso, se você tem viagem marcada pra fora do país, essa certamente é uma boa chance de incluir no roteiro programas inusitados e cheios de informações típicas do lugar da vez.

Teve uma ideia de experiência para oferecer? Cola lá no site do Airbnb e dá uma olhada nos padrões de qualidade que eles buscam para entender melhor o processo. Depois é só desenvolver e montar a sua proposta de experiência e enviar para a comunidade, que irá avaliar se sua proposta atende aos padrões de qualidade e entrará em contato com os próximos passos. É você quem define quando hospedará a experiência, além de tamanho do grupo e valor.

Outra coisa muito legal é que também existem as Experiências Sociais, um braço dessa iniciativa que abarca organizações não governamentais e abre a possibilidade de que voluntários, funcionários ou membros do conselho de ONGs registradas criem experiências cuja renda, nesse caso, é 100% revertida à própria ONG, além de incentivar o conhecimento e o envolvimento de pessoas com causas importantes à cidade.

Quem já tá se coçando pra pegar o avião, o busão ou o navio? Vale clicar aqui pra tirar maiores dúvidas.

#partiu!

Fotos: Annie Spratt, Anete Lusifa, Ishan @seefromthesky, Jack Alexander e Clem Onojeghio (Unsplash)

A moda agênero nascida em Pernambuco e desfilada em NY pela Another Place

Como assim ainda não tínhamos falado sobre a Another Place por aqui, seguimores? Talvez você já tenha ouvido falar dessa marca pernambucana (<3) nascida em 2015 e hoje comandada por Rafael Nascimento, Caio Fontes e Kika Pontual. De pegada streetwear forte, a Another Place leva a sério um de seus principais motes, que é a moda agênero. Todas as peças são pensadas com foco em pessoas, independente de suas identificações de gênero, e o nome é uma homenagem a essa característica da brand. Another place; um outro lugar, fora do lugar comum, o fomento de novas propostas e de pensamentos mais livres.

Rafael e Kika moraram juntos por bastante tempo e viviam explorando os guarda-roupas um do outro, então foi natural que, quando Rafael resolveu criar a marca, ele quisesse tê-la ao seu lado. E essa experiência de troca de roupas certamente influenciou na decisão de construir uma marca pautada na desconstrução de gênero. E aí veio o Caio, que manda ver com seu background financeiro. No site dá pra entender um pouco mais da motivação da Another Place: “Respeitamos o ser humano como o todo que é. Macho ou fêmea. Porque roupa é expressão e todo mundo pode e deve usar o que quiser, o que couber, independentemente do sexo. Do estilo. Da profissão. A humanidade toda não cabe dentro das mesmas caixinhas”, explicam.

Legal, bacana, massa, mas isso não é tudo! A Another Place desfilou a sua coleção de inverno na semana de moda de Nova York, no início desse ano. Chamada “I See You”, a coleção veio cheia de referências genderless (claro!), tecidos inovadores, além de jeans bem massa e muito conforto. Pra ter orgulho da nova moda brasileira, sim ou com certeza? Até porque eles foram a única marca brasileira a desfilar naquela temporada, num braço do evento dedicado a novos talentos que rolou no Fashion Gallery.

Se liga no vídeo da campanha:

As inspirações da Another Place são diversas, mas abarcam especialmente as referências que cruzam os caminhos dos sócios, as pessoas ao redor deles que não têm vergonha de assumir quem são e que se expressam e se colocam no mundo em termos de moda independentemente do gênero. Gênero aqui não é barreira. E além disso, a música traz vários insights pro trio, que vende suas peças em seu e-commerce. Dá pra clicar aqui e saber mais de onde encontrar.

Moda: aproveite a chegada do inverno para investir de vez nos looks com moletom

De item básico do guarda-roupas renegado a momentos caseiros ou fitness para a estrela da festa, o moletom já viveu lá suas diferentes fases fashion. Sempre presente, nem sempre considerado uma possibilidade para o rolê, para o trabalho ou para o jantar, ele vem ganhando terreno, variedade e aceitação com o passar dos anos e já se firma como um dos tecidos nos quais vale a pena investir, inclusive pra quem tem acreditado cada vez mais num armário enxuto de poucas, mas ótimas peças.

O normcore teve muito a ver com essa evolução do moletom. O fomento de se vestir de um jeitinho “normal” casou perfeitamente com a tendência. Acontece que, hoje em dia, moletom nem é mais sinônimo de basiquinho, hein?! O que tem de marca investindo em cortes inusitados, design invejável, aplicações e estampas diferentes, só para citar algumas das possibilidades, não tá no gibi rs. Sem falar que muitas marcas importantes e até maisons começaram a investir em peças de moletom, o que significa que a trend já deixou de ser obrigatoriamente barata faz tempo, mas tudo bem, porque tem pra todos os gostos e bolsos.

Burberry // Dolce & Gabbana

LAB // Osklen

Kanye West x Adidas // À La Garçonne

Junte ao normcore e aos novos desenhos de moletons o boom do estilo esportivo sobre o qual já falamos tanto e os diversos pontos positivos de uma peça do tipo, como conforto, preço e versatilidade, e temos listados alguns dos ingredientes que fizeram esse caldeirão borbulhar. O que mais tem é celeb gringa bombando conjuntinhos de moletom nas fotos dos paparazzi, que o digam as Jenner e Kardashian, o Kanye West e o Justin Bieber, só pra citar alguns.

Kanye & Kim

ASAP // Justin Bieber

Pra nós aqui do Brasil é uma bela opção para os dias de inverno, que começaram na semana passada. É que o moletom pode ser a escolha perfeita para usar por baixo de outras camadas, como parkas e sobretudos, nos estados mais frios, e também é uma boa pedida nos estados de temperatura mais amena e equilibrada, que não têm a estação tão marcada por baixas temperaturas.

Looks monocromáticos ou com pouquíssimas cores funcionam super bem, têm cara de conjuntinho e pegada moderna ao mesmo tempo.

Bermudinhas de moletom ou bermudinhas + moletom na parte de cima super rolam e são uma boa para os dias de inverno mais amenos…

As peças de moletom ultrapassaram as barreiras do básico já faz tempo quando o assunto é corte, estampa, aplicações… Se jogue no oversized, nos estruturados e na mistura de cores se quiser montar um look ousado com o material.

Você provavelmente tem um moletom em casa! E se não tiver, cavuque armários de familiares ou amigos em busca de um antiguinho que pode dar uma cara mega descolada à produção. Vale também garimpar uns belos exemplares em brechós! Se precisa de um novo, a Hering é famosa por seus moletons bem básicos e acessíveis, e lojas esportivas, tipo a Nike, possuem várias opções. Lá no canal do Youtube, num dos episódios da série “Oficina do Braz”, rolou um DIY de moletom ensinando a fazer aquele modelo destruidão do Kanye West a partir de um casaco baratex ou (melhor ainda) daquele que você já tem em casa e não usa mais.

Quem também aposta na tendência e já tirou seu moletom da gaveta?

Moda: A ADER error é a marca coreana indie que está ganhando os fashionistas

Foi no final de 2014, em Seul, na Coréia do Sul, que nasceu a nova marca moderninha de pegada indie e cheia de personalidade que vem ganhando cada vez mais corações ligados em moda: a ADER error. O nome é um jogo com “A” de “aesthetic” + “D” de “drawning” + “ER” = ADER. A matemática do nome se soma ao slogan “but near missed things” para traduzir a essência da ADER: inspiração profunda em tudo que cerca seus criadores e em coisas que as pessoas perdem facilmente de vista (como explicam os próprios) para fazer uma moda particular e bem feita.

A ADER error funciona naquela pegada de coletivo que cada vez mais novas marcas vêm adotando. É uma empresa com diferentes áreas e equipes onde todas as opiniões são ouvidas, inclusas, e depois organizadas pelos cinco estilistas da marca. Além disso, as roupas são extremamente agênero e isso não é um exagero dizer. Não tem peça que não funcione claramente em qualquer um ou uma, sem pender mais para uma estética feminina do que masculina ou vice-versa, prova de que temos mesmo caminhado para uma moda mais inclusiva e menos “caga regra” rs.

Outra característica marcante da ADER é o uso ostensivo de cores, bem massa por sinal, que permeia todas as coleções e várias das peças. Para eles, a visão é o sentido mais impactante, e por isso o uso de cores é tão especial e importante. Passeando por seu acervo, além de encontrar malhas e muitas outras roupas coloridas, vemos muitas peças oversized, jeans com cortes peculiares, camisetas, pochetes e meias com dizeres escritos — às vezes provocativos e divertidos. Lembra um pouco a Acne Studios e também a Vetements; alguns veículos de moda já estão se referindo à ADER error como a Vetements da Coreia, inclusive.

Entrar no Instagram da marca é logo ser bombardeado com uma surra de referências. No topo da mente vêm coisas como os anos 80 e 90 e o mundo artsy. Seus editoriais são bem concept (haha) e trazem fotógrafos renomados, como a sueca Arvida Byström, e de meias a moletons, passando por pochetes e sobretudos, tudo tem corte ótimo, acabamento perfeito e styling de brilhar os olhinhos atentos de qualquer um que curta informação de moda. Mesmo que não faça seu tipo, provavelmente é um perfil bem legal de seguir lá no Insta: eles são ativos e gostam de construir uma narrativa online.

A primeira loja física da ADER abriu no final do ano passado em Seul e, de acordo com a marca, a maioria de seus compradores são asiáticos, especialmente coreanos e japoneses, mas a marca tem conquistado também o público europeu e americano e já dá a maior pinta no street style das semanas de moda. Pra gente aqui no Brasil não é o que podemos chamar de acessível, mas é uma bela dica de inspiração pra seguir, ficar de olho e enriquecer a timeline e o repertório.

Quem já conhecia a marca? Quem curte a pegada?

Moda Para Homens: o maravilhoso desfile de verão da Prada

A Prada desfilou a sua coleção primavera-verão/2018 no último dia 18, na semana de moda de Milão, dessa vez sem o resort feminino. O desfile bem lindo chamou a atenção pelas referências e pela estética, cujas inspirações vieram das histórias em quadrinhos. “Eles são feitos à mão, humanos, simples e reais. Mesmo que tragam todas as piores fantasias, eles são simples… Pequenos fragmentos da vida, que é o que você tem agora da informação, da mídia”, disse Miuccia Prada sobre a direção que tomou na hora de criar as peças.

Os quadrinhos, na verdade, surgiram em sua mente quando ela refletia sobre se sentir presa entre a humanidade e a realidade virtual. “O mundo inteiro está se deparando com essa questão”, comentou. E aí que as HQs dominaram a passarela, trazendo beleza, provocação, um ar muito moderno e ao mesmo tempo algo retrô à coleção, com elementos literais e outros mais subjetivos relacionados ao tema, mas tudo do tipo que nos deixa morrendo de desejo.

Os macacões, por exemplo, foram destaque forte da temporada e apareceram em 18 dos looks. Miuccia alegou que eles são sua nova obsessão especialmente por sua simplicidade; são peças que remetem ao trabalho, ao uniforme, e que aparecem em muitas cores, às vezes cobertas com sobretudos, outras acompanhadas de ótimos acessórios, como as pochetes (que seguem reinando!) e sapatos e sandálias incríveis. As cinturas vieram altas, com elásticos e as camisas pra dentro. As barras das calças estão curtinhas, assim como os shortinhos mega curtos também deram o ar da graça. Fashionistas com calor dizem amém, kkk!

Vale ficar de olho também nos truques de styling, como as meias longas usadas bem altas, as golas das camisas usadas pra cima como o detalhe mais chamativo da peça, o suéter pra dentro da calça, as sandálias com meias… Outro detalhe pra ficar de olho: a icônica etiqueta da marca que agora também aparece do lado de fora das roupas. Diz a Prada que quer questionar a relação entre marca e produto e o logo enquanto símbolo de status — eles até lançaram a #PradaEtiquette no Insta.

Pra completar o rolê apaixonante, o cenário foi todo de quadrinhos feitos pelos artistas James Jean e Ollie Schrauwen, quase tudo preto e branco com um ou outro toque de cor. A coleção vem super sintonizada com a moda urbana que temos visto ultimamente, tipo de roupa criada por uma grande maison que agradaria facilmente um bom amante de streetwear. Pra colar no board de referências já.

Fim de semana LGBT em SP: fique por dentro dos rolês da cidade

É chegado aquele momento do ano, em São Paulo, onde a celebração da diversidade e do amor em todas as suas formas entra em pauta com a realização da 21ª edição da Parada do Orgulho LGBT da cidade. O evento é um dos maiores de seu tipo no planeta, o que significa que, no dia 18 de junho, a Avenida Paulista estará lotada numa estimativa de 3 milhões de pessoas que comparecem para gritar seu orgulho, apoiar a causa e se divertir.

Antes de se jogar nas dezenas de atrações da Parada, no entanto, você pode aproveitar todo o fim de semana de atrações voltadas ao público LGBT e simpatizantes, até porque a São Paulo, nessa época do ano, recebe turistas de outros estados e até de outros países, que pintam por essas bandas em busca de celebrações do tipo. A Prefeitura estima que 20% do público da Parada seja de turistas, ou seja, cerca de 600 mil pessoas!

Paulo Pinto

Na sexta-feira, por exemplo, saiba que os caminhos nos levam para o Milkshake Festival! Essa é a primeira edição brasileira do rolê que acontece todo ano em Amsterdã, na Holanda, com o objetivo de celebrar a diversidade e a liberdade. É só amor e respeito dos portões pra dentro! Muito massa que essa é a primeira vez do Milkshake fora da Holanda e o babado promete ser forte, com muitas atrações gringas e também brasileiras, todas pensadas de acordo com a proposta do festival, claro.

O Milkshake rola na Barra Funda, no “Milkshake Park”, e terá três palcos. Nomes como Hercules & Love Affair, Cookachoo, Doppelgang, Jaloo, Pabllo Vittar, Karol Concá, Banda Uó, Linn da Quebrada entre muitos outros farão a nossa alegria, além de cinco blocos de carnaval e ainda as festas Selvagem, Batekoo e Tenda. Tá achando pouco? O festival começa às 16h da sexta-feira e vai até o dia seguinte, com um after oficial de 5 horas. Ufa!

Clica aqui para visitar o site oficial (ingressos a partir de R$ 75,00) e dá um saque no vpideo abaixo pra saber mais:

O sábado você pode tirar para descansar e se recuperar e no domingo é dia de colar na Paulista pra Parada. Nomes como Daniela Mercury, Anitta e Naiara Azevedo passarão pelo trajeto que vai da Paulista ao Anhangabaú. Chegando lá ainda tem discotecagem pra seguir animando. Mas a Parada não é só sobre festa, aliás pelo contrário, ela é um momento de fomento de orgulho e de união e também um momento de lembrarmos à cidade, ao país e ao mundo que intolerância e preconceito ferem, excluem e matam todos os dias. O tema do evento em 2017 é “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico”.

Pra quem chega antes da sexta-feira, vale lembrar que a Parada LGBT conta com outras programações, como a Feira Cultural LGBT que rola no Vale do Anhangabaú na quinta-feira, dia 15. A Pinacoteca de São Paulo também traz uma programação especial para o fim de semana, com atividades culturais relacionadas a questões de gênero e sexualidade. Entra no site oficial da Parada pra ficar por dentro de todas as atividades! E vale lembrar que São Paulo é uma cidade super gay friendly, então clica aqui pra ficar sabendo de todas as possibilidades, programações e afins voltados à comunidade.

O amor é livre!